quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Falta pro Flamengo.



Devo confessar aos amigos Cruzeirenses que eu estava com uma sensação estranha antes da partida. Falta para o Flamengo, logo depois de uma falta para o Flamengo. Foi aí que o juiz deu uma falta para o Flamengo. E o Cruzeiro perdeu por 1x0 com um golzinho no fim da partida.

O jogo.

O juiz apitou o início da partida e foi falta para o Flamengo. Falta após falta, o juiz ia sempre apontando infrações favoráveis para o Flamengo. Duas faltas para o Flamengo depois, o Cruzeiro teve boas chances de marcar e abrir o placar. Mas foi falta para o flamengo, infração para o time do rio e lance de perigo de gol para o Flamengo. O primeiro tempo acabou mesmo 0x0, em um jogo truncado que o Cruzeiro até criou, mas não marcou.

No segundo tempo, foram 15 minutos de pressão e faltas... ambas do Flamengo. O Cruzeiro errava muitos passes, enquanto o juiz marcava mais faltas para o Flamengo.

Depois de um início totalmente apático, toda a torcida queria ver em campo Dagoberto, Júlio Batista, Martinuccio... Mas todos ao meu lado apostavam que ele colocaria o Leandro Guerreiro.

Mais um punhado de faltas para o Flamengo depois, M.O. colocou o Martinuccio e o V. Araújo. O Jogo melhorou com o Argentino e o Cruzeiro perdeu uma chance I-N-C-R-Í-V-E-L com o camisa 30 pegando a bola sozinho na frente do Felipe.

Falta para o Flamengo, logo depois de uma falta para o Flamengo. O Cruzeiro recuperou a bola e foi falta para o Flamengo. Falta para o Cruzeiro, com infração marcada para o Flamengo. UM torcedor comprou um cachorro quente e foi falta para o Flamengo. O Dólar subiu com falta para o Flamengo e a taxa Selic subiu também com falta assinalada para o Flamengo.

Aí o M. Oliveira recuou o time e colocou quem? Leandro Guerreiro. Aí fodeu a porra toda: Falta para o Flamengo.

Até que aos 42, em um dos poucos lances que não foi falta para o Flamengo, o rubro negro arrancou sem marcação pela direita, a bola foi tocada para trás e Elias livre chutou, de fora da área para fazer o gol da classificação carioca.

Antes tivesse sido falta para o Flamengo.

Falta, falta, falta... Faltou mesmo foi coragem e futebol para o Cruzeiro hoje. Uma pena, pois o futebol que o Cruzeiro já mostrou na temporada nos fez acreditar que podíamos mais ainda este ano.

Bola para frente.

Pessoalmente, achei que o time sentiu o Maracanã cheio, principalmente o menino Lucas Silva (e, diga-se de passagem, nem de longe estou colocando sobre ele o ônus da derrota). Achei também que o M. Oliveira estragou o time recuando o esquema com o Leandro Guerreiro.

Paciência. O fato é que perdemos, mesmo tendo mais condições.


Que esta derrota não nos desanime para o Brasileirão. E que deixe pontos positivos para o próximo ano, quando nosso elenco estará mais entrosado.

Foco no Brasileiro e força Cruzeiro.

domingo, 25 de agosto de 2013

Sem fazer força.



Sabem aquela musiquinha que a torcida canta: “Se o Cruzeiro vai jogar eu vou... se o Cruzeiro vai jogar eu vou...”? Pois ontem foi dia dela, uma vez que o jogo contra a Ponte marcou a primeira caravana para jogos fora da cidade de São Paulo que promovemos. Fechamos uma van e fomos em 15 pessoas para o Moisés Lucarelli apoiar nosso Cruzeirão. Isso, fora a galera que foi de carro. E valeu a pena.




O estádio.

Essa experiência vai render ais um capítulo do ‘guia de sobrevivência nos estádios’ que escrevemos aqui no Blog. Mas o que eu posso dizer é que realmente a torcida da macaca é chata e má encarada. No andar das ruas, quando alguém via camisas azuis logo fechavam a cara e faziam ameaças.

O estádio fica em meio a muitas casas, uma região residencial. Próximo ele, do lado da torcida visitante, tem um barranco e passa uma linha de trem aparentemente abandonada.

Dentro, é um estádio meio pitoresco. Logo na entrada você vê a arquibancada e, na frente dela, existe um espaço que parece um palco, uma ‘mini-esplanada’, que tem ao seu canto esquerdo um ‘resto’ de escultura. Depois disso vem a grade. A visão do campo é ‘ruim’. O gol do outro lado do campo fica beeeeeeem longe dos olhos.



