domingo, 28 de novembro de 2010

Diversão e Futebol na Sampa Azul.


Na partida contra o Flamengo deste domingo, o Cruzeiro arrancou uma vitória de virada para continuar vivo na luta pelo título. Veja como foi a partida no restante deste post, ou assistindo ao Pânico na TV, que cobriu a festa da Sampa Azul em grande estilo nesta partida.

O Jogo.

A partida aconteceu em Volta Redonda, a mais de 100Km da capital carioca. Dos postulantes ao caneco, somente o Cruzeiro tinha um adversário que prometia jogar duro. Precisando escapar do rebaixamento, o Flamengo tentava endurecer ao máximo as coisas para o Cruzeiro. E de fato, conseguiu.

Em uma partida que começou truncada, foi o time carioca que abriu o placar com Diego Maurício, aos 9 minutos, em jogada ofensiva nas costas da zaga Cruzeirense. Mas o time celeste não está na briga por acaso e tratou de empatar minutos depois, em bela cobrança de falta de Roger, quando o relógio marcava 15 minutos de jogo.

Com a igualdade no placar, o Cruzeiro tratou e impor o seu melhor futebol. O campo parecia ser ruim, a bola quicava muito a cada troca de passes dos jogadores. Embora tenha pressionado mais, o placar acabou mesmo 1x1 na etapa inicial.

Viva vira que mantém o sonho vivo.

Os dois times precisavam do resultado e o jogo era quente. Aos 3 minutos, Diogo simulou pênalti e recebeu cartão amarelo. Aos 9, quase o desempate celeste com Wellington Paulista, de bicicleta.

Mas aos 24, Montillo cruzou na área para encontrar a cabeça de Thiago Ribeiro, que escorou a bola para as redes cariocas e virou a partida para o Cruzeiro.

A Sampa Azul explodiu em alegria. Pouco depois, Montillo fez uma belíssima jogada passando por 3 marcadores cariocas, e cruzou para W. Paulista que perdeu um gol incrível, cara a cara com o gol.

Dai até o final, o time estrelado conseguiu segurar o placar e garantiu a vitória que nos manteve vivos no campeonato.

Um convidado especial e show da torcida.

Assistir aos jogos na Sampa Azul sempre é um espetáculo a parte. Mas hoje, nosso QG contou com uma atração ainda mais especial: a cobertura do pessoal do Pânico na TV.



Para uma matéria que cobria os 3 times que se mantém vivos na briga pelo título, o programa enviou o Carioca, devidamente vestido de “Samuel Rosa” – vocal do Skank – para assistir e torcer conosco.

Embora a brincadeira seja o tom principal do programa, o Carioca realmente incorporou o personagem e torceu muito pelo nosso Cruzeiro, ao lado de nossa torcida.

Ele esbanjou simpatia e também talento. De início, com uma guitarra na mão, ele cantarolou alguns sucessos do Skank e fez muitas brincadeiras com a galera. Depois de gravar alguns “spots” iniciais, entrou conosco na torcida.

A cada bolinha de “gol” que aparecia na tela, uma expectativa. No gol do palmeiras, muita vibração da nação celeste, junto do “Samuel Rosa” do Pânico. No gol do Flamengo, nada de clima ruim... Aos gritos de “Vamos virar Zêro”, nossa torcida e o “Samuel Carioca Rosa” não perdíamos a esperança.


No gol de falta de Róger, marcamos o rítimo da cobrança com palmas e muita gritaria. E no gol da virada, uma verdadeira explosão azul tomou conta do nosso QG.

A tradicional foto do intervalo também foi uma alegria só. Com a sua cara de “choro” Samuelística, o carioca está agora registrado oficialmente no mural de nossa torcida.


Foi simplesmente fantástico. Como isso vai ficar na TV, ninguém saberá até a hora da matéria. Mas que o momento da gravação foi realmente especial e prazeroso, isso foi.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer ao Carioca, aos câmeras e aos amigos do Pânico na TV pela simpatia e, também, pela oportunidade de mostrarmos nossa torcia ao Brasil todo.

Vitória de virada, visita do pânico e torcer pelo Cruzeiro. Melhor do que isso, só se domingo que vem a gente comemorar o título, de preferência, ao lado de alguma Paniquete... rs

Parabéns a torcida cruzeirense de São Paulo. Domingo que vem, tem mais.

