domingo, 25 de agosto de 2013

Sem fazer força.



Sabem aquela musiquinha que a torcida canta: “Se o Cruzeiro vai jogar eu vou... se o Cruzeiro vai jogar eu vou...”? Pois ontem foi dia dela, uma vez que o jogo contra a Ponte marcou a primeira caravana para jogos fora da cidade de São Paulo que promovemos. Fechamos uma van e fomos em 15 pessoas para o Moisés Lucarelli apoiar nosso Cruzeirão. Isso, fora a galera que foi de carro. E valeu a pena.




O estádio.

Essa experiência vai render ais um capítulo do ‘guia de sobrevivência nos estádios’ que escrevemos aqui no Blog. Mas o que eu posso dizer é que realmente a torcida da macaca é chata e má encarada. No andar das ruas, quando alguém via camisas azuis logo fechavam a cara e faziam ameaças.

O estádio fica em meio a muitas casas, uma região residencial. Próximo ele, do lado da torcida visitante, tem um barranco e passa uma linha de trem aparentemente abandonada.

Dentro, é um estádio meio pitoresco. Logo na entrada você vê a arquibancada e, na frente dela, existe um espaço que parece um palco, uma ‘mini-esplanada’, que tem ao seu canto esquerdo um ‘resto’ de escultura. Depois disso vem a grade. A visão do campo é ‘ruim’. O gol do outro lado do campo fica beeeeeeem longe dos olhos.



Na entrada do banheiro, que fica abaixo da arquibancada, tem água saindo constantemente de alguns canos. Esta é a ‘torneira’ do estádio e todos ficam com a impressão de que esta água não é bem limpa, uma vez que ela fica logo abaixo do nível do banheiro. Mas aparentemente era limpa sim. (rs).

A torcida.


Nós, da Sampa Azul, marcamos presença entre a galera que lotou a sua parte. O arco atrás do gol estava completamente tomado de azul. Ao chegar, antes do apito inicial, a torcida azul da região fazia a festa. Mas, durante a partida, quem deu SHOW de animação foi o pessoal da Máfia Azul. Eles cantaram literalmente o jogo todo, muito animados. E deram preferência a músicas que falavam sobre o Cruzeiro. Foi muito legal!

O jogo.

Time em campo e percebemos logo uma camisa 23 como novidade. M. Oliveira havia decidido poupar o Egídio e colocou Everton no lugar. Esta era praticamente a única mudança no time titular do Cruzeiro.

Quando a bola rolou, o que se viu foi um Cruzeiro tentando tocar mais a bola, enquanto a Ponte tentava vir para o abafa. Alguns torcedores na arquibancada diziam que o time estava com o freio de mão puxado. Quando, na verdade, M. Oliveria fazia aquilo que muitas vezes faz fora de casa: cozinha o adversário.

De perigo mesmo, a Ponte não produziu nada. O Cruzeiro, ao contrário, fazia uma boa partida e levava perigo vez ou outra. Aos 22 do primeiro tempo, em cobrança de escanteio, o time estrelado abriu o placar com Dedé. Gol muito importante para que o nosso zagueiro – que sempre joga bem apesar de uma ou outra falha por baixo – retomasse sua confiança. Aliás, diga-se de passagem, Dedé foi um monstro na partida.

Souza se machucou no final do primeiro tempo, dando lugar ao ótimo Lucas Silva. Mas de novidades o primeiro tempo não ofereceu mais nada.

Na saída para o intervalo, o time ia para o vestiário bem próximo a torcida. Na grade, logo uma multidão se aglomerou para falar com os jogadores. E, neste momento, uma cena bem legal. Muitas, mas muitas crianças estavam na torcida. Algumas nas grades, muitas correndo e brincando naquele espaço da ‘mini-esplanada’ que comentei com vocês acima. É a nova geração celeste nascendo e acompanhando o time. Muito bacana!


No segundo tempo, o panorama da partida foi igual.

A Ponte tentava levar perigo. E, a bem da verdade até teve uma ou outra chance de gol. Mas a verdade é que o Fábio nem sujou a camisa nesta partida. Já o Cruzeiro contra atacava com eficiência e perdia gols, como de costume. Em uma das chances, Borges recebeu a bola na pequena área e isolou em um chute para fora.

O camisa 9 não vinha bem, claramente abaixo do condicionamento que precisa. Mas o Borges é o Borges, e ao perder o gol eu tinha certeza de que ele faria outro para compensar. Não deu outra. Aos 27 do segundo tempo, ele recebeu a bola na área, virou e encheu o pé para fazer 2x0 Cruzeiro.

Festa geral na torcida celeste. Era a consolidação de 3 pontos importantíssimos, daqueles que todo time que quer ser campeão belisca quando joga com a Ponte no estádio deles.


Para completar o segundo tempo, vale o registro da reestreia do volante Henrique, que fez a sua primeira partida desde que retornou ao Cruzeiro. E os gritos de olé que a torcida celeste deu, quando o Cruzeiro colocava a Ponte na roda.




Parabéns Cruzeiro. Parabéns torcida celeste.

Agora é foco total para a difícil partida contra o Flamengo no Maracanã, próxima quarta feira. É, mais uma vez, hora de mostrar que temos time para ser campeão. E este time vem provando que pode.

Vamos Cruzeiro!

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