quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cadê o Santo ‘de casa’?


Cruzeiro cria inúmeras chances de gol, controla o jogo mas não teve competência para superar o goleiro palmeirense. Menos mal que, depois de tomar um gol no final do jogo, ainda teve forças para buscar o empate aos 47.

Domínio sem gols.

O primeiro tempo foi aquela história que todo Cruzeirense conhece: time dominando as ações do jogo, adversário super recuado, fazendo cera, o Cruzeiro criando e perdendo inúmeros gols. Na chance mais clara, bola na trave e dois chutes de Marquinhos em cima de Fernando Prass.

Na verdade, o Cruzeiro até fez o seu gol, mas o juiz anulou o lance pelo fato de a bola ter batido involuntariamente na mão de Egídio. No final do primeiro tempo, a Raposa ainda perdeu Alisson, que sentiu a coxa, o que promoveu a volta de Ricardo Goulart.


Uma história que se repete.

Mais uma vez o Cruzeiro criou muitas chances e perdeu gols incríveis. Não satisfeito com o empate, M. Oliveira foi para o ‘tudo ou nada’, tirando Henrique para a entrada de Dagoberto.

O pior é ver o adversário esperando uma única bola para matar a partida e isso funcionar. Foi assim com Atlético, Corinthians e agora com o Palmeiras.

Na primeira grande chance, Egídio tirou a bola em cima da linha. Mas, no ‘dejavú’, contra ataque mortal do Palmeiras que Mouche converteu, aos 43 do segundo tempo.

Era injusto pela produção do Cruzeiro durante toa a partida e pela postura ‘covarde’ do Palmeiras. Mas merecido castigo para quem errou muitos passes e perdeu chances claras de gol.

Menos mal que, com 5 minutos de acréscimos, o Cruzeiro ainda encontrou forças para buscar o empate, em chute de William que F. Prass rebateu mal e sobrou para Dagoberto empatar.

Um péssimo resultado, um resultado ’porco’, na verdade.

Mais uma vez o time oscila jogando em casa, fator que pode fazer a diferença nesta luta pelo título. Está mais do que na hora de o nosso ‘Santo de Casa’ voltar a fazer os seus milagres, ou isso pode custar caro.

Menos uma rodada e ainda somos líderes, mas temos que parar de bobear e de dar ‘sopa para o azar’.

Agora, mais uma vez, teremos a obrigação de buscar um bom resultado fora de casa, contra o sempre chato Figueirense.


Vamos Cruzeiro!

domingo, 19 de outubro de 2014

Muito mais do que 3 pontos.



Pode a linha da felicidade ser tão tênue? Uai, pode sim! Depois de um jogo com roteiro digno de novela, dramático que só, Dedé (tinha que ser ele para a ‘zica’ sair de vez) fez aos 38 do segundo tempo o gol salvador, o gol da merecida vitória do Cruzeiro na partida de hoje.

Persistente, batalhador, guerreiro e heroico.

Para o jogo de hoje eu não vou escolher, mas sim somar adjetivos para premiar a luta e a batalha deste time.

Vencer era fundamental. Era uma partida que valia muito mais do que 3 pontos. valia a superação do pior momento desta equipe deste em quase 2 anos, com 3 derrotas seguidas e duas péssimas partidas. Valia a retomada da confiança deste time e da nossa torcida. Ainda mais pelos resultados conseguidos pelos nossos concorrentes nos jogos de sábado e do início deste domingo. Para vencer, valia de tudo... Inclusive recorrer à mística da camisa branca.

Hoje o Cruzeiro jogou como líder.

A Raposa tocou a bola com propriedade, buscou o gol durante toda a partida. Tentou de todas as formas chegar ao gol do adversário, mas sempre faltava algo, um detalhe que fizesse a bola entrar.

Algumas das chances foram incríveis. Tentamos por cima, por baixo, com tabelas, de cabeça, de bola parada... Confesso que cheguei a me perguntar se era possível existir também o ‘azar de Campeão’, além da já famosa sorte que parecia ter nos ‘abandonado’. (rs)

Quando o Cruzeiro acertava as finalizações, o goleiro Wilson brilhava com importantes intervenções. E quando Éverton Ribeiro – que voltou ao time e deu outra dinâmica à equipe – foi claramente derrubado na área, o juiz nada marcou.

O Cruzeiro jogava contra tudo, contra todos, contra a torcida contra de todos os adversários, contra a má fase e também contra mais uma arbitragem horrível. Tudo isso junto fez com que o primeiro tempo acabasse mesmo em 0x0.

Sem mexer no time, nem no ímpeto, o Cruzeiro continuou a buscar a vitória no segundo tempo.

