quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sem trincheiras

Libertadores é apaixonante não só pela emoção, mas pelas histórias que se repetem de tempos em tempos. O que muitos torciam aconteceu: enfrentamos o River Plate nas quartas. Conhecido de outros carnavais, o retrospecto favorável pode enganar quem considera o Cruzeiro como grande favorito. Para atravessar o Rio da Prata vai ser preciso mais que só o peso da camisa e a “freguesia” rival, por assim dizer. Não existem trincheiras ou apoios nesse trajeto.


No total, foram treze confrontos, dos quais o Cruzeiro saiu vitorioso em dez. De fato, a vantagem é ampla, ainda mais se colocarmos na conta que nossa primeira Libertadores foi conquistada em cima desses mesmos hermanos. Em campo teremos muita história, muita tradição, e sobretudo, muita vontade de ambos os lados. Mas é bom lembrar: estatística não ganha jogo. Vai até a página dois, e olhe lá.

No jogo contra o São Paulo, o time mostrou uma raça e entrega fora dos padrões até então apresentados em 2015. Vimos um Cruzeiro aguerrido, afim de jogo, buscando cada bola como se essa fosse a última Coca-Cola do deserto. Ou Skol, como preferir. Deu gosto ver a equipe unida, atrás do gol a todo custo. Como disse depois dos pênaltis, é nessas horas que entendemos o porquê de pararmos e deixarmos tudo de lado para viver essa cachaça e salvação que é ser cruzeirense. Obrigado por isso.

Essa é a receita para sair da Argentina com um bom resultado. A confiança pela classificação no sufoco com certeza será um aliado nesse primeiro confronto, e é importante que o Marcelo Oliveira oriente esse time para marcar em cima, encurtando os espaços e procurando o gol. Jogo de mata-mata não perdoa os covardes, que se escondem nas retrancas e pranchetas. As chances de vitória são boas, é  crescer frente ao adversário, seguindo em frente, sem medo, com gana e raça para assegurar a vantagem. Resumindo: se jogar como semana passada, o resultado vem.

 

Confio e acredito muito nesse Cruzeiro. A técnica, que por vezes falta, é compensada na vontade. E isso é fundamental em qualquer disputa, sobretudo em Libertadores. É hora de iniciarmos a travessia até o outro lado desse rio. Melhor: é hora de começarmos um novo combate. Um que já nos coroou no passado, num terreno já pisado e dominado por nossa infantaria. Que esses guerreiros entrem de peito aberto, sem receio do que está por vir. Que eles atravessem o Rio da Prata com a coragem e bravura indômita da Bestia Negra. Amanhã começa uma guerra. Uma guerra sem trincheiras.  



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dava para ter ganho do Santos.


Dava para ter ganho do Santos. Perdemos por detalhes bobos, como não ter entrado em campo no primeiro tempo e não ter elenco. Ah, se não fosse isso, heim?
Ironias a parte, estamos falando de um jogo em que tivemos 4 chutes ao gol e tiramos 2 bolas em cima da linha. Por isso pouparei vocês dos comentários mais alongados sobre a partida, ok?
Quem aí não está contente com a mega vitória do Cruzeiro contra o SPFC ou com o jogão contra o River da próxima quinta? Pois é, meu amigo... Libertadores é bão, mas o saldo vai ser pago neste início de Brasileiro.
Como em 2015 não vamos ouvir comentaristas dizendo: “– Olha este time do Cruzeiro.... sai Fulano, entra Beltrano que seria titular em qualquer time!”, o jeito é escolher um torneio para focar. E rezar pelo outro...
É o que o coitado do M. Oliveira está tentando fazer. Juntando o resto que tem para brigar pela Libertadores. Enquanto parte da torcida segue ‘pitacando’ que ele deveria jogar com G. Xavier, ou colocar o Pará, sem perceber que isso é debater migalhas perante o elenco que temos, eu continuo a me perguntar quantos anos mais o Gilvan vai levar para trazer o bendito do meia que prometeu.
"Ah... mas times como o Sport, ou Chapecoense são mais limitados e jogam mais". Concordo, mas aí está o problema, amigos: CAMISA PESA! E não é qualquer jogador que joga no Cruzeiro.
Precisamos de reforços. Mas, daqui a pouco, todos os bons valores de outros times completam 6 jogos. Pouco antes de acabar o prazo para transferências, vamos continuar ouvindo especulações e mais especulações... e ninguém chega. Quando a vaca for para o brejo, algum diretor traz aquela revelação do Paysandu, ou do ABC, para ‘ajudar’ o time.
Haja paciência...
Agora, já pensaram? Embora eu e você torçamos como louco pela conquista da Libertadores, vai que a gente não ganha? (Bate na madeira aí). Temos que pontuar no brasileiro o quanto antes para não jogar o resto do torneio com o peso da camisa em uma posição na ‘rabeta’ da tabela, esperando pelos 45 pontos que não chegam nunca.
Perder para o Santos na Vila é um resultado que pode acontecer mesmo com o time jogando bem. O que ‘irrita’ é ver que falta mais talento neste time. Quando a gente tem como titular inconteste um Marquinhos com o argumento que ele é esforçado, temos a real medida do limite do time. E quando ele é um dos que mais cria, não sei se comemoro ou se fico preocupado.
O Mayke nem foi pro jogo. Só temos ele e olhe lá para a lateral direita... melhor poupar para quinta, enquanto o Ceará já aparece nas caixinhas de leite da Cemil naqueles retratos de desaparecido... e o Fabiano, bem... deixa pra lá. O Arrascaeta segue a linha do Mayke: vamos poupar para quinta.
Na lateral esquerda, sinto que vamos passar o ano discutindo qual das opções é menos limitada. Me resta torcer para que o Mena consiga encarnar um Sorín vez ou outra, como aconteceu na quarta passada. E por aí vai...
Hoje, somos 'lanternas da porra toda'. O único time que não conseguiu um ponto sequer. É cedo, eu sei. Mas confesso que não estou tranquilo.
Mas de que adianta reclamar? É com esse time aí – limitado e tudo mais – que vamos brigar pelo Tri da Libertadores.
E como em Copa tudo pode acontecer, me resta pedir para o time que mostre a mesma disposição que teve contra o São Paulo no Mineirão. Que não se acovarde, não deixe de atacar, que não tenha medo de ir para cima do River na Argentina. Que entendam que esta camisa celeste estrelada tem um peso gigante e que eles devem usar isso ao seu favor.
E neste meio tempo, esperar... mesmo que sem esperanças, que a diretoria reforce o time com jogadores bons de verdade.
Vamos Cruzeiro... Que venha o River, mas que a gente vá também.
(Por E.M.)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Roupa suja

É Cruzeiro Esporte Clube, já vimos dias melhores. E desculpe pela impessoalidade de chamar pelo nome completo, é que a sensação é de distância. Grande parte desse pessoal que anda vestindo sua camisa é estranho pra gente. Seymour? Mas é com “i” ou “y”? E o lateral lá, Mena, né? E tem aquele outro também, o tal do Willian Farias. Era melhor Pará por aqui, mas não vou. Tem roupa suja pra lavar.

