quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Wellington Paulista, ô ô Ô Ô ô.



Não se brinca com a Zica maligna que cerca os confrontos entre Cruzeiro e São Paulo. E, de tudo o que tenho a dizer hoje, o que mais me dói é reconhecer: foi merecidíssimo.

Antes de mais nada, eu preciso destacar que minhas colocações e críticas são especificamente para a partida de HOJE. Analiso jogo a jogo e em nada isso vai manchar a campanha do Cruzeiro até agora. Dito isso, vamos lá.

Credito esta vitória totalmente ao Muricy Ramalho.

O técnico tricolor soube montar um time muito bem postado, com sempre um na sobra e com duas características que sobraram em comparação ao Cruzeiro: vontade e organização.

Note: não disse que o Cruzeiro não teve vontade. Disse que o São Paulo teve mais, lutou mais, marcou a saída de bola do Cruzeiro o jogo todo. Não deu espaços e foi melhor durante toda a partida.

Sim, é verdade que o Cruzeiro criou pelo menos duas boas chances ainda no primeiro tempo, uma em cabeçada de R. Goulart e outra em um gol perdidíssimo de William, depois de bela defesa de Denis.

Aliás, diga-se de passagem, este foi outro fator que contribuiu para a vitória do São Paulo: a entrada do Dênis no lugar do já não tão ágil Rogério Ceni.

Veio o segundo tempo e o Cruzeiro voltou com a mesma formação. Jogando um pouco melhor, mas com a mesma formação.

O jogo era perigoso e o time azul não era nem sombra daquele time que vem jogando o brasileirão. Havia espaços no meio como há muito não se via em nosso time, a marcação estava frouxa e o São Paulo progredia com muita facilidade para nosso campo.

Do mesmo modo que credito o bom desempenho do São Paulo a arapuca armada por Muricy, também acho que o M. Oliveira hoje não foi bem. Optou por manter o Borges em campo, totalmente sem função, uma vez que ele recebia poucas bolas ou apenas lançamento no chutão.

O São Paulo fez 1X0 com Douglas aos 31. E aos 33 com Reinaldo, fez o 2º. O Cruzeiro nada mais podia fazer na partida e perdia, merecidamente, a sua primeira partida no novo Mineirão. Justamente para o mesmo time que havia perdido o último: a zica do São Paulo FC.

O resultado só não foi tenebroso para a raposa, primeiro pela gordura que temos acumulada, segundo porque o Grêmio perdeu seu jogo, em casa, para o Criciúma, em um resultado surpreendente que acabou por fazer a manutenção do Cruzeiro na ponta da tabela com os mesmos 11 pontos que havia começado a rodada. Graças - diga-se de passagem – a contribuição de um velho conhecido da torcida celeste: Wellington Paulista, que fez um dos gols do time de Sta. Catarina.

Resultado importantíssimo, considerando que o nosso próximo confronto será o mais difícil de todo o Brasileirão, contra o Atlético-MG, no Horto. E o único objetivo do time penoso é tirar pontos da Raposa.

Que a derrota de hoje sirva como uma lição de humildade para o nosso time e para nossa torcida. Hoje, mesmo com o péssimo futebol apresentado no primeiro tempo, muitos torcedores pareciam acreditar que a vitória viria por hosmose, como se a posição na tabela fosse o fator determinante para se garantir os 3 pontos.

Não é.

Povo... ainda há muitos jogos por serem disputados. 3 tropeços seguidos mudam muita coisa no brasileirão. Para todo mundo, inclusive para o Cruzeiro. Por isso, pés no chão e um pouco mais de humildade não fazem mal a ninguém.

Não podemos entrar no oba-oba da mídia. Temos que ter cuidado pois estamos no caminho certo. Temos jogos durírrimos fora e em casa. Se engana quem pensa que o caneco já está decidido.

Futebol se ganha no campo, jogando bola.

Para o time, independente do resultado negativo de hoje, aqui vai o meu apoio. Não é por UM tropeço que o trabalho do time vai por água a baixo. Foi a PRIMEIRA partida que o Cruzeiro jogou mal em todo o campeonato.