E chegou ao seu gol aos 13, indevidamente anulado pela arbitragem, quando Egídio recebeu a bola em posição legal e cruzou para Marquinhos fazer o gol que foi mal anulado pela arbitragem.

O Vitória veio com mais disposição ofensiva e vez ou outra também tentava melhor sorte na partida.

Por volta dos 20 minutos do segundo tempo, o transformador da Rua Tabapuã explodiu e a energia na Sampa Azul acabou. Aos 24, quando a luz voltou todos nós vimos a torcida comemorando e o replay do gol celeste. Foi uma explosão de alegria e um verdadeiro balde de água fria, ao voltar da rua e ver que mais uma vez o tento celeste havia sido anulado. Desta vez, o árbitro auxiliar marcou falta de Manoel no goleiro adversário. Para não dizer que eu sou chato, neste lance eu dou o crédito da dúvida para a arbitragem.

Alisson, machucado, havia saído para a entrada de William. O bigode perdeu um lance importante ao não chutar para o gol um lindo passe de E. Ribeiro.

O tempo ia passando, e o empate persistia no placar. Será que, mais uma vez, o bom futebol do time não seria recompensado? Não era possível tamanha injustiça. Era visível a tensão no olhar da galera, e dos cantos fora de compasso que tentavam empurrar o time a qualquer custo.

Não sei se você, caro leitor é religioso... Mas se não for, não faz mal, pois o ditado cabe muito bem aqui do mesmo jeito: Foi nesta altura do jogo que Deus mostrou que ele realmente é justo e premia quem trabalha. (rs)

Aos 38 da etapa complementar, mais um escanteio para o Cruzeiro. No cruzamento, a bola foi rebatida pela defesa do Vitória. Mayke pegou a sobra e cruzou novamente para a área... E, como naqueles roteiros primorosamente escritos pelos mais sensacionais diretores de cinema, a bola encontrou o criticado Dedé, em uma fase super difícil no time e com a desconfiança de parte da torcida. E o camisa 26 deu uma cabeçada fulminante para fazer 1x0 para o Cruzeiro e fazer explodir a nação celeste em todo o Brasil.

Foi um dos gols que eu mais comemorei na Sampa Azul, tamanha a tensão da partida.

 

A partir daí o time soube mostrar maturidade e que aprendeu as lições da derrota para o ABC e soube administrar o final do jogo. Depois de uma derradeira jogada de bola parada do Vitória, o juiz apitou final de jogo e decretou a reconfortante e importante vitória do Cruzeiro.

Foi sensacional!

Valeu muito mais do que os 3 pontos. Valeu pela confiança, pela manutenção da vantagem, pela boa atuação do time.

Parabéns a todo time do Cruzeiro hoje, ao treinador, a torcida... a todos que, mesmo nos momentos de maior dificuldade não esmoreceram jamais.

Mais uma vitória, menos uma rodada. Não tem nada ganho, tá bem difícil, mas continuamos firmes e fortes na luta pelo Tetra.

Vamos Cruzeiro. Pois quarta que vem é dia de acabar com mais uma Zica.


Parabéns a todos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cadê o futebol do Cruzeiro?


O torcedor do Cruzeiro que viu o time vencer o primeiro tempo de um jogo ‘sob controle’ pelo placar de 2x0, com gols de William e Henrique, não podia imaginar o desespero que seria a etapa seguinte.

Foi uma noite de absurdos.

A começar pela arbitragem tenebrosa do árbitro Anderson Derroco. Não bastasse ele ignorar faltas e lances claros de mão na bola dos jogadores do time do ABC, este cidadão não deu um pênalti claríssimo no William no início da etapa complementar.

Pouco depois, em lance que o jogador do ABC toca o calcanhar de Alisson, derrubando o jogador dentro da área, além de não marcar o segundo pênalti, ainda amarelou o garoto celeste.

Introvertido no segundo tempo, o Cruzeiro pouco criou e acabou levando o primeiro gol do ABC aos 15. Só que aos 17, em lance de claro impedimento do ataque adversário, o árbitro deu pênalti para o ABC, que não perdeu a chance e empatou a partida.

Preocupado com o cartão do Alisson, M. Oliveira colocou o Neilton em campo. Com ele, ao lado de Marlone – que havia entrado no lugar do Borges – o time passou a jogar literalmente com dois jogadores a menos.

Errando passes em demasia, destruído psicologicamente e sem o menor poder de reação, o Cruzeiro foi pressionado de forma absurda pelo modesto ABC. E de tanto bater, aos 40 o time Potiguar virou o jogo.

Foram minutos de desespero e por muito pouco esta vaga não nos escapou. A duríssimas penas, seguramos essa derrota e conseguimos passar de fase.

