quinta-feira, 30 de maio de 2013

Atolados na Incompetência

O texto de hoje é uma crítica à CBF. Depois do jogo de ontem, ficou mais do que claro que a Confederação não tem o mínimo de respeito ou cuidado com o Brasileiro ou com os times que nele participam.

Sinceramente, não entendo como o Atlético-PR admite mandar suas partidas em um campo daqueles. O estádio não possui iluminação artificial (!), ou seja, não é possível jogar depois das 17 horas. Para falar a verdade, não dá pra jogar nunca lá, mas enfim.

Outro problema é a grama. Ou a lama. Não sei o nome daquilo que colocaram no chão. Parecia um jogo de várzea, um futebol na praça. A situação do campo era tão precária, que em um lance totalmente tranquilo nosso atacante se lesionou.

No entanto, o Cruzeiro também tem culpa. Foi muita irresponsabilidade da diretoria em aceitar colocar o elenco em um campo naquelas condições. Se os outros times reclamam por muito menos, temos nosso direito de recusar a jogar em um estádio medieval. Gilvan e Cia. perderam a chance de bater de frente com a CBF.


De qualquer forma, a CBF é a maior culpada por tudo isso. Se houvesse um mínimo de respeito pelos times que jogam o Campeonato Brasileiro, uma situação como a de ontem jamais aconteceria. No país que sediará a Copa do Mundo daqui a um ano, ter um estádio ativo em situações tão ruins é preocupante. Nenhum jogador, independente do time ou série, deveria jogar em um campo onde um carro de Rally atolaria.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pro mato, que é de campeonato?



Seria cômico, se não fosse trágico e vergonhoso. Aliás, de engraçado, a situaçãoo não teve nada.

Hoje, o Cruzeiro visitou o Atlético-PR pela segunda rodada do brasileirão 2013. Um jogo que aconteceu as 15h desta quarta feira pois, pasmem vocês, o estádio não tinha iluminação artificial. Fato este que, por sí só, já seria motivo de profunda vergonha para o país da Copa do Mundo de 2014, considerando que estamos falando de um jogo do principal torneio do Brasil.

Mas não bastou só isso. Não bastasse o estádio acanhado, o campo (se é que podemos chamar aquilo de campo) estava puro barro. Uma situação vexatória e indigna para o país que – repito – vai sediar a principal competição de futebol do mundo no próximo ano.

Fosse eu dirigente do Cruzeiro, teria me negado a expor meu elenco a tal situação grotesca. Um jogo assim, poderia nos custar a lesão de um jogador... aliás, custou, uma vez que Borges sentiu a coxa depois de tentar arrematar uma bola de cabeça.

Uma situação lamentável. Ou melhor... ‘LAMAntável’.

O Atlético-PR exagerou na expressão ‘pro mato que é de campeonato’. Aquele pasto onde jogamos hoje foi uma das coisas mais vexatórias que eu ví um time profissional se submeter.

Com a bola rolando, o Cruzeiro passou o primeiro tempo inteiro apanhando do gramado e – também – do time do Atlético-PR, que já conhecia mais os buracos do campo. O time paranaense fez 2x0, mas o Cruzeiro ainda conseguiu beliscar 1 gol com Dedé, já no final da primeira etapa.

No segundo tempo, Luan entrou no lugar de Dagoberto, que saiu lesionado. E logo com 15 segundos fez o gol de empate.

Já acostumado com o gramado, o Cruzeiro passou a mandar na partida e perdeu a chance de vencer a partida desperdiçando diversas chances.

O empate acabou não sendo de todo ruim, uma vez que tivemos 2 adversários hoje: o campo e o bom time do Atlético-PR. Mas não posso falar que fico satisfeito pois o time mostrou que tinha bola para vencer... Mas não teve foi campo mesmo.

Que venha a próxima partida.

Vamos Cruzeiro!

Ps. Pessoal, eu saio de férias e só volto dia 17/06. Até lá, continuem acompanhando o Blog e os posts da galera que contribui com o espaço.

terça-feira, 28 de maio de 2013

SINAL AZUL

Começamos muito bem o Brasileirão´13. Agora só faltam 21 vitórias e alguns empates e o caneco será nosso! Brincadeiras à parte, o Cruzeiro demonstrou na última semana que superou muito bem a perda do campeonato estadual, pois não é qualquer um que sai de uma final doméstica derrotado, e na sequência faz 9 gols em dois jogos, não toma nenhum e apresenta um futebol eficiente.

