quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Qué qué isso, rapaz?


Chuva. Muita chuva em Santos. E água é um ambiente natural para o ‘peixe’, pouco amigo de um time como a Raposa, de toque de bola. Mas qual é a história de uma grande conquista que veio de mão beijada?

O jogo de hoje entre Cruzeiro X Santos foi tão emocionante que, caso você tenha sobrevivido ao jogo, sugiro que não leia o texto para não correr o risco de ter um enfarte.

Basta falar que com 2 minutos de jogo, aproveitando uma bobeada em lance de lateral do Cruzeiro no campo de ataque, o Santos fez 1x0 com Robinho em jogada fulminante de contra ataque.

Não tinha cenário pior para se começar o embate para o torcedor Cruzeirense. Mas o time não estava afobado. Pelo contrário, colocou a bola no chão, mostrou equilíbrio e, logo aos 7, em jogada que começou com um Ceará inspirado pela direita driblando o Mena e chutando para o gol, Aranha deu rebote e M. Moreno aproveitou a chance. 1x1.

A partir daí, o primeiro tempo foi marcado por um Santos tentando pressionar e um Cruzeiro desarmando muito e perdendo inúmeras jogadas de contra ataque. Até que aos 46, depois de um cruzamento mal cortado pelo Fábio, Rildo disputou a bola com o Leo e caiu na área. E o árbitro marcou um pênalti absurdo para o time praiano. Gabriel bateu e fez 2x1 no último lance do primeiro tempo.


Nervosismo, tensão, explosão e alívio.

O Santos voltou para o tudo o nada. E o Cruzeiro, que tinha brachas ao seu favor, tentava cozinhar a partida e não fazia questão nenhuma de atacar o time paulista. Parecia muito o jogo em que fomos castigados na Argentina, contra o San Lorenzo. E tal lá, quanto cá, o castigo não tardou.

Logo aos 13 minutos, E. Ribeiro perde a bola no ataque e o Santos arma um contra ataque. B. Rodrigo – que havia entrado no lugar de Dedé logo no 1º lance do jogo – escorregou e a bola caiu nos pés de Robinho, que puxou a jogaa em velocidade e cruzou para Rildo fazer 3x1.

O resultado classificava o Santos. Para piorar, o Cruzeiro simplesmente desapareceu do jogo, nada produzia, não tinha chutado NENHUMA bola para o gol no segundo tempo. Para ‘piorar’, E. Ribeiro saiu machucado para a entrada do J. Batista.

Mas como o jogo é futebol, simplesmente NADA está decidido até que o juiz apite o final da partida.

Aos 35 do segundo tempo, Fábio deu um bicão para frente e o zagueiro do Santos cabeceou mal a bola e ela sobrou para o William – el bigodón matador – que cara a cara com o goleiro não perdoou e fez o 2º da Raposa. No primeiro chute a gol, o Cruzeiro conseguia o resultado que lhe dava a classificação.

E tinha muito mais emoção pela frente com os 5 minutos de acréscimos dados pelo juiz. Cansados e com o campo molhado, Santos e Cruzeiro alternavam erros de passes na saída de bola, o time santista tentava de tudo, mas a zaga celeste rebatia como podia.

E quando o santos foi para o tudo ou nada, já aos 49 minutos, o Cruzeiro finalmente conseguiu aproveitar um contra ataque. Ricardo Goulart disparou, cortou o zagueiro e tocou para o ‘Bigode’. E aí, amigo... É GOL denovo, 3x3 que cravava o Cruzeiro na final da Copa do Brasil e fez a Sampa Azul EXPLODIR em alegria.

Um resultado justo, não pelo futebol de hoje... mas por toda a roubalheira, pelo gol anulado, pelo pênalti inexistente (que a mídia tenta dizer que foi legal, mas não foi), pelas faltas invertidas... Vencemos o Peixe, que pela arbitragem, estava mais para ‘Robalo’ mesmo.

E para pegar quem na final? O rival Atlético, naquela que promete ser a final mais tensa de toda a galáxia e história do futebol.


Haja coração... ou melhor, Raja!

Agora é marcar consulta com o cardiologista, deixar a ambulância de plantão e se preparar para mais uma final este ano.

Vamos Cruzeiro! 

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