sábado, 27 de setembro de 2014

Desgastados


Sport e Cruzeiro jogaram neste sábado na arena Pernambuco. Ou pelo menos tantaram.

Durante todo o primeiro tempo, além de um certo domínio de posse de bola por parte do Cruzeiro, algo só aconteceu em um chute de longa distância de Nílton e nos dois minutos de acréscimo, quando o Cruzeiro perdeu duas oportunidades claras de gol.

No segundo tempo, nada de diferente. Um jogo truncado, de muita marcação e desfalques dos dois lados, tinha cara mesmo de 0x0 e este foi o placar da partida.

Não foi uma partida boa do Cruzeiro. Mas o desempenho abaixo da média de hoje estava visível nos jogadores: um desgaste físico absurdo.

Sim, nós temos um bom elenco, porém contusões, cartões, a maratona de jogos, uma tabela muito mal pensada (além de duas partidas fora da casa, um jogo foi no Sul e outro no Nordeste) as convocações fora de hora da CBF e sua seleção. Tudo isso se reverteu em um time desfalcado com dois de seus principais jogadores atuando no limite físico.

Hoje, tivemos de recorrer a Marquinhos e Marlone, dois jogadores velozes e dedicados, porém um degrau abaixo dos desfalques do time como Alisson, William e JB.

O Egídio não fez um bom jogo no apoio ao ataque, como de costume, porém há de se destacar a boa partida da dupla de zaga, Dedé e Manoel.

É, meus amigos... a tendência é de dias de dificuldade para o Cruzeiro.

Viajar, nem que seja para tirar férias, já é algo cansativo. Imagina para jogar bola e voltar para jogar no dia seguinte.

Graças a incompetência e despreparo da CBF, E. Ribeiro e R. Goulart desfalcaram e vão desfalcar o Cruzeiro durante o Campeonato Brasileiro. Campeonato este que não pára como deveria em oportunidades assim.

Para piorar, a SeleNike só convoca jogadores de Cruzeiro e Corinthians, deixando os demais adversários da ponta da tabela com seus elencos intocados.

Sim, faz muita diferença.

Agora, é hora de descansar acima de tudo. Tentar recuperar as energias para mais uma semana de maratona de jogos, de partidas dificílimas contra ABC (Copa do Brasil) e a dupla Corinthians e Inter. Todos estes confrontos em casa.

É mais um teste para o líder do Brasileiro, que precisará contar com a força da sua torcida para superar todas estas dificuldades que estamos por enfrentar.

Força Cruzeiro! Continuamos firmes e fortes na luta pelo Tetra. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Visitante indigesto.


A bipolaridade é marca oficial da mídia. Na ânsia de se vender jornais, toda derrota é motivo para crise, toda vitória é motivo para se cravar o campeão. Ainda bem que a equipe do M. Oliveira vem se mostrando imune a este salseiro desnecessário.

O Cruzeiro dominou as partidas contra São Paulo e Atlético, apresentando um futebol vistoso e ofensivo, porém não venceu. Hoje, particularmente, achei que o time não foi brilhante, mas valeu pela conquista dos importantíssimos 3 pontos. Mais um dos passinhos que precisamos na busca do Tetra.

Jogar no Couto Pereira sempre é difícil, porém o estádio vazio deixava o Cruzeiro ‘mais a vontade’ em campo. Cheio de modificações para poupar jogadores, a Raposa foi melhor que o Coritiba na etapa inicial. No pênalti – corretamente marcado quando Nílton foi agarrado pelo jogador do Coxa – M. Moreno bateu forte para fazer Cruzeiro 1x0, em uma bola que ainda bateu na trave antes de balançar as redes.

Com a vantagem no placar, o time paranaense teve que sair mais para o jogo, deixando bons espaços para o time celeste. Talvez pelas mudanças feitas no time, o fato é que o Cruzeiro errou mais passes do que lhe é costumeiro e desperdiçou boas chances de ampliar o placar. Até que, aos 38 minutos, E. Ribeiro recebeu dentro da área e chutou duas vezes cara a cara com o goleiro para fazer o segundo gol azul.

E o primeiro tempo acabava sem que o Fábio tivesse participado da partida.


