terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vamos jogar com a camisa do Vélez?


Me chamem de saudosista, ou até mesmo de antiquado, mas na MINHA opinião existem 3 coisas ‘imexíveis’ na vida de um clube de futebol que precisam ser respeitados a todo custo: sua história, sua torcida e sua camisa, que é o símbolo maior de tudo isso.

Já fomos Palestra Itália e com este nome ostentamos as cores verde e vermelho. Durante uma semana, com o nome de Ypiranga, tivemos uma camisa azul com uma faixa branca no meio da barriga. Logo após passamos a nos chamar Cruzeiro e o primeiro esboço da camisa azul ainda apresentava o escudo fechado sobre o manto. Tudo isso está lá, é história e valorizo mais do que ninguém.

Mas foi com a camisa de estrelas soltas sobre o infinito Azul que nos tornamos um dos maiores clubes do Mundo. Foi com esta camisa que nos tornamos o Cruzeiro Esporte Clube que todos conhecem e respeitam. Esta camisa passou a ser o símbolo maior de uma nação de torcedores.

Em 1998, porém, tivemos a primeira afronta a nossa história e torcida quando o Cruzeiro firmou uma parceria com a Hicks Muse. O clube deciciu retornar o Escudo fechado sobre o peito, chegando a “maquiar” uma pesquisa de opinião dos torcedores, tudo para atender aos desejos do investidor que NADA sabia de nossa história. A justificativa era ter no nome “Cruzeiro” escrito na camisa, como se o símbolo da constelação mais famosa do planeta por sí só já não fosse o suficiente.

Algum tempo depois, agora respeitando a votação de sua torcida, as estrelas voltaram. Na verdade, passaram a revezar com o escudo o local de destaque em nossa camisa, o que não me agrada, mas reconheço como uma boa solução para atender aos torcedores que preferem esta alternativa do escudo.

Com a modernidade do futebol e o marketing, passamos a criar uniformes alternativos como camisa 3, o que é perfeitamente justificável e válido considerando que estas NÃO são a camisa principal do clube. Já tivemos camisas ‘meio a meio’ em azul e branco, roxa, azul claro e até mesmo a recém lançada amarela. Tudo isso sem contar as camisas especiais de goleiros, como a do Dida que homenageou o Palestra das antigas e a 3ª camisa do Fábio, remetendo a linha retrô do nosso Cruzeirão. Destas, NADA tenho a reclamar, embora não tenha gostado do layout de todas.

Agora, a apresentação do atual uniforme para a temporada 2011 é simplesmente a maior afronta a nossa história, tradição e – principalmente – a nossa torcida. Este “V” sobre o peito, além de remeter a camisa do Argentino Vélez, modifica de forma violenta aquela que aprendemos a amar como a camisa do Cruzeiro.

A justificativa é que se basearam na camisa de 1943. Mas eu pergunto, por quê? Qual o motivo de desfigurar a camisa que passou a ser mundialmente conhecida para homenagear este ano em específico. E ainda temos de ouvir que “esta camisa foi para mudar um pouco, uma vez que as duas últimas estavam parecidas”. Francamente...

E vale a pena destacar. NÃO estou criticando o desenho da camisa, ou mesmo dizendo que ela está feia. Pelo contrário, acho que ela seria um excelente 3º uniforme. Só não aceito tranquilamente que ela seja a camisa principal de um time com tamanha tradição. Algo desta magnetude não se faz sem antes consultar a vontade da torcida. Ou que, pelo menos, tivessem consultado o sócio torcedor do clube, já que este pobre coitado não tem direito a nada.

Respeito quem gostou desta invenção (embora não tenha achado NINGUÉM contente com esta mudança), mas reafirmo que algo tão importante e tradicional não poderia ser modificado SEM o aval da torcida. A camisa do Cruzeiro é nossa e não de um punhado de homens de escritório que nem mesmo sei se são cruzeirenses.

