sábado, 29 de setembro de 2012

Vencemos, só que não.



O jogo contra o Inter foi duríssimo, como já era esperado. Cheio de desfalques, o time azul jogou com sotaque carregado, uma vez que – enfim – estreou o volante colombiano Diego Arias e o argentino Martinuccio estrearam, sendo o último no final do segundo tempo.

O primeiro tempo foi travado e teve como destaque o lance do pênalti assinalado para o Cruzeiro. Pela TV, não achei pênalti. Na hora de bater, Borges converteu mas o juiz mandou voltar por invasão. Na segunda cobrança, o Borges errou, teve invasão, mas o juiz deixou por isso mesmo.

Lance típico de juiz que tem a necessidade de ser maior que o espetáculo, como o Paulo César. Arbitragem, aliás, que anda absurdamente fraca no Brasil, chega a dar vergonha. Mas em um país onde quase nada funciona direito, seria muito eu exigir que a arbitragem fosse diferente.

No segundo tempo, o jogo ganhou em movimentação, mas não o suficiente para tirar o zero do placar. E, com isso, o Cruzeiro acumula sua 6ª partida seguida sem vitória.

Pessoalmente, me coloco BEM preocupado com o futuro do nosso time no campeonato. Nos resta rezar e torcer. Nada mais. Agora é tentar, sabe-se lá como, descolar uma vitória contra o Grêmio no Olímpico.

E o fantasma de 2011 volta a assombrar. Sai pra lá!

domingo, 23 de setembro de 2012

Não foi desta vez.



O Cruzeiro pode estar num momento melhor, pode jogar em MG, em SP, pode ter um a mais, um a menos, pode jogar de azul, de branco... Não adianta, o time paulista quase sempre vence o Cruzeiro. Dificilmente seria hoje, com o time pressionado e em frangalhos, que essa tão necessária vitória viria. Como não veio.

Com a bola rolando, os minutos iniciais foram totalmente azuis. O Cruzeiro começou a partida pressionando o São Paulo, tocando bem a boa e marcando muito bem. Aos poucos este ímpeto foi diminuindo, mas durante toda a etapa inicial o time estrelado foi sempre melhor e mais perigoso.

Destaque para o lance em que Marcelo Oliveira lançou o Montillo, WP fez um bom corta luz e o argentino perdeu o gol cara a cara com o Rogério.

W. Paulista era quem mais buscava se movimentar, enquanto Wallyson fez uma das partidas mais desprezíveis que eu já tive o desprazer de ver um jogador do Cruzeiro fazer, vendo o jogo do estádio. Ele tinha como única função marcar a saída do Cortez, mas o fazia de longe e caminhava... ou melhor, se arrastava em campo, sem a menor disposição para nada.

No fim do primeiro tempo, o Cruzeiro perdeu os dois atacantes por contusão. Como perderia também no começo do segundo tempo o Charles, que fazia boa partida, pelo mesmo motivo, depois de uma bola dividida com Lucas.

Antes, o Cruzeiro ainda teve uma excelente oportunidade de marcar o seu gol, em cruzamento de Montillo que passou perigosamente pela área tricolor.

Na sequência veio o gol do São Paulo, em contra ataque que culminou em cruzamento de Ademilson, mal rebatido pelo Fábio, que acabou com cabeçada do Oswaldo e o gol paulista.

O gol simplesmente decretou o fim do futebol para o Cruzeiro que parou de jogar e desapareceu em campo. Ainda houve tempo de o Fábio fazer uma excelente defesa. Era um jogo em que jogamos bem melhor que as últimas partidas e que até merecíamos melhor sorte. Mas fazer o que?

Hoje ficou claro que a troca de Roger pelo Souza foi um tiro no pé. O Galera ainda alternava bons e maus jogos. O Souza nem isso consegue. Como também ficou evidente que nosso time está acabado fisicamente, perdendo corridas, sem pique, sem movimentação. O Montillo está claramente aquém do que pode, sem pique. Me parece jogar no sacrifício.

Como fica um alento de que o Borges e o Ceará possam voltar ao time logo. Hoje, o pouco que tentou mostrou que o Borges é titular indispensável deste time. Embora não tenha aparecido muito na TV, do campo ele se movimenta, busca jogo e não se esconde... como outros tantos fazem.

