quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

V X 0, ou 5 x 0... Como você preferir.

V, de voraz.
Fulminente. O Cruzeiro mal entrou em campo e logo no primeiro minuto fez o primeiro gol com Wallyson. Nem o mais otimista cruzeirense imaginou que a Libertadores 2011 começaria tão bem para a equipe estrelada. Este gol mudava todo o esquema do time argentino em campo. Começava ali uma nova partida e o time ‘hermano’ tratou de correr para o abafa em busca do gol de empate.

V, de vontade.
A disposição do time estrelado em campo era realmente algo impressionante. Wallyson, uma das apostas do Cuca para a partida, já havia brilhado no lance do gol e, de quebra, ainda voltava para marcar. E foi assim o jogo todo, auxiliando na marcação pelo lado onde estava o Pablo. Cada ataque do time argentino era prontamente rebatido pela sólida defesa azul.

V, de vistoso.
Todos em campo demonstravam muita entrega. Roger, outra das apostas de Cuca para o jogo de hoje, deitava e rolava em campo, jogando com muita calma e mostrando um excelente futebol. Ao lado de Montillo, estavam muito bem em campo. E na roda da fortuna do técnico celeste, até Gilberto teve lugar na equipe atuando na lateral esquerda. E que partida ele fez! Magnífico na defesa, não deixou a tradicional avenida pela ala esquerda e ainda apoiou com convicção.

V, de vibração.
Depois de uma bola roubada por Montillo, o argentino fez um lançamento milimétrico para Róger que fintou o zagueiro e chutou colocadinho no canto do goleiro do Estudiantes para fazer 2x0 aos 22 do primeiro tempo.

V, de volume.
A partir daí, o time Pincha se desorganizou totalmente, ou melhor, o Cruzeiro ganhou tamanho volume que não deixou a equipe argentina jogar. Montillo quase marcou aos 24. E este foi o rítmo do jogo, com o Cruzeiro armado para o contra-ataque e explorando a velocidade de Wallyson que estava muito bem no jogo também. Até que aos 39 foi a vez de Róger retribuir o presente para Montillo, enfiando uma bola açucarada para o argentino driblar o goleiro e cravar 3x0, placar final do primeiro tempo. Mas, antes do apito final ainda houve tempo para um chapéuzinho maravilhoso de Róger no adversário.

V, de velocidade.
O segundo tempo começou com os mesmos times da etapa inicial. Nos primeiros minutos, o Estudiantes até tentou botar uma pressãozinha, mas a defesa do Cruzeiro permanecia intransponível. Tudo estava dando certo. E com tamanha segurança atrás, ficou mais ‘fácil’ para a turma da frente fazer a festa. Wallyson estava infernal e com uma disposição inacreditável. Ele disparava pelo flanco esquerdo e sempre era perigoso.

V, de na Veia.
Em tabelinha iniciada entre Gilberto e W. Paulista, a bola cortada pela defesa do Estudiantes sobrou para Montillo arrematar, sem ao menos deixar a bola cair no chão, para fazer 4x0 Cruzeiro.

V, de volúpia.
A marcação era eficiente e o time sempre perigoso no ataque. O time argentino não conseguia fazer mais nada. O Verón, que recebeu o ‘carinho’ da torcida celeste durante toda a partida não conseguiu fazer nada em campo. Com o controle da partida, o Cuca poupou Gilberto e Roger, que estavam destruindo o jogo e promoveu a entrada de Diego Renan e Dudu. Foi então que o Estudiantes esboçou algum futebol. Primeiro em lance de impedimento mal marcado pelo árbitro que Fábio anulou, e depois em chute violento defendido por Fábio depois de uma falha da defesa celeste.

V, de vingaça.
Embora não tenha o mesmo efeito do que ganhar o título da Libertadores, o jogo de hoje servia mesmo para lavar a alma da torcida do Cruzeiro que estava engasgada com o time do Estudiantes depois da Libertadores 2009. E para fechar o caixão dos Pinchas, aos 37 Wallyson – que havia perdido um gol aos 36 – foi presenteado com um gol de sorte, após lançamento de Thiago Ribeiro. Era o 5º gol do Cruzeiro. Ou “V” a zero, em algarismos romanos. (Chupa Verón!)

V, de volta por cima.
Hoje, fica difícil de escolher o melhor em campo. Por isso acredito que temos que eleger o melhor fora dele. A vitória de hoje está totalmente creditada ao Cuca e sua valentia em modificar 5 posições na equipe. E sua estrela mais do que brilhou quando Wallyson fez com 1 minuto de jogo o primeiro gol e logo depois com o gol de Róger. Ousadia premiada com o bom futebol e a entrega de todos em campo.

V, de vitória.
Parabéns a todos os jogadores, ao Cuca e a toda torcida celeste que apoiou o time durante o jogo de hoje (apesar do espaço Vazio nas arquibancadas). Hoje, eu ví o jogo de casa, longe da Sampa Azul, pois as fortes chuvas de São Paulo não permitiram que eu chegasse ao nosso QG. Mas soube que a festa foi fantástica por lá.

V, de “que venham os adversários”.
Que este espírito persista ao longo da Libertadores. E depois desta estréia pé quente, eu que tanto peguei no pé desta camisa “diferente” com que jogamos hoje sou obrigado a admitir: esse V no peito foi pé quente... Que seja um V das inúmeras vitórias que teremos em 2011.

V, de Vamos vamos Cruzeiro!

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