Mexer com nossas cores e tradição desta forma é algo revoltante, para não dizer ofensivo contra um universo de 8 MILHÕES de fanáticos torcedores que mereciam – ao menos – ser consultados a respeito da mudança que foi feita.

O “V” estampado no peito desta camisa é o “V” de vergonha, do vexame de insistirem em afrontar a vontade da grande maioria de nossa torcida que EXIGE o manto azul com as estrelas soltas como uniforme principal do time que conquistou o mundo sobre este símbolo.

E, mais uma vez, estaremos sobre o foco da mais importante competição das Américas e ao olharem os vídeos e fotos de 2011, no futuro, muitos se perguntarão “que time era este?”

Como eu disse, existem coisas no futebol que são sagradas e esta camisa como uniforme 01, empurrada pela goela abaixo como está sendo feito, desrespeita nossa história, nossa torcida e nossa tradição.

Parabéns, torcedor celeste. Este ano você torcerá para duas equipes na Libertadores 2011: Cruzeiro e Vélez.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Passando nervoso!


Vocês já tiveram um mau pressentimento? Pois bem, o meu começou quando soube que nossa diretoria colocara o ingresso para o clássico a abusivos R$40,00, mesmo sabendo que este “clássico-prematuro” acontece na mesma semana do jogo mais difícil e importante da primeira fase da Libertadores. O resultado foi uma “torcida-única” sem a pressão que o jogo merecia.

Mas a derrota de hoje não foi de arquibancada, mas sim por uma série de desastres mais do que anunciados, problemas que são velhos conhecidos de nossa torcida.

O jogo.

Tal qual o último jogo entre as 2 equipes, o Cruzeiro foi superior durante boa parte do jogo. Mas como em futebol a única estatística que conta é bola na rede, tivemos de amargar mais uma derrota por incompetência nas finalizações.

A partida começou equilibrada, mas com o Cruzeiro sendo mais incisivo e com maior volume. Ao mesmo tempo, o Atlético de Minas saia bem organizado e sempre perigoso pelo flanco esquerdo do campo.

Aos 19, em bola chutada para dentro da área, a bola sobrou no pé de W. Paulista que, cara a cara com o goleiro não perdeu a chance de marcar e garantir mais uma “sobrevida” como titular do Cruzeiro. 1x0.

Mas pouco depois, em um pênalti ‘mandraque’ que só o juiz viu, Diego Tardelli empatou a partida. E logo depois, o mesmo Tardelli aproveitou um lapso de nossa defesa e virou para o time listrado, aproveitando uma bola rebatida pelo Fábio.

O Cruzeiro tratou de ir para cima e cansou de perder chances. Henrique cabeceou uma bola na trave, e o goleiro Renan fez ótimas defesas em chutes de T. Ribeiro, W. Paulista e Gilberto. Era um resultado ‘injusto’ pelo volume apresentado em campo, mas justificácel pela falta de pontaria e capacidade de definição de nosso time.

Segundo tempo, e mesmas falhas.

Roger entrou no lugar Gilberto, que realmente havia produzido pouco no primeiro tempo, e Edicarlos no lugar do amarelado Leo. E logo no início, Henrique fez o gol de empate em arrancada pelo meio, com um totozinho no cantinho do goleiro adversário.

A arena ferveu, todo mundo se acendeu e pensou ‘agora vai’. Mas literalmente em seguida, mais uma falha de nossa zaga e Tardelli gira para cima dos nossos dois zagueiros e faz o 3º do time cacarejante.

O Cruzeiro estava nervoso e ‘troncho’ em campo. O esquema com dois meias não estava sendo eficiente e nossa lateral improvisada não servia de nada. Tudo isso, aliado a um Leandro Guerreiro totalmente perdido em campo, sem efetividade na marcação e ‘frouxo’ na saída de bola, como se estivesse sentindo o peso da partida.

Para completar, o Cuca ainda sacou nosso único lateral de ofício para manter o improvisado e fraco Pablo em campo, enquanto Diego Renan saía para a entrada de Wallyson. Neste meio tempo, o Atlético de Minas tratou de aproveitar a desorganização celeste e armou diversas jogadas de contra-ataque. Até que em uma delas, ampliou para 4x2.

