quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Time safado de come e dorme.


Parecia impossível conseguir ter um time TÃO RUIM como aquela aberração de 2011. Mas 2012 provou que superação é um termo que se aplica tanto para o bem quanto para o mal.

Em 2012, o Cruzeiro fez a maior preparação em tempo e a PIOR pré-temporada da sua história. Montou um time de resto, com jogador de DVD na base do 0800, dirigido por um treinador de bosta.

Para o brasileiro, jogadores acima de 30 reforçaram nosso departamento médico, enquanto um técnico mediano completou o recheio do time que, ainda assim, continuou uma porcaria. Ainda pior que em 2012, embora o risco seja virtualmente menor de se cair em 2012.

Contra a Ponte Preta, um dos piores times do Brasileiro, o Cruzeiro conseguiu perder mais uma vez. Jogando um primeiro tempo vergonhoso, sem sequer chutar uma bola a gol.

Mais uma vez (pois agora o ridículo é recorrente) um time apático, fruto de um elenco bisonho, comandado por um treinador já desacreditado pelo seu presidente através da imprensa. AMADORES! Um time que tem poucas chances de cair mas que está rebaixado moralmente.

Estão destruindo o Cruzeiro.

Em um passado recente, perdemos Thiago Ribeiro, Gil, Naldo, o próprio Leo Silva brilhando no Rival... todos a preço de banana... Nossos bons valores, quando despontam, não tem sequência, como o Lucas Silva. E o selecionável que nunca jogava, entrou e cometeu o crime de ir bem... Mais um descartado por competência.

Tá tudo errado, passando pelo time, pelo treinador... Pela condição de mendigo que ocupamos... Vergonha, das mais profundas.

As vezes eu me pergunto em que momento deixamos de ser referência para ser uma piada, embora tenha claro na minha mente que a vaca foi mesmo pro brejo quando o ZZP abandonou o clube ano passado.

Triste. Estou indignado.

Nada mais tenho a dizer. Volto a comentar no Blog quando esta cambada de come e dorme safada tiver a dignidade de honrar a camisa do Cruzeiro. Grotescos, safados.. falta hombridade dessa cambada.

Fosse eu o Roth eu sequer apareceria mais na Toca de tamanha vergonha. E, para piorar, o risco de rebaixamento ainda existe. Muito se engana quem acredita que já estamos ‘a salvo’.

Deus nos acuda e nos salve desta cambada indigna de vestir a camisa azul celeste.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Longe da Zona.


Martinuccio, 4 jogos, 3 assistências e 1 gol. E com grande felicidade parece que eu queimei minha língua com o argentino, uma vez que pessoalmente, não acreditava muito que ele pudesse vingar no Cruzeiro.

Hoje, um jogo perigosíssimo para o Cruzeiro, que pegava um time reserva do Corinthians. A obrigação e a necessidade eram toda nossa, enquanto a equipe paulista jogava sem pretensões alguma. Só que time ‘misto’ rende almoço... pelo menos para mim, que adoro arrancar um ranguino na faixa com meus amigos gambáticos aqui de Sampa.

Com a bola rolando, o time paulista começou mais organizado e o Cruzeiro tinha dificuldades para sair jogando contra a bem postada defesa corinthiana. Até que aos 20 do primeiro tempo, Anselmo Ramóm recebeu ótimo cruzamento de Martinuccio e fez Cruzeiro 1x0.

No segundo tempo o próprio Martinuccio fez o segundo aos 13 minutos. E depois disso a partida ficou chata e burocrática. O Cruzeiro dominava bem o mistão paulista e, vez ou outra ainda arriscava boas jogadas.

De novidade, só a estreia do Zizio pelo lado do Corinthians. E o jogador fez o que exatamente dele se esperava: NADA.

Fim de jogo, 43 pontos, distância da zona e um pouco mais de paz para o time celeste. E só para não perder o costume – agora com sotaque – aqui vai o tradicional ‘Chupa Gambaro’.

Vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Faltam 6 pontos para 2013



Vencemos. Nada do que eu escrever aqui é tão importante quanto esta primeira palavra. Depois de 7 jogos, vencemos.

O pressionado catadão azul jogava com a embalada Lusa em Varginha com a obrigação da vitória. E nestas horas, a camisa de peso pesa mesmo nas costas de quem é limitado mas tem a obrigação de representar o Cruzeiro.

Foram 4 minutos de um Cruzeiro muito bom, mas lá pelos 15 a Lusa equilibrou a partida. O Cruzeiro era levamente superior e havia chutado mais ao gol adversário. Mas gol mesmo só aos 36, em pênalti marcado para a raposa e convertido por Montillo.

No segundo tempo, o desespero e o triunfo.

