quarta-feira, 29 de junho de 2011

No dos outros é refresco!


Se você não pode acompanhar ao jogo entre Vasco e Cruzeiro nesta quarta feira e, ao chegar em casa, encontrou um placar de 3x0 para a Raposa, certamente você deve ter pensado: Caraca! O Cruzeiro deve ter jogado muita bola pra ganhar assim. Mas a verdade é que o Cruzeiro não jogou NADA, o que – vale a pena destacar - não diminui o mérito dos 3 pontos arrancados em São Januário.

O primeiro tempo foi todo do Vasco. O time carioca tinha um volume de jogo muito maior, mas conseguiu de concreto apenas algumas poucas chances desperdiçadas pelo ataque vascaíno.

Já o Cruzeiro, com três volantes com mais talento para marcação do que para saída com a bola, tinha em Montillo sua única saída ofensiva. O que não surtiu efeito algum durante a primeira etapa. Era na verdade uma aposta do time celeste em aproveitar contra-ataques que nunca chegavam. Entretanto, embora o ataque fosse quase nulo é preciso destacar que a marcação do time demonstrava uma evolução visível, mesmo desfalcado de importantes jogadores.

Quando os times voltaram para o segundo tempo, o panorama permanecia o mesmo. Mas – talvez pelos poderes mágicos da prancheta do Sr. Joel – o nosso pão passou a cair com a manteiga virada para cima. Sim! A sorte dava o a da graça para o time estrelado.

Aos 8 minutos do segundo tempo, em um ESCANTEIO (vejam bem, um escanteio), cruzamento na área do Vasco e Leandro Guerreio (sim, nosso volante defensivo e não tão alto) cabeceou para fazer Cruzeiro 1x0.

Com a vantagem no placar, o Cruzeiro que já se defendia bem, tratou de se fechar mais ainda. E o fez com maestria. Quando a defesa deixou a bola passar, aos 37 do segundo tempo, o Fábio fez uma defesa milagrosa, que valeu tanto quanto um gol.

Logo na sequência, aos 43, o craque Montillo recebeu um lançamento pela esquerda, colocou a bola na caneta do zagueiro Dedé do Vasco, e fez o segundo gol do Cruzeiro.

O segundo parecia dar números finais na partida, mas ainda teve tempo de mais um contra-ataque que resultou em um pênalti sobre Ortigoza. Roger, que entrou no lugar no camisa 10 celeste, bateu e definiu 3x0 como placar final da partida.

Era o Cruzeiro utilizando o mesmo veneno do qual foi vítima contra Santos, Palmeiras e América... Jogou menos, mas ganhou pontos importantes fora de casa.

Coisas deste esporte maluco chamado futebol.

Que a sorte permanece do nosso lado. E que os poderes mágicos da prancheta do Papai Joel continuem a influenciar esta maré positiva no Cruzeiro.

Vamos Cruzeiro!

sábado, 25 de junho de 2011

O mesmo filme, um final diferente.


Em campo duas equipes que encantaram o Brasil no primeiro semestre e despencaram de rendimento, Cruzeiro e Coritiba faziam o jogo da reabilitação. No lado azul, Joel ‘Prancheta’ Santana, contratado para substituir o Cuca, fazia sua estréia.

A esperança celeste era que um possível ‘efeito Joel’ fizesse a diferença e garantisse ao time a sua primeira vitória no campeonato. Mas o primeiro tempo seguiu o mesmo ‘script’ das demais partidas, com o Cruzeiro dominando o jogo mas criando pouquíssimas chances de abrir o placar.

Os problemas eram os mesmos de sempre. Sem um atacante de peso no time, o esquadrão estrelado fazia suas tradicionais jogadas pelos lados do campo, cruzando inúmeras bolas na área que eram prontamente rebatidas pela defesa. Ora ou outra, no talento individual, o Montillo tentava uma ou outra arrancada, além de chutes de fora da área. Sem os habilidosos Roger e Thiago Ribeiro, tabelas quase inexistem no time.

O primeiro tempo acabou mesmo 0x0, mas o lance que mudou a partida aconteceu na primeira metade do jogo. Henrique saiu machucado e o jovem Dudu entrou no jogo. Ainda bem!

No segundo tempo, em jogada individual do jovem atleta, o zagueiro do Coritiba trombou e derrubou o Dudu dentro da área. Pênalti para o Cruzeiro, batido e convertido pelo Montillo aos 7 da etapa complementar.

Ai o Coxa foi para cima. Mexeu em 3 posições e passou a atuar com 3 atacantes. No Cruzeiro, a combinação volume + inoperância ofensiva persistia. E aos poucos o time foi se encolhendo. Até que aos 34 minutos, mais uma vez em jogada de contrataque, o adversário empatou o jogo.