Se vocês buscarem no histórico do Blog, verão que mesmo em outras derrotas, eu sempre elogiei o futebol do time. Hoje, pela primeira vez, fomo sinferiores.




Que seja a única partida. E nós devemos continuar, como sempre... #FechadosComOCruzeiro.

Vamos Cruzeiro!

domingo, 6 de outubro de 2013

Frustrando a concorrência.



Eu não sei vocês. Mas tenho vivido cada jogo deste brasileiro partida a partida. De verdade, não acho nenhum jogo fácil para o Cruzeiro, tremo, grito, fico apreensivo... mas, felizmente para mim e toda nação azul, o time tem conseguido o seu objetivo com frequência: somar mais 3 pontos.

Na semanal promoção que a mídia faz, era o esperado embate do líder contra o lanterna. Não tem muita lógica, mas já que o Cruzeiro vinha muito bem com todos os times da ponta da tabela, a expectativa dos ‘secadores’ era que o Náutico fosse lá e beliscasse uns pontinhos da Raposa. Não deu certo.



Logo aos 10 minutos, o Cruzeiro fez 1x0, com Ricardo Goulart, em cobrança de escanteio de William. Pouco depois, o time quase ampliou com Borges. Mas se enganava que – apesar do bom começo – o Cruzeiro era senhor da partida.

Talvez pelo calor, talvez pelo ‘comodismo’, o time estrelado passou a errar muitos passes e dar espaços constantes nas duas laterais do campo. E foi justamente aproveitando esta lacuna pela ala esquerda, que Peña cruzou a bola para Maycon Leite fazer o gol de empate.

O time azul não se achava em campo e o Timbú foi melhor no primeiro tempo, com Maycon Leite infernizando a defesa celeste.


No segundo tempo, a temperatura do campo dimunuiu e a do Cruzeiro subiu.

Mais disposto e, provavelmente, depois de ouvir uma ‘bronca’ do Marcelo Oliveira no vestiário, o time celeste voltou mais em cima do adversário. Aos 8 minutos, Ricardo Goulart tabelou com Everton Ribeiro e fez 2x1 para a raposa. Pouquíssimo tempo depois, William fez uma jogada individual e cavou um pênalti, que foi convertido por Everton Ribeiro, aos 13.

A partir daí, o time realmente se achou em campo e anulou totalmente o Náutico. Os passes eram envolventes, tabelas curtinhas e muita disposição. Tinga e Dagoberto entraram no lugar de Borges e E. Ribeiro. E o time continuou a criar chances. Até que, aos 31, Tinga tabelou com Mayke, que chutou e fez 4x1 para o Cruzeiro, dando números finais ao jogo.

A Raposa ainda meteu uma bola na trave com Dagoberto e perdeu umas duas chances claras de gol. Mas estava de muito bom tamanho para a partida e para a torcida celeste.

Destaque para o EXCELENTE público que compareceu hoje no novo QG. Não quero nem ver os próximos dois jogos como vai caber tanta gente lá dentro. Ou melhor... quero sim!

Zêeeeroooooo!


Espantamos a zebra e frustramos a concorrência. Apesar disso, continuo jogo a jogo, com o pensamento em apenas mais 3 pontos.

Esta semana é decisiva. Temos o São Paulo – tradicional carrasco – no Mineirão, em uma parada duríssima. (Não se enganem com o mal momento do SPFC). E – para nosso ‘azar’, o ‘craque’ Luan não estará em campo.

E, depois disso, aquele que promete ser o jogo mais difícil e hostil do segundo turno, contra o cacarejante rival citadino. Já que no brasileirão eles tem pouco a fazer, virão com tudo para arrancar os pontos que ninguém mais tem conseguido tirar da Raposa.

Pois que venham os dois! Eu sou sempre mais Cruzeiro.

Vamos Cruzeiro.

Ps. Pessoal, esta é a ULTIMA SEMANA para você pedir a sua camisa da Sampa Azul. Não perca tempo.

Depois, se ganharmos o campeonato, vai estar todo mundo com ela e você vai ficar chorando sem camisa. Vai na minha que é sucesso! rs

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A ‘refugologia’ e a ignorância.



