quinta-feira, 27 de março de 2014


Quase 5 anos após a sua criação, dia 03/04, no jogo da superação contra a LaU, a Sampa Azul será reconhecida como 'Embaixada Oficial' pelo Cruzeiro.

É o reconhecimento de um trabalho, de um projeto feito com um único objetivo: prover uma casa para o torcedor celeste na cidade de São Paulo.

Estamos muito felizes e aproveitamos a ocasião para convidar você, torcedor cruzeirense, a comparecer e torcer pelo nosso time, em uma festa que contará com a presença do RAPOSÃO, do RAPOSINHO, da TAÇA DO BRASILEIRÃO 2013 e SORTEIO DE BRINDES.

Espalhem a notícia! Vamos fazer uma festa como nunca se viu na cidade de São Paulo.

#FechadoComOCruzeiro
#VemPraSampaAzul

quinta-feira, 20 de março de 2014

Inexplicável vexame.

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Como explicar o inexplicável? Não faltou raça, não faltou gol, mas faltou o principal: equilíbrio.

Um primeiro tempo tenso, de bolas rifadas e de muitas faltas cometidas pelo Cruzeiro deram o tom do desequilíbrio celeste, que conseguiu marcar seu primeiro gol a muito custo, somente no último lance da primeira etapa, em uma linda cobrança de Éverton Ribeiro.

O time uruguaio fazia cera com absolutamente tudo, buscavam briga e ‘catimbavam’ ao melhor estilo Libertadores. Tudo dentro de um roteiro previsível, no qual o time celeste não foi capaz de escrever a sua parte.

Na segunda etapa, com os dois times com 10 jogadores depois das expulsões de Nilton e do camisa 4 uruguaio, a expectativa era de mais espaço e de superioridade do Cruzeiro. Coisa que até aconteceu e se reverteu em uma vantagem de 2x0 com um belo gol de Júlio Batista, aos 17 da etapa complementar.

A intenção do Cruzeiro era cozinhar a partida, mas, em duas falhas grotescas de marcação, o Cruzeiro conseguiu deixar o time uruguaio empatar o jogo. O primeiro gol do Defensor, logo aos 21, foi um golpe duro na torcida e no time celeste. Depois de um lance no qual o juiz armou a jogada adversaria, Rodrigo Souza não conseguiu parar Felipe Gedoz, que diminuiu em chute a queima roupa.

E o duro, inacreditável golpe final veio aos 48 do segundo tempo, no último lance da partida. Uma bola que nenhum jogador foi capaz de parar com falta, com roubada de bola, com qualquer artifício que evitasse o incrível. Gol do Defensor e Cruzeiro – que tinha a partida em suas mãos – praticamente fora da Libertadores.

Estou triste demais para buscar culpados. Talvez, se o M.O. tivesse tirado o J. Batista, que estava exausto no último lance do jogo e não deu combate na jogada que originou o segundo gol, a história teria sido diferente. Talvez, se ele tivesse mantido o Dagoberto – que vinha buscando jogo direto, apesar do cartão amarelo – também. Mas fazer o que?

A situação é ainda mais preocupante pois o projeto do clube para este ano passava – necessariamente – pela classificação na Libertadores. A manutenção do time, dos principais jogadores e até mesmo a motivação extra deste elenco... tudo isso estava galgado no projeto LA 2014.

Eu, que sempre fui contra essa história de ‘este time serve para pontos corridos e não para mata-mata’, começo a mudar de idéia. Sempre acreditei que futebol é futebol e o objetivo é o mesmo: vencer a partida, independente do campeonato. Mas o time do Cruzeiro provou que talvez, isso realmente exista. E que o revés sofrido para o Flamengo ano passado não serviu como lição definitiva para aprender o como jogar precisando do resultado.

Sei que muitos vão buscar culpados. Vão falar que o Mayke não pode ser reserva do Ceará, vão falar que o Egídio foi mal em tal partida, ou mesmo que o M.O. não é técnico para Libertadores. E eu respeitarei todas as opiniões... Inclusive a minha de que com Borges e Samúdio bem, talvez, a história poderia ser outra.

Entretanto, eu vou respeitar ainda mais a história recente deste time que, apesar do vexame de hoje, há pouco tempo nos deu o TRI do brasileirão. E, por mais puto que eu esteja hoje, sinto que simplesmente criticar ou apedrejar o time pelo desempenho pífio na Libertadores deste ano é ser - de certa maneira - um pouco ingrato.

Resta saber como o time, os jogadores e a torcida vão reagir a nossa quase certa eliminação hoje.  Resta, agora, torcer para que a diretoria consiga fazer o seu dever de casa, motivar o time, manter principais nomes e colocar o Cruzeiro nos eixos.

Para finalizar, já dizia o ditado: ‘Toda soberba será castigada’. Aos que sempre disseram que esta seria a Libertadores mais fácil da história, fica a lição. Para todos.

Levanta a cabeça, Cruzeiro.

E, apesar de tudo, meu sentimento não vai parar.

terça-feira, 11 de março de 2014

A pior partida do ano.


Aos nervosinhos de plantão, deixo aqui minha mensagem: é preciso ter calma. Até porque, embora hoje eu também esteja puto com o time, há de se reconhecer que este time tem crédito de sobra.

De minha parte, nunca fui vítima da soberba de que passearíamos na Libertadores, de que tínhamos o melhor time da competição. Até temos... Mas e daí? Libertadores é isso aí, uma final a cada jogo. E ter o melhor time só faz a diferença se o time se portar como pretendente a taça.