A Portuguesa pressionou o Cruzeiro até cansar. Na verdade cansou... de tanto perder gols cara a cara com o Fábio. Até que fez o seu, devidamente anulado pelo bandeirinha. E tal qual o jogo contra o Grêmio o cruzeiro era amassado pela ‘poderosa’ Lusa em seus domínios. Vexatório.

Tão ridículo quanto uma defesa que é facilmente invadida, desorganizada, tosca e amadora. Qualquer um que troque 2 ou 3 passes frente a zaga celeste cria jogadas de muito perigo com facilidade. Isso sem contar o desespero insano que qualquer bola aérea causa em nossa defesa. Pavoroso.

As tantas, Martinuccio entrou o lugar do Borges e mudou um pouco a cara do jogo. Agora, além de ser muito ameaçado, o Cruzeiro também ameaçava. E perdeu diversos gols.

No fim do jogo, a Lusa teve chances incríveis de marcar. Mas como castigo por não ter abatido uma raposa capenga e claramente fragilizada pelo período de seca, tomou um segundo gol celeste, marcado por Souza.

Gol este que veio como um alento, um relaxante muscular para todo torcedor do Cruzeiro que sofreu angustiado pelo apito final do juiz.

39 pontos. Faltam 6 para a ‘salvação’, para aniquilar de vez o fantasma de 2011.

Hoje, estou feliz pelos 3 pontos mas, ao mesmo tempo, extremamente puto com esse time ridículo. Não paro de me perguntar como conseguiram fazer isso com o meu Cruzeiro.

‘Vem ni mim’, 45 pontos. E seja o que Deus quiser.

domingo, 7 de outubro de 2012

O fantasma de 2011.



Serei breve, pois este time não merece o meu tempo. São sete jogos sem vitória. 2 pontos somados em 21 disputados. Um desempenho vexatório e inaceitável, digno de um elenco de time de várzea.

O enredo do jogo você já conhece. O Cruzeiro sai na frente, joga bem o primeiro tempo, toma a virada e chora as pitangas. E para cada um dos 7 jogos, sempre uma desculpa. Chega!

Ontem, depois de um bom primeiro tempo, que já havia sido salvo por incríveis defesas do Fábio, o time encolheu tanto, recuou tanto, que a virada era mais do que esperada. Só chegamos ao gol do Grêmio aos 21 minutos, depois de tomar o empate, como se fosse um jogo de adultos contra crianças.

Difícil até de escrever, seja sobre este treinador incoerente e medroso, seja sobre essa diretoria omissa, que pouco – ou nada faz – para tirar o time desta situação. Ninguém mais respeita o Cruzeiro, que realmente não faz por merecer nenhum temor os adversários.

Nossa única chance de não cair é torcer, rezar com força, para que times como Atlético-GO, Sport, Palmeiras e Coritiba não tenham surtos de vitória, pois se depender deste catado nojento que enverga a camisa do Cruzeiro, não vamos a lugar algum.

Agora, teremos um jogo em casa contra a Portuguesa, que vem no seu melhor momento no campeonato. Vencer é obrigação, mas eu sou incapaz de cravar três pontos.

E agora, quem poderá nos defender?

sábado, 29 de setembro de 2012

Vencemos, só que não.



O jogo contra o Inter foi duríssimo, como já era esperado. Cheio de desfalques, o time azul jogou com sotaque carregado, uma vez que – enfim – estreou o volante colombiano Diego Arias e o argentino Martinuccio estrearam, sendo o último no final do segundo tempo.

O primeiro tempo foi travado e teve como destaque o lance do pênalti assinalado para o Cruzeiro. Pela TV, não achei pênalti. Na hora de bater, Borges converteu mas o juiz mandou voltar por invasão. Na segunda cobrança, o Borges errou, teve invasão, mas o juiz deixou por isso mesmo.

Lance típico de juiz que tem a necessidade de ser maior que o espetáculo, como o Paulo César. Arbitragem, aliás, que anda absurdamente fraca no Brasil, chega a dar vergonha. Mas em um país onde quase nada funciona direito, seria muito eu exigir que a arbitragem fosse diferente.

No segundo tempo, o jogo ganhou em movimentação, mas não o suficiente para tirar o zero do placar. E, com isso, o Cruzeiro acumula sua 6ª partida seguida sem vitória.

Pessoalmente, me coloco BEM preocupado com o futuro do nosso time no campeonato. Nos resta rezar e torcer. Nada mais. Agora é tentar, sabe-se lá como, descolar uma vitória contra o Grêmio no Olímpico.

E o fantasma de 2011 volta a assombrar. Sai pra lá!

domingo, 23 de setembro de 2012

Não foi desta vez.



