terça-feira, 11 de março de 2014

A pior partida do ano.


Aos nervosinhos de plantão, deixo aqui minha mensagem: é preciso ter calma. Até porque, embora hoje eu também esteja puto com o time, há de se reconhecer que este time tem crédito de sobra.

De minha parte, nunca fui vítima da soberba de que passearíamos na Libertadores, de que tínhamos o melhor time da competição. Até temos... Mas e daí? Libertadores é isso aí, uma final a cada jogo. E ter o melhor time só faz a diferença se o time se portar como pretendente a taça.

Aí esteve o problema: postura!

Durante o campeonato Brasileiro – que tem times muito superiores ao modesto Defensor do Uruguai – uma das melhores características do time era jogar da mesma fora dentro e fora de casa.

Na Libertadores, porém, parece que o time opta por não jogar com o mesmo ímpeto quando fora de casa. Tudo bem, se você pega uma LaU fora de casa, um Boca, que você adote uma tática diferente. Mas contra os modestos Defensor e Real GarCilasso, não há desculpas.

Na minha humilde opinião, quando há esta diferença técnica gigante que existe entre Cruzeiro e times 'mais simples', a Raposa tem que ir para o abafa com tudo logo de cara. Nossa filosofia é o ataque e qualquer coisa que fuja disso vira aquele lenga lenga sem sentido. Foi assim hoje...

Se quisermos realmente ser campeões, temos de aprender a jogar sem o Mineirão e ponto final. Hoje, depois de 15 minutos de partida de ‘puro chutão’, o Cruzeiro até dominou o jogo e sofreu perigo real de gol somente no lance final do primeiro tempo.

Tudo bem que o time estranhou jogar no campo acanhado, sem espaços. Mas para um time que marca como o nosso, causou estranheza um meio campo tão molenga. Nílton, referência no nosso meio de campo, fez péssima partida. E. Ribeiro sumiu no jogo e nada parecia dar certo.

No segundo tempo, o time voltou ainda mais troncho e, em falha de passe de Egídio, o Defensor descolou uma falta na entrada da área. Deste lance, em cobrança perfeita que não contou nem com a disposição do Fábio em pular na bola, o Defensor fez 1x0 aos 18 minutos.

Aos 22, Ricardo Goulart sofreu pênalti e o jogador uruguaio foi expulso. O que era para ser o gol do empate e o ânimo para a busca da virada se transformou em um pênalti perdido por Dagoberto.

O time sentiu ainda mais o golpe e, aos 32, tomou o segundo gol em um contragolpe muito do bem armado pelo Defensor, que contou com 2 chapéus e um chutinho cavado, com categoria para balançar as redes do Fábio.

E o pior... era justo.

O ‘melhor elenco’ da Libertadores estava troncho, sem poder de reação e sem o mínimo de organização. O Cruzeiro de hoje não foi nem de longe o Cruzeiro dos últimos meses.

Tomara que tenha sido apenas um dia ruim e que consigamos dar a volta por cima.

Agora a missão ficou bem difícil. Para classificar, temos que ‘gabaritar’ os jogos no Mineirão e beliscar pontos fora. A nossa parte até parece, mas não é fácil. Os dois adversários que restam em casa vão jogar todos dentro de suas respectivas áreas.

Se conseguirmos – o que temos tudo para – ainda teremos que beliscar algum ponto fora de casa, contra o ‘teoricamente’ mais forte adversário de nossa chave.

Mais do que críticas, nosso time precisa de apoio. Precisa do Mineirão pulsando em azul e branco e de cantorias incondicionais. Este elenco tem crédito e é nossa obrigação reconhecer isso com nossa torcida.


Tenho certeza de que as lições de hoje foram aprendidas, bem como sei que o M. Oliveira vai dar um jeito no time.

Nada para desespero... ainda.

Vamos Cruzeiro. Continuamos #FechadosComVocês.

Ps. Chato ficou para nossos amigos da Sampa Azul que foram para o Uruguai e pagaram 230 reais num ingresso para ver essa que, na minha opinião, foi a pior partida do time no ano.

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