Aí esteve o problema: postura!

Durante o campeonato Brasileiro – que tem times muito superiores ao modesto Defensor do Uruguai – uma das melhores características do time era jogar da mesma fora dentro e fora de casa.

Na Libertadores, porém, parece que o time opta por não jogar com o mesmo ímpeto quando fora de casa. Tudo bem, se você pega uma LaU fora de casa, um Boca, que você adote uma tática diferente. Mas contra os modestos Defensor e Real GarCilasso, não há desculpas.

Na minha humilde opinião, quando há esta diferença técnica gigante que existe entre Cruzeiro e times 'mais simples', a Raposa tem que ir para o abafa com tudo logo de cara. Nossa filosofia é o ataque e qualquer coisa que fuja disso vira aquele lenga lenga sem sentido. Foi assim hoje...

Se quisermos realmente ser campeões, temos de aprender a jogar sem o Mineirão e ponto final. Hoje, depois de 15 minutos de partida de ‘puro chutão’, o Cruzeiro até dominou o jogo e sofreu perigo real de gol somente no lance final do primeiro tempo.

Tudo bem que o time estranhou jogar no campo acanhado, sem espaços. Mas para um time que marca como o nosso, causou estranheza um meio campo tão molenga. Nílton, referência no nosso meio de campo, fez péssima partida. E. Ribeiro sumiu no jogo e nada parecia dar certo.

No segundo tempo, o time voltou ainda mais troncho e, em falha de passe de Egídio, o Defensor descolou uma falta na entrada da área. Deste lance, em cobrança perfeita que não contou nem com a disposição do Fábio em pular na bola, o Defensor fez 1x0 aos 18 minutos.

Aos 22, Ricardo Goulart sofreu pênalti e o jogador uruguaio foi expulso. O que era para ser o gol do empate e o ânimo para a busca da virada se transformou em um pênalti perdido por Dagoberto.

O time sentiu ainda mais o golpe e, aos 32, tomou o segundo gol em um contragolpe muito do bem armado pelo Defensor, que contou com 2 chapéus e um chutinho cavado, com categoria para balançar as redes do Fábio.

E o pior... era justo.

O ‘melhor elenco’ da Libertadores estava troncho, sem poder de reação e sem o mínimo de organização. O Cruzeiro de hoje não foi nem de longe o Cruzeiro dos últimos meses.

Tomara que tenha sido apenas um dia ruim e que consigamos dar a volta por cima.

Agora a missão ficou bem difícil. Para classificar, temos que ‘gabaritar’ os jogos no Mineirão e beliscar pontos fora. A nossa parte até parece, mas não é fácil. Os dois adversários que restam em casa vão jogar todos dentro de suas respectivas áreas.

Se conseguirmos – o que temos tudo para – ainda teremos que beliscar algum ponto fora de casa, contra o ‘teoricamente’ mais forte adversário de nossa chave.

Mais do que críticas, nosso time precisa de apoio. Precisa do Mineirão pulsando em azul e branco e de cantorias incondicionais. Este elenco tem crédito e é nossa obrigação reconhecer isso com nossa torcida.


Tenho certeza de que as lições de hoje foram aprendidas, bem como sei que o M. Oliveira vai dar um jeito no time.

Nada para desespero... ainda.

Vamos Cruzeiro. Continuamos #FechadosComVocês.

Ps. Chato ficou para nossos amigos da Sampa Azul que foram para o Uruguai e pagaram 230 reais num ingresso para ver essa que, na minha opinião, foi a pior partida do time no ano.

quarta-feira, 5 de março de 2014

A lição de Elisson.

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Hoje interrompo o meu ‘silêncio’ na cobertura da primeira fase do Campeonato para fazer um destaque bem bacana.

Trata-se da lição de Elisson, 3º goleiro do Cruzeiro.

Depois de uma atuação segura, ao final do jogo, o repórter do PFC foi entrevistar o goleiro. Eu serei incapaz de reproduzir agora, com exatidão, as palavras do jogador... Mas surpreendido que fui, mesmo que pecando pela falta de precisão, vou reproduzir a sua mensagem.

“Que felicidade. Até me emociono, porque não são 16 horas ou 16 dias. São 16 anos de espera. Graças a Deus, pude estrear com vitória. Agradeço a Deus, minha família, minha esposa e meu filho. Quero agradecer ao meu pai. Muito obrigado, foi difícil esperar. Muito obrigado pai, essa vitória é para você”


Além do trecho acima, que copiei do site do Super Esportes, queria destacar que o jogador fez questão de dizer o nome, sobrenome e apelido do seu pai herói... (Update: Sr. João Faustino, também conhecido como 'Papamel').

O Elisson sabe  que é reserva do melhor goleiro do Brasil. E ainda está a sombra do Rafael, que vem sendo preparado para substituir o Fábio quando este parar. Chance de jogar mesmo é algo quase impossível.

Ao ver a emoção do camarada na entrevista e, acima de tudo, sua devoção e gratidão ao seu pai, não tenho como deixar de vir aqui e homenagear o nosso goleiro Elisson. Só vendo a entrevista para entender... Achei muito legal!

Parabéns garoto!

Além de mostrar que é um goleiro promissor, mostrou-se um verdadeiro homem. Se a nação celeste já está orgulhosa de você, imagino aqui o que seu pai deve estar sentindo.

Mesmo sem muitas chances, você mostrou ser um campeão.

Ps. Sobre o jogo, não tenho muito a dizer. Só que o nosso mistão é tão implacável quanto o time titular. Zêeeroooo!