No abafa e na pressão, o Cruzeiro ainda descontou com Gil, aos 40, que marcou depois de cobrança de falta de Montillo. Mas só houve tempo para mais uma bola na trave e nada mais. Nosso time não foi competente para aproveitar as inúmeras chances criadas. Faltou mais uma vez o tão pedido e necessário homem gol.

Faltou o homem gol, faltou sorte e faltou organização. Tomara que esta derrota de hoje sirva para mostrar ao Cuca que ele precisa abrir mão de algumas de suas convicções, ou então vai morrer abraçado com elas.

Uma pena para a galera que lotou a Sampa Azul. Ainda bem que o ingresso lá não custou R$40,00. Tem gente que não aprende.


Agora é reunir os cacos e chegar com sangue nos olhos para o jogo contra o Estudiantes, o mais importante e difícil do ano.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Persistente e vencedor.


Sabem aqueles trabalhos de artesanato com Patchwork, aquelas colchas e toalhas feitas com remendos e pedaços de pano? Pois o Villa Nova deve ter um belo artista destes trabalhando na (ABRE ASPAS) “conservação” do campo de seu estádio. Nunca ví algo tão vergonhoso e amador em se tratando de campo de futebol. Havia pedaços sem grama que se alternavam com verdadeiros arbustos... Fosse um campo alugado para uma pelada, daria direito a reembolso do valor pago.

Enfim... foi neste cenário que o Cruzeiro enfrentou o time do Villa na noite deste domingo. E o primeiro tempo foi integralmente azul. Não fosse pelo goleiro Vágner do Vila que operou pelo menos 4 milagres, o esquadrão celeste teria goleado já no primeiro tempo.

Foram pelo menos 2 belos chutes do Montillo defendidos com as pontas dos dedos, além de um impressionante foguete de W. Paulista a queima roupa defendido pelo mais puro reflexo do goleiro adversário. Não sei como ele não entrou com bola e tudo no gol.

O time precisava da vitória para chegar no clássico mais tranquilo, mas na etapa complementar o Cruzeiro não voltou tão bem quanto na primeira. Quando Cuca sacou Pablo para a entrada de André Dias, o time passou alguns minutos de instabilidade. O Villa aproveitou e teve boas chances de gol. Sorte que nós também temos o nosso milagreiro Fábio.

Aos 36 o Villa teve um jogador expulso. O time estrelado voltou a crescer na partida e, mais uma vez, em bela jogada de Wallyson – que havia entrado durante a segunda etapa – a bola foi cruzada para o estreante André Dias fazer o único gol da partida.

Dadas as condições do campo, o magro 1x0 não foi expressivo, mas também não foi ruim. O importante é frisar que o time sempre se portou bem e com disposição. Agora é descansar e se preparar para uma próxima semana muito importante: Analfabetos no sábado e Estudiantes na quarta.

Vamos Cruzeiro!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Enfim, futebol...



Graças a Deus a bola começou a rolar para o Cruzeiro em 2011. E a na estréia, logo uma vitória por 3x0 diante da Caldense na Arena do Jacaré.

O primeiro tempo da partida foi chato. Sob um forte calor, faltou criatividade e movimentação para que qualquer um dos times conseguisse abrir o palcar. Gol mesmo só na segunda etapa.

Depois que o Cuca sacou o Rômulo e colocou Wallyson em campo, a partida praticamente mudou de figura. Com boas jogadas pelas pontas, ele fez a diferença na partida e, ao lado de Diego Renan, foi um dos destaques do jogo.

O primeiro gol veio em um pênalti sofrido por Thiago Ribeiro aos 19 minutos da etapa complementar. Aos 20, W. Paulista marcou para a Raposa. Dois minutos depois, ótima jogada celeste em progressão, o mesmo W. Paulista recebe a bola e toca para Diego Renan fazer 2x0.