O Cruzeiro pode estar num momento melhor, pode jogar em MG, em SP, pode ter um a mais, um a menos, pode jogar de azul, de branco... Não adianta, o time paulista quase sempre vence o Cruzeiro. Dificilmente seria hoje, com o time pressionado e em frangalhos, que essa tão necessária vitória viria. Como não veio.

Com a bola rolando, os minutos iniciais foram totalmente azuis. O Cruzeiro começou a partida pressionando o São Paulo, tocando bem a boa e marcando muito bem. Aos poucos este ímpeto foi diminuindo, mas durante toda a etapa inicial o time estrelado foi sempre melhor e mais perigoso.

Destaque para o lance em que Marcelo Oliveira lançou o Montillo, WP fez um bom corta luz e o argentino perdeu o gol cara a cara com o Rogério.

W. Paulista era quem mais buscava se movimentar, enquanto Wallyson fez uma das partidas mais desprezíveis que eu já tive o desprazer de ver um jogador do Cruzeiro fazer, vendo o jogo do estádio. Ele tinha como única função marcar a saída do Cortez, mas o fazia de longe e caminhava... ou melhor, se arrastava em campo, sem a menor disposição para nada.

No fim do primeiro tempo, o Cruzeiro perdeu os dois atacantes por contusão. Como perderia também no começo do segundo tempo o Charles, que fazia boa partida, pelo mesmo motivo, depois de uma bola dividida com Lucas.

Antes, o Cruzeiro ainda teve uma excelente oportunidade de marcar o seu gol, em cruzamento de Montillo que passou perigosamente pela área tricolor.

Na sequência veio o gol do São Paulo, em contra ataque que culminou em cruzamento de Ademilson, mal rebatido pelo Fábio, que acabou com cabeçada do Oswaldo e o gol paulista.

O gol simplesmente decretou o fim do futebol para o Cruzeiro que parou de jogar e desapareceu em campo. Ainda houve tempo de o Fábio fazer uma excelente defesa. Era um jogo em que jogamos bem melhor que as últimas partidas e que até merecíamos melhor sorte. Mas fazer o que?

Hoje ficou claro que a troca de Roger pelo Souza foi um tiro no pé. O Galera ainda alternava bons e maus jogos. O Souza nem isso consegue. Como também ficou evidente que nosso time está acabado fisicamente, perdendo corridas, sem pique, sem movimentação. O Montillo está claramente aquém do que pode, sem pique. Me parece jogar no sacrifício.

Como fica um alento de que o Borges e o Ceará possam voltar ao time logo. Hoje, o pouco que tentou mostrou que o Borges é titular indispensável deste time. Embora não tenha aparecido muito na TV, do campo ele se movimenta, busca jogo e não se esconde... como outros tantos fazem.

Agora é juntar os cacos de 5 jogos somando só um ponto, um time de lesionados, desfalques por cartão e jogadores limitados, para tentar o milagre de se vencer um jogo.

Não, não gosto do Roth comandando o Cruzeiro. Mas se eu tivesse que demitir alguém, com certeza seria o departamento médico ou o preparador físico deste time. Porque o que esse time se lesiona, e o que esses jogadores não correm em campo é uma grandeza.





Uma pena o resultado para nossa torcida, em especial a galera da Sampa Azul, que fez aquele esquenta em nosso QG e cantou como pode no estádio.

Temos ainda mais 2 super pedreiras, contra Inter e Grêmio. Que fase! Muito se engana quem vê a tabela com tranquilidade, o que nesta faze acredito ser quase ninguém da nossa torcida.

Força Cruzeiro! Vamos atingir logo os 45 pontos e começar a planejar um 2013 decente.

sábado, 22 de setembro de 2012

Guia de sobrevivência nos estádios: O Morumbi.



Resumão Educativo:

Nome Oficial: Estádio Cícero Pompeu de Toledo
Imauguração: 02 de outubro de 1960 (São Paulo FC 1 X 0 Sporting (Por))
Record de Público: 146.032 mil pessoas no jogo entre Corinthians e Ponte Preta, em 1977.
Capacidade Atual: 70 mil lugares

O Estádio:

De todos os estádios paulistas, o Morumbi é de longe o meu favorito. E em nada relaciono este carinho ao futebol, uma vez que o São Paulo FC é o maior algoz do Cruzeiro em confrontos diretos. Mas durante muito tempo eu tive o privilégio de trabalhar para o time paulista, prestando serviços de criação e marketing.

Além da arquibancada, que visito frequentemente como torcedor, conheço o campo, os bancos de reserva, o museu, o imenso clube anexo ao estádio, participei de eventos, reuniões nos escritórios, atendi aos diversos clientes e camarotes que fazem do Morumbi a sua casa.