Agora é juntar os cacos de 5 jogos somando só um ponto, um time de lesionados, desfalques por cartão e jogadores limitados, para tentar o milagre de se vencer um jogo.

Não, não gosto do Roth comandando o Cruzeiro. Mas se eu tivesse que demitir alguém, com certeza seria o departamento médico ou o preparador físico deste time. Porque o que esse time se lesiona, e o que esses jogadores não correm em campo é uma grandeza.





Uma pena o resultado para nossa torcida, em especial a galera da Sampa Azul, que fez aquele esquenta em nosso QG e cantou como pode no estádio.

Temos ainda mais 2 super pedreiras, contra Inter e Grêmio. Que fase! Muito se engana quem vê a tabela com tranquilidade, o que nesta faze acredito ser quase ninguém da nossa torcida.

Força Cruzeiro! Vamos atingir logo os 45 pontos e começar a planejar um 2013 decente.

sábado, 22 de setembro de 2012

Guia de sobrevivência nos estádios: O Morumbi.



Resumão Educativo:

Nome Oficial: Estádio Cícero Pompeu de Toledo
Imauguração: 02 de outubro de 1960 (São Paulo FC 1 X 0 Sporting (Por))
Record de Público: 146.032 mil pessoas no jogo entre Corinthians e Ponte Preta, em 1977.
Capacidade Atual: 70 mil lugares

O Estádio:

De todos os estádios paulistas, o Morumbi é de longe o meu favorito. E em nada relaciono este carinho ao futebol, uma vez que o São Paulo FC é o maior algoz do Cruzeiro em confrontos diretos. Mas durante muito tempo eu tive o privilégio de trabalhar para o time paulista, prestando serviços de criação e marketing.

Além da arquibancada, que visito frequentemente como torcedor, conheço o campo, os bancos de reserva, o museu, o imenso clube anexo ao estádio, participei de eventos, reuniões nos escritórios, atendi aos diversos clientes e camarotes que fazem do Morumbi a sua casa.

Inaugurado em 02 de outubro de 1960, ainda com o anel superior incompleto, em amistoso que o São Paulo venceu o Sporting de Portugal por 1x0, o estádio do Morumbi é um dos mais importantes palcos do futebol mundial. Lá também acontecem os maiores eventos e shows da cidade de São Paulo. Mas o nosso negócio aqui é mesmo futebol e, mais especificamente o nosso Cruzeirão.

O Clima:

Outro motivo que me anima bastante em jogos no Morumbi, especificamente contra o São Paulo FC, é o fato de nossas torcidas serem amigas. É muito comum você encontrar torcedores tricolores andando no meio da torcida celeste e vice-versa. Um clima amistoso que nos faz questionar o por quê de isso não acontecer sempre, em todos os jogos.

Entretanto, se engana quem pensa que eu aconselho você a ir de camisa ao estádio. Toda torcida tem gente legal e um punhado de babacas. E basta um imbecil para que você tenha problemas. Por isso, vá com sua camisa guardada e deixe para coloca-la mais próximo do estádio, ok?

Comprar ingressos na hora normalmente é tranquilo. A torcida visitante fica posicionada na chegada da Av. Giovanni Gronchi. Ou seja, vindo por ela, a primeira torcida que você vai encontrar será a nossa.

A chegada:


Aliás, a chegada é um dos pontos negativos do Morumbi. Ele é o pior estádio em termos de localização, pois ainda não existe metrô perto dele. No Morumbi, só de carro ou de ônibus.

São 3 as principais avenidas para se chegar ao estádio. A Giovanni Gronchi, para quem vem da Zona Sul (Santo Amaro, Interlagos, etc). A Morumbi, próximo ao Shopping de mesmo nome (para quem vem de Moema, Brooklin, etc). E a Francisco Morato (para quem vem de Pinheiros, da região da Rebouças). Nesta útima alternativa, é necessário também uma leve caminhada pela Av. Jorge João Saad.

De carro estas são as principais rotas. De ônibus, sugiro que vocês busquem alternativas nestas avenidas pois são diversas as opções para o estádio. Vejam duas delas.

