domingo, 8 de março de 2015

Tudo igual.

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Cruzeiro e Atlético fizeram o primeiro clássico do ano em busca da reabilitação se seus tropeços na Libertadores, mas saíram de campo com um empate em 1x1.

Fábio, com um milagre e um pecado, foi um dos personagens principais da partida. Enquanto Williams fez outra partida sensacional, nosso time ainda mostra que não superou as saídas de E. Ribeiro e Ricardo Goulart.

Nossa defesa continua bem e só tomou gol em falha de Fábio. Porém, se não houve criatividade, sobrou luta. E foi neste estilo brigador que L. Damião fez o gol de empate – típico de camisa 9.

Empate justo, pelo que as duas equipes mostraram em campo.

O jogo.

A partida começou bastante truncada. Tanto Cruzeiro quanto Atlético marcavam demais, o que deixou o jogo um pouco chato na etapa inicial. William chutando um cruzamento de meia bicicleta de L. Damião foi a melhor chance do Cruzeiro. O Atlético, por sua vez, parou nas mãos milagrosas de Fábio, que defendeu uma cabeçada e um chute, ambos a queima roupa.

Ainda houve tempo para um belíssimo chute de Paulo André, que exigiu o máximo do Goleiro Victor. Mas foi só.

O segundo tempo teve mais emoções, com ambos os times buscando mais jogadas ofensivas. O Cruzeiro sacou William e De Arrascaeta para colocar Judivan e Alisson. Aliás, faço um abreve pausa para mais uma vez comentar a partida do jovem camisa 10. Ele ainda está longe de justificar o alto investimento feito pelo seu passe, porém – embora tenha sido um jogador comum em campo – eu, que sempre cobro mais participação dele nas partidas, tenho que reconhecer que ele procurou jogo, se movimentou mais e chegou a dar mais combate. Para mim, fez sua melhor partida com a camisa do Cruzeiro.

Se com as mãos Fábio é inconteste, com os pés a história não é a mesma. Em lance disputado por Alisson, a bola sobrou para a área. Na dúvida se podia ou não pegar a bola com as mãos, Fábio chutou com tudo para frente. A bola, porém, bateu nas costas de Patric e sobrou para Rafael Carioca fazer 1x0.

Em mais uma substituição ousada, M. Oliveira sacou Williams e colocou Joel. A mudança se fez valer aos 37 minutos, quando o camaronês tocou a bola para L. Damião que dominou dentro da área, brigou com o zagueiro e na base da força física, girou o corpo para fazer um gol típico de centroavante. 1x1.


Na sequência, o Cruzeiro quase virou a partida em cabeçada de Alisson. Mas ficou por isso mesmo. O Cruzeiro sai da partida ainda líder do Campeonato Mineiro e sem ter perdido a partida, o que é muito bom para manter o clima de paz na Toca enquanto M. Oliveira ainda busca o melhor deste novo Cruzeiro.

Vamos Cruzeiro!


terça-feira, 3 de março de 2015

Não passou um boi, não passou a boiada.


  

Alguns podem dizer que foi decepcionante empatar em casa contra o modesto Huracán da Argentina. Eu, em compensação, prefiro me ater a evolução do time.

O torcedor Cruzeirense estava acostumado com o melhor time do Brasil, leve, diferenciado, que sobrou por dois anos seguidos. Hoje este time criativo, leve e talentoso deu lugar a uma equipe brigadora e de mais pegada. No quesito luta, nenhum torcedor do Cruzeiro pode reclamar do seu time. Como também não pode falar um ‘a’ de uma defesa consistente e muito macadora.

Já na criação, ainda temos muito a evoluir. As jogadas foram criadas mais pela vontade do que pelo talento, com destaque no primeiro tempo para o garoto Mayke e ótimas jogadas pela direita. Marquinhos fazia o jogo regular de sempre, enquanto De Arrascaeta ainda não apresentou o futebol que a torcida espera dele.

O Cruzeiro até fez o seu gol no primeiro tempo, mas o juiz anulou alegando impedimento, em um daqueles lances que – mesmo se errado – não dá para criticar a arbitragem.

Apesar do volume muito superior, apesar de ter criado boas oportunidades e ter chutado masi de 10 vezes ao gol, o resultado ficou mesmo no 0x0.

Para o segundo tempo, M.O. sacou William e colocou Alisson. O time melhorou, mas o time argentino tinha um objetivo claro: o empate.

M.O. sacou o De Arrascaeta e colocou o menino Judivan. A mudança deixou o time mais agressivo e o camisa 16 foi mais incisivo no ataque, porém sem sucesso. Como uma última tacada, Henrique Dourado entrou no lugar de Henrique.

O Cruzeiro ainda teve duas ótimas chances mais próximas ao final do jogo. Leandro Damião recebeu a bola na ponta esquerda da área e chutou uma bola maravilhosa que fez uma parábola linda para acertar a quina da trave. Sria um golaço. Em jogada, foi a vez das pratas da casa Alisson e Judivan. O camisa 11 enfiou a bola na área e Judivan desviou a bola que, maldosamente, passou beliscando a trave esquerda do Huracán.

