sábado, 4 de outubro de 2014

Uma partida fantástica.


Mais uma final. Mais um confronto contra o time que, nesta rodada, foi o eleito da mídia como o novo ‘Anti Cruzeiro’. E se o jogo era decisivo, o a Raposa tratou de apresentar um futebol de campeão para enlouquecer os mais de 51 mil presentes no Mineirão.

Mais 3 pontos para o Cruzeiro, em um jogo de 6, que aumentou a diferença para 9.

Durante a semana, Abel Braga havia dito que aprendera com o rival celeste como vencer a partida. Que ele precisava atacar e se impor mesmo jogando no Mineirão. Embora nem Inter, nem o rival tenham sido ofensivos, o tom da partida foi realmente como o do clássico: com o Cruzeiro massacrando o Inter desde o primeiro segundo de jogo. A diferença é que hoje nossas bolas entraram.

O time celeste marcava demais. Com toques rápidos e um time muito bem acertado, invertia bolas, tocava e chegava constantemente com perigo a área colocara. De tanto insistir, o gol celeste chegou aos 20 minutos, em jogada na qual M. Moreno pressiona a saída de bola do Inter, rouba uma bola que sobra para William. O camisa 25 corta o zagueiro mas, antes do seu chute, M. Moreno chegou fuzilando uma bola que ainda tocou nas mãos do Dida e na trave antes de entrar.

Depois do gol, o Inter até quis ensaiar uma reação mas, mesmo em vantagem, o Cruzeiro continuou pressionando, e foi recompensado aos 33 minutos. E. Ribeiro lançou na área e Marquinhos entrou livre para fazer o segundo do Cruzeiro.

Foi um primeiro tempo primoroso do Cruzeiro, um dos melhores que o time fez neste Campeonato Brasileiro, tal qual acontecera contra São Paulo e Atlético. Mas desta vez fizemos o gol primeiro e isso deu o equilíbrio que o time precisava.

Um segundo tempo eletrizante.

Mal começou a partida e o Cruzeiro foi para cima. No lance seguinte, logo aos 2 minutos, falta na entrada da área para o Inter. D’Alessandro cobrou e acertou a trave de Fábio. A bola ainda andou caprichosamente sobre a linha até que Egídio chegou para dar um bico para frente.

Aos 7, pênalti para o Cruzeiro. O time escolheu o William para a cobrança, em clara intenção de ajudar o bigode, para que ele pudesse fazer um gol e aliviar a ‘pressão’ de não fazer gols há algumas partidas. Infelizmente, o tiro saiu pela culatra e ele isolou a cobrança, ao bater com força mas muito acima do gol.

Aos 10, Alex – que havia entrado no time colorado – saiu em arrancada fantástica e deu um belo chute, indefensável para o goleiro Fábio, marcando um golaço e descontando a fatura para o Inter.

O jogo ficou perigoso. O piscicológico celeste deu uma leve abalada e a partida ficou mais aberta. M. Oliveira sacou E. Ribeiro e William, questionado por alguns cornetas de plantão que insistem em ver crise onde não existe, por Nílton e Dagoberto.

Foi nesta hora que a torcida celeste deu mais um show! O gol que o William perdeu no pênalti a torcida celeste marcou ao aplaudir e ovacionar o bigode no momento de sua substituição. Foi igualmente lindo e importante, especialmente para um jogador tão dedicado e bom como é o William.

Aos poucos o Cruzeiro foi retomando as rédeas da partida. Chegou a perder um gol incrível com M. Moreno já no finzinho do jogo. 4 minutos de acréscimos depois, o juizão apitou para o centro do campo e decretou a vitória celeste.

Uma vitória maiúscula, justa, merecida e que veio em um momento muito importante do campeonato. Foi uma partidaça do time como um todo e por isso não tenho como deixar de vir aqui e fazer justos elogios.

É época de eleição, mas ficou difícil de escolher o melhor em campo.

Primeiramente para nossa dupla de zaga. O que jogaram hoje Dedé e Manoel foi algo incrível. Seguros, correndo muito, precisos, deram a segurança que o time precisava.

O Mayke foi muito bem, mas o jogo do Egídio hoje foi impecável. Olha, se ele tava com o tal endema na coxa esquerda e jogou essa bola toda de hoje, trate de botar outro na coxa direita. Apoiou com maestria e marcou como um leão. Jogo sensacional.

Nossa dupla de volância também foi de tirar o chapéu, enquanto o Marquinhos – que devo confessar, não gostei de ver na escalação – fez sua melhor partida com a camisa do Cuzeiro.

Por último, mas não menos importante, aquele salve para M. Oliveira e o trabalho maravilhoso que ele fez na partida de hoje e que vem fazendo a quase 2 anos a frente do time celeste.

Em meio a tanta gente boa, meu voto não vai para um, mas para todo o time do Cruzeiro hoje.

Deu gosto de ver o time jogar, da mesma forma que deu gosto de ver o apoio da torcida no Mineirão e na Sampa Azul. Que festa!


Apesar dos 9 pontos e do falatório da mídia, não tem nada ganho ainda.

Quarta feira tem mais uma parada duríssima e o seu apoio, torcedor, continua fundamental. Quando o Cruzeiro joga no Mineirão com essa torcida enlouquecida, não tem para ninguém parceiro.


Vamos Cruzeiro! Parabéns por mais um importante passo na luta pelo Tetra.

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