Já no finzinho, aos 40, o jovem Dudu – que havia substituido Montillo – deu números finais a partida fazendo o 3º do Cruzeiro. Embora o placar tenha sido bom, não foi uma apresentação de gala. Mas para primeiro jogo do ano está mais do que bom.

Agora é continuar afinando o time para os grandes desafios que estão por vir.

Vamos vamos Cruzeiro.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

SOS - Região Serrana do Rio


O Brasil está de luto pela maior tragédia natural de sua história. Menos de um ano após a última campanha para as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro voltamos aqui para pedir sua importante ajuda.

Já são mais de 600 mortos na região Serrana do Rio e somente Deus sabe quantos números mais somaremos a estes óbitos. Uma área equivalente as cidades de Rio e São Paulo juntas foi totalmente devastada, simplesmente desapareceu engolida pelas águas implacáveis das chuvas.

É impossível não se emocionar com as impressionantes imagens das vítimas. Gente lutando pela vida em meio a lama. As lágrimas daqueles que choram a morte de parentes, muitas vezes de famílias inteiras, se misturam com o sofrimento daqueles que perderam tudo.

Impossível ficarmos parados, indiferentes a tudo isso. A maior catástrofe natural de todos os tempos requer a maior demonstração de solidariedade de que somos capazes.

Nós, cruzeirenses que moramos em São Paulo, também podemos fazer nossa parte.

O São Paulo FC, através do São Paulo Social está organizando uma arrecadação de donativos para as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio.

Para colaborar, basta levar o seu donativo para o portão 01 do estádio do Morumbi até a próxima sexta feira, dia 21/01, das 9h às 19h.

Lembrem-se de que estamos falando de pessoas que perderam tudo, não tem nem mesmo onde cozinhar direito. Por isso, a prioridade é por alimentos de fácil e rápido consumo, além de água e materiais de higiene pessoal.

Nunca tantos irmãos precisaram de tanto amparo como agora. Repito, são mais de 600 mortos e um número muito maior de desabrigados e desaparecidos. Sua ajuda, por menor que seja, VAI FAZER TODA A DIFERENÇA.

Espalhe esta notícia entre seus amigos, parentes e conhecidos. Vamos provar mais uma vez que o coração dos brasileiros é infinito em bondade.

Mais uma vez, contamos com a sua colaboração.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Complexo de mendigo no Cruzeiro?


Eu ODEIO esta inter temporada na qual a bola não rola. Matérias, boatos, mentiras... tudo é um saco neste período.

Mas houve um tempo no qual o torcedor cruzeirense aguardava a ‘entressafra’ com bons olhos. A pergunta era “qual grande jogador” vai chegar para brigarmos por títulos?

Quem não se lembra de quanto trouxemos o Müller para o Cruzeiro, dando um ‘toco’ nos clubes do eixo, ou quando trouxemos o Óseas nas mesmas condições. Ou ainda quando vieram Valdo, Djair e compania em 98?

Tempos depois, passaram a nos vender a idéia de “vamos manter a base”. Em especial nos tempos do Adílson, mantivemos a ‘mesma base’ por quase 3 anos. Aí passamos a pensar que se não vinha ninguém, não sairia também.

E realmente não saiu, mas foi mais por falta de propostas do que por postura de nossos dirigentes. Mas no meio tempo, ainda teríamos um Ramires vendido a preço de banana, ao mesmo tempo que enchemos o time de jogadores sem talento algum, como Robert, Jonas Carioca e outros tantos que fizeram da Toca um verdadeiro Spa, uma colônia de férias.

Agora, em 2011, a vaca parece ter ido para o brejo de vez. Se o argumento de ‘vamos manter o elenco’ persiste, as atitudes dizem o contrário. Quando TODA a torcida anseia por reforços de peso para brigarmos de fato pela Libertadores, o que o Cruzeiro faz é vender o Jonathan para um adversário direto na competição, e perde o Leo Silva para o lado rosa da lagoa.

