quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Viramos lá, viraram cá.



O Celso Roth tinha um plano. Marcar tudo o que podia e não podia e tentar beliscar um golzinho. Com isso o Botafogo tocava bem a bola e dominava a partida, enquanto os cães de guarda azuis defendiam a todo custo nossa área. Até que aos 18, Tinga fez seu primeiro gol pelo Cruzeiro em rebote de chute do Borges.

Aí o Cruzeiro decidiu jogar bola, colocou a bola no chão, acuou o Botafogo e perdeu um gol incrível com Éverton. E quanto estava melhor em campo, tomou não um, mais dois do Seedorf, em pouco mais de um minuto.

Foram duas falhas ridículas de marcação, e o time sentiu o golpe. A torcida sentiu o golpe. E para o segundo tempo o Roth decidiu arriscar, sacando o Wallyson – que fez outra partida péssima – e o Sandro Silva para colocar W. Paulista e Élber.

O time até chegou a ensaiar um bom futebol. Mas em lance de contra-ataque, Seedorf – com 89 anos – ganhou a corrida de Leandro Guerreiro e tocou para um Andrezinho livre fazer 3x1 Botafogo e cravar números finais a partida.

3 gols, 3 falhas de marcação e 3 provas de que UM jogador pode fazer toda a diferença. E, hoje, nossa diferença não estava em campo. Ainda houve tempo para o juiz não marcar um pênalti no Souza e também para o Éverton perder outro gol absurdamente claro.

Foi um dia de derrotas para o Cruzeiro dentro e fora do campo, pois o clube recebeu ainda uma punição de 6 jogos sem poder jogar em BH, devido os incidentes do clássico.

Agora, mais uma vez, órfãos de nossa casa... cabe ao time levantar a cabeça e sacudir a poeira em busca dos pontos que faltam para a cota de 45.

E, para acabar com esse dia ruim para nosso time, deixo aqui uma pergunta no ar: qual seria o crime cometido pelo garoto Lucas Silva que não volta mais ao time, mesmo tendo jogado todos os seus jogos MUITO bem?

Tomara que o Montillo e o Ceará possam voltar logo pois é evidente a falta que eles fazem ao Cruzeiro.

De qualquer modo, domingão tamo lá’, garrado na Sampa Azul.

Força Cruzeiro!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pequenas Alegrias.


Em sua busca implacável por um lugar no G4, o Cruzeiro buscava contra o Náutico a sua segunda vitória seguida, em um daqueles joguinhos que nós cruzeirenses aprendemos a respeitar. 

Para começar, entramos em campo sem o Ceará e o Montillo, o que para alguns torcedores é quase metade do time... (rs) Mas por outro lado tínhamos o fator campo e torcida ao nosso favor e isso precisava fazer a diferença. Não poderíamos – como no jogo contra a Ponte, perder preciosos pontos em casa para times ‘de menor expressão’.

Mas com a bola rolando, o primeiro tempo foi de doer. O time do Cruzeiro pouco criou e ainda fomos obrigados a assistir o time do Timbú tocar a bola com mais objetividade e eficiência que nosso time. Com Araújo, velho conhecido da torcida celeste, o time nordestino criou boas chances e atormentou do Fábio em algumas ocasiões.

Já do lado do Cruzeiro, muitos erros de passe. Souza, substituto do Montillo, não conseguia render nada próximo ao futebol do argentino. O jogo era chato e sem muitas perspectivas.

Mas no segundo tempo, as coisas mudaram.

Os times voltaram iguais, mas o ânimo celeste era diferente. O Cruzeiro voltou mais organizado e passou a criar mais jogadas ofensivas, porém sem a pontaria necessária para abrir o placar.

As tantas, Charles saiu lesionado para a entrada do W. Paulista e o time ficou ainda mais ofensivo. Tanto que o gol saiu aos 29 minutos, em jogada de falta batida por Éverton que, depois de um bate rebate, encontrou o matador Borges para fazer Cruzeiro 1x0.

Aos 36, o Timbú perdeu um gol incrível com Kim, tentando marcar de letra. Como castigo, minutos depois, arrancada de W. Paulista pela esquerda, ele tocou para Éverton que rolou para um belíssimo chute do garoto Élber, que havia entrado a pouco na partida, e fez o seu primeiro gol como profissional.

Ainda houve tempo para o W. Paulista fazer o seu golzinho no finzinho do jogo. E, embora tenha sido próximo a marca do pênalti, este foi com a bola rolando.

Vitória elástica, maior que o futebol apresentado pelo Cruzeiro no jogo todo, mas do tamanho do futebol do segundo tempo e da nossa necessidade. Agora é focar geral para buscar mais 3 pontos, ainda em casa, contra o Botafogo, na próxima quarta-feira.

