domingo, 12 de fevereiro de 2012

Leve evolução.



O Cruzeiro não é um Pokemón, mas deu uma evoluída neste domingo, diante do Tupi, na Arena do Jacaré. O que, diga-se de passagem, não é motivo para grande alarde, uma vez que seria praticamente impossível jogar pior que a última partida.

A tarde já havia começado bem, com a notícia que o Dimas havia pedido demissão do cargo de diretor de futebol do Cruzeiro. Odiado por 9 entre 10 cruzeirenses, impossível negar uma certa sensação de alívio, mesmo que tardia, pela saída do diretor que trazia consigo uma forte ligação com o antigo presidente e um histórico muito mal sucedido em negociações pelo Cruzeiro.

Com a bola rolando, logo aos 3 minutos, Roger cobrou uma falta pelo lado direito do campo e W. Paulista cabeceou para o gol. Cruzeiro 1x0. Gol que deu aquele alívio para o já pressionado time do Cruzeiro.

Aos 13, Anselmo Ramón lançou Roger que entrou livre dentro da área e perdeu um gol incrível, que seria o segundo da raposa. E foi só. No restante do primeiro tempo, o Cruzeiro pouco conseguiu produzir.

O time até que tocava bem a bola, uma vez que tecnicamente é muito superior ao adversário. Mas a preocupação fica por conta de que, apesar da posse superior, o time pouco conseguia armar em jogadas ofensivas.

O Montillo estava sumido do jogo, posicionado na meia esquerda do campo. No mais, A. Ramón voltava insistentemente para fazer pivôs e poucas boas jogadas saiam dos pés do W. Paulista.

Segundo tempo ruim, placar bom.

O time voltou para campo sem modificações. E como já havia acontecido nos amistosos da pré-temporada e no primeiro jogo do Campeonato Mineiro, o time do Cruzeiro voltou correndo atrás da bola.

O time produzia ainda menos que no primeiro tempo, e assistiu ao Tupi criar uma chance perigosíssima logo aos 8 minutos, em bola chutada de fora da área por Michel, Fábio espalma a bola na trave e, no rebote, defende o chute a queima roupa de Ademílson.

O time jogava mal. Muito mal. E o Mancini mexeu no time, tirando o W. Paulista e Marcelo Oliveira do jogo, o que lhe rendeu o corinho de burro, uma vez que o WP9 produzia muito mais em campo que seu companheiro de ataque. Entraram Rudnei – que chamou a atenção pela máscara, pelo porte físico e pela semelhança com o zagueiro Gil, recém negociado pelo Cruzeiro, além do atacante Walter.

A mudança foi o suficiente para mudar a cara do jogo. Os 2 atletas entraram muito bem na partida, o que parece ter animado também o nosso camisa 10, uma vez que o Montillo também decidiu entrar na partida.
Aos 22, Rudnei tocou para Anselmo Ramón na entrada da área, que chutou firme para fazer Cruzeiro 2x0. Dois minutos depois, depois de cruzamento de Marcos (que vejam vocês, olha para a área antes de cruzar) Anselmo fez 0 3º do Cruzeiro, de cabeça, dando números finais a partida.

Com o jogo na mão e com o time mais leve, o que assistimos foi uma boa estréia do habilidoso Walter, além de um bom desempenho de Rudnei que pode evoluir muito com novas chances no time.

O placar de 3x0 contemplou o melhor time, mas fico com a impressão de que foi exagerado pelo futebol limitado do Cruzeiro.

Nos resta torcer para que o time continue evoluindo. Temos o elenco menos qualificado dos últimos anos. E neste caso, só nos resta trabalhar mais que os adversários para conseguir fazer algo acima da média.

3 importantes pontos, um pouco mais de paz e a chance de colocarmos alguém mais influente e experiente no cargo de diretor de futebol. Não é nada, este domingo, pelo menos, trouxe uma perspectiva de mais esperança para a torcida celeste.

Apoveito para parebenizar a galera que compareceu na Sampa Azul, apesar das fortes chuvas que caíram em São Paulo. Um bom público para um time ainda não tão bom.

Ainda!

Vamos vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Começou, mas...


Sim, amigos... Depois de um ano terrível em 2011, a bola começou a rolar em 2012. Ou melhor, deveria ter começado para o Cruzeiro, mas parece que o time não entrou em campo nesta primeira partida contra o modesto Guarani de Divinópolis (cidade que – aliás – tem mais cruzeirenses que bugrinos e galináceos unidos).

Mas falar do jogo assim, de cara, não me parece correto. Fico até me perguntando por onde começar para justificar minhas preocupações com o ano de 2012, uma vez que a derrota para o Guaraní, em casa, é apenas a ponta de um “Ice Berg”, imerso em um início de ano de confusões, falta de dinheiro, desmanche do nosso time, novela Montillo e o início de uma nova gestão, por parte do Dr. Gilvan, nosso presidente.

Uma nova era.

Quando o candidato da situação Dr. Gilvan, ou seja, indicado pelo ZZP venceu as eleições eu pensei: ‘Tudo vai continuar do mesmo jeito’. Vendas de jogadores, contratações medíocres e todo aquele padrão que destoa do próprio estilo de comando vencedor, estabelecido pelo próprio ZZP nos anos 90.

Por sorte nossa, o paladino Dr. Gilvan decidiu comprar a briga pelo bem do Cruzeiro e fez do Montillo a sua bandeira, o seu grito de independência, mesmo com insistentes orientações do antigo mandatário e de toda a imprensa do universo para que ele vendesse o argentino a preço de banana para o Corinthians.