Feliz? Não estou nem um pouco. Estou – na melhor das hipóteses – menos puto.

Não tem papo, não tem desculpa. Um time com o elenco e a estrutura do Cruzeiro não pode passar o sufoco que passou contra o ABC de Natal. O Cruzeiro de hoje não foi nem sombra do time que há 2 semanas encantava o Brasil.

Parece que a ausência da dupla E. Ribeiro e R. Goulart fez o time desmoronar. Sinceramente esperava muito mais deste time, até porque ele já provou que pode.

Precisamos urgente da volta da nossa dupla titular de meias e também dos reservas imediatos J. Batista e Dagoberto. Porque depender de Marlone e Neílton é certeza de passar raiva.

Não obstante, esta é a nossa terceira derrota seguida. Não tem mais tempo para sinal de alerta... é plano de emergência pra cima.


Vamos acordar Cruzeiro. A única vantagem que vejo hoje é o fato de que cada fase de uma Copa é a chance para uma nova história. E temos que escrever partidas bem melhores do que este futebol ridículo de hoje.

domingo, 12 de outubro de 2014

Lambança


O Cruzeiro fez hoje a sua pior partida no Campeonato Brasileiro. Perder nem sempre reflete o futebol mostrado em campo. Contra São Paulo FC e Atlético, mesmo com a derrota, fiz questão de defender o time pelo bom futebol praticado em campo. Hoje não. Foi um placar justo e fruto de 3 falhas grotescas da nossa defesa.

Eu até gostei da escalação do M. Oliveira, mas nem tivemos chance de ver se ela funcionaria. Logo aos 14 minutos, em cruzamento pela direita, Dedé corta uma bola que iria certeira na mão do Fábio e fez um golaço... contra.

Há de se destacar que o lance que originou o gol começou em um erro infantil de Egídio na saída de bola.

O Cruzeiro até teve chances de fazer o gol de empate, mas pecou nas finalizações. Na principal delas, M. Moreno perdeu um gol incrível em uma cabeçada sem goleiro.

Para o segundo tempo, M. Oliveira colocou William no lugar de Níltom e o time iniciou uma pressão, aparentava estar mais organizado.

Mas uma falha grotesca do Manoel, em lance que lembrou aquele fatídico erro de recuada de bola do Dedé para o Fábio na primeira partida da C. Do Brasil – ano passado – contra o mesmo Flamengo, deu uma pixotada similar a de seu companheiro de zaga e deixou Canteiros livre para fazer o segundo.

Minutos depois, o goleiro do Flamengo deu um bicão para frente e Manoel falhou novamente, deixando Alecssandro livre para cruzar e Gabriel descontar.

Foi um jogo tenebroso, um dia para ser esquecido e para ligar o sinal vermelho na Toca da Raposa.

Desfalcado de E. Ribeiro, R. Goulart e sem poder contar com os reservas imediatos e jogadores importantes como Dagoberto e Júlio Batista, nosso elenco mostra não ser tão superior assim.

Pior ainda que, em todas as últimas derrotas, sempre tem sido erros individuais que estão nos custando pontos importantes.

É hora de torcermos especialmente para a volta da dupla E. Ribeiro e R. Goulart. Eles fazem sim a diferença.

Cobrar é preciso, mas a pergunta que fica agora é: Que tipo de torcedor é você?

a) Um que vai começar a xingar e criticar o grupo, mesmo sabendo que estamos desfalcados e com problemas e que isso só colabora para o clima de tensão e negativismo.

b) Um que vai, mesmo sabendo que o time caiu de produção, apoiar e mostrar que quando falta time a torcida faz diferença.

Eu vou no time dos que vão apoiar até o fim. Até porque, este time está com o Cruzeiro na primeira posição desde o ano passado. Algum mérito eles devem ter, não é mesmo?

Na pior crise do Cruzeiro nos últimos 2 anos, estamos a 6 pontos do segundo colocado. Quem dera toda crise fosse assim... rs

Eu também tenho minhas preferências. As vezes, acho que o M. Oliveira vai mal. Prefiro fulano a beltrano no time titular... Mas se tem uma coisa que este GRUPO me provou é que ele é unido e que merece meu voto de confiança.

Por isso, torço que você – assim como eu vou fazer - permaneçamos fechados com o Cruzeiro acima de tudo.

Hoje, pontualmente hoje, um time que não teve defesa, fica sem a minha defesa. Mas, pelo conjunto da obra, continua a contar com minha confiança e apoio.


Vamos Cruzeiro. Apesar do tropeço, continuamos firmes e fortes na luta pelo Tetra.