Para a etapa complementar, o time do Coritiba colocou Martinucio – velho conhecido – e veio com tudo para buscar um resultado melhor. Aos 16 minutos, em cobrança de falta de Alex, o Coritiba descontou em bola que sobrou para Martinucio fuzilar para o gol.

A partir daí o jogo ficou tenso. O Cruzeiro tentava contra-atacar, enquanto o Coritiba procurava buscar faltas na intermediária do Cruzeiro. E este foi o panorama da partida até que o juiz apitou o final do jogo, com 5 minutos de acréscimo.

Um jogo que começou relativamente fácil, mas que o Cruzeiro transformou em sofrimento ao desperdiçar muitas chances claras de gol, muitas delas por preciosismo e falta de objetividade.

Não se trata de uma crítica ao time, mas sim de uma observação construtiva, para que possamos afinar ainda mais o time para os confrontos decisivos que estão por chegar.

Se no futebol o que vale é bola na rede, então somem mais 3 pontos para o Cruzeiro aí, rapaziada. Um resultado que vai despertar a síndrome bipolar e o falso clima de ‘já ganhou’ da mídia.

Não caímos nessa. Aqui, parceiro... é trabalho duro e conquista jogo a jogo. Há muito ainda pela frente. Agora é descansar o time e nos preparar para manter a fama de visitante indesejado no próximo sábado, contra o Sport.


Vamos Cruzeiro!

domingo, 21 de setembro de 2014

1 rodada a menos, os mesmos 7 pontos.

 

Foi um apena. Tanto o Mineirão quanto a Sampa Azul estavam abarrotados. O Cruzeiro até dominou a partida, enfiou 2 bolas na trave, perdeu chances claras de gol... Mas foi o Atlético quem venceu a partida com um gol nos acréscimos.


O Jogo.

Mal começou a partida, Alisson enfiou um canudo na trave adversária. O lance dava o tom do jogo, que teria por muito tempo um Cruzeiro pressionando, roubando bola, dominando o jogo e um Atlético se segurando como podia.

E assim foi até os 38 minutos, quando Luan escorou um cruzamento de cabeça para Carlos fazer 1x0. E. Ribeiro saiu atrasado e deu condições para o primeiro gol adversário. O Atlético ainda comemorava o seu primeiro gol quando, em erro de saída de bola, Dátolo enfiou bola para Tardeli que fez o segundo da partida.

No finzinho do primeiro tempo, o Cruzeiro ainda descontou. E. Ribeiro fez boa jogada pela direita e tocou para R. Goulart fazer o gol da Raposa, aos 46 da etapa inicial.

Sorteio do Intervalo.

No intervalo do jogo, sorteamos uma camisa oficial dentre todos os amigos que visitaram a Sampa Azul neste jogo. E a ganhadora foi a Marta Eliane Valeiro Rios. Ela e sua família vieram de Divinópolis-MG curtir o jogo com a Sampa Azul. Parabéns Marta!


Gol no início e no fim deram o tom da partida.

Quando o segundo tempo começou, o Cruzeiro foi com tudo para cima do Atlético. Logo aos 6, Alisson fez o gol de empate em um ‘meio-voleio’ dentro da área.

O gol incendiou o Mineirão, bem como a Sampa Azul. O Cruzeiro passou a pressionar, criar lances e chegou a enfiar uma bola na trave e perder um gol cara a cara com Dagoberto, depois de lindo pivô de Borges. Ambos entraram no decorrer da partida.


O time correu demais e, no final do jogo, ficou claro que toda a equipe já sentia um cansaço acima da média. Com isso o Atlético passou a frequentar mais o campo do Cruzeiro, que saia como podia para tentar o gol da vitória.

Depois de tanta luta, embora o time merecesse a vitória pelo empenho, foi o Atlético quem fez o terceiro, já aos 46, em cruzamento que encontrou Carlos para cabecear para o gol.

Duro, porém nada a reclamar. Se futebol é bola na rede, méritos do adversário que soube aproveitar as poucas chances que criou.

E sabe o que mudou depois desta derrota no campeonato? Absolutamente NADA!

O Cruzeiro continua com os mesmos 7 pontos de diferença para o segundo colocado, porém com uma rodada a menos.

