domingo, 25 de maio de 2014

Vitória de Gente Grande.


Cruzeiro e Inter são protagonistas de um duelo tão cheio de história que deveria ser obrigatório apresentação de um diploma de historiador no momento de se comprar um ingresso. Duelos marcantes na disputa pelo Brasileiro e confrontos históricos em Libertadores... Está no DNA deste duelo uma verdade: não existe jogo fácil.

O Brasileirão deste ano está disputadíssimo. Antes da partida, apenas 3 pontos separavam o 1º do 8º colocado. E, obrigado a passar por uma sequência ingrata de 2 jogos fora contra Inter e Corinthians, vencer hoje era tão difícil quanto providencial.

O primeiro tempo foi bem disputado e truncado. O Cruzeiro marcava muito, e o Inter pouco conseguia criar. De destaque mesmo, só um chute perigosíssimo do habilidoso D’Alessandro, de fora da área, que explodiu na quina da trave do Fábio.

Aos 38, porém, Diogo fez boa jogada pela direita e cruzou para área. Wellington apareceu para fazer 1x0 para o Inter.

Não houve nem tempo para sentir o golpe. Logo aos 43, naquele que podemos chamar verdadeiramente de ‘gol espírita’, Após cobrança de escanteio, o bate rebate acabou rendendo um cruzamento que tinha endereço certo: a linha de fundo. Ricardo Goulart acreditou no lance e – antes da saída da bola – cabeceou para atrás, na pequena área. A bola pegou um efeito quase mágico e, detonando toda e qualquer lei da física, fez uma curva e entrou no gol.

Após o empate por 1x1, M. Oliveira substituiu Dagoberto, que já estava amarelado, pelo William. E o camisa 25 incendiou a partida. Com uma apresentação quase perfeita no segundo tempo, o Cruzeiro anulou o Inter e passou a ser mais perigoso na partida.

Quanto a torcida colocara mais empurrava o time gaúcho, Everton Ribeiro deu um passe magnífico que encontrou William em penetração para fazer 2x1 Cruzeiro.

Na frente do placar, o Cruzeiro passou a se defender. O Inter pressionava, mas criou poucas chances. Até que aos 42 da etapa complementar, M. Moreno aproveitou o rebote do seu próprio chute para fazer um categórico 3x1 em um dos times mais fortes do campeonato.

Uma vitória de ‘6 pontos’, fora de casa e jogando como gente grande. É assim que gostamos de ver o nosso Cruzeiro.

Agora, teremos mais uma pedreira fora de casa. Porém, com o reforço da nossa torcida, especialmente com a galera da Sampa Azul que certamente vai levar todo o apoio do mundo para nosso Cruzeiro.

Parabéns ao time pelo excelente resultado de hoje. E para toda a galera que venceu o frio de São Paulo, torcendo conosco na Sampa Azul.

Vamos Cruzeiro!


O Brasileiro é guerra... e nós queremos o Tetra!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Em seu habitat natural.


Na despedida do Mineirão, quem esperava uma vitória fácil contra um time teoricamente mais fraco, se surpreendeu com o 1º tempo do time pernambucano. O Sport colocou o Cruzeiro literalmente no bolso durante os 45 minutos iniciais, adiantando a marcação e superando 60% de posse de bola. Mesmo assim, as chances mais agudas foram do Cruzeiro.

No segundo tempo, M. Oliveira manteve as peças, mas mudou o espírito do time. Mais ligado e combativo, a raposa foi logo recompensada aos 5 da etapa complementar, com um gol de coxa de Ricardo Goulart. Era para ser de cabeça, mas o que importa é que a bola entrou.

O Cruzeiro passou a se defender e a errar menos passes. Apostando nos contragolpes, o time celeste canarinho (já que jogamos como a seleção brasileira, de camisas amarelas e calção azul) conseguiu o segundo gol com M. Moreno, em cruzamento de William.

Com 2x0 no Placar o Cruzeiro assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro e vai somando pontos importantes neste início de campeonato ‘pré-Copa’. Ainda mais agora que vamos pegar duas pedreiras longe de casa: Inter e Corinthians.

O que me deixa mais tranquilo é saber que o Cruzeiro, com a liderança, está em seu Habitat natural. E tomara que permaneça por lá durante todo o campeonato.


Vamos Cruzeiro!

domingo, 18 de maio de 2014

Adrenalina


O jogo contra o Coritiba foi repleto de atrações. Reencontro com o ídolo Alex10, estreia da camisa amarela e o primeiro jogo da Raposa no Mineirão pelo brasileiro. Tudo isso, sem contar o fato de ser o primeiro jogo pós eliminação na Libertadores.