Zêeeeerroooooo!!!

domingo, 21 de novembro de 2010

Fazendo nossa parte...

Cruzeiro ganha do Vasco por 3x1 e garante vaga na Libertadores, ao mesmo tempo que mantém o sonho do título vivo.

Blitz e três gols.

O Cruzeiro precisou de exatos 32 minutos para acabar com o Vasco nesta noite de domingo. Com um ótimo volume de jogo, só o time azul pegava na bola na primeira meia hora de jogo.

Logo de cara, Wellington Paulista, também conhecido como ‘Washington Paulista’ pelos gols que perdeu, desperdiçou duas oportunidades de abrir o placar. Uma de cabeça e outra em um peteleco sem direção na pequena área.

Mas vejam vocês, em três cobranças de escanteio (isso mesmo, aquela jogada que nunca nos causa ‘frisson’ de gol) o Cruzeiro fez o placar que mereceu na primeira etapa. Roger em rebote, aos 13, Henrique de cabeça, aos 19 e Edcarlos, em novo rebote aos 32 marcaram os 3 primeiros gols da partida.

O Vasco passou a tentar algo para diminuir a diferença, mas o jogo estava muito fácil. Tão fácil que o Cruzeiro relaxou demais. E quando a água da chuva começou a cair em Sete Lagoas, o Vasco diminuiu com Renato Augusto, no último lance do primeiro tempo.

Segundo tempo sem graça.

O gol vascaíno criou uma leve tensão na partida. O jogo que estava ganho poderia ganhar contornos dramáticos. A equipe carioca até veio para uma leve pressão, mas o time atual do Vasco não oferece muito risco para ninguém.

Se pudesse, o Cruzeiro pediria para o juiz acabar o jogo aos 25 do segundo tempo, pois a partir dai foi um tal de toca para lá, e toca para cá, que não levou o time celeste para um placar ainda mais favorável.

Fim de jogo, Cruzeiro 3x1 Vasco, para a festa da galera que compareceu na Sampa Azul para curtir mais esta vitória. Com o triunfo, o time garantiu a vaga para mais uma Libertadores, a quarta seguida. De quebra, ainda pode sonhar com o título do Brasileirão.

Eu acredito... e você?

Vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O maldito jogo que nunca acaba.

Sinceramente, não agüento mais falar sobre o jogo de sábado. Mas o assunto não me deixa em paz! Na empresa, no restaurante, enquanto corria na academia... todo mundo parece só falar a respeito disso.

A polêmica faz parte do futebol. Sempre foi assim e sempre será. Alguns até dirão que aí reside a graça do esporte, que seria este o motivo de o futebol ser tão popular. No entanto, poucas vezes vi tanto ‘furdúncio’ quanto no jogo passado envolvendo Corinthians e Cruzeiro. A pergunta que fazemos então é a seguinte: se justifica tamanha polêmica?

A resposta, principalmente para a torcida do Cruzeiro é SIM, se justifica e é muito fácil explicarmos o porque.

A mídia, em especial a de São Paulo, tenta a resumir o jogo todo a um único lance, o tal do pênalti polêmico de Gil em Ronaldo. Fosse isso, seria apenas mais uma das infindáveis discussões sobre futebol. No entanto, o que é preciso deixar claro é que a torcida do Cruzeiro está indignada com coisas além do pênalti, a revolta é com a falta de critério do Sr. Sandro Ricci durante toda a partida.

Durante 90 minutos, assistimos a erros grosseiros dos bandeiras da partida. Foram pelo menos 2 impedimentos com clara chance de gol. Isso tudo sem contar outras 2 ou 3 faltas perigosíssimas ignoradas pelo árbitro.

Até que, aos 43 minutos de jogo, o mesmo árbitro que ignorou uma série de faltas feias e claras para o Cruzeiro, marcou em uma dividida de bola comum, o pênalti mais discutido da temporada.

Reintero. Pessoalmente continuo achando que NÃO foi pênalti, apesar de inúmeros programas televisivos e outros jornais justificarem a marcação da infração com fotos e vídeos que mostram o contato entre os 2 jogadores. Isso, para mim, não é prova de que foi falta. Continuo achando que em uma partida de futebol, um esporte de contato, uma dividida daquelas foi um lance normal. Ainda mais em uma partida em que o juiz ignorou contatos muito piores.