Assim o sentimento que fica é: se jogarmos todas as 37 rodadas faltantes com a aplicação que o time vem mostrando, certamente uma vaga na Libertadores será nossa, e quem sabe o tão sonhado caneco também!

O fato é que temos que continuar mineiramente na “calada”, pois quando acordarem para o Cruzeiro pode ser tarde demais, uma vez que os adversários não conhecem o nosso time, e a imprensa sequer cogita o Cruzeiro entre os 4 melhores. Tudo isso deve ser muito positivo se o time souber utilizar da vantagem do anonimato para largar na frente nessa primeira pequena caminhada.

Agora, impressionante a falta de articulação política da Diretoria ao deixar que fossem marcados clássicos nacionais entre os primeiros jogos como mandante. Ora, vamos deixar de arrecadar um bom dinheiro sem o Mineirão para os jogos contra Corinthians e Internacional, além, é claro, do prejuízo técnico, pois vamos fazer dois jogos dificílimos em um estádio que há mais de um ano não frequentamos.

Registro que a Diretoria vem trabalhando muito bem no departamento de futebol propriamente dito; a crítica aqui é pela falta de coordenação política para evitar o prejuízo financeiro com que o clube arcará, pois quanto ao técnico, acredito que o time saberá usar a força da china azul e buscará os seis pontos em “seven lakes”.

Por fim, manifesto a minha reprovação sobre a possível contratação do Souza, que creio ser compartilhada pela maioria. Até o site www.superesportes.com.br em enquete realizada com a maior de minas constatou a ampla contrariedade a esta contratação. Então, se a voz do povo é a voz de Deus, torço para que o Palmeiras dificulte o negócio ao máximo e que o Cruzeiro vá atrás de um volante para pegar a camisa 5 e não sair mais do time. Vamos aguardar.

No mais, dá-lhe Cruzeiro e saudações celestes!
Álvaro Bomfim

domingo, 26 de maio de 2013

Se for um presságio...


O Cruzeiro começou o Campeonato Brasileiro com o pé direito. Com o pé direito de Diego Souza, logo aos 5 minutos, depois de falta cobrada por Dagoberto que sobrou para o camisa 10 marcar 1x0.

E começou também com uma cabeçada de Bruno Rodrigo, aos 30, depois de cobrança de escanteio. E outra cabeçada de Nílton, aos 40. E outro pé direito de Borges, aos 42. Tudo isso para um primeiro tempo que acabou 4x0 para o Cruzeiro. Fora um gol mal anulado de Éverton Ribeiro. Pessoalmente, não me lembro de um início de brasileiro mais fulminante por parte do Cruzeiro.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou mais devagar, cadenciando a partida. Mesmo assim, aos 34 da etapa complementar, Nílton fez mais um, novamente em cobrança de escanteio, dando números finais a partida. 5x0.

Um começo de campeonato brasileiro avassalador por parte do Cruzeiro. Dagoberto não fez o seu gol, mas teve outra atuação muito boa com a camisa celeste. Mas eu não vou me empolgar... afinal de contas, foi o jogo do líder do campeonato contra o lanterna, né? (he he he).

Brincadeiras a parte, começar o brasileirão desta forma enche o time de confiança. Agora é juntar energia para o jogo vespertino (isso mesmo, as 15h00) contra o Atlético-PR, em Curitiba.

Vale o destaque também para a galera da Sampa Azul. Presente no nosso tradicional QG, mas também representada no Independência pelos nossos amigos Filipe, Bruno, Deomar e Daniel... Galera pé fervendo.



“É goleada que es fala, né?”

Que tenha sido este um presságio de muitas alegrias para nossa torcida neste brasileirão.

São 38 finais. Vencemos a primeira.

Vamos Cruzeiro!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Que venha o Brasileiro


Fala, galera! Jogão ontem, 4x0 ficou pouco. Gostei muito do futebol apresentado pelos estreantes Dedé e Lucca. O primeiro se impôs, mostrou seu estilo agressivo invadindo por mais de uma vez a zaga adversária. Lucca então, nem se fala. Se alguém tinha alguma desconfiança, acabou ontem. Estreou com muita personalidade, marcando um belo gol depois do lançamento do Élber. Tenho certeza que vamos ouvir muito o nome desses dois esse ano. Aliás, não só deles. O Brasileirão vem aí, e chegou a hora dos nossos guerreiros provarem sua força.