Foi uma partida bem ‘tensa’. O Cruzeiro fez 1x0 com Goulart de cabeça, em belo cruzamento de Egídio. Mesmo com o Cruzeiro com o domínio da bola e do jogo, o Coritiba empatou com Alex 10, também de cabeça, em mais uma falha de marcação de bola aérea de nossa defesa.

No último lance do primeiro tempo, em jogada que começou com bom lançamento de Fábio no gol, Ricardo Goulart iniciou a jogada no meio campo, tocou para Borges e disparou para a área. O camisa 9 tocou para Everton Ribeiro que cruzou para o próprio Ricardo Goulart fazer 2x1 para o Cruzeiro.

No segundo tempo, o Cruzeiro continuou dominando a partira. Porém, mais uma vez, ressuscitou o time do Coxa em mais uma falha de marcação de bola aérea. Incrível como uma zaga alta como a nossa consegue tomar gol de cabeça.

Com 2x2 no placar, M. Oliveira mudou o time colocando William no lugar de Henrique, tornando a raposa ainda mais ofensiva. O Cruzeiro quase marcou com Ricardo Goulart, em cabeçada na pequena área, e com Borges, em belo lance que o camisa 9 domimou a bola e emendou uma puxeta (espécie de semi-bicicleta sem grife... rs) nas mãos do goleiro paranaense. Aos 23, no entanto, o próprio Borges fez o 3º do Cruzeiro, pegando o bate-rebate na pequena área. Cruzeiro 3x2.

A partir deste ponto, o jogo ficou estranhamente tenso. O Cruzeiro próximo do 4º gol, mas flertando constantemente com o empate do Coxa. O esgotamento físico era nítido e o time não conseguia ficar com a posse de bola no final da partida, o que resultou em minutos de pura adrenalina.

Depois de cobrança de falta frontal de Alex10 na barreira – último lance de potencial perigo no jogo – o Cruzeiro conseguiu cozinhar o fim do jogo e buscar 3 importantes pontos.

De positivo, além da boa vitória, foram as atuações de Egídio, Ricardo Goulart (o melhor do jogo) e de Borges, todos muito criticados pela parte míope de nossa torcida. Aliás, os 3 foram brilhantes ontem.

A Libertadores é passado e agora é manter foco total no Brasileirão. Confiar no trabalho do M. Oliveira.

Para o Alto e avante! Pois se o sonho do Tri na Libertadores foi adiado, o do Tetra no Brasileiro acontece agora!


Força Cruzeiro! Estamos todos #FechadosComOCruzeiro.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Perdemos a vaga. Não podemos perder a cabeça.


É duro admitir, mas o fato é a superação foi sempre maior do que o futebol do time nesta Libertadores e, hoje, ela não foi suficiente para classificar o Cruzeiro.

Antes de mais nada é preciso separar as coisas. Uma dela é a participação na Libertadores e os comentários deste jogo contra o San Lorenzo. Outra é uma visão maior, de todo o trabalho.

Sobre a Libertadores, mais especificamente no duelo contra o San Lorenzo, é preciso reconhecer que o resultado foi justíssimo.

O time argentino jogou melhor as duas partidas (não se engane com a pressão celeste na segunda metade do segundo tempo). Pessoalmente, acredito que o Cruzeiro começou a perder esta vaga na postura do jogo lá na Argentina, quando claramente foi para buscar um empate e abdicou totalmente de buscar um importante gol fora de casa.

Aqui no Mineirão, um gol logo aos 10 minutos arrebentou todo e qualquer treinamento, estratégia ou ambição da Raposa na partida de hoje. O time sentiu muito o golpe e, totalmente desorganizado em campo, queria fazer o 3º gol sem sequer ter capacidade para armar uma jogada para o 1º.

Nervoso, marcando mal, rifando a bola em lançamentos longos e insistindo em passes na defesa, o Cruzeiro mal levou perigo ao gol do San Lorenzo. Com Júlio Batista, o time parecia ter um a menos em campo. Nem a sorte sorria para o Cruzeiro, prova disso foi a cabeçada do M. Moreno que tocou nas duas traves no lance derradeiro do 1º tempo.

No segundo tempo, a entrada do Dagoberto (que jogou bem as duas partidas) só não foi melhor do que a entrada do Ricardo Goulart. Foi com a entrada do camisa 28 no lugar do Júlio Batista que o time conseguiu – pela primeira vez na partida – articular jogadas perigosas e fazer certa pressão. Aos 25 o Cruzeiro empatou o jogo com Bruno Rodrigo, mas não conseguiu tirar mais dois tentos de diferença que precisava.

