quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Bandidagem a solta.


Impressionante como em todo jogo a arbitragem consegue anular gols legais do Cruzeiro. Sério, tem hora que a gente chega a desconfiar da seriedade dos campeonatos pois, vez ou outra, um erro realmente acontece. Mas todo jogo? E sempre contra?

Bom, antes que alguém venha aqui e roube o nosso post também, vamos falar do jogo.

Sobre o primeiro tempo, serei breve: o Cruzeiro amassou o Santos. Ponto. Simples assim. Há tempos eu não via um começo de jogo tão bom do time, tocando, marcando em cima, criando jogadas das mais diversas.

A Blitz deu resultado e, aos 10 minutos, William avançou pela direita e chutou com força na entrada da área. A bola explodiu na zaga Santista e voltou para o próprio William fazer um golaço, no melhor estilo ‘Messi’, com um tapa seco que fez uma belíssima curva antes de tocar o fundo das redes.

Até os 25 do primeiro tempo o Santos mal cruzava o meio de campo e depois disso o Cruzeiro reduziu o rítmo do jogo, muito pela lesão sofrida pelo bigode logo após o gol.


Na volta do segundo o jogo foi mais parelho. Já sem o mesmo fôlego do primeiro tempo, o time celeste não pressionava como na etapa inicial e dava alguns espaços para o Santos.

Mesmo assim, em um lace maravilhoso de contra ataque celeste, Williamarrancou em disparada, abriu um passe na ponta esquerda da área para J. Batista que – em condição legal – chutou para o gol. Aranha fez a defesa, mas no rebote, R. Goulart fez aquele que seria o 2º gol do jogo. Seria... pois o bandeira errou de forma grotesca e anulou o gol legal do Cruzeiro.

Momento de protesto:
Porra... DENOVO? Contra o Vitória, 2 lances. Contra o Criciúma, 2 lances. Contra o Figueirense, logo no primeiro minuto, mais um lance. Que ‘ruindade’ é esta que só erra contra a gente? Isso sem contar a clara intenção de minar o Cruzeiro com faltinhas em todos os jogos. Inadmissível que um lance como esse não possa ser esclarecido com o recurso ad tecnologia.

O gol mudaria a história da partida e viria em um momento crucial para o Cruzeiro. Cansado, E. Ribeiro e J. Batista – que fez uma tremenda partida – saíram do time. E o fôlego da Raposa também havia acabado.

A partida ficou aberta e o Santos teve chances claras de empate, assim como o Cruzeiro teve suas chances de fazer o 2º. Mas o final da partida foi mesmo 1x0 para a Raposa que, além de um bom futebol e da excelente partida do J. Batista, do William e do Leo, pode comemorar também o fato de não ter tomado gol em casa.

Agora é juntar energias para o difícil e importante embate de domingo ante o Botafogo, mais uma vez em casa.


Descansa e Vamos Cruzeiro!

sábado, 25 de outubro de 2014

Preguiça?


O Cruzeiro fez um jogo muito ruim, mas o segundo tempo, especialmente foi péssimo.

Logo com um minuto de jogo, um impedimento extremamente mal marcado tirou de M. Moreno a chance de abrir o placar na pequena área. Deve ter sido a falha grotesca mais rápida de um campeonato oficial.

Mesmo jogando muito aquém do que poderia – e deveria – o Cruzeiro fez 1x0 em um daqueles torpedos que o Ceará cobra na lateral do campo. Marquinhos apareceu para fazer aos 35. E foi só.


No segundo tempo, um Cruzeiro apático, desorganizado e preguiçoso.

O Figueirense fez com o Cruzeiro o que a Raposa faz com seus adversários no Mineirão: atacou o segundo tempo TODO.

O Cruzeiro nada fez. Preferia cozinhar a partida e nitidamente fazia o máximo para correr o mínimo. Aos poucos saíram Henrique, E. Ribeiro e R. Goulart para descansarem para o jogo da C. Do Brasil, próxima quarta. E o time caiu ainda mais de produção.

Desperdiçando contra ataques, errando passes bobos, rifando a bola o tempo todo. Foram tantos os erros que, já aos 46, Lucas Silva deu um toque displicente no meio campo. O Figueirense aproveitou o erro tosco e Pablo não desperdiçou.