O bicampeonato ficou no passado. Para quem estava acostumado com aquele futebol leve e entrosado, essa versão 2015 pouco agrada. Pergunte para si a escalação do time que fez 3 a 0 no Grêmio; mais fácil que lembrar aniversário de namoro. Nosso conjunto atual é tímido na vontade, na forma de jogar, e na relação com a torcida.

Uma parcela disso eu coloco na conta da Trupe do Gilvan. O desmanche levou consigo a identidade: de referência do futebol bonito, passamos para um time sem referência. O Marketing pouco faz para trazer a torcida de volta ao Mineirão. Não há preços mais acessíveis, promoções para não-sócios, ações, vídeos motivacionais... nem um tropeiro mais barato. Nada! Se em campo o time não empolga, que mexam seus pauzinhos nos bastidores. Gilvan, por sua vez, se limita a exercer seu direito de ficar em silêncio. Como diz o ditado, quem cala, consente.



A outra parte quem paga é Marcelo Oliveira e seus comandados. A qualidade técnica da equipe não é lá essas coisas – isso é nítido e ele não pode ser responsabilizado. Mas a falta de ânimo nos dois últimos jogos foi assustadora. Contra o São Paulo a estratégia era empatar, mas a falta de garra de muitos ali sugeria um descompromisso com o objetivo traçado e no agrado aos torcedores,  que na fria noite paulistana, compareceram ao Morumbi. Das duas, uma: ou Marcelo Oliveira não está conseguindo motivar este time, ou estes veem as oitavas-de-final como coisa pouca.  

E é isso que preocupa mais. Estamos às vésperas do confronto que definirá o semestre, e a julgar pela partida de domingo, a ficha do pessoal ainda não caiu. O jogo de volta das oitavas tem um peso enorme e envolve muito mais que só a classificação; além dos onze numerados, entram em campo a confiança, a paciência e a esperança dos oito milhões de cruzeirenses. Se classificar, festa. Se for eliminado, a crise tomará conta da Toca. Não se enganem: o primeiro a pagar o pato (injustamente) será Marcelo Oliveira.

Para quem vive do futebol, o que vale é o resultado. Para quem é torcedor, que acompanha pelo prazer do esporte, a raça e a garra têm uma importância singular, à parte dos títulos. Além da vitória, queremos um time aguerrido, corajoso, sagaz, inteligente e competitivo. Em outras palavras, o próximo jogo é a chance de provar para nós e o mundo com quantas estrelas se faz um campeão. Amanhã será o dia de sanar essas rusgas entre nós, de encurtar a distância. É a hora de tirar essa desconfiança que vem sujando nosso uniforme. E roupa suja, Cruzeiro, se lava em casa. 

E você, o que acha? Fala aí nos comentários!


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Rifa Solidaria Sampa Azul

Ontem tivemos Cruzeiro x Corinthians em Cuiabá e o time de São Paulo acabou saindo com a vitória por 0x1. O jogo que marcou o início do Campeonato Brasileiro 2015 para os Cruzeirenses e Corinthianos, dividiu as atenções também com o dia das mães e dia da solidariedade no nosso QG.

A Sampa Azul estava sem a maior parte do seu público, provavelmente pelo fato de os mineiros irem para casa fazer aquela visita para a suas mães. Mas de toda forma, assim como havia sido programado, fizemos o sorteio das camisas da rifa solidaria da Sampa Azul.

Mas antes de falarmos sobre os ganhadores, gostaríamos de agradecer ENORMEMENTE A TODOS que ajudaram e se sensibilizaram com essa campanha que é de extrema importância para a Izabella Duca em seu tratamento de um tumor no cérebro. Esta atitude mostra que a Sampa Azul não é feita apenas de pessoas vendo jogos e sim de um grande grupo de amigos que torcem para o Cruzeiro e querem o bem de todos a sua volta.

Falando então dos ganhadores vamos aos resultados:

Parabéns aos ganhadores pelo prêmio!!! 

"Mesmo que a palavra 'obrigado' signifique tanto, não expressará por inteiro o quanto seu gesto atencioso e delicado foi importante para nós".


OBRIGADO A TODOS!!!
#JuntosSomosMaisFortes #SampaAzul #CruzeiroSempre

terça-feira, 5 de maio de 2015

Chuta baixo, Cruzeiro!

Ricardinho deixou para Geovanni. Müller o aconselha. Atenção, toma distância, Geovanni correu, bateu, é gol, gol, gol, gol, gol!” Alberto Rodrigues.

Geovanni é derrubado na linha da meia-lua por Rogério Pinheiro, que é expulso. Entre os sete metros e oitocentos centímetros que separavam a bola da barreira que protegia o gol de Rogério Ceni, um placar de um a um e a angústia de oito milhões de cruzeirenses se agarrando aos últimos fios de esperança. “Chuta baixo, chuta baixo!”. Gol do Cruzeiro, Tri-campeão da Copa do Brasil de 2000.

É Nelinho quem tem que bater. Tem que se afastar, tomar posição. [...] Adivinhe, adivinhe Joãozinho pelo amor de Deus!” Vilibaldo Alves

Nossas páginas heroicas imortais foram escritas nas entrelinhas. Pela surpresa, impulso. Em lances épicos como a falta cobrada por Joãozinho na Final da Libertadores de 76 e da inteligência de Geovanni em apostar no improvável em 2000, a história cruzeirense cravou sua marca no imaginário futebolístico. Nem mesmo os grandes roteiristas e escritores seriam capazes de tramas recheadas de reviravoltas surpreendentes como o Cruzeiro protagonizou em suas conquistas.