A impressão que temos é de que o Cruzeiro quebrou. Foi-se o tempo em que o Brasil vendia qualquer “Zé Ruela” por milhões de dólares e nosso time, que vivia basicamente disso, perdeu sua principal renda.

Oh céus! Os clubes brasileiros estão quebrados... Mas como pode?

Mesmo com a crise, TODOS os demais clubes “grandes” estão contratando, buscando alternativas. Vejam vocês mesmos...

O São Paulo tem um belo elenco mas contrata, o Corinthians também, mesmo com jogadores de peso como Ronaldo e Roberto Carlos. O Palmeiras fez que fez e trouxe ídolos da torcida como Kléber e Valdívia, além de ter feito proposta oficial para ter o Ronaldinho Gaúcho. Que parece ter seu destino ligado ao Grêmio, que vai comprar o jogador a peso de ouro. O rival Inter também trouxe Tinga, D’Alessandro, Kléber, e outros...

Os clubes do Rio são do eixo, por isso tem dinheiro. O Fluminense, tem a Unimed. O Flamengo vive trazendo bons nomes (embora nunca de certo). Até Vasco e Botafogo estão contratando.

Vejam a que ponto chegamos... Até o falido Atlético-MG, o clube eternamente quebrado, que ganhou UM ÚNICO título importante na vida, está contratando com uma fonte de dinheiro que, sabe-se Deus, de onde vem.

E O CRUZEIRO???

Deixamos de ser um clube futebol para sermos um “clube de apostas”? O negócio agora é usar a camisa do Cruzeiro para garimpar craques e vender para o exterior? E os títulos? E o objetivo principal de um clube grande que é ser CAMPEÃO, onde fica?

Poxa vida, tantos clubes lutam para estar em uma Libertadores, a gente está pelo 4º ano seguido e, na hora de reforçar o elenco, estamos desmontando o time?

Sai Leo Silva e vem Naldo? Naldo quem, eu pergunto! E diga-se, não tenho nada contra o garoto por quem vou torcer que chegue a seleção, vestindo nossa camisa. Mas é a postura que não entendo. Tirar um zagueiro experiente para trazer uma aposta?

E que merda de ‘apostas’ são essas? Alguém acreditava mesmo que o Robert, que fora dispensado do Palmeiras por desrespeito ao clube, seria o substituto do Kléber? Ou o Walysson? Porra, se era pra trazer gente assim, não era melhor ter mantido o Eliandro da nossa base no ataque e não custaria nada? (Duvido que ele seria pior que os concorrentes).

Sinceramente, este pensamento não condiz com o MEU CRUZEIRO. Aquele clube que aprendi a amar e ser exemplo de gestão e postura.

Deixamos de ser ‘preferidos’ pelos jogadores para virar o mendigo do futebol. Enquanto todos se desdobram, falta dinheiro ao Cruzeiro. Mas falta também postura, alternativas.

Cadê nosso Sócio do Futebol? COMO conseguiram acabar com um programa de 20 mil sócios e passá-los para apenas 3 mil? Por que nas lojas da Reebok aqui em São Paulo não se acha NADA do Cruzeiro, enquanto Inter e São Paulo bombam nas prateleiras? Por que nós da Sampa Azul tentamos vários contatos com o Cruzeiro e eles nunca se prontificaram a investir em nossa torcida?

Pendurar camisas em prédios é bonito, é legal e até elogiamos aqui no Blog. Mas cadê as ações rentáveis de marketing?

Sinceramente, custo a aceitar essa alcunha de mendigo. Prefiro acreditar que alguma notícia boa ainda vamos escutar por estes dias... mas está difícil manter a fé.

Pois bem, caro amigo leitor do Blog. Este foi mais um desabafo do que qualquer outra coisa. E você, que nos lê... o que está pensando de todos estes acontecimentos recentes? Qual a sua solução para esta fase “negra”?

Vamos inscrever o Cruzeiro no Bolsa Família?
Vamos pedir dinheiro na conta de Luz?