Num é nada, num é nada, somos os líderes do returno... (rs)



Um domingão mais do que bacana para nossa torcida, em especial aos amigos que mais uma vez lotaram a Sampa Azul.

Parabéns ao time, a nossa torcida e como sempre...

Vamos Cruzeiro!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Por um returno melhor.


Turno novo, vida nova? Não. Turno novo, vida ainda melhor. Esta é a expectativa de toda a torcida celeste para o returno do Brasileirão. Expectativa esta que começou a ser correspondida ontem, na vitória contra o Atlético-GO, no estádio Serra Dourada.

Tudo bem que vencer Atléticos é uma especialidade celeste. Mas o jogo de ontem foi realmente bom. Tudo bem que foi contra um adversário cheio de limitações e no fundo da Tabela. Mas só o torcedor celeste sabe que o fato de não ressuscitar mais um desesperado já é algo a mais para se comemorar.

Com a bola rolando, só deu Cruzeiro. Logo de cara, Wallyson tabelou com Tinga e chutou uma bola na trave. E boas jogadas seguiram até que Montillo cobrou escanteio pela direita e encontrou Borges para fazer 1X0.

Grande preocupação mesmo, só aos 42, quando Wallyson cometeu pênalti em Eron. Para nossa sorte, o goleiro ‘quase’ artilheiro do Dragão bateu e perdeu a chance de empatar.

Já no segundo tempo, o jogo mudou um pouco.
O Cruzeiro simplesmente recuou demais e deixou o Atlético-GO rondar mais a sua área. Uma postura que chegou a me preocupar muito, pois era um futebol bem diferente do primeiro tempo. Para ‘piorar’, o nosso camisa 10 teve de deixar o campo. Montillo sentiu um leve incômodo na coxa e pediu para sair.

Mais para frente, Borges deixou o campo para a entrada do W. Paulista. E qual é o ‘super poder’ dele? Bater pênaltis. E não é que pouco mais de 2 minutos depois que ele entrou em campo, Tinga fez bela jogada que acabou em pênalti para o Cruzeiro.

WP na bola, tradicional corridinha estranha e bola na rede. Cruzeiro 2x0 e na ‘comemoração’, não houve comemoração. Seria mais uma das ‘manifestações’ pela reserva? Não interessa.

O importante mesmo é que depois do segundo gol, o Cruzeiro cresceu novamente no jogo e só não goleou por falta de pontaria dos nossos jogadores. Foram, pelo menos, duas chances claríssimas de gol.

 
Fim de jogo, mais 3 pontos, G4 mais próximo e dois jogos em casa. Equação mais do que suficiente para animar o povo que compareceu na Sampa Azul para este jogo e para toda a torcida celeste Brasil a fora.

Domingão tem mais.

Vamos Cruzeiro!

domingo, 26 de agosto de 2012

Alguém chame a polícia!



Era um jogo tenso, clássico com o time rosa que habita o outro lado da lagoa em um momento muito bom no campeonato, enquanto o time celeste ainda busca seu melhor futebol na competição.

Era também a volta do embate entre Raposa e Gaylo para BH – infelizmente (no meu ponto de vista) com torcida única. O independência estava todo azul. Bem como a nova sede da Sampa Azul, na Vila Mariana, que de cara recebeu logo esta partida quente na estréia como sede oficial. (Nós já havíamos assistido a outras partidas alí).


Com a bola rolando, o primeiro tempo teve um Cruzeiro mais incisivo e perigoso, enquanto o time cacarejante não fazia nada mais do que jogadas de chuveirinho na área celeste.

Já desfalcado, o Cruzeiro ainda perdeu o Fabinho, que deixou o campo chorando depois de uma disputa de bola, na qual ele pisou com o pé no chão e o seu joelho chicoteou para trás. No seu lugar entrou Wallyson que, em seu primeiro lance, recebeu cruzamento de Everton e fez Cruzeiro 1x0.

Era um jogo tenso, com uma arbitragem ridiculamente tendenciosa. O árbitro Nielson Dias só tinha olhos para marcar faltas para o Atlético, inverteu diversos lances e foi minando o time celeste com uma enxurrada de cartões amarelos. Um verdadeiro absurdo que ia enervando jogadores e torcida.

O Atlético persistia no chuveirinho, mas o gol de empate saiu mesmo de escanteio, no final do primeiro tempo, em bola que sobrou para Leo Silva empatar em chute de rara felicidade. Gol nos inexplicáveis acréscimos de 4 minutos dado pelo juiz.