Do Terminal João Dias.
Dentro do terminal pegue o ônibus (5119-10) - Largo São Francisco
Ele para em frente ao estádio.

Do Shopping Morumbi.
Em frente ao prédio da Vivo, pegue o (807M-10) - Terminal Campo Limpo
Ele para em frente ao estádio.

O Google Maps é um excelente parceiro na busca da sua rota ideal – seja de ônibus, seja de carro – para chegar no Morumba.

A vista do campo:


Em 95% das vezes, o visitante fica na arquibancadada superior, ao lado do setor Visa. A visibilidade é boa de lá, mas é mais distante do campo do que o torcedor mineiro está acostumado. Mesmo o Mineirão, gigante daquele jeito, nos deixa a impressão de assistir ao jogo mais de perto.

Raras vezes, o visitante fica na geral, ao lado da MegaLoja de Reebok. Lá a visibilidade é bem ruim, mas quase nunca acontece isso, depois que o São Paulo FC vendeu os camarotes empresariais ao redor do anel intermediário.

Prepare o bolso:

Parar na rua custa caro e varia de acordo com o jogo. A média é R$20,00 ou R$30,00 em jogo comum. Em clássicos e shows, já ví engo cobrar de R$100,00 a R$500,00. (É mole).

Para jogos como o de domingo, mais cedo, o Shopping Butantã serve de alternativa pois você entra como cliente comum e paga uns R$10,00, no máximo, além de deixar seu carro em segurança. Para jogos a noite, esqueçam, pois eles até oferecem um serviço especial, mas com preço de flanelinha de diamante.

Para comer, graças a parceria com o São Paulo e o Habbibs, eles tem um Kitzinho com 2 coxinhas e mais um salgadinho acompanhado de um mini-refrigerante que sai por volta de R$18,00. Não alimenta, mas é mais honesto que os dogões Pão seco com salsicha vendido em todos os demais estádios.

A Sampa Azul:

Apesar de não sermos uma torcida organizada, nós sempre marcamos de nos encontrar no QG para irmos juntos ao campo. Muitas vezes, alugamos até uma Van para isso (fique ligado no Blog, no Facebook e no Twitter para saber como funciona).

Também é comum a gente se encontrar para esperar os amigos na frente do estádio. Tudo isso, combinado durante a semana.

É sempre bem tranquilo pois o perfil da nossa torcida é só de amigos. Vão crianças, adultos, idosos, mulheres... todo mundo junto.

Agora que você é um expert em jogos no Morumbi, bora lá pegar a sua camisa e vamos apoiar o nosso Cruzeirão em mais um jogo!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Van Sampa Azul para o Morumbi





A Sampa Azul mais uma vez está organizando o transporte de van do novo QG (R. França Pinto, 965 - Vila Mariana) até o Morumbi para o jogo do São Paulo e Cruzeiro dia 23/09/2012.
A van sairá do QG as 13 horas e deixará todos no estadio para comprar os ingressos e reunir com o restante do grupo que ja estiver por la. Logo após o jogo a van retorna para o QG, aonde poderemos comemorar mais uma vitoria azul.
A nossa van tem 15 lugares disponíveis e o valor é de aproximadamente R$ 25,00 por pessoa. (O preço pode ter variação de acordo com o numero de pessoas na van).
Lista até o momento:
1 - Bernardo Duca
2 - Filipe Torsani
3 - Ricardo Henrique
4 - Rafael Clemente Filgueira
5 - Maysa
6 - Rodrigo Teixeira Barbosa
7 - Wallace Silva
8 - Geraldo Henrique
9 - Ana Carolina
10 - Carlos Silva
11 - Fernando Isolani
12 - Fernando
Se você tem interesse em fazer parte da nossa van é so mandar um e-mail para ducamigo@gmail.com ou postar no Blog ou Facebook que entraremos em contato.
Esperamos pelo apoio de todos da Sampa Azul nesse jogo de domingo.

domingo, 16 de setembro de 2012

Você faz a sua parte?


O jogo? Nunca foi tão fácil descrever uma partida do Cruzeiro. Bola rolando, gol do Cruzeiro (Dedé fez contra em cruzamento azul). Falta para o Vasco, gol de empate em falha do Fábio.