Henrique arriscou uma bomba, golaço, golaço, golaço! [...] Uma sapatada, que golaço, que golaço!” Osvaldo Reis, o Pequetito.

Amanhã recomeçamos a caminhada pelo Tri. Quis o destino que o adversário fosse novamente o São Paulo, antiga pedra no sapato. Estaremos defronte a uma equipe tradicional, calejada e experiente, assim como o Cruzeiro. Embate com cara e jeito de Libertadores; cinco títulos da competição em campo e história para mais de metro. Jogo de gente grande.

Éverton Ribeiro, entrou na área, é pra fazer, chapeuzinho no zagueiro, bateu, golaço, golaço, golaço, golaço [...] A vida imita a arte, a arte imita a vida”. Osvaldo Reis, o Pequetito.

Para o jogo, não contaremos com um novo meia. A diretoria não conseguiu a contratação do armador para o lugar de Éverton Ribeiro – como era de se esperar – e o time é o mesmo da primeira fase, com algumas poucas mudanças. Sendo assim, vamos com o que temos: vontade, raça e o peso da camisa que conquistou duas vezes a América.

Éverton, aos quarenta e cinco minutos. É incaível, é incaível, é incaível, é incaível! O Cruzeiro massacra o arquirrival!” Osvaldo Reis, o Pequetito.

Amanhã teremos a chance de sair na frente pelo sonhado Tri e espantar o mal começo na competição. Que você, Cruzeiro, tenha a audácia de Joãozinho, a precisão de Geovanni, o brilhantismo de Éverton Ribeiro, a confiança de Henrique, a raça e entrega do time que jogou o 6x1. Que você encontre caminho no impensável, no impossível. Acima de tudo, que acredite, como Müller e Geovanni, nas entrelinhas do improvável: chuta baixo, Cruzeiro!


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Semana sem jogo é um marasmo.


Semana sem jogo é um marasmo. Semana sem jogo às vésperas das oitavas da Libertadores, então, é um marasmo hiperativo. Enquanto nada acontece em campo, sobra falta de assunto e criatividade fora. Some isso à contratação-relâmpago de um armador que a diretoria tanto busca e pronto: tem início uma verdadeira competição de manchetes especuladoras e tuitadas imprecisas sobre quem vem e quem vai.

A bola da vez é o Ronaldinho, e com o perdão do trocadilho, dessa vez não falo de sua saliência abdominal. Ao que consta, Assis – o maior promovedor de leilões do futebol brasileiro e região, ofereceu o jogador para preencher a vaga de meia no Cruzeiro. Para, vai.

Em condições normais de temperatura e pressão, essa seria uma daquelas contratações para lotar o Mineirão na estreia. Em seus tempos áureos, Ronaldinho fazia a torcida adversária aplaudir de pé. E não era para menos.

Acontece que muita cachaça rolou goela abaixo e ele não é mais o mesmo. Sua falta de vontade era nítida quando voltou para o Brasil numa tentativa de retornar à Seleção antes da Copa. Quem dirá depois de umas temporadas no time de Vespasiano! Sua vida agora é jogar num tal de Querétaro. Que fique por lá.

Outro nome que passou a figurar os noticiários é Lucas Lima. O meia do Santos vem chamando a atenção de muitos times, e não é a primeira vez que o mandatário celeste tenta a contratação. Ao que tudo indica, esse não sai de lá tão cedo. Ele faz parte do plantel do time da baixada e o presidente do clube deixou bem claro (chegou a berrar com os repórteres quando perguntado) que o garoto continua na equipe.

A semana sem jogos se arrasta. E até que nos reencontremos com o Cruzeiro, lidaremos com especulações e boatos plantados daqui e dali. Espero muito que a diretoria feche com um bom meia até segunda, embora o prazo apertado e a falta de opções tornem a tarefa muito complicada. Enquanto nada  acontece, estamos fadados a esperar sentados, roendo as unhas e batendo os pés no chão nesse marasmo hiperativo.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Sampa Azul está no Cartola FC

A Sampa Azul está no Cartola FC 2015 e você é nosso convidado a mostrar suas habilidades do mundo futebolístico. Para participar é só se cadastrar no Cartola FC e procurar pela "Liga Sampa Azul".
Mas seja rápido, pois a primeira rodada fecha no dia 9 de maio, às 16h30m (de Brasília), duas horas antes de a bola rolar para os jogos iniciais..
Premiação: 
- O 1º colocado receberá 1 caneca oficial da Sampa Azul a ser entregue no final do Campeonato Brasileiro.
Regras 2015:
- Só pra apimentar um pouco a liga, fica determinado que os times participantes da liga da Sampa Azul não poderão escalar jogadores galináceos do lado rosa da lagoa, também conhecidos como frangas (ou para os mais íntimos, Atlético Mineiro).
- Caso sejam escalados jogadores do time citado acima, o participante perderá TODOS os pontos adquiridos naquela rodada (que serão computados no final do campeonato). O participante será advertido e punido (com a anulalção dos pontos da rodada) por no máximo 2 vezes. Caso ocorra por uma terceira vez, o participante estará automaticamente desqualificado da Liga Sampa Azul.
É entrar e curtir...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O futebol tem seus meios.



O futebol tem seus meios de coroar e achincalhar seus personagens. Dos golaços aos frangos são eternizados jogadores e comandantes. Esse método nem sempre faz coro à lógica que rege aqueles que ocupam as arquibancadas, e assim surgem as maiores injustiças, bordões e verdades consumadas que as mesas-redondas e cadernos de esportes perpetuam.

Começamos a semana com uma dor de cabeça a mais. A segunda-feira que prometia ser mais light virou uma caça às bruxas daquelas. Foi o juiz não marcar a falta no Damião, o Gilvan não contratar o meia e o tropeiro do Mineirão aumentar o preço pro Marcelo Oliveira ter o nome figurando os trending topics da cornetagem cruzeirense.

Não tem jeito, no Brasil os técnicos se dividem em gênios e imbecis. E nunca antes na história os termos estiveram tão próximos: a ciência e o Facebook afirmam terem visto o mesmo indivíduo recebendo as duas alcunhas  em menos de uma semana. Eu não duvido.

