quinta-feira, 20 de março de 2014

Inexplicável vexame.

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Como explicar o inexplicável? Não faltou raça, não faltou gol, mas faltou o principal: equilíbrio.

Um primeiro tempo tenso, de bolas rifadas e de muitas faltas cometidas pelo Cruzeiro deram o tom do desequilíbrio celeste, que conseguiu marcar seu primeiro gol a muito custo, somente no último lance da primeira etapa, em uma linda cobrança de Éverton Ribeiro.

O time uruguaio fazia cera com absolutamente tudo, buscavam briga e ‘catimbavam’ ao melhor estilo Libertadores. Tudo dentro de um roteiro previsível, no qual o time celeste não foi capaz de escrever a sua parte.

Na segunda etapa, com os dois times com 10 jogadores depois das expulsões de Nilton e do camisa 4 uruguaio, a expectativa era de mais espaço e de superioridade do Cruzeiro. Coisa que até aconteceu e se reverteu em uma vantagem de 2x0 com um belo gol de Júlio Batista, aos 17 da etapa complementar.

A intenção do Cruzeiro era cozinhar a partida, mas, em duas falhas grotescas de marcação, o Cruzeiro conseguiu deixar o time uruguaio empatar o jogo. O primeiro gol do Defensor, logo aos 21, foi um golpe duro na torcida e no time celeste. Depois de um lance no qual o juiz armou a jogada adversaria, Rodrigo Souza não conseguiu parar Felipe Gedoz, que diminuiu em chute a queima roupa.

E o duro, inacreditável golpe final veio aos 48 do segundo tempo, no último lance da partida. Uma bola que nenhum jogador foi capaz de parar com falta, com roubada de bola, com qualquer artifício que evitasse o incrível. Gol do Defensor e Cruzeiro – que tinha a partida em suas mãos – praticamente fora da Libertadores.

Estou triste demais para buscar culpados. Talvez, se o M.O. tivesse tirado o J. Batista, que estava exausto no último lance do jogo e não deu combate na jogada que originou o segundo gol, a história teria sido diferente. Talvez, se ele tivesse mantido o Dagoberto – que vinha buscando jogo direto, apesar do cartão amarelo – também. Mas fazer o que?

A situação é ainda mais preocupante pois o projeto do clube para este ano passava – necessariamente – pela classificação na Libertadores. A manutenção do time, dos principais jogadores e até mesmo a motivação extra deste elenco... tudo isso estava galgado no projeto LA 2014.

Eu, que sempre fui contra essa história de ‘este time serve para pontos corridos e não para mata-mata’, começo a mudar de idéia. Sempre acreditei que futebol é futebol e o objetivo é o mesmo: vencer a partida, independente do campeonato. Mas o time do Cruzeiro provou que talvez, isso realmente exista. E que o revés sofrido para o Flamengo ano passado não serviu como lição definitiva para aprender o como jogar precisando do resultado.

Sei que muitos vão buscar culpados. Vão falar que o Mayke não pode ser reserva do Ceará, vão falar que o Egídio foi mal em tal partida, ou mesmo que o M.O. não é técnico para Libertadores. E eu respeitarei todas as opiniões... Inclusive a minha de que com Borges e Samúdio bem, talvez, a história poderia ser outra.

Entretanto, eu vou respeitar ainda mais a história recente deste time que, apesar do vexame de hoje, há pouco tempo nos deu o TRI do brasileirão. E, por mais puto que eu esteja hoje, sinto que simplesmente criticar ou apedrejar o time pelo desempenho pífio na Libertadores deste ano é ser - de certa maneira - um pouco ingrato.

Resta saber como o time, os jogadores e a torcida vão reagir a nossa quase certa eliminação hoje.  Resta, agora, torcer para que a diretoria consiga fazer o seu dever de casa, motivar o time, manter principais nomes e colocar o Cruzeiro nos eixos.

Para finalizar, já dizia o ditado: ‘Toda soberba será castigada’. Aos que sempre disseram que esta seria a Libertadores mais fácil da história, fica a lição. Para todos.

Levanta a cabeça, Cruzeiro.

E, apesar de tudo, meu sentimento não vai parar.

Um comentário:

Gui disse...

Oi, Se o time do nosso Cruzeiro foi TRI CAMPEÃO BRASILEIRO a menos de 5 meses atrás, ele pode sim ganhar os próximos dois jogos.
Se ganhar de 1 a 0 que seja no chile e meter uma goleada TRAULITANTE no PÉSSIMO time peruano, nós passamos independente dos resultados (pelo saldo).