Desde 2003 que não vemos um time do Cruzeiro tão promissor. Diferente do que vinha ocorrendo em outras temporadas, em especial as duas últimas, nós temos um elenco grande e poderoso. A começar pela zaga, que melhorou muito esse ano. O meio-campo também está bem melhor, temos dois meias que até então deram conta do recado muito bem. O ataque dispensa comentários, não é mesmo? Na minha opinião, somos incontestáveis favoritos à uma das vagas da Libertadores. Só falta um pouco, muito pouco, para sermos o grande favorito ao título.

Digo isso por dois problemas que ainda precisam ser resolvidos. O primeiro deles é o entrosamento. Até nas nossas goleadas, a falta de entrosamento acaba matando muitas jogadas. A meu ver, isso acontece porque temos um time que se formou este ano, os jogadores ainda estão se conhecendo, enquanto outros ainda estão estreando. Tudo isso é normal e com o tempo se resolverá sem maiores problemas. Nada melhor que o início do Brasileirão pra dar o entrosamento que nosso time precisa.

O outro problema são as laterais. De todas as contratações feitas esse ano, as laterais foram as menos expressivas. Infelizmente, Ceará não consegue mais emplacar 10 jogos seguidos sem se machucar. Mayke, seu substituto, tem mostrado um bom futebol, porém não podemos confiá-lo um setor inteiro. Não seria bom para ninguém, muito menos para ele. A lateral-esquerda também clama por um jogador mais incisivo. Éverton vinha fazendo a função relativamente bem, mas não conseguiu convencer. Egídio tem mais fundamentos na função, mas ainda lhe falta mais segurança e mais atenção nos jogos. Acho que é o caso da diretoria pensar em reforços.

De todo jeito, temos um timaço para a temporada. Estou muito confiante no trabalho do Marcelo Oliveira e na entrega que o time teve até aqui. Se mantivermos o ritmo vai ser difícil não conquistarmos algum título. Vamos todos juntos buscar esse caneco que desde 2003 sonhamos tanto. 

AVANTE, CRUZEIRO! ESTAMOS FECHADOS COM VOCÊ ATÉ O FIM!

domingo, 19 de maio de 2013

Foi quase...



É possível perder e ganhar ao mesmo tempo? Hoje ficou provado que sim.

O Atlético sagrou-se campeão mineiro hoje. Ok, dito isso, vale a pena ressaltar que nossa disputa, nosso foco era algo além do caneco, uma vez que a conquista deste estava bem difícil depois da derrota de domingo passado.

Em jogo, estava algo ainda mais valioso para  Cruzeiro: o orgulho e o ânimo do time para o restante do campeonato. O que o torcedor celeste queria era abraçar o time, reconhecer o bom trabalho que vem sendo feito e provar que, apesar do tropeço, estávamos todos juntos.

Tá certo... não vou ser hipócrita de dizer que não queria o caneco, ou que não acreditava que pudéssemos reverter o resultado. E, tanto podíamos, que saímos o primeiro tempo vencendo a partida por 2x0, depois de dois pênaltis cobrados e convertidos pelo Dagoberto.

Mas, o importante mesmo era o bom futebol mostrado pelo time. Depois de uma derrota sem brio nos olhos, hoje o fundamental era demonstrar garra e provar para diretoria e para a torcida de que estamos no caminho certo.

Show da torcida no Mineirão.
(Foto: Super Esportes).
No segundo tempo, a história foi um pouco diferente.

O Atlético voltou jogando mais ofensivo e criou dificuldades para a equipe celeste. O Jogo ficou mais aberto e emocionante. Daqueles em que qualquer descuido poderia ser fatal. E foi.

Egídio tocou a bola de forma errada, e a bola sobrou para Luan e ele foi derrubado na área. Foi a vez do Atlético fazer o seu gol de pênalti com o R10. Teve tempo ainda para um tradicional quebra pau de final de campeonato antes do juiz apitar o final da partida.

Perdemos o caneco, mas neste domingo o sentimento não foi de derrota. Parece que dois anos de péssimas campanhas e elencos fizeram do torcedor celeste um camarada mais paciente e inteligente. A gente sabe que o trabalho está apenas no começo. E as perspectivas são as melhores.

Temos um bom time, que vem melhorando a cada jogo, bons jogadores que estão voltando, outros por estrear... E estamos com uma química sensacional entre time e torcida.

Pena que o caneco não veio para coroar o trabalho. Mas outros ainda mais importantes estão por chegar.

Existe um ditado que eu, particularmente, gosto muito. E ele diz:
"Antes de sermos melhores que os outros, precisamos saber que estamos sendo o melhor que podemos ser". 