E o resto, todo mundo já sabe. Intermináveis chutões para frente, um time ‘especialista em defesa’ que é facilmente envolvido pelo adversário, a bola que não entra e jogadores muito aquém de nossa camisa. Resultado? Mais um jogo sem vitória.

Mas sabem o que me impressiona mais? A impressão de que ninguém, absolutamente ninguém está satisfeito no Cruzeiro. É torcedor descontente, treinador descontente e pressionado, jogadores reclamões, chorões e um presidente que – em entrevistas – diz: ‘O meu cargo eu não entrego!’.

Peraí, gente! Vamos com calma nesse andor. Primeiramente o Gilvan tem que parar de dar entrevistas falando demais. Quem, em sã consciência, sequer cogitou a saída de um camarada que chegou ontem, com o clube devendo as calças e segurou o Montillo contra tudos e contra todos. Então calma lá, Gilvan.

Outra coisa é saber se administrar cobranças. O Charles, há alguns jogos chorou com as vaias da torcida. Hoje o Fábio cogitou sair do time. Pera lá, gente! Vocês são profissionais, muito do bem pagos – diga-se de passagem – para ficar com este chororô sem tamanho.

E, por último e mais importante: que torcida CHATA PRA CARALHO que a gente tem. Se você conversar com 11 cruzeirenses diferentes, cada um deles vai reclamar de um punhado de jogadores e a conclusão que chego é que NINGUÉM presta para esta torcida.

Querem um sintoma típico da torcida do Cruzeiro, de gente pé frio e chorona? É você estar assistindo o jogo do lado de um infeliz vai lá e fala: “quer ver que agora é gol do Vasco?”. “Vixe, falta no meio campo? Aposto que é gol do adversário”.

Isso sem contar o tradicional: “Nossa, este Fábio é um frangueiro”. “O Tinga não presta”. “Como o Montillo se esconde no jogo”. Ou seja, os poucos atletas minimamente capacitados a jogar no Cruzeiro são alvo de toda a ira da torcida, enquanto os limitadíssimos Matheus, Wallyson, W. Paulista nunca foram cobrados. Na verdade nem podem.

Torcedor celete, aqui vai uma dura verdade para você: O SEU TIME NÃO É MAIS AQUELE CAMPEÃO DE 2003. Graças ao final desastroso de administração Perrella, hoje estamos com o penico na mão e nosso time é isso ai que está em campo. Um elenco levemente superior a Portuguesa, Náutico, Figueirense, com uma camisa de um peso gigantesco.

Dito isso, só existe uma coisa que a gente pode fazer: TORCER. Mas não torcer como um abutre, ‘gorando’ nossas jogadas, xingando nossos jogadores, reclamando o tempo todo. Temos que torcer para INCENTIVAR nosso time.

Estes jogadores não estão da altura do nosso Cruzeiro. Isso é fato. Mas nossa torcida anda mais baixa ainda, se equiparando aos emplumados do outro lado da lagoa em sua PIOR fase. Hoje, torcedor do Cruzeiro reclama do seu time e fica ‘secando’ o time das penas rosa.

Talvez, por ser paulista, eu não seja capaz de entender da mesma forma que vocês este ‘ódio’ a um rival que quase nunca nos fez mal. Mas eu juro que respeito. Só acho que é preciso entender que o ‘momentâneo sucesso’ do rival em NADA tem a ver com nossa má fase. E o nosso sucesso independe do momento deles. Convenhamos, nós já fomos muito maiores que isso. Nossa atitude já foi MUITO diferente.

Foco é tudo, e o meu está no meu Cruzeiro. 
‘Aí, fiquei ofendidinho porque eu não sou assim! Ou quem é você para me dizer quem eu posso ou não criticar no meu sagrado direito de torcedor?’
Eu, meus amigos, sou TORCEDOR DO CRUZEIRO. E não tenho o direito de exigir NADA de vocês, nem de criticá-los. Mas tenho a OBRIGAÇÃO de desejar algo melhor para o meu time, para o nosso time.

Assim como vocês, tem jogos que eu quero bater no Fábio, no Charles, no W. Paulista... Quem me conhece sabe o como eu sofro com este time. Só que temos que ser maiores que isso! A única coisa que podemos fazer é incentivar e cobrar no momento certo, as pessoas certas.