Foi uma arbitragem tão feia que a polícia não devia proteger o árbitro no intervalo, mas sim escoltá-lo a delegacia mais próxima e jogar na cadeia, lugar de bandido.


Mais roubalheira, paralizações e emoções na segunda etapa.

Os times voltaram a campo e o apito tendencioso do árbitro continuou comendo solto. Enfurecida com o Juiz, a torcida celeste – erradamente – jogou de tudo no campo de jogo. O jogo parou por diversos minutos e ainda teve a expulsão do meia Bernard – um verdadeiro chorão descontrolado quando joga contra o Cruzeiro – e de Leandro Guerreiro que se estranharam quando o jogador galináceo tentava pressionar a arbitragem com objetos levados a campo.

Bola em jogo e a qualidade da partida caiu muito. Mais para frente, Pierre fez falta em Montillo e foi expulso. O lance que esquentou a torcida celeste, que tinha um jogador a mais, foi seguido por um lance individual de Ronaldinho que arrancou sozinho e driblou 2 jogadores celestes para virar o jogo.

Só que o Cruzeiro não desistiu. Era muita injustiça e o placar não poderia ficar assim. O esquadrão celeste foi com tudo pra cima, pressionou, meteu bola na trave em falta de Montillo, fez de tudo... até que teve recompensado seu esforço aos 56 minutos da etapa final, em cruzamento de Montillo que encontrou o zagueiro Matheus na área para empatar o jogo. 2X2.

Final de partida, jogo tenso e arbitragem desastrosa. Seja como for, o jogo valeu pela luta e batalha celeste. Fosse um juiz de verdade, nossa sorte poderia ter sido outra nesta partida.

E para finalizar, deixo aqui aquele #CHUPA GALINHADA! Vcs podem até ser líderes do brasileiro, mas não ganham do meu Cruzeiro NEM ROUBANDO.


Agora é juntar o que sobrou do nosso time e nos preparar para o embate contra o Atlético-GO, em Goiás, na próxima rodada.

Força Cruzeiro!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ridículos.


Há 2 jogos não comento as partidas celestes. Uma pena voltar a comentar justamente em um jogo ridículo como o de hoje. Enfim...

A única coisa constante no Cruzeiro é a sua inconstância. Nada mais. Chegamos a ver resultados ruins, como no empate com o Fluminense, mas com o time jogando bem, criando e fazendo o seu melhor. Mas também somos expostos a situações vexatórias como este grotesco jogo de ontem, contra o Coritiba.

Juro para vocês. Foi a segunda pior partida que o Cruzeiro fez na era de pontos corridos, perdendo só para aquele jogo mítico onde jogamos com 72 reservas contra o Figueirense no Mineirão. Tirando esse, a goleada sofrida para o Coritiba foi a pior, mega vexatória, ridícula. Tão ridícula quanto este time e a escolha de se poupar jogadores para o clássico.

No brasileirão, TODO jogo vale 3 pontos. Considerando isso, não existe motivo para se poupar jogadores, mesmo com o clássico em vista.

Se a idéia era chegar com o time mais inteiro na próxima partida, o tiro saiu pela culatra. Considerando que 50% do desempenho de um atleta é baseado em confiança, com que espírito enfrentaremos o lado rosa da lagoa próximo domingo?

Polpar jogadores? Não vou nem comentar... Polpa mesmo foi o que sobrou do Cruzeiro depois de ser esmagado pelo Coritiba. E nem mesmo sei dizer o que foi pior, se a falta de futebol ou a postura apática e sem vergonha dos jogadores celestes. O segundo gol do Coritiba foi o retrato do jogo, em cobrança de falta que o Fábio sequer esboçou vontade de pular na bola.

E a distância segura que nos afastava do pelotão de trás da tabela se foi, o que aumenta ainda mais os motivos para preocupação para este combalido resto de time.

No mais, agora é juntar os cacos e tentar montar um catadão para enfrentar o Momotítulo de MG, que vem mais do que embalado na competição. Vergonha na cara! Tá mais do que na hora de este time mostrar um pouco.

Sobre o jogo não tenho nada a falar. Só tenho a dizer que passou da hora do Celso Roth ter o time titular dele, coisa que não temos até hoje.

Força cruzeiro!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Abre o olho, Vaticano!


Quando liguei a TV para ver o jogo, foi o exato momento em que o Cruzeiro empatou a partida com o Borges. Chego a agradecer que não ví o começo da partida.

Não tem desculpa. O Cruzeiro tomou 4 gols do time reserva do Santos, formado basicamente de garotos, que tinha o pior ataque da competição, em um estádio praticamente vazio. Tomou gols do Durval com seus 300 anos e do Bil. DO BIL!