O Cruzeiro abdicou de jogar bola e jogou fora 2 importantes pontos na luta pelo Tetra. Mais que o empate, o que me deixa puto foi o futebol grotesco apresentado hoje, desorganizado, cheio de erros. Uma partida para lamentar profundamente e para se envergonhar.

A diferença parece grande, mas não é. E o psicológico pesa. O M. Oliveira – que teve sua parcela de culpa no jogo de hoje por ter desmontado o time com as modificações, precisa refletir e cobrar mais empenho do time nesta reta final.

Foi muita luta para darmos bobeira justamente agora.

Agora é juntar forças para o dificílimo embate de quarta contra o Santos no Mineirão. Um partida dificílima que vai exigir do time muito mais atenção e empenho.


Força Cruzeiro!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cadê o Santo ‘de casa’?


Cruzeiro cria inúmeras chances de gol, controla o jogo mas não teve competência para superar o goleiro palmeirense. Menos mal que, depois de tomar um gol no final do jogo, ainda teve forças para buscar o empate aos 47.

Domínio sem gols.

O primeiro tempo foi aquela história que todo Cruzeirense conhece: time dominando as ações do jogo, adversário super recuado, fazendo cera, o Cruzeiro criando e perdendo inúmeros gols. Na chance mais clara, bola na trave e dois chutes de Marquinhos em cima de Fernando Prass.

Na verdade, o Cruzeiro até fez o seu gol, mas o juiz anulou o lance pelo fato de a bola ter batido involuntariamente na mão de Egídio. No final do primeiro tempo, a Raposa ainda perdeu Alisson, que sentiu a coxa, o que promoveu a volta de Ricardo Goulart.


Uma história que se repete.

Mais uma vez o Cruzeiro criou muitas chances e perdeu gols incríveis. Não satisfeito com o empate, M. Oliveira foi para o ‘tudo ou nada’, tirando Henrique para a entrada de Dagoberto.

O pior é ver o adversário esperando uma única bola para matar a partida e isso funcionar. Foi assim com Atlético, Corinthians e agora com o Palmeiras.

Na primeira grande chance, Egídio tirou a bola em cima da linha. Mas, no ‘dejavú’, contra ataque mortal do Palmeiras que Mouche converteu, aos 43 do segundo tempo.

Era injusto pela produção do Cruzeiro durante toa a partida e pela postura ‘covarde’ do Palmeiras. Mas merecido castigo para quem errou muitos passes e perdeu chances claras de gol.

Menos mal que, com 5 minutos de acréscimos, o Cruzeiro ainda encontrou forças para buscar o empate, em chute de William que F. Prass rebateu mal e sobrou para Dagoberto empatar.

Um péssimo resultado, um resultado ’porco’, na verdade.

Mais uma vez o time oscila jogando em casa, fator que pode fazer a diferença nesta luta pelo título. Está mais do que na hora de o nosso ‘Santo de Casa’ voltar a fazer os seus milagres, ou isso pode custar caro.

Menos uma rodada e ainda somos líderes, mas temos que parar de bobear e de dar ‘sopa para o azar’.

Agora, mais uma vez, teremos a obrigação de buscar um bom resultado fora de casa, contra o sempre chato Figueirense.


Vamos Cruzeiro!

domingo, 19 de outubro de 2014

Muito mais do que 3 pontos.



Pode a linha da felicidade ser tão tênue? Uai, pode sim! Depois de um jogo com roteiro digno de novela, dramático que só, Dedé (tinha que ser ele para a ‘zica’ sair de vez) fez aos 38 do segundo tempo o gol salvador, o gol da merecida vitória do Cruzeiro na partida de hoje.

Persistente, batalhador, guerreiro e heroico.

Para o jogo de hoje eu não vou escolher, mas sim somar adjetivos para premiar a luta e a batalha deste time.

Vencer era fundamental. Era uma partida que valia muito mais do que 3 pontos. valia a superação do pior momento desta equipe deste em quase 2 anos, com 3 derrotas seguidas e duas péssimas partidas. Valia a retomada da confiança deste time e da nossa torcida. Ainda mais pelos resultados conseguidos pelos nossos concorrentes nos jogos de sábado e do início deste domingo. Para vencer, valia de tudo... Inclusive recorrer à mística da camisa branca.

