domingo, 19 de outubro de 2014

Muito mais do que 3 pontos.



Pode a linha da felicidade ser tão tênue? Uai, pode sim! Depois de um jogo com roteiro digno de novela, dramático que só, Dedé (tinha que ser ele para a ‘zica’ sair de vez) fez aos 38 do segundo tempo o gol salvador, o gol da merecida vitória do Cruzeiro na partida de hoje.

Persistente, batalhador, guerreiro e heroico.

Para o jogo de hoje eu não vou escolher, mas sim somar adjetivos para premiar a luta e a batalha deste time.

Vencer era fundamental. Era uma partida que valia muito mais do que 3 pontos. valia a superação do pior momento desta equipe deste em quase 2 anos, com 3 derrotas seguidas e duas péssimas partidas. Valia a retomada da confiança deste time e da nossa torcida. Ainda mais pelos resultados conseguidos pelos nossos concorrentes nos jogos de sábado e do início deste domingo. Para vencer, valia de tudo... Inclusive recorrer à mística da camisa branca.

Hoje o Cruzeiro jogou como líder.

A Raposa tocou a bola com propriedade, buscou o gol durante toda a partida. Tentou de todas as formas chegar ao gol do adversário, mas sempre faltava algo, um detalhe que fizesse a bola entrar.

Algumas das chances foram incríveis. Tentamos por cima, por baixo, com tabelas, de cabeça, de bola parada... Confesso que cheguei a me perguntar se era possível existir também o ‘azar de Campeão’, além da já famosa sorte que parecia ter nos ‘abandonado’. (rs)

Quando o Cruzeiro acertava as finalizações, o goleiro Wilson brilhava com importantes intervenções. E quando Éverton Ribeiro – que voltou ao time e deu outra dinâmica à equipe – foi claramente derrubado na área, o juiz nada marcou.

O Cruzeiro jogava contra tudo, contra todos, contra a torcida contra de todos os adversários, contra a má fase e também contra mais uma arbitragem horrível. Tudo isso junto fez com que o primeiro tempo acabasse mesmo em 0x0.

Sem mexer no time, nem no ímpeto, o Cruzeiro continuou a buscar a vitória no segundo tempo.

E chegou ao seu gol aos 13, indevidamente anulado pela arbitragem, quando Egídio recebeu a bola em posição legal e cruzou para Marquinhos fazer o gol que foi mal anulado pela arbitragem.

O Vitória veio com mais disposição ofensiva e vez ou outra também tentava melhor sorte na partida.

Por volta dos 20 minutos do segundo tempo, o transformador da Rua Tabapuã explodiu e a energia na Sampa Azul acabou. Aos 24, quando a luz voltou todos nós vimos a torcida comemorando e o replay do gol celeste. Foi uma explosão de alegria e um verdadeiro balde de água fria, ao voltar da rua e ver que mais uma vez o tento celeste havia sido anulado. Desta vez, o árbitro auxiliar marcou falta de Manoel no goleiro adversário. Para não dizer que eu sou chato, neste lance eu dou o crédito da dúvida para a arbitragem.

Alisson, machucado, havia saído para a entrada de William. O bigode perdeu um lance importante ao não chutar para o gol um lindo passe de E. Ribeiro.

O tempo ia passando, e o empate persistia no placar. Será que, mais uma vez, o bom futebol do time não seria recompensado? Não era possível tamanha injustiça. Era visível a tensão no olhar da galera, e dos cantos fora de compasso que tentavam empurrar o time a qualquer custo.

Não sei se você, caro leitor é religioso... Mas se não for, não faz mal, pois o ditado cabe muito bem aqui do mesmo jeito: Foi nesta altura do jogo que Deus mostrou que ele realmente é justo e premia quem trabalha. (rs)

Aos 38 da etapa complementar, mais um escanteio para o Cruzeiro. No cruzamento, a bola foi rebatida pela defesa do Vitória. Mayke pegou a sobra e cruzou novamente para a área... E, como naqueles roteiros primorosamente escritos pelos mais sensacionais diretores de cinema, a bola encontrou o criticado Dedé, em uma fase super difícil no time e com a desconfiança de parte da torcida. E o camisa 26 deu uma cabeçada fulminante para fazer 1x0 para o Cruzeiro e fazer explodir a nação celeste em todo o Brasil.

Foi um dos gols que eu mais comemorei na Sampa Azul, tamanha a tensão da partida.

 

A partir daí o time soube mostrar maturidade e que aprendeu as lições da derrota para o ABC e soube administrar o final do jogo. Depois de uma derradeira jogada de bola parada do Vitória, o juiz apitou final de jogo e decretou a reconfortante e importante vitória do Cruzeiro.

Foi sensacional!

Valeu muito mais do que os 3 pontos. Valeu pela confiança, pela manutenção da vantagem, pela boa atuação do time.

Parabéns a todo time do Cruzeiro hoje, ao treinador, a torcida... a todos que, mesmo nos momentos de maior dificuldade não esmoreceram jamais.

Mais uma vitória, menos uma rodada. Não tem nada ganho, tá bem difícil, mas continuamos firmes e fortes na luta pelo Tetra.

Vamos Cruzeiro. Pois quarta que vem é dia de acabar com mais uma Zica.


Parabéns a todos.

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