O lance é levantar a cabeça e fazer o possível para buscar uma vitória no meio de semana, em confronto duríssimo contra o Coritiba, fora de casa.

Sorteio no final do Jogo.

Em comemoração aos 5 anos da Sampa Azul, realizamos um sorteio especial dentre todos os amigos que foram ao nosso QG com uma camisa da Sampa Azul, de qualquer ano, além dos amigos que compraram sua camisa no momento do jogo.


No sorteio do pessoal que vestiu a camisa da Sampa Azul, o vencedor comprou a sua justamente no jogo de hoje. Michel Trovão chegou a sair do QG para pagar sua camisa e colheu como fruto, ser o ‘pé-quente’ da galera, ganhando uma camisa do Palestra Itália, sem patrocínio. Parabéns Michel!

Quarta feira tem mais.

Pessoal, tropeçar faz parte. Agora é hora da nossa torcida abraçar o time e ajudar o Cruzeiro a buscar mais uma vitória. Quarta feira tem mais Sampa Azul, o lugar onde o Cruzeiro sempre joga em casa.


Vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Lição de casa bem feita.


Depois da derrota para o São Paulo no Morumbi – um resultado totalmente normal para qualquer time – a mídia elevou o time paulista ao cargo de combatente oficial do Cruzeiro, o time que devolveria entusiasmo ao campeonato, o inimigo da Raposa.

E qual o melhor remédio contra os secadores e a ‘mimimídia’ paulista? Jogar muita bola, é claro! E foi isso o que o Cruzeiro fez diante o Atlético-PR no Mineirão.

O Cruzeiro simplesmente jogou sozinho durante todo o primeiro tempo. Controlou a partida com mais de 70% de posse de bola e fez jogadas das mais variadas. Pecava um pouco pela ansiedade de fazer logo o gol, especialmente com alguns chutes precipitados de longa distância.

A pressão se transformou em gol aos 26 minutos, quando Alisson fez boa jogada pela esquerda e chutou uma boa que ainda ‘lascou’ na cabeça do zagueiro Gustavo e encobriu o goleiro do time paranaense.

O Atlético-PR até parecia querer buscar algo mais positivo na partida, mas a marcação e empenho celeste realmente se sobressaíram ante qualquer tentativa do time rubro negro e o primeiro tempo terminou mesmo 1x0.

Na etapa complementar nada mudou na partida. O Cruzeiro continuou buscando o gol mais que o adversário e chegou ao segundo tento com M. Moreno – artilheiro da competição – logo aos 9 minutos da etapa complementar, em chute de fora da área.

A partida marcou a volta de Egídio a lateral esquerda e o jogador correspondeu com um ótimo jogo. Alisson, E. Ribeiro e a dupla de volantes celestes também tiveram atuação destacada. J. Batista acabou saindo no intervalo sentindo contusão muscular.

E o Cruzeiro fez o que dele se esperava: uma lição de casa bem feita.


Agora é descansar e preparar o time para o confronto contra o outro Atlético, o de Minas, no próximo domingo, em mais um passo rumo ao Tetra.

Para tristeza da ‘mimimídia’ paulista, não vai ser hoje que eles vão diminuir a vantagem do Cruzeiro para o segundo colocado. Na verdade, graças ao Coritiba, a diferença para o segundo colocado voltou aos 7 pontos da semana passada, com direito a olé e 3 gols na lomba do segundo colocado.

Como sempre, continuem secando, rapaziada. Tá dando sorte.

Mais 3 pontos, mais um passo na luta rumo ao Tetra.


Vamos Cruzeiro!

domingo, 14 de setembro de 2014

Sabe o que mudou? NADA!


Ninguém gosta de perder, ainda mais nós – cruzeirenses – que estamos ‘mal acostumados’. Mas, apesar da derrota, posso falar de peito aberto uma coisa para vocês, meus amigos: TENHAM MUITO ORGULHO DESTE TIME.

Não sei o jogo que vocês viram da TV, mas quem foi ao estádio, viu um Cruzeiro muito organizado em campo, mandando na partida, literalmente colocando o São Paulo ‘na roda’. Literalmente todos os jogadores foram bem, aplicados e competentes.

