quarta-feira, 14 de maio de 2014

Perdemos a vaga. Não podemos perder a cabeça.


É duro admitir, mas o fato é a superação foi sempre maior do que o futebol do time nesta Libertadores e, hoje, ela não foi suficiente para classificar o Cruzeiro.

Antes de mais nada é preciso separar as coisas. Uma dela é a participação na Libertadores e os comentários deste jogo contra o San Lorenzo. Outra é uma visão maior, de todo o trabalho.

Sobre a Libertadores, mais especificamente no duelo contra o San Lorenzo, é preciso reconhecer que o resultado foi justíssimo.

O time argentino jogou melhor as duas partidas (não se engane com a pressão celeste na segunda metade do segundo tempo). Pessoalmente, acredito que o Cruzeiro começou a perder esta vaga na postura do jogo lá na Argentina, quando claramente foi para buscar um empate e abdicou totalmente de buscar um importante gol fora de casa.

Aqui no Mineirão, um gol logo aos 10 minutos arrebentou todo e qualquer treinamento, estratégia ou ambição da Raposa na partida de hoje. O time sentiu muito o golpe e, totalmente desorganizado em campo, queria fazer o 3º gol sem sequer ter capacidade para armar uma jogada para o 1º.

Nervoso, marcando mal, rifando a bola em lançamentos longos e insistindo em passes na defesa, o Cruzeiro mal levou perigo ao gol do San Lorenzo. Com Júlio Batista, o time parecia ter um a menos em campo. Nem a sorte sorria para o Cruzeiro, prova disso foi a cabeçada do M. Moreno que tocou nas duas traves no lance derradeiro do 1º tempo.

No segundo tempo, a entrada do Dagoberto (que jogou bem as duas partidas) só não foi melhor do que a entrada do Ricardo Goulart. Foi com a entrada do camisa 28 no lugar do Júlio Batista que o time conseguiu – pela primeira vez na partida – articular jogadas perigosas e fazer certa pressão. Aos 25 o Cruzeiro empatou o jogo com Bruno Rodrigo, mas não conseguiu tirar mais dois tentos de diferença que precisava.

O gosto ‘amargo’, pelo menos para mim, fica por ter a certeza de que poderíamos ter jogado muito mais do que jogamos nas duas partidas. Tívessemos o Dagoberto jogando desde o início as duas partidas, ou mesmo outro jogador no lugar no JB, as coisas poderiam ser bem diferentes. Mas enfim...

Apesar da péssima partida, ao final do jogo, a torcida aplaudiu o time. Muito mais pela trajetória deste time do que pela participação na Libertadores ou pelo desempenho na partida de hoje.

É aqui que chegamos na segunda análise, aquela que me faz dizer: perdemos a vaga, mas não podemos perder a cabeça.

Embora eu acredite que o M. Oliveira não soube armar o time da maneira correta, bem como acredite que muitos jogadores não jogaram bem, eu queria reafirmar mina total confiança no trabalho do nosso treinador e da diretoria.

Não podemos esquecer que foram estes jogadores e este treinador que resgataram este espírito vencedor que havíamos perdido nos anos de 2011 e 2012. Por isso não podemos ser imediatistas e sair caçando culpados.

Perdemos porque, dentre outras coisas, o adversário foi melhor. Ponto! Nos resta aprender com os erros, levantar a poeira e dar a volta por cima.

Ninguém gosta de perder. Especialmente nós, Cruzeirenses. Mas o que nos diferencia dos demais é justamente a nossa capacidade de levantar a cada tropeço.


Desafios que estão por vir.

Agora, sem libertadores, a tendência é que nosso elenco sofra alguns desfalques com a pausa para a Copa. Neste momento, será necessário muito trabalho da dupla Gilvan e A. Mattos para que consigamos repor a altura possíveis peças que possamos perder. E, para isso, a participação do torcedor é fundamental.

Nestes momentos é que nós diferenciamos os torcedores de verdade dos torcedores ‘modinha’. E, apesar de estar ‘chateado’ com a eliminação hoje, eu continuarei sempre #FechadoComOCruzeiro.

Vamos Cruzeiro!

Ps. No fundo, a culpa foi do Papa. Ele monopolizou as rezas durante o confronto... rs 

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