sábado, 30 de julho de 2011

Irregular FC


Depois de um jogo muito bacana contra o Corinhtians no final de semana passada, poderíamos ter acabado esta semana bem posicionados no G4. Mas acabo preocupado com o Z4.

Mas falta elenco, faltam peças e também faltou vontade. Principalmente no jogo contra o Atlético - GO, no meio de semana. Hoje, faltou organização e mais jogadores dignos de vestir a camisa do Cruzeiro. Resultado: perdemos a segunda partida seguida.


Pré-derrotados.

Meus caros amigos, confesso para vocês que foi difícil escrever este texto. Isso porque, apaixonado que sou pelo Cruzeiro, gosto de expor minhas idéias e sentimentos com paixão, o mesmo sentimento que me acompanha desde criança e me motiva a torcer pela raposa.

Mas ultimamente, em especial nos dois últimos jogos, o desgosto pela atual situação de nosso clube tem feito com que eu não encontre inspiração nem motivação para relatar as partidas.

Perdemos os dois últimos jogos, mas isso não significa nada em comparação a algo ainda mais valioso que estamos perdendo: nossa identidade.

Já escrevi aqui em outras ocasiões, mas vale a pena repetir. Cresci entendendo futebol nos anos 90. Assisti ao Cruzeiro vencer campeonatos por 15 anos seguidos. Neste meio tempo, montamos grandes times, tivemos grandes jogadores, conquistamos muitas coisas.

Mas depois de 2003, aquele time sempre forte foi desaparecendo aos poucos. Nós que nos acostumamos a ver o Cruzeiro roubar grandes astros do eixo Rio/SP, passamos a viver de restos e apostas. E nisso lá se vão 8 anos sem nenhuma conquista importante.

Como disse, houve um tempo em que competíamos com o eixo do mal pelos jogadores e ganhávamos, depois passamos a encarar a manutenção do elenco como reforço. Mas hoje, nem isso temos o privilégio de acompanhar. Na situação atual, assistimos ao nosso time perder jogadores para adversários aqui mesmo do Brasil. Kléber, Henrique e Jonathan são exemplos recentes dessa aberração pela qual passamos atualmente.

Alguns conformados podem até alegar que fomos vice-campeões da Libertadores e do Brasileiro em um passado recente. Mas a estes eu digo: não sou torcedor de vices, sou torcedor do Cruzeiro. E torcedor de verdade sabe que tanto a libertadores, quanto o brasileiro de 2010 nos escaparam por um motivo bem simples: nos faltaram jogadores chaves para sermos campeões.

Ah, estes malditos detalhes. Ninguém me tira da cabeça que se tivéssemos um camisa 9 de verdade ano passado, o caneco do Brasileirão estaria hoje na Toca. Bem como na Libertadores de 2009 nos faltou um lateral esquerdo. E a cada ano que passa, o defeito parece piorar. Hoje não temos o camisa 9, tão pouco lateral esquerdo e a grande novidade é a falta também de um lateral direito (Começamos o ano com Jonathan e Rômulo e NENHUM DELES está mais na Toca).

Outros conformados compraram a alcunha de mendigos que nossa diretoria nos vende, de que estamos sem dinheiro e por isso não temos recursos para contratar grandes nomes. Mas o que vemos são constantes gastos com jogadores meia boca, sem identidade com o clube e sem a menor condição de jogar com a camisa do Cruzeiro. Praticamente hospedes em uma colônia de férias de alto padrão.

Farias, Brandão, Reis, André Dias. Isso só para citar 4 cidadãos que começaram o ano em nosso elenco e que tenho certeza de que NENHUM torcedor do Cruzeiro conhecia.

Desculpem, conformados. Mas estou acostumado com o tempo em que qualquer jogador tinha que provar algo para vestir a camisa do Cruzeiro, e não jogar no Cruzeiro para provar seu futebol. Vestir a camisa azul estrelada é um mérito, uma conquista, um privilégio para poucos e bons. Mas o que temos visto é nosso time virar um verdadeiro vestibular para prováveis talentos. E daqueles vestibulares bem fuleiros, onde basta ter um RG e ser alfabetizado para se matricular.

E nessa busca desenfreada por novos Ramires, como se toda aposta desconhecida fosse vingar, estamos também matando nossa base. Sim, pois a aposta deveria ser promover a nossa base e investir a maior parte do dinheiro em jogadores de peso que ajudariam estes garotos a brilhar. Mas no lugar disso, viramos um time prostituto para investidores que alugam nossa camisa para promover suas apostas, tudo isso pela bagatela de 30% de esmola para o clube barriga de aluguel.