Na entrada do banheiro, que fica abaixo da arquibancada, tem água saindo constantemente de alguns canos. Esta é a ‘torneira’ do estádio e todos ficam com a impressão de que esta água não é bem limpa, uma vez que ela fica logo abaixo do nível do banheiro. Mas aparentemente era limpa sim. (rs).

A torcida.


Nós, da Sampa Azul, marcamos presença entre a galera que lotou a sua parte. O arco atrás do gol estava completamente tomado de azul. Ao chegar, antes do apito inicial, a torcida azul da região fazia a festa. Mas, durante a partida, quem deu SHOW de animação foi o pessoal da Máfia Azul. Eles cantaram literalmente o jogo todo, muito animados. E deram preferência a músicas que falavam sobre o Cruzeiro. Foi muito legal!

O jogo.

Time em campo e percebemos logo uma camisa 23 como novidade. M. Oliveira havia decidido poupar o Egídio e colocou Everton no lugar. Esta era praticamente a única mudança no time titular do Cruzeiro.

Quando a bola rolou, o que se viu foi um Cruzeiro tentando tocar mais a bola, enquanto a Ponte tentava vir para o abafa. Alguns torcedores na arquibancada diziam que o time estava com o freio de mão puxado. Quando, na verdade, M. Oliveria fazia aquilo que muitas vezes faz fora de casa: cozinha o adversário.

De perigo mesmo, a Ponte não produziu nada. O Cruzeiro, ao contrário, fazia uma boa partida e levava perigo vez ou outra. Aos 22 do primeiro tempo, em cobrança de escanteio, o time estrelado abriu o placar com Dedé. Gol muito importante para que o nosso zagueiro – que sempre joga bem apesar de uma ou outra falha por baixo – retomasse sua confiança. Aliás, diga-se de passagem, Dedé foi um monstro na partida.

Souza se machucou no final do primeiro tempo, dando lugar ao ótimo Lucas Silva. Mas de novidades o primeiro tempo não ofereceu mais nada.

Na saída para o intervalo, o time ia para o vestiário bem próximo a torcida. Na grade, logo uma multidão se aglomerou para falar com os jogadores. E, neste momento, uma cena bem legal. Muitas, mas muitas crianças estavam na torcida. Algumas nas grades, muitas correndo e brincando naquele espaço da ‘mini-esplanada’ que comentei com vocês acima. É a nova geração celeste nascendo e acompanhando o time. Muito bacana!


No segundo tempo, o panorama da partida foi igual.

A Ponte tentava levar perigo. E, a bem da verdade até teve uma ou outra chance de gol. Mas a verdade é que o Fábio nem sujou a camisa nesta partida. Já o Cruzeiro contra atacava com eficiência e perdia gols, como de costume. Em uma das chances, Borges recebeu a bola na pequena área e isolou em um chute para fora.

O camisa 9 não vinha bem, claramente abaixo do condicionamento que precisa. Mas o Borges é o Borges, e ao perder o gol eu tinha certeza de que ele faria outro para compensar. Não deu outra. Aos 27 do segundo tempo, ele recebeu a bola na área, virou e encheu o pé para fazer 2x0 Cruzeiro.

Festa geral na torcida celeste. Era a consolidação de 3 pontos importantíssimos, daqueles que todo time que quer ser campeão belisca quando joga com a Ponte no estádio deles.


Para completar o segundo tempo, vale o registro da reestreia do volante Henrique, que fez a sua primeira partida desde que retornou ao Cruzeiro. E os gritos de olé que a torcida celeste deu, quando o Cruzeiro colocava a Ponte na roda.




Parabéns Cruzeiro. Parabéns torcida celeste.

Agora é foco total para a difícil partida contra o Flamengo no Maracanã, próxima quarta feira. É, mais uma vez, hora de mostrar que temos time para ser campeão. E este time vem provando que pode.

Vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Era para ser mais fácil.



Era para eu estar aqui falando de apenas duas coisas: da classificação encaminhada para as quartas de final e do GO-LA-ÇO, digno de placa, do Everton Ribeiro. Mas, graças a uma trapalhada do Dedé, a vitória fácil virou um placar apertado de 2x1 e trouxe o Flamengo de volta para a disputa da vaga.

O jogo.

Vou resumir o primeiro tempo: o Cruzeiro mandou na partida. Foi muito mais time que o Flamengo, tocou bem a bola e criou muitas chances de gol. Teve oportunidade boa com o Borges, com o Everton Ribeiro, por cima, por baixo, de bola parada... até que, de tanto insistir, o Cruzeiro fez 1x0 com William, aos 27 do primeiro tempo, em bola que sobrou na área depois do cruzamento de Ceará, desvio do R. Goulart e defesa do Felipe.

