quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Visitante indigesto.


A bipolaridade é marca oficial da mídia. Na ânsia de se vender jornais, toda derrota é motivo para crise, toda vitória é motivo para se cravar o campeão. Ainda bem que a equipe do M. Oliveira vem se mostrando imune a este salseiro desnecessário.

O Cruzeiro dominou as partidas contra São Paulo e Atlético, apresentando um futebol vistoso e ofensivo, porém não venceu. Hoje, particularmente, achei que o time não foi brilhante, mas valeu pela conquista dos importantíssimos 3 pontos. Mais um dos passinhos que precisamos na busca do Tetra.

Jogar no Couto Pereira sempre é difícil, porém o estádio vazio deixava o Cruzeiro ‘mais a vontade’ em campo. Cheio de modificações para poupar jogadores, a Raposa foi melhor que o Coritiba na etapa inicial. No pênalti – corretamente marcado quando Nílton foi agarrado pelo jogador do Coxa – M. Moreno bateu forte para fazer Cruzeiro 1x0, em uma bola que ainda bateu na trave antes de balançar as redes.

Com a vantagem no placar, o time paranaense teve que sair mais para o jogo, deixando bons espaços para o time celeste. Talvez pelas mudanças feitas no time, o fato é que o Cruzeiro errou mais passes do que lhe é costumeiro e desperdiçou boas chances de ampliar o placar. Até que, aos 38 minutos, E. Ribeiro recebeu dentro da área e chutou duas vezes cara a cara com o goleiro para fazer o segundo gol azul.

E o primeiro tempo acabava sem que o Fábio tivesse participado da partida.


Para a etapa complementar, o time do Coritiba colocou Martinucio – velho conhecido – e veio com tudo para buscar um resultado melhor. Aos 16 minutos, em cobrança de falta de Alex, o Coritiba descontou em bola que sobrou para Martinucio fuzilar para o gol.

A partir daí o jogo ficou tenso. O Cruzeiro tentava contra-atacar, enquanto o Coritiba procurava buscar faltas na intermediária do Cruzeiro. E este foi o panorama da partida até que o juiz apitou o final do jogo, com 5 minutos de acréscimo.

Um jogo que começou relativamente fácil, mas que o Cruzeiro transformou em sofrimento ao desperdiçar muitas chances claras de gol, muitas delas por preciosismo e falta de objetividade.

Não se trata de uma crítica ao time, mas sim de uma observação construtiva, para que possamos afinar ainda mais o time para os confrontos decisivos que estão por chegar.

Se no futebol o que vale é bola na rede, então somem mais 3 pontos para o Cruzeiro aí, rapaziada. Um resultado que vai despertar a síndrome bipolar e o falso clima de ‘já ganhou’ da mídia.

Não caímos nessa. Aqui, parceiro... é trabalho duro e conquista jogo a jogo. Há muito ainda pela frente. Agora é descansar o time e nos preparar para manter a fama de visitante indesejado no próximo sábado, contra o Sport.


Vamos Cruzeiro!

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