Aliás, o lucro passou a ser nossa motivação. Títulos, conquistas... tudo isso fica em segundo plano se comparados com o balancete do clube. Torcemos para uma instituição financeira que, perdida, parece não ter aprendido que o modelo de gestão baseado exclusivamente na venda de jogadores está ultrapassado.

Solução para isso? A resposta talvez esteja nos braços da torcida, mas a nossa diretoria parece não perceber que a força da nação azul é muito maior que o limite de Belo Horizonte. Nossa torcida não cabe em BH, ela é nacional como também deveria ser nossas ações de marketing. É uma pena assistir a projetos como a "Confraria Celeste" desaparecerem com o término do período de eleições.

Infelizmente, estamos órfãos da ousadia que sempre nos diferenciou. E o pior é que parte da torcida já está no caminho do conformismo, acreditando que jogadores esforçados como Wallyson ou Marcelo Moreno tem futebol para serem titulares inconstestes do Cruzeiro. No Cruzeiro com Deivid, ou Marcelo Ramos, ou Ronaldinho, estes esforçados esquentariam um bom banco de reservas facilmente. (Sim, conformados... este é o meu parâmetro de comparação).

Me desculpem o desabafo... mas eu não me conformo. Não consigo engolir com naturalidade esse processo de apequenamento que estamos vivendo. Estou de saco cheio do quase ou do vice. Não me conformo com torcedores celestes torcendo pela Copa do Brasil para ter a esperança de ganharmos algo (como se isso fosse garantia de título). Não me conformo em comemorar Campeonato Mineiro.

Como torcedor, me resta torcer... Não só para que nosso time ganhe suas partidas, mas sim para que nosso Cruzeiro – através de sua diretoria – recupere a vontade de ser campeão, a gana, a ousadia que sempre nos diferenciou.

Que eles percebam que todo time grande PRECISA de um matador, um camisa 9 que faça o adversário tremer. Que precisa de jogadores com IDENTIDADE e HISTÓRIA com a camisa do Cruzeiro.

As derrotas das últimas rodadas não são NADA se comparado com o distanciamento de nossas raízes. Só espero que não precisemos passar pela vergonha de cairmos para uma segunda divisão para mudar nosso rumo. Espero que o exemplo deixado por Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Botafogo e outros tantos que visitaram a série B faça com que essa diretoria perceba que algo precisa mudar de rumo na Toca da raposa.

Vamos torcer, meus amigos. Mas peço a todos que não entrem na onda do conformismo. Somos do tamanho de nossa história, o que definitivamente não é pouca coisa. Exijamos, pois, que nossos comandantes tratem nosso time como tal.

domingo, 24 de julho de 2011

Hoje, nem o juiz estragou a festa.


Em jogo de ‘6 pontos’ o Cruzeiro supera o ‘ex-invicto’ Corinthians, se vinga do jogo roubado no ano passado e cola de vez no pelotão da frente do campeonato.

O jogo.

Graças a grande expectativa no reencontro de Cruzeiro e Corinthians devido a última e polêmica partida entre as duas equipes, mais uma vez houve um grande policiamento e esquema de segurança ao redor do Pacaembú. Nas arquibancadas, como de costume, a torcida cruzeirense fez bonito, marcando presença, lotando o seu espaço e incentivando o time o tempo todo.



Na arquibancada azul celeste, além da torcida também estavam as equipes do CQC, do Pânico na TV (com direito a paniquete e tudo mais) e membros da equipe celeste (dentre eles o Leandro Guerreiro e o Dimas Fonseca).



Com a bola rolando, o início da partida foi eletrizante e logo nos primeiros minutos os 2 times tiveram boas chances de marcar seu gol. Primeiro o time paulista teve sua chance com Emerson com uma cabeçada que passou em cima do gol. Logo em seguida, Vítor avançou pela direita e chutou para defesa do goleiro alvinegro.

No lance mais polêmico do primeiro tempo, Ramon desviou cruzamenteo de Vítor com o braço dentro da área, mas o juiz não marcou nada – para reclamação dos cruzeirenses.

No mais, o primeiro tempo foi de muita marcação. O Cruzeiro tinha Roger e Montillo no meio e somente Wallyson no ataque. Vendo o jogo na arquibancada, mesmo com mais homens pelo meio, a impressão era que o time paulista dominava a maioria das jogadas no setor. Muito disso pela atuação discreta do lateral Vítor que nem atacava e nem marcava.


O primeiro tempo acabou mesmo empatado. Mas o jogo era bom e ambos os times voltaram com a mesma formação para a etapa complementar. Jogando em casa, o Corinthians foi pra cima com tudo e arriscou vários arremates ao gol de longa distânia. Mas quem marcou mesmo foi a raposa.