O Flamengo teve apenas duas chances com M. Moreno, uma delas em bola que acertou a trave. Mas nenhuma delas tirou o zero rubro negro do placar.

No segundo tempo, nenhuma mudança nos jogadores nem no panorama da partida.

O Cruzeiro seguia pressionando e perdendo chances. Destaque para dois lances em sequência, iniciando com o belo chute de Borges, logo no início do segundo tempo, desviado para escanteio pelo Felipe. Na sequência, Bruno Rodrigo acertou a trave.

A pressão era grande e, para coroar a grande partida até então, aos 12 minutos Erveton Ribeiro inicia jogada de contra ataque , toca para Ricardo Goulart que, sobre a linha lateral devolve a bola para o camisa 17. O Everton Ribeiro recebe a bola, domina, aplica um chapéu no zagueiro do Flamengo próximo a pequena área e chuta com violência para fazer 2x0, num golaço digno de placa.

Desculpem a falta de educação, mas eu tenho que escrever o que gritei na hora do gol: “Potaquemeparew que golaço”!

Sério, uma pintura tão linda que o Flamengo deveria ter saído de campo naquele momento e toda a torcida deveria pagar mais uma entrada. Vou até protagonizar uma coisa que jamais ninguém fez num texto: um replay escrito.... rs
“...aos 12 minutos Erveton Ribeiro inicia jogada de contra ataque , toca para Ricardo Goulart que, sobre a linha lateral devolve a bola para o camisa 17. O Everton Ribeiro recebe a bola, domina, aplica um chapéu no zagueiro do Flamengo próximo a pequena área e chuta com violência para fazer 2x0, num golaço digno de placa”.
Tubo muito bom, tudo muito bem e o M. Oliveira saca o William, que fez uma bela partida para a estréia do J. Batista. Não deu nem tempo de ver direito o desempenho do novo camisa 10 pois, aos 23 da etapa complementar, em um lance que começou em uma bobeada do Sr. Nílton no meio de campo, ao perder um lance por ser fominha, a bola foi para a defesa em uma jogada aparentemente fácil. Dedé, que protegia a bola, se atrapalhou todo com o Fábio e permitiu que o M. Moreno desse um toquinho na bola que, caprichosamente, ainda tocou na trave antes de ser tocada por C. Eduardo para o gol. 2x1.

O Cruzeiro sentiu o gol, Júlio Batista - muito fora de rítimo - não conseguiu encaixar no time e o M. Oliveira, que havia trocado o Borges pelo V. Araújo, colocou Luan no lugar de R. Goulart. O camisa 88 teve o azar de se machucar em um lance com Chicão e o Cruzeiro passou a ter dificuldades na partida com um jogador 'virtualmente' a menos.

O Flamengo, de morto, passou a levar perigo e o Cruzeiro deixara de criar chances. Um jogo, e ouso dizer até uma classificação, que estava bem encaminhados passaram a ter uma emoção totalmente desnecessária.

Ok. Com apenas 1x0, o Flamengo pode levar a vaga, como fazem questão de bradar os comentaristas da Globo / SpotTV. Mas falta combinar com o Cruzeiro para não fazermos gol fora de casa também, né?

Minha opinião, o jogo teve um gostinho amargo pelo gol do Flamengo, mas bola por bola, o momento do Cruzeiro é melhor e vencemos o jogo. Ainda temos a vantagem e a obrigação de sair para o jogo é do Flamengo.

Por isso, temos que levantar a cabeça, continuar focado e jogando o bom futebol que estamos praticando.


Força Cruzeiro. Grandes conquistas não vem sem grandes esforços. Mas, se for possível, bora guardar mais gols nas chances que criamos, né? Assim, vocês não matam a galera que assiste aos jogos na Sampa Azul do Coração, poxa.

Vamos Cruzeiro!

Quinta, estaremos juntos em campinas.

EEESSTÁÁ VALENDO!!!

Caros Celestes,

Depois de uma longa pausa, mas sempre vivenciando a evolução do Cruzeiro 2013, evolução que nos deixa continuar propagando o mesmo sentimento do início da temporada, pois desde aquelas bucólicas tardes de campeonato mineiro do início do ano, quando já sentíamos que o time ia dar liga e fazer uma boa temporada, estávamos esperando por um jogo como o de hoje.

Aliás, parece que a nossa perspectiva está se confirmando, e já são muitos os que acreditam que um caneco chega ainda esse ano, e porque não?

Estamos disputando o Brasileirão cabeça a cabeça. Elenco? Temos sim senhor, e como há muito tempo não tínhamos. Ah! Tem o Mineirão também, a TOCA3. Sinceramente, o time vai crescer muito mais, nomes de peso vão formar o “scratch” azul e rapidamente vamos consolidar o nosso lugar para ao final levantar a taça. O cenário que se desenha é inexorável: o Brasil será azul.