Que os jornais de São Paulo são míopes e vivem de ‘estereótipos’ criados por eles mesmo, todos nós, torcedores ‘off-eixo’, já sabemos. Mas fica impossível não se divertir com as mais diversas opiniões ‘pré-prontas’ para tentar se explicar o sucesso do Cruzeiro.

Além do famoso ‘Tal time é cavalo paraguaio’, repetido pelos sabichões de plantão na mídia quando um time da ponta perde pontos, a novidade do momento é a ‘refugologia’.

“Olha que belo time este do Cruzeiro... e pensar que é um time de refugos”. Essa é a piada do momento.

Apesar de divertido, confesso que fico com uma certa pena dos repórteres pela sua ignorância e, pensando nisso, vou deixar aqui um pouco do que realmente aconteceu com o Cruzeiro para que, quem sabe, eles parem de falar tanta bobagem e possam, com algum critério, dar uma opinião condizente com o atual momento do Cruzeiro.

Olha aí, o Éverton Ribeiro, que foi chutado do Corinthians. E o Borges, que perdeu espaço no Santos. O Dagoberto não deu certo no Inter. O Bruno Rodrigo era meia boca no Santos... Jesus! Quanta balela!

Para começar, o fato de um jogador ter jogado em outro time não faz dele um ‘refugo’. Fosse assim, quase todos os jogadores da galáxia seriam refugos. Olha o exemplo daquele refugo do Manchester, o tal de Cristiano Ronaldo. Ou aquele refugo do Cruzeiro que deu sorte de jogar no PSV, Barça, Real... o tal de Ronaldo.

Para, gente. Larguem a mão de ser tão limitados nos seus argumentos!

As vezes me pergunto o porque é tão difícil para alguns reconhecer o fato concreto: o Cruzeiro fez um GRANDE trabalho. E ponto.

O Marcelo Oliveira, ao lado do excelente Alexandre Mattos, sob a batuta do presidente Gilvan estão colhendo os frutos de um excelente TRABALHO feito por eles. E nada mais.

O Everton Ribeiro que veio, não foi aquele dispensado do Corinthians. Foi o destaque do Coritiba, por dois anos consecutivos e homem de confiança do M.O.

O Borges, campeão da Libertadores com o Santos, o segundo maior artilheiro dos campeonatos brasileiros de pontos corridos, foi procurado pelo Cruzeiro.

O Dagoberto mal jogou no Inter, por problemas de lesão. Quando saiu, a torcida do colorado reclamou, com razão, da saída de um grande jogador que veio custando CARO. Foi a compensação da saída do Montillo, lembram?

E o refugão chamado Dedé? Refugaço, não? Que foi ‘apenas’ a maior contratação da história do clube.

Lucca, destaque do Criciúma, Ricardo Goulart e Egídio, ambos destaques ano passado, vieram pelo bom futebol que apresentaram no Goiás. O camisa 31, inclusive, rendeu uma briga com o Atlético-MG no início do ano.

Sério, você que é repórter do eixo, que VIVE de dar sua opinião em público, poderia ter a decência de – pelo menos – se informar mais. A internet está aí, você pode elaborar o seu texto, apoiando seu notebook sobre sua barriga de um gomo só, sentado na privada da sua casa. Não há desculpa para tamanha ignorância.

Não tentem justificar o óbvio. O Cruzeiro montou um grande time, com grandes jogadores que o eixo ‘míope’ não viu.

Soma-se a isso o novo Mineirão, a adesão da torcida ao programa de sócio do futebol do clube e os jogadores da base e pronto. Está aí a receita mágica do ‘sucesso’ do Cruzeiro.

É meeeesmo. Havia esquecido de destacar isso para o povo que nada sabe do ‘futebas’ distante do seu próprio umbigo. Muitos jogadores da BASE estão fazendo sucesso no time. V. Araújo, Mayke, Lucas Silva, Elber, Alisson... Quantos times tem tantos jogadores em bom momento que vieram da base como o Cruzeiro?

Mas é mais fácil explicar 2 anos de trabalho com a ‘refugologia’ e com a mágica do ‘deu liga’. Façam-me o favor, viu?