Mas tudo bem, que o danado desse o pênalti. Não reside aí o problema. Se o contato de Gil em Ronaldo foi falta, então o tranco de Chicão no W. Paulista também foi pênalti. Com um agravante, o atacante celeste estava em progressão ao gol.

É justamente a falta de critério que revolta. São 90 minutos de uma arbitragem tendenciosa para o time da casa. Por mais que não se possa (nem se deva) colocar a honestidade do Sr. Sandro Ricci em dúvida, fica claro que o peso de um Pacaembu lotado pesou influenciou nas marcações dele. Desonesto não, caseiro, sim.

E aí, a torcida que viu seu time jogar muito melhor, ser garfado com a não marcação de faltas, de pênaltis e sofreu com impedimentos absurdos tem de ficar quieta e não protestar? As favas!

Para os cínicos que dizem de peito aberto “acontecem erros para todos os times” digo: Problema de quem se conforma com a roubalheira. Nossa torcida não se conformará jamais. Ainda mais quando temos jogos contra São Paulo, Grêmio, Botafogo, Santos, sempre confrontos decisivos, influenciados pela arbitragem. Quando os erros que são comuns a todos somam mais malefícios que benefícios (sim, nós fomos ajudados em algumas ocasiões) fica bem difícil aceitar calado as injustiças.

Tudo se torna ainda mais inflamado pois, em discussão, está o time do Corinthians, que sempre estampa manchetes de jornais com conquistas decorrentes de erros de arbitragem. (Mais uma vez, repito. Não estou falando que houve esquema para beneficiar o clube paulista, apenas estou comentando um fato. O Corinthians é o personagem de decisões polêmicas na Copa do Brasil, no Brasileirão de 2005 e outros mais). Fosse com outro time, acho que não renderia tanto.

Enfim. Em um campeonato tão disputado, tão difícil, que pode ser decidido no saldo de gols, não poderiam acontecer tantos erros decisivos.

Com isso, pessoalmente eu dou por encerrada qualquer discussão futura sobre o jogo do último sábado, ao mesmo tempo que continuo com nojo da arbitragem brasileira e achando que o campeonato perdeu a sua credibilidade.

E digo para todos os torcedores do Cruzeiro que protestem sim. Com criatividade e sem violência, mas que não se calem jamais. Pois nós não podemos sucumbir ao poder do eixo do mal.

É a velha história. Cada um tem o direito de escolher a verdade que lhe convém. Mesmo que, para isso, deva ignorar uma coisa chamada critério. Deixemos então que determinados programas e comentaristas tentem encobrir o óbvio: fomos roubados e ponto final.

Isso só vem a comprovar que eles também são humanos e parciais, Apesar de terem os veículos de comunicação a disposição para dissipar seus pontos de vista. Sorte que a internet democratizou um pouco mais as coisas e, hoje, não precisamos mais ouvir calados.

Comentarista por comentarista, prefiro ouvir um craque de bola e das palavras. Enquanto alguns preferem somar o amarelo de um sorriso vergonhoso às cores dos seus times, o Tostão nunca me decepciona.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Bonito na foto!

Olá amigos da Sampa Azul.

A polêmica da última partida foi tamanha que me esqueci de compartilhar com vocês um a reportagem feita pelo jornal MARCA.BR sobre a Sampa Azul, no sábado de manhã, dia da partida contra o Corinthians.

Depois da notinha que saiu na revista VIP, agora ganhamos um rodapé inteiro neste importante jornal esportivo que está chegando com tudo aqui no Brasil.

Para ver a matéria em um tamanho maior basta clicar sobre a imagem acima.

Desde já, deixamos aqui o nosso agradecimento a equipe do jornal Marca, em especial ao repórter e editor André Pascowitch, bem como ao fotógrafo Daniel Ramalho, pelo interesse e cobertura do nosso espaço.

Notinha no canto da VIP, agora um rodapé inteiro... Num sei não, mas não demora, seremos até capa de revista ou tema de matéria... rs

sábado, 13 de novembro de 2010

Falta de vergonha, dignidade e respeito com o campeonato.

