domingo, 23 de novembro de 2014

É Tetra! É Tetra! É Tetra! É Tetra!


É Campeão! Péra... É Bicampeão seguido! Ou melhor... é TETRA do Brasileiro!

Pode soltar o grito nação celeste, pois o Cruzeiro é o Campeão Brasileiro de 2014. Uma conquista do merecimento, da superação e da justiça, uma vez que a Raposa manteve-se quase toda a competição na primeira posição, mesmo com todos os erros de arbitragem, com todo o amadorismo da CBF.

Sim, pois, apesar do título, não podemos esquecer que tentaram nos tirar este campeonato a todo custo, com arbitragens ridículas que só não mudou o resultado final do campeonato porque fomos maiores que os apitadores.

Assim como não podemos deixar de registrar que a CBF, no maior exemplo possível de amadorismo, não pausa o seu campeonato e desfalca as equipes de seus principais jogadores. Nossa dupla de meias fez falta em um momento importante da competição.

Apesar de tudo e contra todos, vencemos! Assistimos um Cruzeiro consistente e avassalador no primeiro turno. Passamos momentos tensos quando o time sentiu a maratona de jogos e tropeçou algumas vezes em casa. Acompanhamos a mídia, seguidas vezes, tentando encontrar algum ‘Ante-Cruzeiro’... em vão.

Pois foi quando nos faltou perna, foi quando as dificuldades pareciam maiores que o Cruzeiro mostrou a sua força. Afinal de contas, a história ensina que heróis aparecem mesmo nestas horas. E foi com heroísmo que este time venceu duas das mais difíceis partidas do ano, fora de casa, contra Santos e Grêmio (este último em duelo magistral).

Não somos simplesmente campeões, mas sim Bicampeões seguidos, um feito tão difícil quanto histórico, ‘surreal’ para o torcedor que até 2003 via o Brasileiro com uma obsessão, um sonho intangível. Pois aí está Cruzeirense, campeões novamente.


O jogo do título.

Não foi fácil. Debaixo de muita água, o Cruzeiro encontrou no Mineirão encharcado o seu maior adversário. Quando R. Goulart fez, logo aos 12, o primeiro gol da Raposa, parecia que as coisas seriam mais fáceis. Mas não foram.

Aos 22, o Goiás empatou em lance de bola parada, uma daquelas bolas que nos mata de raiva alçadas na área do Cruzeiro. Desta vez, Samuel empatou para o Goiás.

Para um time que nada tinha a buscar na competição, o Goiás se desdobrou em campo e teve chances de fazer seus gols. Já no segundo tempo, quando foi anunciado o gol do São Paulo sobre o Santos, o clima ficou tenso. Mas só até os 17 da etapa complementar quando E. Ribeiro fez o gol do título.

Ainda houve tempo de duas intervenções miraculosas de Fábio, a última delas no fim da partida, garantindo assim a Taça para o time da Toca.



E foi assim que este time fez história.

Uma recompensa divina para esta torcida que amargou dois anos dificílimos em 2011 e 2012 para, na sequência, ter dois dos melhores anos de sua história. Creio não existir um Cruzeirense no mundo que não esteja de alma leve.

Essa conquista vai além. Não é mérito de um time com um craque acima da média, de um elenco extremamente caro, não é fruto do acaso. Longe disso!

O Tetracampeonato do Cruzeiro chega para coroar um presidente que mudou a filosofia do Clube, que acreditou que manter seus jogadores e a ambição de conquistas é mais importante do que tocar o time como um balcão de negócios. O Tetra chegou para coroar o trabalho de um treinador perseverante, motivador e trabalhador, bom o suficiente para vencer seu passado e conquistar a nação azul junto dos títulos. E para consagrar um grupo de jogadores, formado por guerreiros, lutadores, profissionais que tinham uma característica em comum: algo a provar.

Pronto, está provado. Vocês são Campeões Brasileiros!



Difícil conter a emoção neste momento.

Parabéns a todos os jogadores, direção e torcida... a todos que fazem parte ou representam esta equação fantástica que, somada, resulta neste clube que tanto amamos. Parabéns ao Cruzeiro Esporte Clube, Tetracampeão Brasileiro de Futebol.


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