É difícil seguir um fio de lógica no raciocínio e comportamento da grande maioria que compõe o futebol brasileiro. Aqui, a longevidade de um time se estende até a próxima derrota. O mesmo ocorre com o mérito das conquistas: duram menos na memória de torcedores e dirigentes que queijo “tipo mineiro” fora da geladeira. Marcelo Oliveira que o diga.

É dele o troféu abacaxi. O imbecil bicampeão não conseguiu dar liga nesse time ainda. Quanta incompetência! Em 2013 nosso elenco também foi montado às pressas e deu show; cadê os títulos desse ano? Time bom não precisa de meia, nem de lateral, nem de volante, nem de descanso, nem de Diretor de Futebol, nem de nada. Precisa é de bode expiatório, e o Cruzeiro quase conseguiu um.

Não fosse a vitória e consequente classificação para as oitavas da Libertadores, estaríamos de frente a mais um festival de cornetas soando a todo vapor com direito a posts inflamados nas redes sociais e marmitas voando sobre o para-brisa. Marcelo se safou da culpa aos onze do segundo tempo e por pouco não vira garoto-propaganda do caos cruzeirense. Posto que ele não deveria participar nem do casting, afinal, quem desmanchou o elenco foi o outro senhor de cabelos brancos.

Que as próximas semanas tragam novos ares; tanto para o time quanto para as cabeças de vento do nosso futebol. Por mais que Paulo André tente, ainda falta bom senso para muita gente na hora de apontar culpados. Aos que acham que o pelo do ovo está no dono da prancheta, desejo sorte; àqueles que enxergam as limitações do elenco a as creditam à diretoria: cheguem mais. Tem lugar sobrando na mesa.

(Por: João Pedro)


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Todos os mineiros que tinham que vencer hoje, venceram.



Somente a vitória interessava o Cruzeiro, pois somente ela daria 100% de certeza de classificação. Mas, no fim das contas, nem seria preciso ganhar uma vez que o Mineiros (Ven) bateu o Huracán (Arg). Mas como foi importante vencer hoje.

Primeiramente para dar um pouco mais de paz ao Cruzeiro, principalmente ao M. Oliveira, que dentre todos os componentes desta fase difícil do clube é – de longe – o menos culpado. Mesmo assim, como é comum no futebol brasileiro, muitos torcedores de memória curta chegaram a pedir sua cabeça.

Segundo, para cravar a tradição celeste de nunca ter sido eliminado em uma primeira fase de Libertadores, comprovando que nossa camisa é grande demais.

Sobre o jogo, ficou claro que somente um time veio para jogar bola. Com paciência, porém sem muita técnica, o Cruzeiro dominou o jogo todo, teve muita posse de bola, trocava passes, mas até os 16 minutos de jogo não tinha criado nenhuma chance aguda de gol.

Arrascaeta e William eram os jogadores mais técnicos em um time que, muitas vezes, optava por uma ligação direta ao ataque. Duas das três chances mais agudas da Raposa foram justamente em participações do Bigode. A primeira em bola que o camisa 25 não conseguiu alcançar, depois do cruzamento de Mayke. Depois uma ‘voadora’ que ele também não conseguiu empurrar para as redes. Teve também um lance, tirado em cima da linha, em cruzamento do Arrascaeta.

O primeiro gol a ser comemorado no Mineirão foi o do Mineiros, da e na Venezuela. Mas aos 37, fazendo justiça ao domínio do Cruzeiro e também ao futebol ‘raçudo’ do William, a zaga boliviana cortou mal um cruzamento do Mayke e o Bigode não perdoou. Cruzeiro 1x0.

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com a mesma postura do primeiro. Na Venezuela, o Mineiros já fazia 2x0, o que deu mais tranquilidade tanto para o Cruzeiro quanto para o Univ. Sucre. Poderíamos até encarar a etapa final como um ‘amistoso’, não fosse a deslealdade e despreparo da equipe boliviana que rendeu, entre outras catimbas, um soco no zagueiro Manoel.

O time boliviano, que chegou falando em 80% chances de eliminar o Cruzeiro, tomou mais um coco na cabeça. Em escanteio cobrado por Marquinhos, Leo cabeceou para fazer 2x0.

Com a vantagem no placar, o Cruzeiro passou a jogar com mais confiança e atacou ainda mais. Quase fez o terceiro, em linda jogada individual de Gabriel Xavier. Jogador que, aliás, entrou bem demais na partida.

Fim de papo e vitória de todos os Mineiros hoje. Uma por 2x0, no Mineirão, e outra por 3x0, na Venezuela.

Alguns vão dizer que o Cruzeiro não fez mais que a obrigação, outros que vencer o Universitário Sucre não é parâmetro para nada. Talvez até tenham razão. Mas só de evitar uma crise na Toca e só de preservar a imagem do M. Oliveira, estou mais do que satisfeito.

Ganhamos – pelo menos – mais uma semana de paz. Tempo este que deve servir para recuperar jogadores importantes do nosso elenco, e oportunidade para nossa diretoria refletir e continuar a busca por reforços. De preferencia, aqueles que o M. Oliveira pedir, não aqueles que ele não pedir, ok?

Agora, classificados, a responsabilidade aumenta.

Gostaria de destacar também a percepção que tive (pela TV) da torcida no Mineirão. Não foram muitos para um jogo de Libertadores, mas o que o pessoal cantou – especialmente no início do jogo – foi uma grandeza. É assim que deve ser!

Bem como gostaria de agradecer mais uma vez, a grande presença de público da nossa galera na Sampa Azul. Feriadão, com muitos amigos viajando para suas cidades natais, deu gosto de ver um bom público torcendo conosco.

Força Cruzeiro!

(Por E.M.)

PS. Este comentarista que vos escreve vai sair de férias esta semana. Retorno com as resenhas pós jogo em 20/05.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

RIFA SOLIDARIA SAMPA AZUL


(Na luta com a nossa amiga Izabella)

Queridos amigos de Sangue Azul, queremos informar que por motivo do feriado e pela ausência da Izabella no jogo de amanhã, decidimos adiar a data do evento e do sorteio da camisa oficial para o dia 10/05/2015.

Mas para a alegria de todos e para podermos intensificar ainda mais a campanha da Rifa Solidaria, a Sampa Azul resolveu colocar um segundo premio para mais um sortudo.

Agora, além da camisa autografada para o primeiro sorteado, o segundo sorteado ganhará uma camisa feminina de comemoração aos 5 anos da Sampa Azul.