Hoje, eu ví o time dando o seu melhor e isso me basta por hoje. Por hoje!

SHOW! Não tem outra palavra para descrever esta galera.

Parabéns ao time pela luta e a torcida pelo apoio. Ontem, hoje e sempre...
#FechadoComOCruzeiro.

Que venha o brasileirão. Alí, cada jogo é uma final e a gente sabe disso.

Vamos Cruzeiro!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A torcida que levou três e continuou cantando


No começo do ano, assisti a um jogo da Premier League no Stadium Of Light entre Sunderland e West Ham. O time da casa massacrou o time londrino durante 90 minutos, foi um verdadeiro baile. O placar de 3x0 só não foi maior por conta do grande número de passes errados do time mandante.

No entanto, o que mais chamou minha atenção não foi a superioridade do Sunderland. Também não foi a organização impecável dentro e fora do estádio, o respeito com crianças e idosos na entrada e na saída do jogo ou a admiração que os torcedores ingleses têm pelos times e pelo futebol brasileiro (alguns me perguntaram quais jogadores famosos jogaram no Cruzeiro). O que mais chamou minha atenção foi a atitude da torcida do West Ham.

Sentado nas cadeiras superiores do estádio, onde estava a torcida mandante, tive uma visão privilegiada da torcida visitante. Foram 105 minutos de cânticos e gritos de apoio vindos de pouco mais que três mil torcedores londrinos. A cada gol sofrido, o volume aumentava. Quando sofreram o terceiro gol, imaginei que muitos ali iriam embora, pegar o trem de volta para casa e esquecer daquilo tudo. Quanta ingenuidade da minha parte! Cantaram muitas vezes o hino do clube, pularam, fizeram sua festa. Não é à toa que a torcida do West Ham tem a fama de ser uma das mais fanáticas da Inglaterra.

No domingo, estaremos diante do mesmo placar de 3x0. Seremos os azarões, os “coitados”. Ninguém acredita que temos condições reais de levar a taça. Mas, até onde isso importa para você? Até onde a opinião dos jornais, dos radialistas, dos cronistas, dos chatos e dos desacreditados importa? Eu duvido, e muito, que qualquer um desses foi responsável por você ser cruzeirense. Então, deixe que falem, nenhum deles estará em campo jogando por você. Por mais que tudo conspire contra nós no momento, ninguém ganhará esse jogo na véspera. Nosso papel é apoiar e, acima de tudo, acreditar.

Sim, eu acredito no título. Acredito porque estamos falando de futebol, um dos esportes (se não for o mais) mais imprevisíveis que se tem conhecimento. Eu acredito porque em 2000 vi Geovanni acertar uma falta embaixo da barreira no último lance da final, o gol que conquistou o tri. Eu acredito porque chorei ao ver meu time fazer o impossível na última rodada em 2011. Eu acredito porque naquele ano nós calamos o Brasil, mostramos que para rebaixar o Cruzeiro é preciso muito mais. Eu acredito porque já ganhamos deste mesmo Atlético este ano. E acima de tudo, eu acredito porque já vi o Maior de Minas conquistar o inalcançável, ir contra a correnteza da mídia e vencer a Tríplice Coroa. Eu tenho mil motivos para acreditar no título, e no momento não consigo pensar em um que me faça mudar de ideia.

Portanto, se você faz parte daqueles que não acreditam mais, por favor, não assista o jogo. Não vá ao estádio, não vá para nenhum boteco cornetar e resmungar. Não vista a camisa azul no domingo. Não ligue a televisão no horário do jogo, alugue um filme! Vá passear com seu cachorro, faça qualquer coisa, menos assistir o jogo. Domingo não é o seu dia. Domingo vai ser o dia daqueles que não desistem tão fácil. Domingo vai ser de quem tem esperança no time. Domingo vai ser o dia dos cardíacos e hipertensos. No domingo, o céu vai estar mais azul do que de costume, e o Cruzeiro do Sul vai poder ser visto na plena manhã. Domingo vai ser o dia da torcida que levou três gols e continuou cantando.