E com isso ressuscitamos mais um morto do campeonato. Um costume tão corriqueiro que mais uma, o Vaticano ai beatificar o Cruzeiro.

O pior é saber que podia ser ainda pior.

Chover no molhado não é a minha. Mas tudo isso começou com o final de administração desastrosa do Perrela, a formação de um time tosco ano passado e a manutenção do Mancini este ano. Isso que vemos hoje faz parte do processo de recuperação.

Muitos já saíram e o Dr. Gilvan vem trabalhando duro. Trouxe reforços mesmo sem dinheiro algum, vem batalhando. Mas a coisa só vai ficar boa mesmo quando não tivermos mais tantos jogadores meia boca no time.

WP, Victorino, L. Guerreiro... Nem sei por onde começar.

Wallyson fez UMA partida boa e barrou o Fabinho que fez várias. O A. Ramom joga bem e o porra do WP que fica no banco. Esse porcaria atrapalha até mesmo quando não joga.

Enfim... vou fazer o que o time do Cruzeiro fez hoje. Dormir.

‘Vem ni mim’ 45 pontos.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Povo estressado...


Era para ser um jogo dito ‘mais fácil’ contra um time em crise, a quatro jogos sem vencer e no fundo da tabela: a Ponte Preta. Mas a sina de desfribilador azul prevaleceu e o Cruzeiro perdeu a partida, ressuscitando a Ponte e caindo na tabela.

O Jogo

Boa presença de público no Independência e também na Sampa Azul. Tudo pronto para time e torcida jugarem juntos e buscarem mais 3 pontos para a raposa. Mas parece que jogar ‘em casa’ para o Cruzeiro nem sempre é uma boa pedida.

O time até que começou bem a partida, correndo muito, marcando em cima, pressionando. Mas bastou um momento de vacilo para que o Cruzeiro tomasse – mais uma vez – o primeiro gol da partida aos 17 do primeiro tempo, em bola nas costas do zagueiro Leo aproveitada por Cicinho da Ponte.

O Cruzeiro lutou, tentou, pressionou... Mas parece que jogar no Independência e precisar ‘buscar o resultado’ não é uma boa combinação. A torcida fica impaciente, cobra o time e pega demasiadamente no pé de jogadores. Ontem isso aconteceu com o Charles.

O jogador, com anos de história no Clube, errou alguns passes e realmente estava meio mal na partida. Mas a torcida decidiu vaiá-lo. De cabeça quente e emotivo, o jogador respondeu com gestos... Tudo isso em uma cena totalmente desnecessária por parte de ambos os lados (torcida e jogador).

Até que aos 47, Borges conseguiu empatar a partida. O time saía para o intervalo com a igualdade, com Charles chorando mas de ânimo renovado.


Era oque precisávamos para virar o jogo, mas...

Time animado, Charles em campo com o nome cantado pela galera, expectativa da virada... Mas logo aos 3 minutos, Marcinho cobrou falta e o Fábio – justamente ele que opera diversos milagres, tomou um frango terrível e desmontou o time. Daí em diante o Cruzeiro tentou, mas com WP9 e M. Oliveira entrando no time fica difícil buscar qualquer coisa e o resultado final foi mesmo a derrota.

No fundo, mais do que futebol, faltou paciência. Para o time, que precisa colcoar a cabeça no lugar e aprender a pensar tanto quanto corre. E principalmente a torcida, que não parece entender o seu verdadeiro papel perante o time e jogadores.

O Cruzeiro despencou 3 posições. Foi uma rodada muito ruim pois TODOS os adversários diretos pelo G4 ganharam seus jogos. Nós... bem, tivemos mais uam vez aquele choque de realidade para colocarmos os pés no chão.

Agora é juntar os cacos para mais um jogo muito difícil contra um conturbado Santos, fora de casa. Aliás, serão 2 jogos fora de casa e a necessidade de vitória é grande.

Que o Cruzeiro consiga juntar seus cacos para buscar uma melhor sorte nos próximos jogos.

É negada. Torço para que nosso Cruzeiro volte a conquistar títulos importantes logo. Pois essa nova geração de torcedores parece não entender direito o papel de um torcedor perante o time. Idolatra e aplaude jogadores de times adversários como M. Moreno e Fred (que sim, tiveram boas passagens por aqui e merecem o carinho) mas esquecem que o apoio para o jogador DO NOSSO TIME é realmente o primordial.

De vez em quando, essa ‘má fase’ parece até ser castigo para tamanha soberba.

Que o futuro nos reserve algo melhor.