Inaugurado em 02 de outubro de 1960, ainda com o anel superior incompleto, em amistoso que o São Paulo venceu o Sporting de Portugal por 1x0, o estádio do Morumbi é um dos mais importantes palcos do futebol mundial. Lá também acontecem os maiores eventos e shows da cidade de São Paulo. Mas o nosso negócio aqui é mesmo futebol e, mais especificamente o nosso Cruzeirão.

O Clima:

Outro motivo que me anima bastante em jogos no Morumbi, especificamente contra o São Paulo FC, é o fato de nossas torcidas serem amigas. É muito comum você encontrar torcedores tricolores andando no meio da torcida celeste e vice-versa. Um clima amistoso que nos faz questionar o por quê de isso não acontecer sempre, em todos os jogos.

Entretanto, se engana quem pensa que eu aconselho você a ir de camisa ao estádio. Toda torcida tem gente legal e um punhado de babacas. E basta um imbecil para que você tenha problemas. Por isso, vá com sua camisa guardada e deixe para coloca-la mais próximo do estádio, ok?

Comprar ingressos na hora normalmente é tranquilo. A torcida visitante fica posicionada na chegada da Av. Giovanni Gronchi. Ou seja, vindo por ela, a primeira torcida que você vai encontrar será a nossa.

A chegada:


Aliás, a chegada é um dos pontos negativos do Morumbi. Ele é o pior estádio em termos de localização, pois ainda não existe metrô perto dele. No Morumbi, só de carro ou de ônibus.

São 3 as principais avenidas para se chegar ao estádio. A Giovanni Gronchi, para quem vem da Zona Sul (Santo Amaro, Interlagos, etc). A Morumbi, próximo ao Shopping de mesmo nome (para quem vem de Moema, Brooklin, etc). E a Francisco Morato (para quem vem de Pinheiros, da região da Rebouças). Nesta útima alternativa, é necessário também uma leve caminhada pela Av. Jorge João Saad.

De carro estas são as principais rotas. De ônibus, sugiro que vocês busquem alternativas nestas avenidas pois são diversas as opções para o estádio. Vejam duas delas.

Do Terminal João Dias.
Dentro do terminal pegue o ônibus (5119-10) - Largo São Francisco
Ele para em frente ao estádio.

Do Shopping Morumbi.
Em frente ao prédio da Vivo, pegue o (807M-10) - Terminal Campo Limpo
Ele para em frente ao estádio.

O Google Maps é um excelente parceiro na busca da sua rota ideal – seja de ônibus, seja de carro – para chegar no Morumba.

A vista do campo:


Em 95% das vezes, o visitante fica na arquibancadada superior, ao lado do setor Visa. A visibilidade é boa de lá, mas é mais distante do campo do que o torcedor mineiro está acostumado. Mesmo o Mineirão, gigante daquele jeito, nos deixa a impressão de assistir ao jogo mais de perto.

Raras vezes, o visitante fica na geral, ao lado da MegaLoja de Reebok. Lá a visibilidade é bem ruim, mas quase nunca acontece isso, depois que o São Paulo FC vendeu os camarotes empresariais ao redor do anel intermediário.

Prepare o bolso:

Parar na rua custa caro e varia de acordo com o jogo. A média é R$20,00 ou R$30,00 em jogo comum. Em clássicos e shows, já ví engo cobrar de R$100,00 a R$500,00. (É mole).

Para jogos como o de domingo, mais cedo, o Shopping Butantã serve de alternativa pois você entra como cliente comum e paga uns R$10,00, no máximo, além de deixar seu carro em segurança. Para jogos a noite, esqueçam, pois eles até oferecem um serviço especial, mas com preço de flanelinha de diamante.

Para comer, graças a parceria com o São Paulo e o Habbibs, eles tem um Kitzinho com 2 coxinhas e mais um salgadinho acompanhado de um mini-refrigerante que sai por volta de R$18,00. Não alimenta, mas é mais honesto que os dogões Pão seco com salsicha vendido em todos os demais estádios.

A Sampa Azul:

Apesar de não sermos uma torcida organizada, nós sempre marcamos de nos encontrar no QG para irmos juntos ao campo. Muitas vezes, alugamos até uma Van para isso (fique ligado no Blog, no Facebook e no Twitter para saber como funciona).

Também é comum a gente se encontrar para esperar os amigos na frente do estádio. Tudo isso, combinado durante a semana.

É sempre bem tranquilo pois o perfil da nossa torcida é só de amigos. Vão crianças, adultos, idosos, mulheres... todo mundo junto.

Agora que você é um expert em jogos no Morumbi, bora lá pegar a sua camisa e vamos apoiar o nosso Cruzeirão em mais um jogo!