SAUDAÇÕES CELESTES, GUERREIROS! VAMOS COM TUDO NO DOMINGO!

terça-feira, 14 de maio de 2013

SEM DESESPERO

Caros celestes,

O que assistimos no último domingo foi um jogo em que o Cruzeiro soube se comportar por apenas 20 minutos, os dez minutos iniciais de cada tempo. No mais, deixou o rival monotítulo jogar o seu futebol que atualmente é tido como um dos mais eficientes do país. Se tivéssemos entrado em campo comprometido com a marcação e sem qualquer vergonha escalado dois jogadores para fazer uma marcação individual em Ronaldinho e em Bernard, certamente a história teria sido outra. A diferença de 3 gols ontem, pela liberdade que o Cruzeiro deu em campo, ficou até de bom tamanho. Mas se pensar bem, quando estávamos na condição de favoritos na final dos estaduais de 08, 09 e 11, não vacilamos! Fomos implacáveis: 5 x 0, 5 x 1 e 2 x 0, este último invertendo a vantagem e com dois gols em 10 minutos.

De qualquer forma, temos que levantar a cabeça e reconhecer que estamos iniciando um trabalho, ao passo que o time adversário está com o time montado. O time deles é bom, mas o nosso é bom também. Não há motivo para desespero, o ano é longo, o elenco é bom, e a nossa sede é por uma conquista de prestígio.

O projeto do Cruzeiro não pode ser questionado pelo desempenho no estadual, temos que avaliá-lo ao final do ano, pois não seremos o maior do mundo se revertermos o quadro atual e conquistarmos o título, e nem seremos os piores se não formos campeões. O fato é que entraremos fortes no Brasileirão e continuaremos fortes na Copa do Brasil.

Evidentemente que temos a obrigação de ganhar o próximo clássico. Jogar com sangue nos olhos, marcação implacável, confiança em alta, e o resto, ah... o resto pode deixar com a mística camisa estrelada.

Claro, vai ser difícil. Precisamos ganhar pela diferença de 3 gols, mas e daí? Quem não se lembra de 2011? iríamos passar a integrar o desprestigiado grupo dos que disputaram a segunda divisão se não ganhássemos o clássico. Mas o final todo mundo sabe como foi, não é?

Então é o seguinte, domingo pode ser mais um dia para entrar para as nossas páginas heróicas imortais, mas se não for, nada de desespero, porque o ano de 2013 continuará prometendo.

No mais é invadir a Toca 3 e lotar a Sampa Azul. Dá-lhe Cruzeiro e saudações celestes!

Álvaro Bomfim

domingo, 12 de maio de 2013

50 tons de Azul (e um vermelho).



O torcedor, de modo geral, é um camarada bipolar. Domingo o time é o máximo, quarta o pior elenco do mundo. Futebol é assim, faz parte do jogo. E você, torcedor que espera um texto puto da vida’, esbravejando contra a derrota de hoje vai se surpreender. O que eu tenho a dizer é simples:

Muita calma nessa hora.

O quê? Como pode um cruzeirense que não está puto com o time hoje? Calma galera, eu explico. E não só justifico, como te convido a ter um olhar otimista, apesar dos pesares. Pois neste momento, o torcedor Cruzeirense tem que ter calma e foco no trabalho a longo prazo.

1. O Atlético tem um ótimo time, assim como o Cruzeiro também tem. Mas, neste momento, eles têm duas coisas que estamos buscando na temporada: entrosamento e rítimo de jogo.

Sim meus amigos, rítimo de jogo consequente da disputa da Libertadores que tem partidas mais truncadas que as do Campeonato Mineiro. A gente sabe disso, pois estivemos em situação inversa a vida toda.

2. Estamos APENAS no início de um trabalho. Os 3x0 sofridos hoje não podem apagar mais de 5 meses sem saber o que é uma derrota, os bons reforços, o time melhor que estamos montando.

Ninguém gosta de perder. Ainda mais para o rival e por uma diferença significativa de gols. Mas calma, meu povo... Mesmo com as derrotas é possível tirar algo de positivo. É possível aprender, melhorar e se preparar cada vez mais.

O Marcelo Oliveira há de aprender com a partida de hoje, de rever algumas posições e de fazer um trabalho melhor. Devemos, temos a obrigação de apoiar o time e o nosso treinador neste momento.

3. Eu não tenho memória curta. Na última vez que precisamos, que jogamos com o peso da necessidade de uma vitória em um clássico, o placar foi de 6x1. Ou seja, reverter o placar é algo mais do que possível, embora seja bem difícil.

Ou seja, embora eu não esteja contente com a derrota, confesso para vocês que não estou pesaroso com o time. Eu SEI que é um trabalho a longo prazo e estamos apenas no seu início.

O torcedor não pode ver as coisas assim, tão azul da vitória ou azul desbotado a cada vitória ou revés que o time sofre. É preciso compreender que existem 50 tons ou mais entre um e outro tom. E quando baixar a poeira, o torcedor há de perceber isso.