Agradecemos a todos que estão engajados em nos ajudar nessa campanha e desejamos boa sorte!!!

Se você ainda quer participar dessa campanha é só enviar um e-mail para sampaazul@gmail.com com o titulo "Rifa Solidaria".

‪#‎JuntosSomosMaisFortes‬

O Cruzeiro fracassou no Campeonato Mineiro.

O Cruzeiro fracassou no Campeonato Mineiro. A única coisa que vale no rural é eliminar o rival e nós perdemos. Paciência.

Não importa se o segundo gol deles veio de uma falta não marcada pra gente, ou se foi mais uma partida com arbitragem tenebrosa do Héber Roberto. Nem mesmo a merda que fez o Fabiano importa perante o que vou falar.

Vocês querem saber o porque o Cruzeiro tem perdido para o Atlético?

Porque nossa diretoria é frouxa!

É isso mesmo, companheiros. Se você acha que o problema do Cruzeiro é o ‘tabu’ de alguns jogos sem vencer o Atlético, sinto informar que sua miopia talvez lhe impeça de ver algo ainda mais abrangente: há muito estamos sofrendo goleadas nos bastidores e aceitando isso passivamente.
O futebol abaixo da média também é culpa da diretoria, mas sobre isso falamos mais tarde.

Só um exemplo dos desmandos que, sem alarde, permitem que os clássicos sejam disputado com 2 pesos e duas medidas. Basta destacar que desde que o Cruzeiro passou a jogar no Mineirão e o Atlético no Independência, o Cruzeiro deixa o adversário jogar com torcida única, enquanto abre sua casa para o rival.

Não faz diferença? Faz TODA diferença! Não fizesse, o time listrado não pediria sua carga todo jogo. Perdemos uma final de Copa do Brasil assim, sempre dando a outra face, caindo nas artimanhas e catimbas extra campo do rival.

Desta vez, o ‘bom samaritano’ perdeu a chance de peitar o rival, a federação e a TV. Aceitou passivamente a marcação desta partida absurda, em uma data que vai nos prejudicar ainda mais na terça.

Seria lindo não ter entrado em campo hoje, ter mostrado à federação que o Cruzeiro é gigante e não pode ser tratado como foi. É preciso que nossos comandantes entendam o tamanho do Cruzeiro e que o Rural depende muito mais de nós do que nós deles.

Mas nem para entrar com uma ação a tempo o clube foi competente. Desistiu de recorrer por falta de tempo de um julgamento no pleno. Oi? Por quê não entrou com a ação antes?

Nem interesse em protestar contra a presença do Heber Roberto mostramos. Deixa lá esse juiz que nos causou problemas outras tantas vezes (hoje mais uma vez).

Na moral? Chega! É preciso deixar de ser bunda-mole administrativamente.

Sobre o jogo, tenho pouco a falar. Sinceramente, achei que o time jogou melhor no Independência do que no Mineirão. Fizemos um primeiro tempo bom, um gol proveniente de uma jogada maravilhosa do William e saímos na frente no placar. Era para ser uma festa, mas precisando poupar jogadores, M. Oliveira sacou o Alisson no segundo tempo e nosso time mostrou as mesmas falhas na defesa que tem marcado esta nova equipe. Ineficiente na bola aérea, tomamos 2 tentos e perdemos o jogo em um roteiro que de inédito não tem nada.

Perder é ruim. Ninguém gosta. E quando isso acontece é aquela velha história: bora caçar culpados, apontar o dedo, cobrar cabeças.

E tudo bem... faz parte do jogo. Mas pelo menos saibam cobrar quem realmente tem alguma culpa no cartório.

Hoje o Fabiano fez merda? Sim, fez. Mas a culpa não é do Fabiano, que é limitadíssimo. É de quem contratou ele para jogar no Cruzeiro.

Hoje o Fábio não foi bem, ou você não gostou de algo que o M. Oliveira fez? Aí eu te digo... ambos estavam nos times brilhantes de 2013 / 2014 e ninguém questionava nada a respeito deles.
Sabe o que mudou? Mudou a postura da nossa diretoria! Estes sim devem ser cobrados com veemência.

Quando precisou mudar a história do jogo, o Levir olhou para o banco e escolheu seus jogadores para tentar algo diferente. Hoje, quando precisa mudar a cara do jogo, o M. Oliveira coloca QUEM? Não temos elenco!

Sabe... a soberba é uma merda! Quando você se acha maior do que tudo e que todos, é justamente aí que acontecem as piores coisas.

A saída do Alexandre Mattos do jeito que foi, a discussão pela mídia com M. Oliveira no começo do ano, a declaração de que o sucesso do Cruzeiro se devia a diretoria e não ao treinador, a insistência em não termos um Diretor de Futebol de verdade... Todos estes são sinais claros de que o Sr. Gilvan já teve dias mais brilhantes como presidente do Cruzeiro.

O desmanche do time como ocorreu, reposições feitas no susto, nomes de jogadores que vazam na mídia e a incapacidade de trazer peças, mesmo com os cofres cheios colocam em cheque o comportamento de nosso mandatário em 2015.

É Gilvan... realmente não precisamos de um meia. Pelo jeito precisamos de muito mais: de postura, coragem e humildade.

Não podemos mudar o começo do nosso ano. Mas podemos sim fazer um 2º semestre diferente. Apesar do revés de hoje, ao time, ao M. Oliveira, aos jogadores – por mais limitados que um ou outro possa ser – só tenho a pedir o seu apoio.

E ao Sr. Presidente, temos que pedir mudança de postura!

O saldo do Gilvan no Cruzeiro ainda é muito positivo. Que este ‘protesto’ sirva para que o nosso presidente resgate o espírito que o ajudou a montar as equipes de 2013 / 2014. Que ele aprenda que precisa delegar mais, ter profissionais mais dinâmicos trabalhando ao seu lado em um clube como o Cruzeiro.

Agora é juntar os cacos e apostar tudo no jogo de terça para evitar férias forçadas pela incompetência administrativa do clube.

Vamos Cruzeiro!
(Por E.M.)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Pegue a sua caneta e anote aí: o Cruzeiro fez outra grande partida!


Pegue a sua caneta e anote aí: o Cruzeiro fez outra grande partida! (Pegou a sua Josué?... kkk)
Era para ser um jogo duríssimo. E foi, duro e pegado.