Era inacreditável. Era inaceitável. Era mais do mesmo. Assim como acontecera em todos os últimos jogos, um gol no final estava levando a nossa única vitória.

Confesso que fiquei maluco, doido de raiva. Mas hoje, os inspirados Dudu e Montillo mudaram o fim deste filme, já tão batido. Em ótimo lançamento pelo lado direito do campo, Dudu cruzou rasteiro e encontrou o argentino livrinho da Silva para empurrar a bola para o fundo do gol.

2x1 no placar para o Cruzeiro e um verdadeiro Deus nos acuda até o final do jogo. Com muito sofrimento, chutões, chances perdidas pelo Coxa, o Cruzeiro sobreviveu aos minutos finais do jogo e ao apito final do juiz, pode comemorar – enfim – a sua primeira vitória no campeonato.

Aleluia! Uma vitória que valeu muito mais que os 3 pontos. Papai Joel estreou com o pé direito e o time pode – enfim – respirar um pouco melhor.

Mas há de se ressaltar que, embora tenha vencido o jogo, os problemas de sempre persistiram. Sinal CLARO e INEQUÍVOCO de que este time precisa de reforços URGENTEMENTE. Tomara que o Joel chegue e peça os jogadores necessários – em especial – para o ataque. E que não venham com Brandões, Anselmos ou outros jogadores que misturam ‘apostas’ com ‘refugos’. Que a diretoria tenha a descência de reforçar este time com jogadores de PESO, BONS, PARA SEREM TITULARES. E que a sorte comece a sorrir para o nosso lado.

Vamos Cruzeiro! Um passinho de cada vez.

Em tempo, PARABÉNS aos guerreiros que foram ao estádio, e também na SAMPA AZUL. Vocês são fodas!

sábado, 18 de junho de 2011

Segura para não cair.


Se hoje, algum torcedor do Cruzeiro vê alguma luz no fim do túnel, esta luz é a da lanterninha do Brasileirão. Que vergonha!

Sim, meus amigos, o Barcelona das Américas não foi capaz sequer de segurar a vantagem contra o poderosíssimo América MG e acumula grotescos 3 pontos no campeonato. Nunca, em meus 30 anos, assisti a um começo de campeonato tão safado como este.

O time até sai na frente, mas para de jogar. A equipe está torta em campo, os jogadores correm de forma desorganizada e confundem desespero com raça.

Quanto faltam jogadores capazes de vestir a camisa do Cruzeiro a altura, é de responsabilidade do técnico compensar os limites do time com organização tática, mas o Cuca não vem sendo capaz de fazer isso, deixando de ser apenas vítima para ser personagem fundamental no mal momento do time.

Sim, vítima. Pois não é culpa dele o time não ter UM atacante de peso sequer. Não é culpa dele se o Cruzeiro negociou jogadores como Jonathan e Kléber, sem trazer reposição a altura. Mas ao pedir as contas no último jogo e ser convencido de permanecer no time, ele demonstrou não ter a tranquilidade e a postura necessária para comandar o time neste momento.

É inadmissível que o Cruzeiro, vice-campeão brasileiro, vice-campeão da Libertadores 2009, não consiga vencer uma partida sequer contra adversários como o Santos B, o Figueirense ou o América-MG. Só que antes de se cobrar resultados, temos que cobrar as condições para ele eles aconteçam.

Existe um ditado que diz como você deseja conseguir algo diferente se todo dia faz a mesma coisa? Pois bem meu amigo, eu fico me perguntando como esta diretoria deseja montar um time campeão se ela tem uma política de investir em restos ou apostas para um time do porte do Cruzeiro?

André Dias, Farías, Alessandro, Jonas Carioca, Anselmo Ramom, mesmo o bom Wallyson e outros tantos que tentaram a sorte recentemente no Cruzeiro. Quem acompanhou o Cruzeiro nos anos 90, ou quem viu o time de 2003 sabe que nenhum deles tem o peso necessário para ser titular de um time como o Cruzeiro. Todo time campeão tem como pré-requisito um artilheiro, um homem gol... E desde a saída do Fred, nós não temos.

Arrisco dizer que a ausência de um atacante custou a Libertadores este ano.

E todo ano é a mesma merda. O time vai mal, tropeça, falta algo... e no meio do caminho chegam jogadores para evitar que a vaca vá para o brejo. E no finzinho, deixamos de ser campeões por detalhes. Ai estão os detalhes.

E já está mais do que provado que investir dá resultado. Vejam aí o Montillo, que vem carregando o time nas costas (mesmo mal), ou o Victorino. Então porque não contratar antes de a vaca ir para o brejo?

