sexta-feira, 21 de junho de 2013

Parceria, só que não.

Confesso que depois da quinta-feira passada eu pensei: “Caramba, o que eu vou escrever semana que vem?”. Isso porque estamos vivendo as “Férias das Confederações”, onde nada – ou quase nada – acontece. De vez em quando aparece uma especulação ali, outro nome aqui... Muito pouco! Você liga a televisão e só se fala da Seleção ou dos protestos. Não falarei de nenhum dos dois, afinal esta coluna tange ao Cruzeiro e os assuntos que a ele (e seus torcedores) interessam.

Eis que ontem cai no meu colo a bomba. Não foi de lacrimogêneo nem de efeito moral, embora o que eu tenha sentido seja como se realmente fosse uma delas. A bomba que caiu no meu colo é o assunto de hoje: a “parceria” entre Cruzeiro e Atlético-MG para gerir o Estádio Governador Magalhães Pinto, Mineirão para os mais íntimos.

Quando li a notícia no Bloguerreiro.com, não pude acreditar. Primeiro que é inimaginável uma parceria entre dois rivais como Cruzeiro e Atlético, ainda mais quando o objetivo é a gerência de um estádio. São muitos interesses, muita gente envolvida e muita, muita rixa. Já imaginou Kalil e Gilvan sentados, lado a lado, resolvendo a divisão de renda após um clássico, por exemplo? Se para decidir se o clássico contaria com duas torcidas já foi o maior “auê”, para bater o martelo em questões ainda mais complicadas seria praticamente impossível.

Outro argumento que coloco aqui – e agora, mais do que nunca, é meu eu torcedor que fala – é o fato de termos que “dividir” o Mineirão com o time alvinegro. Não preciso dizer aqui quão bom foi poder gritar – com uma legitimidade jurídica -: “O Mineirão é nosso!”. O acordo com a Minas Arena selou um desejo cruzeirense de finalmente ter a preferência nos mandos de jogos no maior estádio de Minas Gerais. O Gigante da Pampulha finalmente estava à mercê dos interesses azuis. Se essa parceria se consolidar (pelo amor de Deus, não!) não teremos mais nossos fregueses-inquilinos. Serão apenas fregueses, como sempre foram.

Sou cem por cento, totalmente, sem sombra de dúvida, e qualquer outra palavra que você queria colocar aqui, contra essa parceria. É certo que a Minas Arena vem fazendo as suas lambanças. Mas a corda sempre estoura no lado mais fraco, e nós, meus amigos, somos o lado mais forte dessa vez. O Gilvan tem mostrado pulso firme em suas reivindicações, ainda mais quando o nome da Minas Arena está em pauta. Espero muito que continue assim. O Mineirão é nosso! Os inquilinos que se contentem com o puxadinho, está bom demais.

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