Apesar das limitações ofensivas, não se pode dizer que o Cruzeiro deixou de criar. Foram muitas as chances, porém a bola não quis entrar.

É preciso paciência. Como criticar um time ainda em formação? Uma equipe que recentemente nos deu dois brasileiros merece um tempo para se acertar. E a torcida deve isso ao Cruzeiro.

Pessoalmente, acho que ainda faltam dois meias realmente diferenciados para compor este time. Marquinhos é bom jogador, mas não sei se ele tem o diferencial para ser ‘O’ armador da equipe. As fichas estão todas voltadas para o jovem camisa 10, De Arrascaeta, que até agora não foi o craque que o time precisa que ele seja. Eu tenho minhas desconfianças com ele, mas torço toda partida para que ele se encontre e vire o jogador que o Cruzeiro precisa.

Há também o que comemorar. Williams mais uma vez jogou muita bola, Damião manteve seu bom desempenho em campo, enquanto Paulo André realmente chegou com pinta de ‘capitão moral’ do time, uma vez que a faixa dificilmente deixará os braços do Fábio.


O Cruzeiro até fez por merecer a vitória, mas hoje não foi o dia que a luta foi recompensada.

Vamos dar tempo ao time e torcer. Este é o papel do torcedor: apoiar no momento de dificuldade. Acredito que temos de entender que este ainda é um time em formação e que pode dar liga.

Deixemos o favoritismo para os demais, enquanto vamos mineiramente arrumando nossa casa. O único risco que corremos é de este time dar certo.

E vai dar.

Vamos Cruzeiro!

Ps. Mais uma vez, tivemos um bom público na Sampa Azul. Obrigado a todos pela presença.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Líder, pra variar.


 

Quando comecei a ver o jogo, já estava 2x0 para o Cruzeiro (gols de Henrique e um contra, do Tupi). No lance seguinte, Judivan poderia ter feito o 3º, mas perdeu o gol. Depois disso o Cruzeiro assistiu o Tupi jogar e cozinhou o jogo até o final do primeiro tempo.

Tudo bem que não há como criticar um time B que começa o jogo com 2x0 no placar. Mas a ineficiência na marcação e a falta de mais toque de bola é algo a ser observado.

No segundo tempo, o mesmo time e a mesma postura. Até que entrou o joven Neílton – joagor que na minha humilde opinião – deveria estar no grupo da Libertadores. Logo no primeiro lance, ele participa da armação da jogada e se apresenta para receber e marcar o 3º da partida.

Não deu nem tempo de curtir a dupla Judivan e Neílton juntos em campo. Logo o MO sacou o Judivan e colocou o estreante Gabriel Xavier. Tudo bem... Campeonato Mineiro é para isso mesmo.

O Tupi parou de atacar com o mesmo volume, enquanto o Cruzeiro curtiu um jogo mais solto com a boa vantagem no placar até o fim da partida.

Bom jogo para aquecer o time para o importantíssimo duelo de terça-feira pela Libertadores.

Vamos Cruzeiro!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tudo igual, no grupo todo.


 

Cruzeiro teve um jogo regular na sua estreia pela Libertadores.

Ainda com falhas pontuais na marcação e com um meio campo um pouco capenga na criação pela falta de entrosamento, a Raposa procurava se sobressair no talento individual de seus jogadores. Leandro Damião era, de longe, o melhor jogador do Cruzeiro, buscando jogo e voltando para armar jogadas enquanto teve fôlego, o que durou até os 25 primeiros minutos de jogo.

W. Farias foi outro que me agradou pela vontade e um pouco mais de talento para sair com a bola, ao lado de um Paulo André seguro e um Marquinhos voluntarioso. Mas foi só, desempenho que rendeu uma boa chance perdida por Damião depois de um Contra-ataque armado magistralmente por De Arrasasta e um lance claro de gol com Marquinhos, que o Juiz – péssimo – paralisou sabe-se lá o porque.

O Universitário também teve boas chances, uma delas em falta desviada que contou com uma defesa magistral do Fábio. Outra – a mais clara – no final do primeiro tempo, de cabeça. A chance mais aguda da partida.


No segundo tempo, aos 13, o Fábio fez uma defesa sensacional. E De Arrascaeta fez uma jogada individual muito bonita, pouco antes de ser substituído por Judivan. Williams e Joel também entraram no segundo tempo, com destaque para a boa estréia do camisa 5 e uma jogada infeliz do Joel que foi expulso, menos de 10 minutos de ter entrado, por uma falta desproporcional cometida pelo Camaronês.

Um empate fora de casa, ainda mais na altitude, sempre é um bom resultado. E com isso o Cruzeiro estréia no ‘bololô’ do seu grupo, onde todos os times estão empatados com 1 pontinho na tabela.

Agora, terça que vem, é lotar o Mineirão para empurrar o Cruzeiro para sua primeira vitória na luta pelo Tri da LA.