O Éverton não vai ser possuído pelo espírito do Nonato se você vaiar ele. A bola vai ficar mais pesada, os passes mais tensos, o futebol mais difícil. Nem o Fábio – que nos salvou em milhares de ocasiões – vai defender mais se você vaiar. Mas o seu incentivo pode SIM colaborar. A sua presença no estádio PODE SIM, fazer a diferença. O seu pensamento positivo ajuda aos limitados a darem algo mais.

Por isso, convoco a TODOS os nossos amigos, todo mundo que frequentou a Sampa Azul um dia, para fazer nossa parte no Morumbi semana que vem, contra o São Paulo. Isso mesmo, contra o time que mais ganhou da gente na história.

Se você é pessimista, pode ir de boa pois já está contando com a derrota e o que vier é lucro. Mas se você é torcedor, se conhece a força do nosso grito de incentivo, se conhece parte da história do nosso time, você tem a OBRIGAÇÃO de ir lá e torcer como nunca! De fazer o seu melhor.

Pois quem critica mas não faz a sua parte não tem – sequer – o direito de reclamar. Uma torcida que não apoia, não incentiva e não acredita é tão vagabunda quanto os jogadores que ela tanto vaia.

Somos maiores que isso. Nossa história prova isso. O que tem faltado é um pouco mais de humildade, incentivo e cobrança nos momentos certos, nas pessoas certas.

Domingo que vem eu estou lá. Espero que você também.

Não quero te ensinar a torcer pelo Cruzeiro, nem mesmo tenho a ousadia de criticar o seu direito de expressão, de criticar. Só tenho a certeza de que você – assim como nosso time – pode mais se estivermos juntos.

Que tal um jogo de incentivo pleno. Será que somos capazes?

Descobriremos domingo que vem.

Vamos Cruzeiro!



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Menores do que a camisa.


Respeito a parte, quando Cruzeiro enfrenta o Figueirense, seja a partida em BH, em Floripa ou na Lua, o Cruzeiro tem sempre a obrigação de jogar para vencer. Isso serve para todo adversário, mas especialmente para uma equipe sem tradição e em um péssimo momento na tabela. Mas não foi com este espírito que o Roth armou o time para a partida de hoje.

Ver um time jogando no 3-5-1, com Sandro Silva em campo e o Montillo no ataque, já era uma escalação para se ficar preocupado. Com a bola rolando ficou ainda pior. Um time despreparado, perdido, que insiste em fazer ligações diretas. Algumas poucas jogadas apareceram em raras boas subidas do Everton e nada mais.

Não bastasse o esquema ridículo e a postura muito menor do que a camisa do Cruzeiro, jogadores como Souza e Charles erravam passes em demasia e destruíam tudo o que tentavam.

Quando Sandro Silva, um dos mais toscos do elenco saiu machucado, entrou o Marcelo Oliveira. Difícil saber oque é pior.

Aos 34, o Figueirense fez o seu gol de falta e aniquilou qualquer esquema do time azul. O Cruzeiro se arrastou até o final do primeiro tempo. Mas no segundo, um perdido e covarde Celso Roth nada fez para mudar o panorama da partida.

O Cruzeiro voltou igual na escalação e na falta de atitude. As tantas, o Roth foi expulso erradamente pelo juiz, enquanto falava com o Marcelo Oliveira. Pouco depois o Leo fez falta sem bola e foi expulso direto, sem amarelo. Para coroar a péssima partida do Cruzeiro, o time ainda tomou o segundo gol.

Nunca critiquei o Celso Roth. Sempre acreditei que as dificuldades que ele enfrentou com o Cruzeiro eram relacionadas ao elenco limitado e frágil que o Cruzeiro montou este ano. Mas as últimas ações do treinador são, no mínimo, questionáveis.

Primeiro, a preferência por Marcelo Oliveira, a insistência com Sandro Silva... jogadores ridículos que nunca colaboraram com o clube, enquanto o Lucas Silva vinha voando no time e foi inexplicavelmente sacado do time, até mesmo do banco.

As improvisações, falta de sequência no time, recorrer a jogadores que hora sequer estão no banco, e depois estão direto jogando. Hoje, por exemplo, o Souza, que não aguenta um jogo inteiro jogou de lateral. Inexplicável.