Diga-se de passagem, Gilvan recusou uma proposta de 10 milhões de euros + 3 jogadores do São Paulo e, obviamente, recusou uma oferta de 8 milhões do Corinthians pelo jogador que, apesar de menor e menos vantajosa para o Cruzeiro, muitos incoerentes da imprensa paulista (além da banda podre da imprensa mineira) cravavam que nosso presidente teria a obrigação de vender o jogador, uma vez que este receberia muito mais no Parque São Jorge.

O nome disso é aliciamento. Mas o Dr. Gilvan se manteve forte até agora e, apesar de todos e de tudo que conspira contra, peitou a ‘gambazada’, a imprensa e o próprio jogador fazendo valer o contrato assinado e os interesses do Cruzeiro, mesmo sabendo que o clube está com o ‘penico na mão’, em um momento de dificuldade financeira.

Super Gilvan! Que se mantiver essa postura terá conseguido a confiança da torcida e – ao mesmo tempo – exorcizar a sobra de ZZP que ainda recai sobre o seu ombro.

Mas o problema do Dr. Gilvan e consequentemente do Cruzeiro é a herança maldita que nosso presidente recebeu, de um time mais fraco que o ano passado, sem jogadores de referencia, sem dinheiro e sem alternativas imediatas para recolocar o Cruzeiro no lugar que ele merece: o topo da tabela, brigando por títulos.

É neste cenário que nosso herói paladino terá que lutar e trabalhar.

O que ficou.

Infelizmente, o que ficou ao lado do Dr. Gilvan não ajuda muito no seu desafio. Acabamos 2011 com um elenco em frangalhos, um treinador que ainda tem muito a provar e um diretor de futebol odiado pela torcida e com contratações pouco eficientes.

Perdemos o Fabrício, o M. Paraná e outros tantos ao longo do ano passado que nosso time atual parece aquele arremedo que jogou contra o Figueirense no returno do brasileirão do ano passado: não se conhece quase ninguém.

É, rapaziada, não tá mole para ninguém, muito menos para o Cruzeiro, que assim como outros times, sem o dinheiro da TV e do clube dos 13, não tem grana para grandes contratações e chegou – inclusive – a atrasar salários.

E com isso, tirando Fábio e Montillo, a diferença entre o Cruzeiro e o Guaraní fica por conta da história, camisa e torcida. Porque em campo...

Sem entrosamento no meio campo, e com jogadores que ainda não provaram merecer vestir a camisa azul, o comandante celeste assistiu ao seu time, de 40 dias de pré temporada, apresentar o mais tenebroso jogo de futebol de todos os tempos.

Resultado, 0x1 para o brugre de Divinópolis e uma caminhão de peso para o time celeste que já começa o ano em clima de guerra.

O que podemos fazer?

Simples meus amigos. Precisamos fazer só 2 coisas para mudar esta situação.

A primeira é torcer e rezar. Pois se nós não apoiarmos o time e não incentivarmos quem veste a camisa celeste, quem vai fazê-lo?

A segunda, e mais importante, é se associar ao novo programa de sócio torcedor do clube quando este surgir. Somente assim teremos verba o suficiente para competir com os clubes do eixo do mal.

Ah. E ter paciência, é claro. Pois não há dinheiro neste momento e o que temos é isso aí mesmo.

Que o Dr. Gilvan consiga separar o joio do trigo neste começo de trabalho no Cruzeiro. E que consiga somar gente empenhada e preparada para ajudar o clube neste momento. Com a minha torcida e com o meu apoio ele já conta.

Agora é juntar os cacos, somar mais 2 ou 3 jogadores que ainda não estreiaram e torcer para que muito em breve tenhamos nosso Cruzeiro de volta.

Contra o Tupi, todo mundo para a Sampa Azul, como já aconteceu este domingo.

Vamos Cruzeiro!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Sinceramente amigos? "né não"! Pode parecer que é. Tem cara que é, e talvez SEJA!!!!

Mas achar que a academia, digo, o CRUZEIRO, não conseguiu superar o glorioso Guarani é culpa do Perrella, é querer se confortar com o desassossego alheio. Não há Cruzeiro forte, sem Diretoria atuante. E com relação a atuação da diretoria, podemos ficar tranquilos, pelo menos é o que parece, pois o meu colega, o Dr. Gilvan se mostra muito bem diligente no pouco que fez até agora. Na verdade, fez muito pelo nosso ilustre camisa 10. Portanto, ACHO que já fez muito.

Amigos, o tempo é de vacas magras, mas não é de seca. Cruzeiro é CRUZEIRO, e sempre será o CRUZEIRO. Vamos disputar o campeonato MG de igual para igual, não só contra o Guarani (rs,rs) mas contra todos os outros. Copa do Brasil? Pode ser? Pq não? Somos TETRA, e excluindo o escrete de 2003, todos os outros elencos eram por demais limitados. O futebol é uma caixa de surpresa, mas lógico, não queremos que essa caixa se hospede no Barro Preto ou nas Tocas. Veja só, temos centro"S" de treinamento, sede social moderna, a maior torcida de MG, a maior galeria de troféus, enfim, SOMOS OS MAIORES DE MG. Ora, "O CRUZEIRO É DIFERENTE DOS OUTROS POIS ENQUANTO ELES TEM TRADIÇÃO, NÓS TEMOS HISTÓRIA".

Então, depois de descarregar minha frase predileta, o que eu quero passar é: o início é desafiador, mas quem conhece a mística da camisa celeste não duvida de nada. VAMOS CRUZEIRO, a imprensa, principalmente a paulista, anseia pela sua resposta, e que nós esperamos que venha na forma do PENTACAMPEONATAO DA COPA DOBRASIL...
Boa semana para todos, e saudações celestes,

Álvaro Bomfim
Conselheiro da Sampa Azul