Em chute de Fábio para frente, a bola quicou no meio e Wallyson deu um totozinho para ganhar a bola no meio campo, olhou para o gol e viu o goleiro corinthiano adiantado. Dalí mesmo, da meia rua, o camisa 9 celeste enfiou um chute direto para o gol.

Da arquibancada, quando ele chutou, ninguém acreditou muito no lance pois a bola avia subido muito. Mas a redonda começou a cair lentamente, fez uma curva e entrou para fazer Cruzeiro 1x0. Foi uma grande vibração na arquibancada celeste!

Na verdade foi até engraçado, pois na hora do chute o meu grito foi bem assim “Ahhh.. pra que chutar assim? Vai pra potaqueopareeeeeeeeeew MAS QUE GOLAÇOOOOOOOO!” hahahaha.

Com o gol e com a substituição do improdutivo Vítor pelo Ortigoza o Cruzeiro cresceu na partida. Montillo era o nome dos contrataques celeste. E quando o time estrelado apresentava o seu melhor futebol, teve Gilberto expulso em falta que matou o um contrataque corinthiano.

Daí até o final do jogo, foi o Corinthians atacando e o Cruzeiro se defendendo. Tarefa que foi muito difícil pois o time correu muito em campo e cansou. Nos minutos finais, os jogadores mal se aguentavam em campo. No lance mais agudo, aos 37, o Fábio fez uma defesaça para segurar a vantagem celeste.

Mas desta vez não tinha jeito. A vitória veio mesmo para o lado azul. Da arquibancada, fica o destaque para a bela atuação do Montillo e do Fabrício, além da estrela e oportunismo do Wallyson.

Ao final do jogo, os jogadores vieram saudar a torcida e saíram de campo aos gritos de “time de guerreiros”. Muita festa para a torcida do Cruzeiro que, além da vitória na partida, teve um certo gostinho de revanche pela roubalheira na última partida, no brasileirão do ano passado.

Para finalizar, deixo aqui os meus PARABÉNS para o time e para torcida. Além de – é claro – aquele “chuuuuuuuuuuuuupa gambazada” para todos os corinthianos de plantão.

Agora é manter o foco e buscar mais uma vitória na próxima partida.


Vamos Cruzeiro!


Ahhhh! Já ia me esquecendo. E um "Chuuuupa" especial pro Marquinho, que teve de pagar o ingresso para o Duca por ser bocudo e dudivar da vitória do seu próprio time. Paga essa conta aí, Marquin. ;-)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Oxê!


Fala galera! Não deu para escrever o post do último jogo logo após a partida. Mas para não deixar passar em branco, fica aqui o registro de que – a duras custas – o Cruzeiro bateu o Bahia no último domingo.

Saiu na frente, levou o empate, mas conseguiu a vantagem novamente. Só que depois do gol, simplesmente parou de atacar e fez a torcida roer as unhas até o apito final.

Vale destacar também que um bom número de torcedores apareceu na Sampa Azul, apesar do horário nada convidativo da partida.

Agora, a próxima parada é contra o Corinthians, no Pacaembú, e nós estaremos lá.

Vamos Cruzeiro

sábado, 9 de julho de 2011

Apáticos.


A escalada do Cruzeiro foi interrompida na noite deste sábado no estádio do Morumbi. Jogando de forma apática, o time perde novamente para tradicional algoz.

O Jogo.

O Cruzeiro até que se mostrava melhor posicionado em campo. Tanto que aos 19, teve a melhor chance de gol com Thiago ribeiro, em uma cabeçada cara a cara com o gol, que teve um arremate tosco. Mas bastou o time do São Paulo abrir o placar para as velhas falhas do time virem a tona.

Depois do gol de Dagoberto aos 20 do primeiro tempo, o time não teve a movimentação e a determinação necessárias para buscar o empate. Em campo, um solitário Montillo buscava jogo, enquanto seus companheiros – em especial de ataque – não tinham a mesma ousadia em campo.

A esperança de ver uma melhor sorte com o segundo tempo veio logo abaixo quando o time, aos 50 segundos da etapa complementar, tomou um gol em uma falha coletiva e grotesca de nossa defesa.

Ver o jogo do estádio dá uma visão totalmente diferente da partida. De lá, ficou claro que o Vítor tem que comer muito arroz com feijão para jogar com a camisa do Cruzeiro, bem como fica visível que o time depende MUITO do Montillo para criar algo.