Hoje o Cruzeiro jogou como líder.

A Raposa tocou a bola com propriedade, buscou o gol durante toda a partida. Tentou de todas as formas chegar ao gol do adversário, mas sempre faltava algo, um detalhe que fizesse a bola entrar.

Algumas das chances foram incríveis. Tentamos por cima, por baixo, com tabelas, de cabeça, de bola parada... Confesso que cheguei a me perguntar se era possível existir também o ‘azar de Campeão’, além da já famosa sorte que parecia ter nos ‘abandonado’. (rs)

Quando o Cruzeiro acertava as finalizações, o goleiro Wilson brilhava com importantes intervenções. E quando Éverton Ribeiro – que voltou ao time e deu outra dinâmica à equipe – foi claramente derrubado na área, o juiz nada marcou.

O Cruzeiro jogava contra tudo, contra todos, contra a torcida contra de todos os adversários, contra a má fase e também contra mais uma arbitragem horrível. Tudo isso junto fez com que o primeiro tempo acabasse mesmo em 0x0.

Sem mexer no time, nem no ímpeto, o Cruzeiro continuou a buscar a vitória no segundo tempo.

E chegou ao seu gol aos 13, indevidamente anulado pela arbitragem, quando Egídio recebeu a bola em posição legal e cruzou para Marquinhos fazer o gol que foi mal anulado pela arbitragem.

O Vitória veio com mais disposição ofensiva e vez ou outra também tentava melhor sorte na partida.

Por volta dos 20 minutos do segundo tempo, o transformador da Rua Tabapuã explodiu e a energia na Sampa Azul acabou. Aos 24, quando a luz voltou todos nós vimos a torcida comemorando e o replay do gol celeste. Foi uma explosão de alegria e um verdadeiro balde de água fria, ao voltar da rua e ver que mais uma vez o tento celeste havia sido anulado. Desta vez, o árbitro auxiliar marcou falta de Manoel no goleiro adversário. Para não dizer que eu sou chato, neste lance eu dou o crédito da dúvida para a arbitragem.

Alisson, machucado, havia saído para a entrada de William. O bigode perdeu um lance importante ao não chutar para o gol um lindo passe de E. Ribeiro.

O tempo ia passando, e o empate persistia no placar. Será que, mais uma vez, o bom futebol do time não seria recompensado? Não era possível tamanha injustiça. Era visível a tensão no olhar da galera, e dos cantos fora de compasso que tentavam empurrar o time a qualquer custo.

Não sei se você, caro leitor é religioso... Mas se não for, não faz mal, pois o ditado cabe muito bem aqui do mesmo jeito: Foi nesta altura do jogo que Deus mostrou que ele realmente é justo e premia quem trabalha. (rs)

Aos 38 da etapa complementar, mais um escanteio para o Cruzeiro. No cruzamento, a bola foi rebatida pela defesa do Vitória. Mayke pegou a sobra e cruzou novamente para a área... E, como naqueles roteiros primorosamente escritos pelos mais sensacionais diretores de cinema, a bola encontrou o criticado Dedé, em uma fase super difícil no time e com a desconfiança de parte da torcida. E o camisa 26 deu uma cabeçada fulminante para fazer 1x0 para o Cruzeiro e fazer explodir a nação celeste em todo o Brasil.

Foi um dos gols que eu mais comemorei na Sampa Azul, tamanha a tensão da partida.

 

A partir daí o time soube mostrar maturidade e que aprendeu as lições da derrota para o ABC e soube administrar o final do jogo. Depois de uma derradeira jogada de bola parada do Vitória, o juiz apitou final de jogo e decretou a reconfortante e importante vitória do Cruzeiro.

Foi sensacional!

Valeu muito mais do que os 3 pontos. Valeu pela confiança, pela manutenção da vantagem, pela boa atuação do time.

Parabéns a todo time do Cruzeiro hoje, ao treinador, a torcida... a todos que, mesmo nos momentos de maior dificuldade não esmoreceram jamais.

Mais uma vitória, menos uma rodada. Não tem nada ganho, tá bem difícil, mas continuamos firmes e fortes na luta pelo Tetra.

Vamos Cruzeiro. Pois quarta que vem é dia de acabar com mais uma Zica.


Parabéns a todos.