As poucas chances que o São Paulo criou no primeiro tempo foram frutos de erro do Cruzeiro. Erros estes que só surgiram porque o time em momento algum foi covarde. Buscou a vitória e jogou para frente. Pena que não foi recompensado com o gol.

A chegada:

Eu, que durante 3 anos trabalhei junto do SPFC como prestador de serviços, posso dizer que nunca ví tamanho movimento na entrada de um estádio. Com a infeliz idéia de abrir a bilheteria somente de domingo, muitos torcedores se acumularam em uma fila que deu meia volta no estádio.


Muitos desistiram no meio do caminho, outros tantos nem mesmo tentaram dada as notícias de filas e o destrato com nossa torcida. Mas é fato que abarrotamos o nosso local e apoiamos o jogo todo. Destaque para a Máfia Azul que não parou um segundo sequer e tentava a todo custo animar o mar azul em São Paulo.


A partida:

O Cruzeiro começou marcando o São Paulo em cima. O tal do quarteto fantástico mal pegou na bola até os 15 do primeiro tempo. Alisson jogava demais, o time se movimentava muito e todos se desdobravam na marcação. O Ceará – improvisado na esquerda – foi preciso na marcação e na saída de bola. Dava gosto de ver.


Pena que o Cruzeiro não aproveitou as chances que teve, uma delas em saída errada do São Paulo que Goulart tentou encobrir o R. Ceni e outra, com o mesmo Goulart, em lance de contra-ataque que o camisa 1 do SPFC foi buscar no canto, depois de belo chute de Goulart.

O São Paulo só atacava em erros de passe o Cruzeiro, e foi aos 33, depois de mais um destes erros que o Dedé cometeu pênalti em Pato.

Rogério Ceni bateu – como tem feito sempre – no meio do gol. Antes dele bater eu ainda comentei com o pessoal do meu lado ‘O Rogério tem batido TODAS no centro do gol. Se o Fábio ficar parado, ele pega’. Pena que o pessoal nnao fez esta parte da lição de casa.

O Cruzeiro não se abalou e continuou perseguindo o seu gol. Mas o primeiro tempo acabou mesmo empatado.

No intervalo, a torcida celeste não parou de cantar. E foi assim que recebeu o time para o segundo tempo.


O Cruzeiro quase tomou um gol, com Alan Kardec, no início da etapa complementar, teve suas chances de empatar a partida. M. Oliveira foi muito corajoso e sacou Lucas Silva para colocar o Dagoberto.

Uma aposta que – infelizmente – não deu certo. Aos 25, em lance de bola parada, o time do São Paulo fez o seu segundo gol e definiu a partida.

O Cruzeiro continuou tentando algo, mas o time do São Paulo, claramente satisfeito com o resultado, tentava a todo custo retardar a partida. E conseguiu cozinhar o jogo até o seu final.

O Cruzeiro apresentou um futebol vencedor. Pena que o placar não fez justiça a aplicação do time.

Não devemos baixar a cabeça.

Apesar dos pesares, perder para o São Paulo no Morumbi é um resultado ‘normal’ para qualquer equipe. Quem dera toda ‘final’ fosse assim, ficando a 4 pontos do segundo mesmo quando perdemos.

 

Nossa torcida nunca gritou vitória antes do tempo, para nós todo jogo é final. É a mídia que tenta vender essa campanha de SPFC como uma espécie de ‘anti-Cruzeiro’.

Pois a vocês eu digo uma coisa: NADA MUDOU PARA O LÍDER.

O que esta partida me ensinou é que nossa equipe tem tudo para vencer qualquer time no Brasileirão. Agora é juntar foça e foco nos próximos dois jogos em casa e contar com o apoio INCONDICIONAL de nossa torcida. Essa campanha não pode – E NÃO VAI – influenciar nosso time e nossa torcida.

Não há jogo fácil, mas estamos no caminho certo.

Parabéns ao time, ao M. Oliveira pela coragem, a nossa torcida que lotou o Morumbi e cantou o jogo todo.

Como sempre, continuamos firmes na luta pelo Tetra e sempre #FechadosComOCruzeiro.


Vamos Cruzeiro!