Vamos Cruzeiro!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Evoluindo


O placar de 3x0 foi bom, mas o futebol do Cruzeiro ainda tem muito a evoluir. Em um time que teve dificuldades em sair com a bola pelo meio e apresentou problemas de marcação, deu gosto de ver o esforço e vontade dos jogadores.

Damião, com 1 assistência e 2 gols foi o nome do jogo e destaque pela vontade, correria e confiança. Judivan, que entrou na etapa complementar, também mostrou bola. Arrisco dizer que se tiver sequência, não sai mais do time.

Arrascaeta ficou devendo pela expectativa todos tiveram dele. Teve uma tarde de ‘Ganso’, alternando toques muito bons com uma certa pasmaceira em movimentação e combate. Precisa mostrar mais.

Bendito seja o Campeonato Mineiro, um campeonato fraco que vai possibilitar ao Cruzeiro buscar o entrosamento que o time precisa e dar confiança para jogadores importantes como o Damião.



Vamos Cruzeiro. Evoluir um pouco a cada jogo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

No meio do problema.



Meu lado corneta anda meio hiperativo esses dias. Pode ser esse marasmo sem grandes jogos, ou as mil e uma manchetes do vai e vem do mercado que mentem e se desmentem com uma velocidade incrível. Não sei ao certo.

Agora há pouco li uma notícia que me preocupou bastante. Nosso querido Gilvan deu  uma declaração sobre as negociações do Cruzeiro, e pode ser que a vaga de Éverton Ribeiro continue em aberto por tempo indeterminado. Complicado.

O time que começou o jogo domingo no campo de várzea do Democrata contava com quatro atacantes. Isso mesmo, quatro! Leandro Damião, Marquinhos, William e o garoto Judivan eram os encarregados da criação e conclusão das jogadas. Que eu esteja errado, mas nenhum desses aí joga de meia.

“Ah, mas é o Mineiro!”, alguém vai dizer. E sim, é o Mineiro! O campeonato cheio daqueles times que você nem sabe de onde vêm era para ser a extensão da nossa pré-temporada. Eu realmente acreditava que estrearíamos na Libertadores com um time redondo. Vai ser difícil.

Para a posição, temos De Arrascaeta que chegou com muito prestígio. Mas só o vimos uma vez, e nem com a bola nos pés ele estava. Não jogou no último amistoso e não jogou domingo, com a desculpa que “estava sem ritmo de jogo”. Ué, vai ganhar ritmo como então?

Estou preocupado com esse começo de temporada. Ainda não temos um time para começar a estreia da competição mais importante do ano, que, olha lá, é em três semanas. Espero que os próximos capítulos acalmem essa hiperatividade do meu lado corneta. Caso contrário, já vou encomendar a Ritalina.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O clichê do desmanche.


O Cruzeiro cruzou os anos de 2013 e 2014 atropelando times, tabus e adversidades. Foi campeão com sobras, calando mesas-redondas, cornetas e estádios Brasil afora. Era o trunfo do planejamento de uma cúpula nova, era a vitória do futebol moderno, dos lances envolventes em campo e também fora dele. De tão original e vanguardista, o time foi conhecer sua derrota naquilo de que mais fugia: o clichê.

“Vender para fazer caixa”. O lema de Perrella e da maioria dos times brasileiros voltou para assombrar as manchetes e muitas de nossas ambições, dando início ao esfacelamento do elenco celeste. A cada semana, uma nova venda, até que a base bicampeã se foi em meio a altas cifras e negócios da China.

A ida de Éverton Ribeiro para Dubai anunciada logo antes da partida contra o Shakhtar Donetsk, selava o pacotão de desmanche a que o Cruzeiro se submeteu. O amistoso ganhava espectadores ainda mais receosos com o que o time poderia mostrar em campo, afinal, os jogadores que se apresentavam em frente às arquibancadas mal sabiam o nome do companheiro ao lado.

O primeiro tempo foi um verdadeiro convite para curtir o aniversário de São Paulo. A cada passe errado, as comidas das feiras gourmet e as comemorações que aconteciam pela cidade ficavam mais interessantes e convidativas. Era duro assumir que a melhor equipe do Brasil perdia de 1x0 para o time do Dentinho.

Até que chegaram os quarenta e cinco minutos finais. Marcelo Oliveira, como sempre, deu aquele sacode e acordou o grupo, que em uma jogada de muita velocidade igualou o placar. O gol veio para coroar um conjunto desentrosado, mas que se esforçou muito para que os presentes no Mané Garrincha saíssem com um pequeno alento, que fosse.

Temos à frente um mês crucial antes de começarmos a desbravar a América. O Mineiro vai ser nosso grande aliado no entrosamento e construção de um time do tamanho  e com jeito de Cruzeiro. Se mostrarem a mesma vontade do segundo tempo de ontem, logo esqueceremos das peças que nos foram tiradas. Que as vendas desse desmanche nos mostrem que os que ficaram, não estão vendidos.