quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cadê o futebol do Cruzeiro?


O torcedor do Cruzeiro que viu o time vencer o primeiro tempo de um jogo ‘sob controle’ pelo placar de 2x0, com gols de William e Henrique, não podia imaginar o desespero que seria a etapa seguinte.

Foi uma noite de absurdos.

A começar pela arbitragem tenebrosa do árbitro Anderson Derroco. Não bastasse ele ignorar faltas e lances claros de mão na bola dos jogadores do time do ABC, este cidadão não deu um pênalti claríssimo no William no início da etapa complementar.

Pouco depois, em lance que o jogador do ABC toca o calcanhar de Alisson, derrubando o jogador dentro da área, além de não marcar o segundo pênalti, ainda amarelou o garoto celeste.

Introvertido no segundo tempo, o Cruzeiro pouco criou e acabou levando o primeiro gol do ABC aos 15. Só que aos 17, em lance de claro impedimento do ataque adversário, o árbitro deu pênalti para o ABC, que não perdeu a chance e empatou a partida.

Preocupado com o cartão do Alisson, M. Oliveira colocou o Neilton em campo. Com ele, ao lado de Marlone – que havia entrado no lugar do Borges – o time passou a jogar literalmente com dois jogadores a menos.

Errando passes em demasia, destruído psicologicamente e sem o menor poder de reação, o Cruzeiro foi pressionado de forma absurda pelo modesto ABC. E de tanto bater, aos 40 o time Potiguar virou o jogo.

Foram minutos de desespero e por muito pouco esta vaga não nos escapou. A duríssimas penas, seguramos essa derrota e conseguimos passar de fase.

Feliz? Não estou nem um pouco. Estou – na melhor das hipóteses – menos puto.

Não tem papo, não tem desculpa. Um time com o elenco e a estrutura do Cruzeiro não pode passar o sufoco que passou contra o ABC de Natal. O Cruzeiro de hoje não foi nem sombra do time que há 2 semanas encantava o Brasil.

Parece que a ausência da dupla E. Ribeiro e R. Goulart fez o time desmoronar. Sinceramente esperava muito mais deste time, até porque ele já provou que pode.

Precisamos urgente da volta da nossa dupla titular de meias e também dos reservas imediatos J. Batista e Dagoberto. Porque depender de Marlone e Neílton é certeza de passar raiva.

Não obstante, esta é a nossa terceira derrota seguida. Não tem mais tempo para sinal de alerta... é plano de emergência pra cima.


Vamos acordar Cruzeiro. A única vantagem que vejo hoje é o fato de que cada fase de uma Copa é a chance para uma nova história. E temos que escrever partidas bem melhores do que este futebol ridículo de hoje.

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