Aos nervosinhos de plantão, deixo aqui
minha mensagem: é preciso ter calma. Até porque, embora hoje eu também esteja
puto com o time, há de se reconhecer que este time tem crédito de sobra.
De minha parte, nunca fui vítima da soberba
de que passearíamos na Libertadores, de que tínhamos o melhor time da
competição. Até temos... Mas e daí? Libertadores é isso aí, uma final a cada
jogo. E ter o melhor time só faz a diferença se o time se portar como
pretendente a taça.
Aí esteve o problema: postura!
Durante o campeonato Brasileiro – que tem
times muito superiores ao modesto Defensor do Uruguai – uma das melhores
características do time era jogar da mesma fora dentro e fora de casa.
Na Libertadores, porém, parece que o time
opta por não jogar com o mesmo ímpeto quando fora de casa. Tudo bem, se você pega uma LaU fora de
casa, um Boca, que você adote uma tática diferente. Mas contra os modestos
Defensor e Real GarCilasso, não há desculpas.
Na minha humilde opinião, quando há esta diferença técnica gigante que existe entre Cruzeiro e times 'mais simples', a Raposa tem que ir para o abafa com tudo logo de cara. Nossa filosofia é o ataque e qualquer coisa que fuja disso vira aquele lenga lenga sem sentido. Foi assim hoje...
Se quisermos realmente ser campeões,
temos de aprender a jogar sem o Mineirão e ponto final. Hoje, depois de 15
minutos de partida de ‘puro chutão’, o Cruzeiro até dominou o jogo e sofreu
perigo real de gol somente no lance final do primeiro tempo.
Tudo bem que o time estranhou jogar no
campo acanhado, sem espaços. Mas para um time que marca como o nosso, causou
estranheza um meio campo tão molenga. Nílton, referência no nosso meio de
campo, fez péssima partida. E. Ribeiro sumiu no jogo e nada parecia dar certo.
No segundo tempo, o time voltou ainda mais
troncho e, em falha de passe de Egídio, o Defensor descolou uma falta na
entrada da área. Deste lance, em cobrança perfeita que não contou nem com a disposição
do Fábio em pular na bola, o Defensor fez 1x0 aos 18 minutos.
Aos 22, Ricardo Goulart sofreu pênalti e o
jogador uruguaio foi expulso. O que era para ser o gol do empate e o ânimo para
a busca da virada se transformou em um pênalti perdido por Dagoberto.
O time sentiu ainda mais o golpe e, aos 32,
tomou o segundo gol em um contragolpe muito do bem armado pelo Defensor, que
contou com 2 chapéus e um chutinho cavado, com categoria para balançar as redes
do Fábio.
E o pior... era justo.
O ‘melhor elenco’ da Libertadores estava
troncho, sem poder de reação e sem o mínimo de organização. O Cruzeiro de hoje
não foi nem de longe o Cruzeiro dos últimos meses.
Tomara que tenha sido apenas um dia ruim e
que consigamos dar a volta por cima.
Agora a missão ficou bem difícil. Para
classificar, temos que ‘gabaritar’ os jogos no Mineirão e beliscar pontos fora.
A nossa parte até parece, mas não é fácil. Os dois adversários que restam em
casa vão jogar todos dentro de suas respectivas áreas.
Se conseguirmos – o que temos tudo para –
ainda teremos que beliscar algum ponto fora de casa, contra o ‘teoricamente’
mais forte adversário de nossa chave.
Mais do que críticas, nosso time precisa de
apoio. Precisa do Mineirão pulsando em azul e branco e de cantorias
incondicionais. Este elenco tem crédito e é nossa obrigação reconhecer isso com
nossa torcida.
Tenho certeza de que as lições de hoje
foram aprendidas, bem como sei que o M. Oliveira vai dar um jeito no time.
Nada para desespero... ainda.
Vamos Cruzeiro. Continuamos
#FechadosComVocês.
Ps. Chato ficou para nossos amigos da Sampa Azul que foram para o Uruguai e pagaram 230 reais num ingresso para ver essa que, na minha opinião, foi a pior partida do time no ano.