Mas minha crítica hoje vai para a postura COVARDE dele, armando um Cruzeiro torto, perdido e com medo de uma equipe do fundo da tabela com o Figueirense. E um campeonato que poderia ser ‘tranquilo’ começa a desesperar a já tão maltratada torcida celeste.

Poucos se contentarão em torcer contra o rival e em ver o time não cair. Mas cruzeirense de verdade sabe que isso é pífio, ridículo e nunca vai corresponder ao sentimento que é torcer por esta camisa estrelada.

Eu não cogitava, mas depois desta falta de respeito e covardia mostrada pelo Roth, não sei se não seria hora de rever alguns conceitos... Sinceramente não sei.

Eu tive NOJO deste esquema e deste futebol RIDÍCULO mostrado por este time infantil e medroso. É preciso ter RAÇA e PERSONALIDADE, caso contrário, que VAZEM DO CRUZEIRO.

Já passou da hora de jogadores como o CEARÁ e o BORGES pararem de se machucar e colocar a cara em campo novamente. Não sarou? Então vem buscar condicionamento EM CAMPO.

CHEGA. Nós DEMANDAMOS uma vitória IMEDIATAMENTE.

FORÇA? Força o caramba... eu quero VERGONHA NA CARA!

Vamos Cruzeiro.

domingo, 9 de setembro de 2012

Não deu nem para iludir.




Mais uma vez o Cruzeiro jogou contra um adversário bem no fundo da tabela. E mais uma vez foi a mãezona dos desesperados. Aliás, não bastasse perder para um time tecnicamente ‘inferior’, ainda tiveram a ousadia de repetir o mesmo erro do último jogo contra o Botafogo: ter ac chance de matar a partida e bobear na frente do goleiro.

Existem coisas simplesmente inexplicáveis, como a insistência do Roth com o Sandro Silva. Chega a ser bizarro o desempenho do jogador em campo e podemos afirmar com certeza absoluta que não teve um jogo sequer que ele foi titular e o time jogou bem. No mais, todos foram péssimos, incluindo o Montillo que entrou em campo mas nada produziu.

O Cruzeiro insiste em ‘armar’ (se é que podemos chamar assim) suas jogadas com bolas chutadas para frente, no pior estilo rachão de várzea. E as falhas defensivas do time são dignas de serem gravadas e reapresentadas em horário nobre como se fosse uma reedição de “Os Trapalhões”. Pena que eles são mais trágicos do que engraçados.

O Fábio não segurou UMA bola. E nossa defesa perdeu TUDO o que disputou de cabeça contra o adversário, mesmo tendo um Rafael Donato com 1,95cm de altura na marcação.

Vergonha!

Wallyson fez um gol hoje, mas pouco produz, está lento, não dribla. Não vou ousar comentar o futebol do W. Paulista. E os erros de passe do Charles me faz questionar o que ele tem feito no meio da semana nos treinamentos.

Se a ‘defesa’ é o ponto forte do Roth, chegou a hora de ele rever os seus conceitos. Chegou a hora de seus ‘homens de confiança’ corresponderem em campo, ou ele baixar a cabeça e dar chances para quem mostra ter vontade e disposição para correr, pelo menos.
A derrota de hoje foi vergonhosa. Não pelo placar, mas pela falta de organização, pela falta de pontaria e de qualidade destes jogadores que vestem a camisa do Cruzeiro.

Agora é juntar os cacos e buscar a todo custo uma vitória contra o Figueirense, outro time na zona do rebaixamento, que joga em casa contra este santo dos desesperados chamado Cruzeiro.

Tá na hora destes jogadores terem um mínimo de vergonha na cara e mostrarem ser profissionais. Pois alguém que vive de futebol e veste a camisa do Cruzeiro não pode se desorientar desta forma quando toma um gol.

Ganhar quarta que vem é OBRIGAÇÃO, pois nos próximos jogos times mais ‘qualificados’ estarão em nosso caminho.

Vale a pena destacar que, apesar dos pesares, lá estávamos na Sampa Azul, em pleno feriadão, torcendo por este arremedo de Cruzeiro.

Vem ni mim, 45 pontos. E o resto que se exploda.

Vamos Cruzeiro!