Aliás, coitado do Montillo. Ele bem que tentou, mas não é todo jogo que dá para carregar o time nas costas.

A bola continuou a rolar e era visível que o time carecia de reforços. Joel demorou a mexer para colocar o Róger, tão pedido pela torcida. Ele entrou no lugar do Vítor. Pouco depois, Thiago Ribeiro saiu vaiado de campo para a entrada de Ortigoza. E logo no primeiro lance do paraguaio, ele enfiou uma bola na medida para Wallyson desencantar.

O Cruzeiro passou a pressionar pelo empate, e despertou para a partida. A essa altura não sabíamos mais se ficávamos esperançosos ou nervosos por ver que o time tinha futebol para buscar uma sorte melhor no jogo... Mas não tinha disposição.

Embora tenha pressionado e a torcida empurrado, o final foi mesmo 2x1 para o algoz azul e branco. Agora é recuperar os pontos perdidos nas próximas partidas.

Com esse time, sem laterais e sem atacantes de peso, é o que dá para fazer.

Pelo menos a torcida fez bonito.


Vale a pena destacar aqui também que a torcida fez a parte dela e compareceu em ótimo número ao Morumbi. A Sampa Azul estava lá com bandeirão e tudo mais.

E dia 24 tem mais no Pacaembú. Mas antes tem o Bahia e temos que vencer.

Vamos vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Trinca!


Cruzeiro e Grêmio fizeram um jogo bem equilibrado na primeira parte do primeiro tempo. Talvez possamos até dizer que o time gaúcho foi até um pouco mais ofensivo que o mineiro durante os primeiros minutos de jogo.

Mas quem tem Montillo em campo nunca joga de igual para igual com adversário algum. O argentino, assim como o time como um todo, vem crescendo de rendimento. E por volta dos 17 minutos de jogo o time estrelado passou a ocupar mais o campo gremista e ser mais perigoso.

Tanto que aos 26, em uma bela jogada, Fabrício cruzou a bola e encontrou o camisa 10 celeste livrinho para fazer – sem deixar a bola cair no chão – um golaço para o Cruzeiro.

O primeiro tempo acabou mesmo com 1x0 para o Cruzeiro. Precisando do resultado, o Grêmio veio mais ofensivo para a etapa complementar, mas o que muita gente via como ‘pressão’ gaúcha era, na verdade, a cara deste novo Cruzeiro.

Inteligente, o time vem marcando MUITO bem. Sempre com um jogador na sobra em cada chegada adversária, o Cruzeiro tem a tranquilidade necessária para explorar os contra-ataques como arma mortal.

Mas foi em uma falha da zaga adversária que surgiu o segundo e decisivo gol celeste. Wallyson apertou a saída de bola gremista e aproveitou a bobeada de Rochemback. O atacante celeste levou a bola para a linha de fundo e rolou para Montillo, que novamente fuzilou de primeira, e novamente fez um golaço em um chute que foi tão violento quanto bonito.

Aliás, o Montillo jogou muita bola. Justamente na partida em que completou 1 ano no Cruzeiro, ele teve uma atuação de gala conquistou a artilharia do Brasileirão com 6 gols.

Assim como no primeiro tempo, o time cresceu com o gol e soube controlar a vantagem até o final da partida, conquistando assim a trica de vitórias na era Joel.

Destaque para as excelentes atuações de Leandro Guerreiro, Fabrício, Gil e Naldo. Isso para não falar do São Fábio das causas impossíveis que fez uma defesa sobrenatural aos 38 minutos, em um chute a queima roupa quando estava no chão.

Muitos vão dizer que a sorte retornou ao Cruzeiro, mas existe um ditado muito feliz que diz: “Quanto mais trabalho, mais sorte eu tenho”. Este é o caso do Cruzeiro. Digo isso pois é notória a diferença do time sobre o comando do Joel. Se por um lado o time não pressiona o adversário o jogo todo, o que a equipe azul ganhou em marcação e objetividade foi um absurdo.

Joel, embora seja folclórico, tem uma qualidade muito parecida com a que o Adílson Baptista tinha no banco celeste. Joel fala, grita o jogo todo com o time. E isso tem contagiado todo o time, que também conversa e se cobra muito em campo.

Parabéns para toda a equipe. E que venha o próximo jogo, contra o São Paulo no Morumbi.

Não é preciso nem dizer que toda a galera da Sampa Azul estará no Morumbi para torcer para a quarta vitória seguida do nosso Cruzeirão, não é mesmo. Alias, você que está lendo este texto está mais do que convidado para fazer aquele esquenta e ir conosco para o Morumbi sábado que vem.

Vamos Cruzeiro!