Jogando fora de casa, em um estádio que só teve presença da torcida adversaria (algo que eu acho MUITO errado), o Cruzeiro jogou bem e manteve a vantagem para a segunda partida no Mineirão.
O Cruzeiro começou o jogo e logo mostrou que não sentia a pressão do Independência. Começou bem melhor a partida, tocando bem a bola e teve as primeiras chances de gol, sendo a mais clara delas uma cabeçada de Damião na trave, logo depois de uma envolvente jogada entre Mena e Alisson.

Aos poucos o adversário foi equilibrando a partida. Até que aos 39 minutos, a equipe emplumada conseguiu aproveitar um bom contra ataque para abrir o placar com Carlos. 1x0 para o time listrado e assim terminou um primeiro tempo marcado por muitos cartões amarelos.

Apesar do revés no placar, a postura do Cruzeiro era muito boa. Estava um jogo bom de se assistir.
Para o segundo tempo, M. Oliveira colocou o estreante Fabrício no lugar de Mena. Com isso o Cruzeiro voltou mais ofensivo. Aos 10 minutos, Willians começou uma jogada magistral, driblando e penetrando o campo rival, para depois tocar para Arascaeta.

Agora eu vou começar um novo parágrafo porque o lance merece.

Arrascaeta recebeu a bola no meio de 3 marcadores. Dominou, girou o corpo e protegeu a bola. De costas, enfiou uma caneta mágica em Josué, ente dois jogadores driblou, deixando Jemerson para trás, invadiu a área e chutou cruzado para fazer um golaço! 1x1.

Tem replay em texto escrito? Uai... tem sim, porque essa merece:

“Arrascaeta recebeu a bola no meio de 3 marcadores. Dominou, girou o corpo e protegeu a bola. De costas, enfiou uma caneta mágica em Josué, ente dois jogadores driblou, deixando Jemerson para trás, invadiu a área e chutou cruzado para fazer um golaço! 1x1”. (Replay)

Lindo lance do uruguaio que vem crescendo a cada partida. Não somente pelos gols. Como o próprio Marcelo Oliveira ressaltou após a partida, ele passou a recompor mais, participar mais do jogo, pedir mais bolas. Fruto da confiança que vem ganhando e do apoio dos demais jogadores do time.

Aos 17 minutos, em lance entre Damião e Leo Silva, o juiz marcou falta do camisa 9 sobre o defensor. Damião tentou retirar a bola do zagueiro, que retrucou com um chute. Resultado? Damião ganhou um cartão amarelo, enquanto o Leo Silva foi corretamente expulso.

Com um a mais em campo, o Cruzeiro até que buscou a virada, mas não conseguiu transformar a superioridade em gols.

Bom jogo do Cruzeiro. Independente do resultado, gostei de ver um time organizado, criando chances, dividindo bolas. É o segundo bom jogo - seguido - deste time comandado pelo MO. Mais uma vez, com a presença importantíssima do Willians no meio.

Hoje, tirando o Mayke, o Cruzeiro repetiu o time e uma boa apresentação.

Com o 1x1 no placar, a Raposa mantém a vantagem para a segunda partida neste embate por uma vaga na final do Campeonato Mineiro.

Vamos Cruzeiro!
(Por E.M.)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Ah, que saudade eu estava deste Cruzeiro!


Hoje sim a Raposa jogou bola, fez valer a sua força do Mineirão. É batata, pessoal... dia que a Sampa Azul conta com bom público, o Cruzeiro sempre ganha.

Os primeiros nove minutos foram de muita dificuldade. E tudo bem... o primeiro gol do Arrascaeta – um golaço, diga-se de passagem – foi em posição irregular. Mas e daí? Além do importante resultado, a torcida hoje pode comemorar uma grande exibição do Cruzeiro.

Depois do gol de bicicleta do menino Arrascaeta, Damião – sempre ele – fez o segundo na sequência. E com menos de 14 minutos o Cruzeiro já vencia a partida por boa margem.

O jovem Arrascaeta, jogador com quem sou muito crítico, fez a sua melhor partida com a camisa do Cruzeiro. Se movimentou, buscou jogo, enfiou bolas... Talvez tenha sido o melhor jogador da partida, e só digo talvez pois, para mim, o que joga de bola este Willians não está escrito. A importância tática e na estrutura no time é absurda. Credito parte do bom rendimento do nosso camisa 10 ao fato do nosso ‘cão de guarda’ ter jogado.

Hoje, o M. Oliveira armou um time bem ofensivo, com William (outro que fez ótima partida) e Alisson jogando ao lado do Arrascaeta. Resultado? Ele teve com quem jogar, com quem dividir a responsabilidade criativa do jogo.

Mais tranquilo, o Cruzeiro dominou toda a partida. Apesar de uma ou outra falha mais gritante na defesa que nos levou muito perigo, a equipe celeste soube tocar a bola, tabelou, arriscou jogadas de efeito... foi um time mais leve e mereceu o resultado, que ainda contou com um terceiro gol de Henrique, no segundo tempo, depois de cobrança de escanteio.

Ok... Nós sabemos que a partida de hoje foi contra um time muito inferior. Sabemos que não podemos nos iludir e que ainda precisamos de reforços. Mas como não celebrar um bom jogo? Hoje o time todo está de parabéns, repito, não só pelo placar, mas principalmente pelo bom futebol.

Nos resta torcer agora pela manutenção e sequência desta equipe, destes jogadores que brilharam hoje. Quem sabe não esteja aí o caminho para embalarmos de vez em 2015.

Para completar a resenha de hoje, queria chamar atenção para o lance lindíssimo do Arrascaeta que chapelou o zagueiro e bateu no canto direito uma bola que merecia ter entrado, mas não entrou. Seria o golaço dos golaços. Quase gol também recebe placa?... rs

Hoje vou dormir feliz, bem animado, pois o time me deu perspectiva de que podemos jogar mais. ‘Ô três bão, sô!’!

E você, amigo torcedor... gostou do jogo? Quem foi o destaque na sua opinião?
Comente conosco sua visão do jogo!

Domingo tem mais. E vocês todos estão convidados a curtir o jogo conosco, aqui na Sampa Azul.

Vamos Cruzeiro!
(Por E.M.)

PS. Ah… Também tem gente que descobriu o motivo da 'zica'. Era a danada da rede azul! Trocaram para a do ano passado e o futebol apareceu.