Dito isso, “cá” estamos de volta em uma fase decisiva da Copa do Brasil, torneio de prestígio, onde somos o maior campeão, pelo menos um dos, e com chances reais de ser, de fato, o Campeão soberano do maior campeonato nacional do futebol brasileiro.

Agora é esperar a quarta feira passar para assistir uma grande vitória do Cruzeiro. E claro, presenciar a esperada estréia do Júlio Baptista – La Bestia-.

Até mais tarde! Dá-lhe Cruzeiro e saudações celestes!

Álvaro Bomfim

domingo, 18 de agosto de 2013

Vitória mesmo, só do Cruzeiro.



Na luta pelo Brasileirão, o Cruzeiro recebeu o Vitória – até o momento do jogo, 4º colocado – e tratou de se impor com um sonoro 5x1 ante o adversário.

Bem modificado em relação as últimas partidas, ou por suspensão ou por opção técnica e tática do M. Oliveira, o Cruzeiro não pareceu sentir muito a situação. Começou o jogo criando jogadas até que o gol saiu, em meio a uma polêmica.

Em escanteio pela esquerda, Everto Ribeiro cruzou e encontrou o zagueiro Leo, que cabeceou para as redes. O atacante Borges ainda tentou encostar na bola, o que gerou dúvida sobre sua posição. O bandeira deu impedimento na jogada, mas o atacante não havia tocado na bola... e, mesmo que tivesse, ele não estava em posição irregular, pois havia ainda um jogador do Vitória dando condições. Discussões pra lá e pra cá... gol do Cruzeiro validado.

Depois do gol, o Vitória cresceu na partida e a falta de entrosamento do elenco fez com que o time baiano levasse algum perigo para o gol do Fábio. Mas nada que resultasse em gol. Pelo lado do Cruzeiro, chances e mais chances desperdiçadas. Inclusive uma incrível, com Egídio, que fez belo lance individual, trombou com o zagueiro e a bola escapou livre, cara a cara com o goleiro... E ele chutou para fora, para desespero da torcida.

No segundo tempo o Cruzeiro jogou mais para cima e, logo aos 8 minutos, um bate-rebate na área quase resultou em gol do Cruzeiro. De tanto martelar, aso 13, Mayke fez o seu gol. Depois de boa tabela, o lateral penetrou na área e deu um belo chute cruzado. Tentando cortar o lance, o zagueiro do Vitória acabou deslocando de letra para o próprio gol. Como foi o autor do chute, o gol foi dado para o Mayke.

O Vitória diminuiu em um pênalti de Dedé, que ao cortar a bola acabou caindo por cima de Dinei. O próprio Dinei cobrou para diminuir o placar.

O jogo ficou brevemente tenso. O Cruzeiro criava sucessivas chances, mas não marcava. E olha que eu não estou falando de boas oportunidades... estou falando de lances incríveis. Pelo menos 2 chances claríssimas com Ricardo Goulart, sozinho e cara a cara com o goleiro, que o camisa 31 desperdiçou, fora outras tantas jogadas que paravam na mão do goleiro.

Quanto a torcida não aguentava mais ver bolas perdidas, Martinuccio cruzou pela esquerda e encontrou Borges para fazer 3x1. O 4x1 veio com Ricardo Goulart. Depois de perder diversos lances fáceis, o bom jogador conseguiu fazer o mais difícil dos gols, depois de cruzamento de Élber, pela direita. O camisa 31 se adiantou  ao lance e tocou a bola para as redes.

Diga-se de passagem, um ótimo gol que tirou das costas do Ricardo o peso de ter perdido tantos gols nesta partida e também no jogo contra o Grêmio.
Ainda houve tempo para o 5º gol. Vinícius Araújo, que havia acabado de entrar no lugar de um aplaudidíssimo Borges, desviou para as redes e fechou o placar.

Os 5x1 vieram para saciar um pouco a sede de gols da torcida e aumentar os números daquele que é o melhor ataque do campeonato. Fico aqui imaginando se não perdêssemos tantos gols, quantos mais teríamos na conta. Ontem tinha caixa para 10 ou mais, fácil... rs

A única observação ‘triste’ de ontem fica por conta do público no Mineirão, com apenas 14 mil e uns quebrados. Muito pouco para um time que briga pela ponta... Já na Sampa Azul, sempre um bom público e uma galera pé quente!

Agora é retomar o foco na Copa do Brasil. Quarta que vem, teremos o Flamengo no Mineirão naquele que é um dos mais importantes jogos do ano para o Cruzeiro.

Vamos Cruzeiro! Força, foco e fé...

Estamos todos #FechadoComOCruzeiro.