Esse complexo de mendigo pra mim não cola. O Grêmio, o Vasco, o Palmeiras, o Inter... todos buscam reforços e o Cruzeiro não é menor que eles em nada. Ou melhor, talvez seja... no pensamento dos dirigentes do time.

Agora, é rezar para este time ter algo parecido com futebol e conseguir – a duras custas – vencer em casa o time do Coritiba. (Senhor, vejam a que ponto chegamos). Torcer e orar para que o Montillo, o Gilberto, o Fabrício e o Fábio superem os limites deste time e consigam, nem que seja por 1x0, trazer a primeira vitória para o Cruzeiro.

Juro para vocês. Este ano, do jeito que estão as coisas, estou torcendo para não cair. Custo a acreditar que não existam 4 times piores que o Cruzeiro no campeonato.

Ai, se não caírmos, o Sonho da Copa do Brasil estará mais do que vivo em nossas veias, como parte da torcida desejava.

Façam-me o favor.

Vamos Cruzeiro, vamos mostrar o mínimo de vergonha na cara.

Aliás, falando em vergonha na cara, está mais do que na hora de torcida e diretoria fazerem sua parte também. Como última cartada, nossa diretoria deveria baixar a crina e colocar ingressos a R$5,00 (valor do futebol do time neste momento) para lotar a Arena e ajudar o time. E o torcedor, que já provou o seu amor lotando a Arena várias vezes, viaja todo santo jogo, pagou 300 reais na final da Libertadores, tem que fazer o seu papel.

Ajuda aí, diretoria! Cadê o marketing do clube? Cadê o apelo para atrair o torcedor neste momento difícil?

Essa fase ruim já deu!

sábado, 11 de junho de 2011

No fundo da tabela.



Que fase terrível vive o Cruzeiro.

Depois de conseguir apenas um pontinho nos três primeiros jogos do campeonato, o Cruzeiro apenas empatou com o misto do Santos – que jogou boa parte do segundo tempo com um homem a menos. Agora com apenas 2 pontos, o time amarga o seu pior início em brasileiros na história.

Em um campeonato tão parelho, com todos os times tão nivelados, existe um fator que pode – e vai – ser o determinante para o sucesso ou não de qualquer equipe: o piscicológico.

Depois de ser desclassificado na Libertadores daquela forma vexatória, o time não encontrou mais seu norte. Foram diversos jogos terríveis, e uma vitória arrancada na unha na final do Campeonato Mineiro. Nada mais.

Com a bola em jogo, o Cruzeiro foi superior ao time de garotos do Santos durante toda a partida. Como já havia sido contra o Palmeiras. Mas novamente não soube converter esta superioridade em gols.

Jogando sob o peso de uma campanha pífia, o time jogou demasiadamente nervoso. E quando os poucos talentos individuais do elenco não funcionam, os defeitos do Cruzeiro ficam ainda mais aparentes.

O primeiro deles é o ataque inoperante do Cruzeiro. O aproveitamento ofensivo deste time, que historicamente é uma dos diferenciais do Cruzeiro, é ridiculamente baixo. São 4 jogos e apenas 3 gols, sendo 2 deles em derrotas.

Também pudera. Enquanto nossos concorrentes tem no elenco jogadores como Luis Fabiano, Liédson, Borges ou Kléber (este último doado para o Palmeiras), nós jogamos com os esforçados Wallyson e Ansélmo Ramon. Garotos, aliás, que vem jogando um bom futebol... Mas infelizmente o Cruzeiro precisa de ainda mais, para jogar com a camisa do Cruzeiro é preciso MUITO mais.

Outro problema recorrente é nossa bola aérea. Não existe bola alta que este time ganhe em uma disputa. Contra o Figueirense, foram 4 escanteios até o gol da derrota. Hoje, a mesma jogada de bola na área que já havia resultado em um gol mal anulado do Santos, foi repetida aos 44 do segundo tempo, selando o empate na partida. Escanteios então... foram mais de 20, nenhum com perigo. Aliás, NENHUM escanteio do Cruzeiro causa expectativa de gol.

E assim vamos indo para o buraco.

Sinceramente, estou muito preocupado. Minha expectativa é em sair desta situação o mais rápido possível, desta zona do descenso. Time para isso a gente tem, basta colocar os nervos no lugar e a diretoria pensar em se mexer um pouco.

PRECISAMOS – a MUITO TEMPO – de um camisa 9 de verdade. Um que não venha renegado da França, como o Brandão. Ou ainda uma ‘jovem promessa’ qualquer. Um time do porte do Cruzeiro PRECISA de uma contratação a altura para a camisa 9.

Caso contrário – meus amigos – eu não quero nem pensar.

E mais uma coisa. AGORA É A HORA da torcida apoiar. Tem que ir e LOTAR a Arena do Jacaré. Reclamar no computador não ajuda em nada.

Força Cruzeiro!