É triste, ams do jeito que andam as coisas, parece que o nosso próximo grande reforço vai ser uma cesta básica para os jogadores terem o que comer no almoço.

Vamos diretoria! Supreenda-nos!

domingo, 2 de janeiro de 2011

90 anos de luta, vitórias e orgulho.


Em 2 de janeiro de 1921 nascia, sob o nome de Palestra Itália, um dos maiores clubes de futebol do planeta. No uniforme havia o verde, o branco e o vermelho da bandeira italiana.

Mas em 1942, com o ingresso do Brasil na segunda guerra mundial, um decreto que proibia qualquer referência aos países inimigos fez com que o clube mudasse de nome, passando por nomes como Palestra Mineiro e Ypiranga, até que em 7 de outubro de 1942, adotou o nome com o qual conquistaria o mundo: Cruzeiro Esporte Clube. Deste momento em diante, o azul da bandeira nacional brasileira passara a ser também o azul da nova agremiação.

Aos poucos, a equipe azul foi conquistando seu espaço em Minas Gerais, desbancando poderosos rivais da época como América e Atlético MG. Mas foi com a chegada do Mineirão - a eterna casa estrelada - que o Cruzeiro realmente se consagrou, tornando-se um dos gigantes do futebol nacional e clube mais vitorioso e popular de MG.

Sua torcida cresceu com a mesma velocidade que o time, de uma forma avassaladora. Tanto que passou a ser conhecida como China Azul.

Hoje, 2 de janeiro de 2011, o clube completa 90 anos de existência e a Sampa Azul não poderia deixar de prestar a sua homenagem ao nosso Cruzeiro.

Das emoções de “ser cruzeirense”, só não tive a honra de me emocionar com a conquista da Taça Brasil em cima do Santos do Rei Pelé, com a geração que teve Raul, Piazza, Tostão e outros tantos talentos que elevaram o nome do Cruzeiro para o Brasil.

No mais, do alto dos meus quase 30 anos de vida, tive a chance de sentir todas as alegrias de ser um torcedor do Cruzeiro. Assisti a inúmeros títulos Mineiros, vibrei com cada conquista da Supercopa, vibrei com cada conquista da Copa do Brasil, ví a mágica campanha de 2003 que nos garantiu a Tríplice Coroa e conheço a emoção de conquistar uma Libertadores da América. Quis o destino que até a tristeza de perder um mundial fosse sentida com uma derrota para um time alemão, tal qual aconteceu em nosso primeiro mundial.

Não tive a chance de ver o Tostão (aliás, me chamo Eduardo em homenagem a ele), Piazza, Joãozinho, Jairzinho, Nelinho ou Palhinha. Mas acompanhei o surgimento do Ronaldinho fenômeno, o talento do maestro Alex10, a raça do argentino Sorín, a segurança do goleirão Dida e tantos outros que consagraram os seus nomes na história celeste, ao mesmo tempo em que escreviam cada uma de nossas páginas heróicas imortais.

São histórias maravilhosas e tudo isso com “apenas” 90 anos de idade. Muitos outros gigantes do futebol nacional não possuem um currículo tão vitorioso, mesmo com mais de 100 anos de existência.

Só quem é Cruzeirense sabe o que significa o orgulho e paixão de se carregar as 5 estrelas sobre o peito.

Hoje, amigos, é dia de vestir o manto celeste estrelado e desfilar nas ruas o orgulho e as conquistas de 90 anos de muita luta, superação, vitórias e conquistas. E também é dia de desejar que tenhamos mais 90, 100, 200 anos de páginas tão heróicas e imortais quanto estas que contam nossa trajetória até os dias de hoje.

A Sampa Azul e toda a torcida celeste espalhada por São Paulo, pelo Brasil e pelo Mundo deixa aqui a nossa homenagem para este clube maravilhoso. Parabéns Cruzeiro Esporte Clube.

Somos todos testemunhas de sua grandeza e personagens de sua história.
90 anos combatidos. Jamais vencidos!