O gosto ‘amargo’, pelo menos para mim, fica por ter a certeza de que poderíamos ter jogado muito mais do que jogamos nas duas partidas. Tívessemos o Dagoberto jogando desde o início as duas partidas, ou mesmo outro jogador no lugar no JB, as coisas poderiam ser bem diferentes. Mas enfim...

Apesar da péssima partida, ao final do jogo, a torcida aplaudiu o time. Muito mais pela trajetória deste time do que pela participação na Libertadores ou pelo desempenho na partida de hoje.

É aqui que chegamos na segunda análise, aquela que me faz dizer: perdemos a vaga, mas não podemos perder a cabeça.

Embora eu acredite que o M. Oliveira não soube armar o time da maneira correta, bem como acredite que muitos jogadores não jogaram bem, eu queria reafirmar mina total confiança no trabalho do nosso treinador e da diretoria.

Não podemos esquecer que foram estes jogadores e este treinador que resgataram este espírito vencedor que havíamos perdido nos anos de 2011 e 2012. Por isso não podemos ser imediatistas e sair caçando culpados.

Perdemos porque, dentre outras coisas, o adversário foi melhor. Ponto! Nos resta aprender com os erros, levantar a poeira e dar a volta por cima.

Ninguém gosta de perder. Especialmente nós, Cruzeirenses. Mas o que nos diferencia dos demais é justamente a nossa capacidade de levantar a cada tropeço.


Desafios que estão por vir.

Agora, sem libertadores, a tendência é que nosso elenco sofra alguns desfalques com a pausa para a Copa. Neste momento, será necessário muito trabalho da dupla Gilvan e A. Mattos para que consigamos repor a altura possíveis peças que possamos perder. E, para isso, a participação do torcedor é fundamental.

Nestes momentos é que nós diferenciamos os torcedores de verdade dos torcedores ‘modinha’. E, apesar de estar ‘chateado’ com a eliminação hoje, eu continuarei sempre #FechadoComOCruzeiro.

Vamos Cruzeiro!

Ps. No fundo, a culpa foi do Papa. Ele monopolizou as rezas durante o confronto... rs 

domingo, 11 de maio de 2014

Heber Roberto decidiu. Fernanda deu bandeira.


Recomento aos amigos que leiam a crônica de hoje sem a carteira no bolso. Só por segurança, uma vez que a criminalidade anda tão fora de controle que nem as câmeras de TV inibiram o assalto que ocorreu no Independência hoje.

Em um clássico mineiro esvaziado pelos desfalques cacarejantes e um Cruzeiro ‘B’, já que nosso foco é a Libertadores, o time listrado precisou da ajuda descarada da arbitragem para virar a partida contra o Cruzeiro.

Embora a partida tenha sido na casa da torcida que faz aquele mosaico lindo da Brahma, o Cruzeiro mostrou – mais uma vez – que aprendeu a jogar no puxadinho do Horto. Se não fez uma partida brilhante, até mesmo pelas limitações do time reserva, jogou o suficiente para fazer 1x0 com Marcelo Moreno.

Tão logo saiu na frente, o árbitro Heber Roberto passou a inverter diversas faltas e cair na pressão dos jogadores do time galináceo. Percebíamos logo alí que a arbitragem seria 'tendenciosa'.

No segundo tempo, logo no início a equipe da Raposa perdeu chance incrível com Marlone, que isolou uma bola limpa, frente a frente com Vítor. Pouco depois, em falha de marcação da defesa celeste, Marion empatou para o time listrado.

Na sequência, Luan fez boa jogada e driblou o zagueiro Otamendi, que passou em um carrinho criminoso. O jogador não acertou o atacante celeste, mas sua mão desviou a bola, em lance de pênalti claro que Heber ignorou. (Nem vou comentar o fato de que o Luan PAROU na jogada, mesmo estando livre. Fosse eu o treinador, teria tirado ele do time naquele exato momento).

Não feliz com o pênalti não marcado para o Cruzeiro, o criativo Heber assinalou uma penalidade para o Atlético de Minas, em lance que o zagueiro Leonardo Silva se joga na área para cavar a infração. André converteu e virou a partida.

Luan foi expulso e, mesmo com um a menos, o time celeste teve a chance para empatar a partida. Mas a nova estrelinha da TV, a bandeirinha Fernanda Uliana assinalou um impedimento escabroso, que matou chance clara de gol do Cruzeiro. Diga-se de passagem, o segundo erro GROTESTO que a profissional, que ganhou fama pela beleza, comete em poucas partidas que atuou no Brasileirão. Uma vergonha, algo tão ridículo que deveria render – no mínimo 0 um rebaixamento da bandeirinha para a série B ou para jogos amadores, onde o nível do futebol se iguala à sua capacidade de atuar como bandeirinha.