Um jogo perdido nos detalhes.

Quando a bola começou a rolar, por 5 minutos o Cruzeiro foi senhor da partida. Tocou bem a bola, se movimentou, marcou. Estava uma beleza. Mas não demorou até que o Atlético também tivesse o domínio de bola.

O problema todo foi que o Cruzeiro decidiu esperar o Atlético em seu campo. Decidiu marcar atrás da linha da bola, antes do meio campo. E justamente este time, que se destacou o campeonato todo pela pressão na saída de bola.

O Jogo destoou quando o Everton perdeu um lance fácil na saída de bola, que foi retomada pelo time listrado cacarejante e tocada para o Ronaldinho que, de primeira, enfiou a bola para o Jô fazer 1x0.

O Cruzeiro havia esquecido de jogar bola e tinha muitas dificuldades de sair tocando com velocidade. E dá-lhe chutão pra frente, ou faltas alçadas na área.

Sorte nossa que o Atlético também não jogou como vem fazendo. O Fábio salvou muitas bolas e havia ainda caixa para mais. (E me desculpem os mais fanáticos, mas eu reconheço quando o adversário joga melhor. Considero este um dos passos mais importantes para que possamos crescer).

No segundo tempo, um tom de vermelho decidiu a partida.

Saíram os dois Évertons e entraram Ricardo Goulart e Egídio. Nem deu tempo de ver se o time melhoraria, pois o Bruno Rodrigo foi expulso depois de falta em Ronaldinho.

Com um a menos, o time celeste passou a tentar o jogo com toque de bola (coisa que deveria ter feito com o time inteiro). Mas aí foi só o Atlético aproveitar as inúmeras falhas e espaços dados pelo time celeste para Diego Tardelli (aos 27) e Marcos Rocha (aos 33) darem números finais a partida.

Opinião.

Hoje achei que faltou mais participação do time no meio de campo. O Diego Souza não é o tipo de jogador que volta para buscar jogo. E isso fez falta.

O Everton foi muito mal na partida hoje, aliás, os Évertons. Sendo que o lateral, camisa 23, foi decisivo ao errar o lance que gerou o primeiro gol.

Eu nem culpo o M. Oliveira por ter mantido o Diego Souza em campo. Foi uma aposta dele que – de absurda – não tinha nada. Até pq, jogador craque gosta de jogo assim e o camisa 10 quase fez o seu em chute de fora da área. Apostou e perdeu. Faz parte.

Outros tantos reclamaram do Borges pois ele não estava fazendo nada no jogo. Coisa que eu discordo completamente. Ele correu, marcou a saída de bola e fez o pivô muito bem. Mas a bola não chegou redonda para ele.

Mas o time em sí não jogou bem. E sabe disso... o Marcelo Oliveira sabe disso. Aliás, isso que mais incomodou hoje, pois perder faz parte do jogo. Mas o mal futebol realmente chateou.

Fazer o que? Tem dias que as coisa não vão bem.

Acho que faltou um pouquinho daquele Cruzeiro copeiro dos anos 90. Pois, como a decisão é em duas partidas, administrar o placar não seria uma má estratégia para o título. A torcida exigia um gol, o time queria buscar este tento, mas com um a menos... deu no que deu.

Próximo jogo.

Agora, a pressão do favoritismo é toda do Atlético. Com 3x0 eles estão com o caneco na mão... ou melhor, pensam estar.

Nunca é demais lembrar que o Mineirão é a NOSSA casa. Que lá somos mais fortes. E que o time penoso treme quando pressionado, quando marcado em cima pela torcida e pelo time em campo.

Basta ver os dois jogos com o São Paulo no Morumbi, quando o time paulista amassou o Atlético no jogo da fase de classificação, e os minutos iniciais da primeira partida decisiva.

Levar o caneco eu não posso exigir. Mas uma vitória, essa eu faço questão.

Resta saber se a torcida celeste vai fazer a sua parte também. Pois esta é a primeira vez que ela está sendo chamada a responsabilidade também. E eu boto fé.

Tenho fé no time, na nossa camisa e na nossa torcida. E, como bom cruzeirense, sei que o jogo só acaba quando acabarem também todas as esperanças. Até lá, fí... Vamos Cruzeiro!

Domingão, tô na Sampa Azul novamente... com essa galera aí de baixo, para fazer aquilo que sei fazer melhor: torcer pelo Cruzeiro.


“Meu sentimento não vai parar”.