Foi uma pena que eu esqueci meu nariz de palhaço em casa. Em um jogo em que Cruzeiro engoliu o adversário na bola, o Corinthians venceu com um pênalti tão nojento, que o derrotado nesta tarde foi o futebol brasileiro, e não só o time celeste.

O Pré-jogo.

Ao chegar no Pacaembú, me deparei com um esquema de segurança nunca antes visto no estádio. Para garantir que o torcedor do Cruzeiro tivesse lugar na decisão e evitar que torcedores alvi-negros adquirissem os ingressos azuis, a diretoria corintianas só vendeu ingressos para a torcida visitante a partir das 16h30 deste sábado.

Com isso, uma fila gigante se formara na frente do Pacaenbú. Muita, mas muita gente foi apoiar o Cruzeiro nesta partida. Era a certeza de um grande público mas, depois de adentrar o estádio e ver aquele mar azul de gente, acho que posso afirmar que nunca o estádio paulista recebeu tanto torcedor celeste.
A Expectativa era a melhor possível. Mesmo sem a Máfia, que só entrou no segundo tempo da partida, a galera celeste cantava a todo pulmão os “hits” do Mineirão. Mal imaginávamos o que viria pela frente.

Com a bola rolando, só deu Cruzeiro.

Quem viu o jogo do estádio assistia a um Cruzeiro onipresente. Não existia um espaço do campo sem que houvesse uma marcação quase perfeita por parte do time estrelado. Tanto que, salvo uma boa jogada de Elias, só deu Cruzeiro.

Logo aos 14, Thiago Ribeiro recebeu um belo lançamento cara a cara com o gol, mas não chutou. No lance, reclamou pênalti que o juiz não deu. O trio de ‘bandidagem’ – ops – arbitragem ainda anulou dois lances agudos do ataque celeste com impedimentos não existentes.

Se o primeiro tempo só deu Cruzeiro, o segundo foi ainda mais azul. O Cruzeiro soube segurar o ímpeto do Corinthians e ainda teve mais chances agudas de gol.
A mais clara com W. Paulista aos 32, em belo chute a queima roupa.

Era um jogão e o Cruzeiro provava ter futebol para ser campeão brasileiro. Se existia uma equipe de que deveria sair vencedora do campo, esse time era o Cruzeiro. Seria uma questão de justiça.

Mas ‘justiça’ é uma palavra proibida daqui para frente. Aos 43 do segundo tempo, bola levantada na área do Corinthians e em uma disputa de bola pelo alto, Ronaldo trombou com Gil, em um daqueles lances que não é falta nem no meio de campo. Não contente, ele ainda expulsou o Gil.

Depois de uma confusão enorme, Ronaldo bateu e fez o gol do vexame do Campeonato Brasileiro de 2010.

Depois da batida, todo o time do Cruzeiro aplaudiu ironicamente o juiz, que completou a lambança expulsando o Cuca. Revoltado, Fabrício deixou o campo, forçando usa substituição.

A torcida aplaudiu a passagem do Gil, que se encaminhava para o vestiário. Depois disso, passou a gritar “Sai do campo, sai do campo, sai do campo!”, pedindo que o time deixasse a partida naquele momento. Depois, ainda ficou até o final e aplaudiu o brio do time.

Fim de jogo e da credibilidade deste campeonato.

O time do Corinthians comemorava a vitória, e o Cruzeiro partia para cima do juiz ao término da partida. Com a discussão, Gilberto também foi expulso depois de o jogo ter terminado.

Pela primeira vez, eu não estava ‘triste’ com uma derrota. Embora o resultado praticamente nos coloque fora da briga pelo título, o que eu senti naquele momento foi NOJO. Mais do que tristeza eu estava enojado do futebol brasileiro, e também com vergonha de participar de um campeonato com cartas marcadas.

Ainda na saída, cruzei com o Zezé Perrela, descendo indignado pelas escadas e rumando para o vestiário do time.

Atestado de cinismo.

Quem conhece o Pacaembú, sabe que uma bela subida separa o estádio do metrô e dos pontos de ônibus. No caminho, ao caminhar e meio da torcida corintiana, pela primeira vez depois de uma derrota, o trajeto foi feito sem festa por parte dos mandantes.