Vai que? kkkk
E a gente gastando dinheiro com jogador quando era só trocar a rede… tsc tsc tsc.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Não deu liga!


Quando o ano chega no seu mês 4, sinto muito... o problema deste time do Cruzeiro é muito maior que ‘falta de entrosamento’. E mais simples: este time não deu liga.

Pelo menos não ainda.

As vezes, um time engrena rapidamente, rende, encanta... Foi assim em 2013 com uma remontagem de time em um momento muito pior que este. Agora, em 2014, vindo de 2 temporadas ótimas, me pergunto se não fica ainda mais difícil reconstruir um time novo.

Mesmo assim, depois de uma semana toda para treinar, com os jogadores e estrutura que o Cruzeiro tem, é preciso parar de jogar a culpa na falta de entrosamento. Falta algo mais.

E digo isso pois um time do tamanho do Cruzeiro, gastando o que gasta, não pode perder para a Tombense, em casa, sem ao menos esboçar um bom futebol. Não é o resultado, é a falta de futebol que preocupa.

Hoje, o Cruzeiro não conseguiu armar jogadas. Dificilmente a equipe consegue emplacar uma progressão em toques de bola. O pouco de perigoso que criamos é feito na base das arrancadas de um Alisson, de um Marcos Vinícius. De coletivo, muito pouco.

Para piorar, mais uma vez nossa defesa foi facilmente invadida pelos adversários. A diferença é que hoje a bola deles entrou, quando em jogos anteriores o atacante do time mais limitado sempre isolava os chutes.

Damião fez o seu gol de sempre, depois de boa jogada do Alisson, ainda no primeiro tempo. No segundo, M. Oliveira tentou dar chances para Gabriel Xavier e Marcos Vinícius. O problema é que o time ainda ‘troncho’ não foi capaz de cortar 2 contra ataques e tomou 2 gols.

Contra a equipe de Tombos, quem caiu foi o Cruzeiro. O time saiu vaiado de campo e, para piorar, se vê obrigado a jogar contra o Atlético uma sequência de clássicos pela semifinal do Mineiro, quando mais precisava focar na Libertadores.

É preciso paciência. Mas não só isso.

Pessoalmente, estou convicto de que sem reforços pontuais e de peso (e quando digo ‘peso’ não me refiro a etiqueta com um nome famoso, mas sim a jogadores realmente diferenciados), teremos um ano de 2014 muito difícil.

A diretoria precisa ser mais eficiente para trazer os jogadores que o M. Oliveira cansou de pedir, mas não recebeu. Nem que seja para o Brasileirão. Pois nosso técnico é muito bom, mas se não tiver as peças que precisa, como ele vai construir um time melhor?

E agora?

Agora, quando falta futebol, a torcida tem que apoiar o time no grito. Teremos uma sequência de jogos muito difíceis pela Libertadores e clássicos pelo Mineiro. É hora de apoiar para que a empolgação supere o mal momento. Vaias não vão melhorar o desempenho do time... muito pelo contrário.

Temos que lotar o Mineirão e ajudar o Cruzeiro a engrenar. Pois é aí que nós podemos fazer a diferença.

Vamos Cruzeiro! Pois juntos somos mais fortes.

E você, o que pensa sobre o momento do Cruzeiro?
(por E.M.)

domingo, 22 de março de 2015

Venceu, mas...


Quem não gosta de vencer? Se futebol fosse optar cegamente entre jogar bem ou vencer, sem dúvidas a escolha pela vitória seria constante. Mas não é. O próprio Cruzeiro é a prova que jogar bem rende frutos e nos dá o principal: perspectiva.

Mais uma vez o Cruzeiro fez uma partida muito abaixo do que se espera para a equipe Bicampeã Brasileira. Na verdade, não fosse a limitação do adversário – assim como aconteceu contra o Mineros da Venezuela, as dificuldades seriam muito maiores.

No primeiro tempo, não fosse uma jogada individual do Alisson pela ponta esquerda, que resultou no primeiro gol da partida, a participação ofensiva do Cruzeiro seria quase nula.

Sem meio campo, a Raposa não conseguia articular jogadas ofensivas e se virava como podia para marcar. Nem mesmo o sempre carregador de pianos Marquinhos fez um bom jogo. W. Farias, por sua vez, cansou de errar passes fáceis pelo meio.

Na segunda etapa, o Cruzeiro voltou ligeiramente melhor que no primeiro tempo. Mas as dificuldades ainda persistiam. M. Oliveira não mexeu no time até os 29 do segundo tempo, talvez para dar mais entrosamento à equipe.

Porém, se não podemos enaltecer uma grande partida, sobre eficiência não há o que reclamar. L Damião, que havia perdido um gol feito de cabeça na pequena área, compensou o deslize arrematando para o gol uma bola cruzada pela esquerda pelo Arrascaeta, chegando ao 2º tento da partida para o Cruzeiro, já no finzinho do jogo.

Com a vitória de hoje, além de vencer uma equipe que também estava invicta no Campeonato Mineiro, o Cruzeiro assegurou sua classificação para a fase semifinal do campeonato.

Opinião:

O De Arrascaeta é um bom jogador, mas não é craque. Hoje, tive a impressão que ele rende muito mais quando busca jogo pelas pontas do campo. Aliás, ele sempre se destaca com arrancadas e cruzamentos perfeitos quando joga por alí.

Talvez fosse o caso do M. Oliveira ensaiar uma troca de posições entre ele e o Alisson. Enquanto o Uruguaio é mais tímido, o Alisson busca mais o jogo e poderia fazer a bola chegar em melhores condições para que o Arrascaeta possa se destacar.

Vai que.

100ª vitória de M. Oliveira pelo Cruzeiro.

Com a vitória de hoje, M. Oliveira chegou a sua centésima vitória a frente do Cruzeiro, atingindo impressionantes 72,1% de aproveitamento na frente da Raposa.

Parabéns pelo excelente trabalho, MO!

Aliás, se existe um diferencial que pode redirecionar o nosso time para partidas constantes, este destaque está em nosso banco de reservas.

Que isso aconteça o quanto antes.

Vamos Cruzeiro!



quinta-feira, 19 de março de 2015

Líder

O Cruzeiro tinha dois grandes desafios contra o Mineros da Venezuela: vencer e convencer nesta Libertadores. Conseguiu a primeira metade da missão.