Graças a atuação da dupla Heber Roberto e Fernanda, o Cruzeiro sofreu o seu primeiro revés no Campeonato Brasileiro.


Apesar de tudo isso, consegui ver coisas boas hoje. Como uma boa atuação do Marcelo Moreno, brigador e buscando jogo, mostrando que ele pode sim figurar no banco da próxima partida da LA, bem como uma boa atuação da nossa dupla de volância, Nílton e Souza.
Agora, o foco é total na Libertadores e no jogo da nossa vida, próxima quarta, contra o bom time do San Lorenzo.

Vamos Cruzeiro! 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Passividade castigada.


Contra clubes argentinos não há jogo fácil. Marcar duro é fundamental, mas buscar agredir é tão importante quanto. E foi nesta segunda metade que o Cruzeiro foi incompetente.

Durante toda a partida, o Cruzeiro veio para marcar o time do San Lorenzo e muito pouco se preocupou em atacar. A prova disso foram as pouquíssimas chances de gol que o clube teve durante toda a partida.

Já o time argentino, embora encontrasse dificuldades com a marcação celeste, quase marcou aos 29 do primeiro tempo, em furada dupla de bola do ataque Hermano.

Júlio Batista, apesar dos seus 7 metros de altura por 4 de largura, perdia todas as disputas pelo alto. E o lado esquerdo do Cruzeiro era massacrado com Villalba deitando e rolando nas costas do Samúdio. O time errava passes demais também.

Havia a esperança de um segundo tempo melhor, mas a postura do time foi literalmente a mesma. Fábio fez um duplo milagre logo aos 9 minutos complementares.

Quando a equipe começava a dominar mais os lances e o time adversário passou a apresentar um jogo mais nervoso, em uma cobrança de falta muito parecida com aquela falha no minuto derradeiro da partida contra o SPFC pelo brasileirao, Dedé falhou na marcação e o San Lorenzo fez 1x0.

Na sequência, M. O. Casou William e J.B. para a entrada de Borges e Dagoberto. Modificação que – opinião deste pitaqueiro oficial da torcida – já deveria ter acontecido muito antes na partida.

Aí o Cruzeiro passou a buscar o gol. Mas não foi competente para transformar essa vontade em gol.

A derrota magra por 1x0 é tão reversível quanto perigosa. O Cruzeiro precisa vencer por 2x0 e não tomar gols. Caso tome um, precisará fazer 3, tão valioso é o gol fora de casa, benefício este que o time não abdicou de buscar hoje.

Agora, se a vantagem no placar é deles, o Mineirão é nosso, meu amigo. Por isso, e por toda a trajetória do Cruzeiro nesta Libertadores, seguimos todos nós #FechadosComOCruzeiro.

Cabe agora ao M. Oliveria rever algumas posições no time, acertar essa equipe, enquanto nosso torcedor tem a OBRIGAÇÃO de abarrotar o Mineirão para o jogo decisivo e apoiar incondicionalmente durante o jogo todo.

Vamos Cruzeiro! 

sábado, 3 de maio de 2014

Capital do Cruzeiro


Com foco na Libertadores, o Cruzeiro mandou o ‘time B’ para enfrentar o Atlético-PR, em Brasília, em partida que tinha o mando do clube paranaense, mas foi marcada pela presença espetacular da torcida celeste. Mais de 10 mil Cruzeirenses transformaram o Mané Garrincha em Mineirão por um dia e fez da capital federal a capital do Cruzeiro.

Com a bola rolando, o Cruzeiro dominava mais a partida, enquanto o Atlético-PR se defendia. Foi o clube Paranaense, porém, quem saiu na frente aos 23, com Éderson. Nilton empatou de cabeça aos 35, mas aos 40 o time do Paraná tornou a ficar a frente com Marcelo.

Para o segundo tempo, M. Oliveira promoveu a entrada de Dagoberto e logo no primeiro Minuto o time do Atlético teve o zagueiro Dráusio expulso, por falta em Borges.

Com um a mais, o Cruzeiro passou a participar de um jogo de ataque x defesa e viu o seu esforço recompensado ao conseguir virar a partida com gols aos 28 do segundo tempo, em pênalti sofrido por Alisson, e aos 37, com Marcelo Moreno, de cabeça.

O placar não só fez justiça a partida, como recompensou a presença espetacular da torcida celeste em Brasília. Espetáculo digno de se aplaudir em pé.

Agora é foco total no dificílimo confronto contra o atual campeão argentino, o San Lorenzo, na quarta feira. Sorte que, do nosso lado está o Cruzeiro... Tricampeão Brasileiro... como Libertadores é raça... NÓS QUEREMOS A TAÇA.


Vamos Cruzeiro!