Nos comentários, alguns com um sorriso amarelo pela vitória roubada. Outros reconhecendo o melhor futebol do Cruzeiro e agradecendo o pênalti que veio do céu. Mas não havia em nenhum rosto a felicidade de uma vitória incontestável, ou mesmo na raça. Havia um “que” de vergonha no ar.

Alguns ainda tentavam lembrar de um possível favorecimento do Cruzeiro no primeiro embate dos times neste brasileiro, como se uma ‘invasão de área’ tivesse a mesma gravidade deste assalto de hoje. Como se uma ‘segunda chance’ naquele lance diminuísse a culpa de um cobrador displicente.

Jogos assim, revelam porque o Corinthians é tão inexpressivo internacionalmente. Pois sem a ajuda do apito amigo, eles são apenas um time normal. Mas aqui no Brasil, são campeões com o apito. E tal qual o brasileiro de 2005, ou ainda famosa final do Campeonato Paulista com o pênalti do Javier Castrilli diante da Portuguesa, este caneco parece já estar encomendado.

E a nós, testemunhas, não cabe nada mais do que o sentimento de nojo. Pois, assim como acontecera com o título brasileiro que nos roubaram na decisão contra o Vasco, a história do futebol brasileiro premia os bandidos.

E o campeonato perdeu a credibilidade.

Incompetência dos organizadores? Talvez. A arbitragem é um lixo no Brasil e isso é fato. Mas quando a conta da balança soma erros contra Botafogo, Grêmio, Santos, Corinthians, São Paulo, etc... Sinceramente, eu me sinto enojado e descrente no futebol. Esse é o país da Copa. Meu Deus! Hoje eu entendo o que chamam de ‘vergonha alheia’.

Disso tudo, o que mais preocupa mesmo é o sentimento de impunidade. Ninguém faz nada ou mesmo toma alguma atitude. E graças a capítulos como este, somos testemunhas de um filme onde o mal vence sempre.

Vergonhoso.

De qualquer modo, parabéns ao time pelo bom futebol e a torcida pelo comparecimento em massa e pelo apoio.

Que venha a Libertadores! Estou com saudades de um torneio descente.

domingo, 7 de novembro de 2010

O pulso ainda pulsa.

O Cruzeiro jogou mal, feio mesmo. Mas arrancou 3 importantes pontos no Barradão totalmente lotado e continua vivo na disputa do Campeonato Brasileiro.

O Jogo.

O que um time que precisa ganhar faz quando deseja o apoio da sua torcida, em seus jogos em casa? Faz uma promoção ‘supimpa’ para atrair o maior número de torcedores possível e pressionar o adversário. E foi isso que o Vitória fez. Com ingressos a ‘10 biscoitos’ o Barradão ficou todo colorido de preto e vermelho.

Sorte que o Cruzeiro é a equipe mais acostumada a jogar com torcida contra neste brasileiro e soube resistir bem a pressão do time baiano no primeiro tempo.

Foi uma primeira etapa muito feia. O time do Vitória tem um elenco que o credencia mesmo as últimas posições da tabela. Já o Cruzeiro padece de um mal futebol crônico nas últimas rodadas. Com um ataque ridículo, Cuca optou por apenas um atacante no jogo de hoje e três zagueiros. As mudanças não deram muito efeito e o time não voltou a apresentar o futebol criativo de algumas rodadas atrás.

De importante mesmo, só um cruzamento de Thiago Ribeiro aos 35 minutos, que desviou em Jonas e foi para o fundo das redes rubro-negra. (ainda bem, pois se dependesse do nosso ataque...).

O Vitória voltou modificado para a segunda etapa. O Cruzeiro continuava se defendendo e tentando contragolpes no adversário. Depois da metade do segundo tempo, o Vitória passou a pressionar o time azul que se segurou como pode até o final da partida.

Fim de jogo, vitória do Cruzeiro por 1x0 e mais três pontos na tabela. Agora com 60 pontos – mesma pontuação do Corinthians, adversário do próximo sábado – o Cruzeiro segue na briga pelo título.

Haja coração pois, com esse futebolzinho que o time vem apresentando, o time do Parque São Jorge é favoritíssimo para a partida. Mas é assim que é bom, pois é nos momentos de dificuldade que o Cruzeiro mostra a sua força e conquista suas maiores vitórias.

Por isso, sábado que vem, TODO MUNDO para Pacaembú, invadir o estádio para mais uma vitória celeste.

