Vocês já sentiram uma sensação de felicidade tão grande que, as
vezes, fica até com medo de ficar comentando para evitar ‘olho gordo’? Focar
energias? Pois bem, esta é a sensação que eu estou neste exato momento: muito
feliz, mas me segurando para não deixar transparecer essa alegria.
Aliás, por falar em ‘gordo’, se o campeonato vem consagrando os
‘gordinhos’, como é o caso do rechonchudo Wálter – ex Cruzeiro – hoje no Goiás,
que a gente continue a acumular gordurinhas na liderança do brasileirão, não é
mesmo?
Parece pouco para celebrar. São 4 pontos de distância para o segundo
colocado e um ‘título simbólico’ do primeiro turno. Mas em um campeonato tão
equilibrado, qualquer pequena diferença é importante.
E olha... pelo que tenho acompanhado, esta saliência de pontos vem
do ‘recheio’ muito bem servido do nosso elenco. Que time! Que fase!
A quanto tempo não víamos tantas opções? Só para lembrar, hoje
jogamos com a dupla de volância reserva e sem o Dagoberto, artilheiro do time
no ano. E quando um sai, outro de igual qualidade ou até melhor recompõe o
time. E o mais importante: independente de quem jogue, o padrão de jogo, a
marcação e a movimentação é a mesma. Sinal claro de um ótimo trabalho por parte
do treinador.
O jogo.
Ê, Baêa... Não haveria de ser hoje, justo nesta boa fase do time,
que você iria quebrar o tabu de 18 anos sem vencer a Raposa, não é mesmo? E não
foi. O Cruzeiro começou o jogo pressionando, impondo o seu toque de bola e
buscando o gol.
Apesar do bom volume de jogo, o Cruzeiro demorou a chutar ao gol. A
bem da verdade, a primeira chance clara de gol foi do Bahia. Mas não tardou
muito até a pressão celeste se reverter em bola na rede. Se aos 24 do primeiro
tempo, J. Batista acertou a trave em uma bela cabeçada. Aos 25, no lance
seguinte o Borges mostrou para o J.B. como se faz, e anotou o primeiro tento
para o time celeste, também com uma cabeçada.
Aos 39, Éverton Ribeiro recebeu a bola na entrada da área e fez
outro gol lindíssimo. Desta vez, substituiu o chapéu desconcertante por uma
série de embaixadinhas até fuzilar o gol e fazer o segundo do Cruzeiro na
partida. A Sampa Azul veio abaixo e a galera cantou a plenos pulmões o bom
momento do time.
O Segundo tempo foi mais tenso.
Na verdade o time vinha muito bem, até tomar um gol, em cobrança de
escanteio ensaiada do Bahia, com Fahel, aos 23 da etapa complementar. Depois
disso o jogo ficou perigoso, tenso. Pelo menos para a torcida, pois o time soube
controlar o ímpeto do limitado time baiano.
Aos 44, em cobrança de falta no lado esquerdo da área do ‘Baêa’, o
cruzamento encontrou J. Batista na pequena área, que fuzilou para as redes e
marcar o 3º gol, o que encerraria a conta do jogo.
Mais uma final. Mais uma vitória. Mais um pequeno passo rumo ao
nosso objetivo maior.
Agora, o último jogo do turno será domingo que vem, contra o
Flamengo, no Mineirão, na nossa casa, com a nossa torcida. E cabe justamente a
este torcedor fazer sua parte junto com o time: temos que LOTAR o Mineirão.
Abarrotar o estádio em todos os nossos jogos em casa e arrancar no grito, na empolgação
todas as vitórias em casa, enquanto beliscamos pontos importantes fora.
Esta será a receita. E a torcida é o tempero. O apetite por títulos
está grande e, dessa gordurinha na liderança, eu quero é mais!
Vamos Cruzeiro!


Um comentário:
Líder e com tranquilidade...Esse campeonato esta muito mais azul esse ano e realmente da vontade de começar a cantar com a torcida o tempo todo...A Sampa Azul estava demais ontem...Tomada por torcedores convencidos de que vamos lutar pela ponta até o fim...#SampaAzul #FechadoComOCruzeiro
Postar um comentário