Ah... e tem outra coisa. Aproveitando a oportunidade, fica aqui outra dica.

Vocês da imprensa, que sempre ignoram os times off-eixo da sua patota, tiveram que dar espaço ao Cruzeiro pela excelente campanha. Até aí tudo bem, nada mais justo. Entretanto, já que estão falando da gente, peguem leve com esse clima de ‘oba-oba’.

Essa de ‘campeão virtual’ é outra coisa que vocês inventam para vender jornal e os confrontos com o nosso time. Aqui, minha gente, não tem isso... TEM TRABALHO E FOCO. Nada mais.

Estamos confiantes? Sim estamos... Mas toda a torcida e o time tem TOTAL consciência de que uma possível (isso mesmo, POSSÍVEL) conquista virá jogo a jogo e que ainda temos muito pela frente.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Nada de pizza portuguesa. Hoje, só 4 queijos e chocolate.



Ah... esta mania incorrigível da mídia de se criar ‘monstros’ que não existem. O ‘bicho-papão’ da semana era a ‘BarceLusa’, o poderosíssimo time do Canindé que ostentava, ao lado do Cruzeiro, a melhor campanha do segundo turno. Opa... não podemos esquecer da surra de 4x0 que a Lusinha deu no time queridinho da mídia, o Corinthians.

Pois bem, o Cruzeiro precisou de menos de 30 minutos para acabar com esse ‘blá, blá, blá’ midiático, enfiando 4 gols no time paulista, substituindo a pizza Portuguesa por um sonoro chocolate, ou uma pizza de 4 queijos. Pode escolher.

Quando começou o jogo, a primeira chance foi da Portuguesa. Mas com 5 minutos, já estava 1x0 para o Cruzeiro, com gol de E. Ribeiro no rebote da trave, em belo chute de Borges. Aos 15, foi a vez de Borges fazer o seu, também de rebote na trave, de um chute de Ricardo Goulart. William, aos 27 e Borges, novamente, aos 29 minutos, deram números finais a partida.

Houve ainda duas bolas na trave, uma para cada lado. Mas o primeiro tempo acabou mesmo com os sonoros 4x0 para o Cruzeiro.

Na saída para o intervalo, perguntado pela reportagem da SporTV, o meia Souza, da Portuguesa resumiu o acontecido: “O pessoal que ia ganhar de 4 todo jogo fora de casa. Num pode. Agora é evitar uma vergonha maior no segundo tempo”.

E foi o que aconteceu.

O Cruzeiro voltou para descansar na etapa complementar, extremamente satisfeito com o placar da etapa inicial. E a Portuguesa também não queria fazer nada que despertasse o Cruzeiro novamente para cima deles.

E, apesar de um ou outro bom ataque da Lusa que exigiu ótimas defesas do Fábio e de um ou outro contra ataque do Cruzeiro, mais nada aconteceu na partida.

A portuguesa ganhava duas valiosas lições hoje: de bola e de humildade. Esta segunda, vale também para nosso time que, apesar da ótima fase tem que ter consciência de que não tem nada ganho e que tem muuuuitos pontos ainda a serem disputados.

A soberba pode ser o nosso maior adversário nesta reta final de campeonato. Sorte nossa que o nosso time tem passado longe dela e tem jogado com muita garra, disposição e seriedade. Mas nunca é demais lembrar, né?

Apesar do sonoro resultado, há de se destacar também que o Cruzeiro acabou pecando um pouco pelo ‘preciosismo’ na partida, exagerando nos erros de passes, alguns deles, perigosos e armando contragolpes lusitanos. Mas beleza... Falar o que do líder que enfia 4x0 no adversário.

Hoje, a única coisa que senti, foi o fato de ter torcido sozinho, uma vez que não pude ir na Sampa Azul por causa do rodízio do meu carro. Meu Deus... como é ruim torcer sozinho. Acho que vou levar minha primeira multa de condomínio... rs

Agora é ir para o Nordeste, pegar o Náutico – lanterna – com a mesma humildade e disposição de todas as demais partidas.

Força, foco e fé... Vamos Cruzeiro!