A duríssimas penas, a Raposa arrancou uma importantíssima vitória fora de casa e assumiu a liderança do seu grupo na Libertadores.

O Jogo.

O Mineros logo mostrou sua proposta na partida. Atacar com velocidade, com muitos toques e dribles. ‘Sorte’ do Cruzeiro que, aos 11, Marquinhos fez uma boa jogada pela direita, cruzou para a área e Arrascaeta chutou para defesa do goleiro adversário. No rebote, Damião – sempre ele – abriu o placar.

A Raposa ganhava o jogo, mas perdia a disputa no meio de campo. Durante todo o jogo, a defesa cortou um dobrado para bloquear as jogadas do time Venezuelano. Quando a defesa falhava, Fábio operava seus milagres ou a limitação do adversário matava as jogadas.

No segundo tempo, nada mudou.

O Mineros continuou a pressionar o Cruzeiro, que se segurava como podia. Para recuperar o meio de campo, M.O. sacou Mayke e Arrascaeta para a entrada do veterano Ceará e do volante Charles. E não é que deu resultado?

O Cruzeiro passou a ter maior controle das ações no meio e passou a ser mais constante no ataque. Marquinhos chegou a perder um gol cara-a-cara com o goleiro antes de, aos 37, aproveitar o cruzamento de Mena e fechar a fatura em 2x0.

Foi um jogo muito ruim do Cruzeiro, um dos piores que eu assisti este ano. Mas o resultado, este sim foi providencial. Melhor assim.

No duelo entre os Mineiros e os Mineros, melhor para os de MG, uai. Para sorte de toda nação celeste e de toda galera que foi à Sampa Azul torcer conosco.


Que esta vitória traga tranquilidade para que o time reencontre o seu melhor futebol na Libertadores.

Vamos Cruzeiro.

segunda-feira, 16 de março de 2015

RIFA SOLIDÁRIA – SAMPA AZUL


(Na luta com a nossa amiga Izabella)

Queridos amigos de Sangue Azul, pedimos hoje a ajuda de vocês em socorro à nossa amiga da Sampa Azul Izabella Duca, que recentemente teve um tumor no cérebro e agora precisa arcar com um tratamento extremamente caro.

Estamos promovendo a venda de uma rifa, no valor de R$10,00 cada número, para concorrer ao sorteio de uma camisa oficial, assinada pelos jogadores do Cruzeiro. Todo o dinheiro arrecadado vai ajudar no tratamento da Izabella.

1. COMO PARTICIPAR:
Para ajudar, comprando o seu número, é muito simples:

a) PESSOALMENTE: Nos jogos do Cruzeiro realizados na Sampa Azul, basta você procurar informações no caixa ou diretamente com o Bernardo Duca.

b) PELA INTERNET: Basta você enviar um e-mail para sampaazul@gmail.com, com o assunto RIFA SOLIDÁRIA. Você vai receber por e-mail os dados para depósito bancário na conta que melhor lhe atenda e as alternativas de números ainda disponíveis.

2. O SORTEIO DA RIFA:
Acontecerá na Sampa Azul, no dia 21/04, no intervalo do jogo entre Cruzeiro X Universitário Sucre pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. TODOS os números comprados pessoalmente ou via internet estarão na urna para o sorteio.

Participe você também! Além de ajudar uma amiga próxima, cruzeirense, que torce conosco, você ainda ‘corre o risco’ de ganhar um presente muito bacana.

Contamos com a participação de todos vocês.
Um forte abraço,
Sampa Azul

domingo, 8 de março de 2015

Tudo igual.

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Cruzeiro e Atlético fizeram o primeiro clássico do ano em busca da reabilitação se seus tropeços na Libertadores, mas saíram de campo com um empate em 1x1.

Fábio, com um milagre e um pecado, foi um dos personagens principais da partida. Enquanto Williams fez outra partida sensacional, nosso time ainda mostra que não superou as saídas de E. Ribeiro e Ricardo Goulart.

Nossa defesa continua bem e só tomou gol em falha de Fábio. Porém, se não houve criatividade, sobrou luta. E foi neste estilo brigador que L. Damião fez o gol de empate – típico de camisa 9.

Empate justo, pelo que as duas equipes mostraram em campo.

O jogo.

A partida começou bastante truncada. Tanto Cruzeiro quanto Atlético marcavam demais, o que deixou o jogo um pouco chato na etapa inicial. William chutando um cruzamento de meia bicicleta de L. Damião foi a melhor chance do Cruzeiro. O Atlético, por sua vez, parou nas mãos milagrosas de Fábio, que defendeu uma cabeçada e um chute, ambos a queima roupa.

Ainda houve tempo para um belíssimo chute de Paulo André, que exigiu o máximo do Goleiro Victor. Mas foi só.

O segundo tempo teve mais emoções, com ambos os times buscando mais jogadas ofensivas. O Cruzeiro sacou William e De Arrascaeta para colocar Judivan e Alisson. Aliás, faço um abreve pausa para mais uma vez comentar a partida do jovem camisa 10. Ele ainda está longe de justificar o alto investimento feito pelo seu passe, porém – embora tenha sido um jogador comum em campo – eu, que sempre cobro mais participação dele nas partidas, tenho que reconhecer que ele procurou jogo, se movimentou mais e chegou a dar mais combate. Para mim, fez sua melhor partida com a camisa do Cruzeiro.

Se com as mãos Fábio é inconteste, com os pés a história não é a mesma. Em lance disputado por Alisson, a bola sobrou para a área. Na dúvida se podia ou não pegar a bola com as mãos, Fábio chutou com tudo para frente. A bola, porém, bateu nas costas de Patric e sobrou para Rafael Carioca fazer 1x0.

Em mais uma substituição ousada, M. Oliveira sacou Williams e colocou Joel. A mudança se fez valer aos 37 minutos, quando o camaronês tocou a bola para L. Damião que dominou dentro da área, brigou com o zagueiro e na base da força física, girou o corpo para fazer um gol típico de centroavante. 1x1.


Na sequência, o Cruzeiro quase virou a partida em cabeçada de Alisson. Mas ficou por isso mesmo. O Cruzeiro sai da partida ainda líder do Campeonato Mineiro e sem ter perdido a partida, o que é muito bom para manter o clima de paz na Toca enquanto M. Oliveira ainda busca o melhor deste novo Cruzeiro.

Vamos Cruzeiro!