Sorteio.

Mais uma vez, a presença da galera na Sampa Azul foi show de bola. Tanto que, mais uma vez, realizamos o sorteio de brindes para os frequentadores do QG. Dois livros foram sorteados e os vencedores foram o Cadu e a bela Vanessa.


Parabéns a nossa torcida e aos contemplados deste domingão.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A asa negra... branca e vermelha do Cruzeiro.

Era a promessa de mais uma grande partida, com muito em jogo para os dois times. Mas valia muito mais para o Cruzeiro, pois somos nós que brigamos pela taça.

Só que, do outro lado estava o São Paulo e também Rogério Ceni. Que por algum motivo sobrenatural, algum patuá ou macumba futebolística, teimam em complicar vida do Cruzeiro sempre que podem.

Eu poderia, como de costume, comentar os lances do jogo para ilustrar a partida para você, leitor do Blog. Mas vou falar brevemente do jogo, pois o que deve ser dito e considerado nesta partida são aspectos “extra-campo”.

O primeiro tempo cumpriu o prometido. Foi um verdadeiro jogo de xadrez, com chances para os dois times, poucas faltas, jogadas de habilidade e tudo mais que o espetáculo tinha direito.

O segundo tempo começou com um Cruzeiro mais lento. E em uma jogada magnífica de Lucas, o São Paulo abriu o placar em tabela envolvendo o jovem talento e Dagoberto.

Depois disso o Cruzeiro se perdeu nas suas deficiências. Não temos um bom atacante no elenco e isso fez muita falta. Para completar, em jogada fora da área que nem falta foi, o juiz marcou o pênalti que decretou 2x0 para o São Paulo.

Pelo segundo tempo do São Paulo, nem dá para contestar a vitória do clube paulista. E pela inoperância do nosso ataque e a ausência de um golzinho sequer, nem podemos reclamar do juiz. Nos resta choramingar pelas coisas que atrapalham o time sem necessidade.

Uberlândia, casa de quem?

500Km de BH. Esta é a distância de Uberlândia, tradicional reduto de torcedores do Rio e de São Paulo, da capital mineira.

Desfalcado do Mineirão, o Cruzeiro perde muito da sua força. Agora, jogando “fora de casa” todo santo jogo, sinceramente, não tem quem agüente.

Não existe UM motivo sequer para tantas partidas em Uberlândia. Mesmo o mais fanático torcedor não tem condições financeiras e físicas de viajar com o time todo jogo.

UM BASTA para essa política caça níqueis da diretoria que, para garantir uns caraminguás a mais, lota nosso estádio com a torcida adversária. Expondo nosso time aos gritos de "olé" quando o apoio deveria ser o "som" da casa.

Uma vergonha ver nosso time jogando em casa com torcida “dividida”. Como foi ridículo também o comparecimento no clássico, com somente 18 mil pagantes. CHEGA!

Ataque de riso.

Não tem UM escanteio do Cruzeiro que gere expectativa de gol. Jogadas aéreas para o time celeste são artigos de folclore, histórias do passado.

Tirante o Thiago Ribeiro, que ainda dá um caldo jogo sim, jogo não, NENHUM outro atacante do Cruzeiro tem futebol para ser titular do time. Nem mesmo o W. Paulista, que pela escassez de concorrentes a altura, fica com a chancela de “titular” do time.

Temos um ótimo meio campo. Volantes e meias não são problemas. Agora, de que adianta um meio campo ultra criativo se NINGUÉM empurra a bola para dentro?

Esse ataque só “ataca” mesmo o meu estômago, tamanho o nervoso pela sua inoperância. Ai minha gastrite! E pensar que, polêmicas a parte, tínhamos o Kléber no time algum tempo atrás.

É duro.

Ainda temos chances de título? Sim, temos. Mas confesso que começo a sentir até a vaga para a libertadores ameaçada depois de perder TODOS os jogos fundamentais mais recentes. Grêmio, Atlético-MG e, agora, o São Paulo. Todos finais, todos derrotas.

Como torcedor, vou apoiar meu time sempre. Mas fica mais difícil acreditar em algo quando temos tantos fatores contra o time, em especial, aqueles fatores causados pela próprio comando do Cruzeiro.

Vamos Cruzeiro! Quem sabe, ainda não dá?