quarta-feira, 30 de abril de 2014

Tradição pesa, meu amigo.


Meu Deus! Assim meu coração não aguenta!

Que a missão era difícil, a gente já sabia. Mas que a classificação viria em um enredo heroico, do modo que foi... Uau!

Mais uma vez fora de casa. Porém, confiança e superação são artigos base para todo torcedor do Cruzeiro nesta Libertadores. Depois da não menos heroica vitória por 2x0 no Chile, acredito que nenhum torcedor do Cruzeiro tem o direito de duvidar deste time.

Mas, no começo, foi tenso.

No primeiro tempo o Cruzeiro estava perdido em campo. Não conseguia atacar e sofria para segurar o time do Cerro. Basta dizer que a primeira etapa teve uma defesa milagrosa do Fábio, bola no travessão celeste, dupla de zaga amarelada no início da partida e um Cruzeiro ausente do ataque.

O sentimento da torcida era de apreensão. E o desejo da grande maioria era que o time voltasse com alguma modificação. Mudança esta que não veio com novos jogadores, mas sim com uma nova postura.

Foi um jogo de dois tempos.

O Marcelo Oliveira conseguiu ajeitar o time na base do papo, sem trocar peças. Nem mesmo as amareladas. E já nos primeiros minutos, o time celeste mostrou que estava bem mais ajeitado em campo e conseguiu pressionar o time do Cerro.

A pressão não se convertia em gols, o que motivou a entrada da dupla Borges e Dagoberto. Foi então que as bolas desapareceram e a catimba apareceu. Para piorar o cenário, em um lance de contra ataque paraguaio, o zagueio Bruno Rodrigo foi expulso, aos 32.

Era o momento mais difícil da partida, mas foi também o momento que a torcida mais apoiou. E essa energia positiva que emanamos, tal qual na batalha do Chile, chegou ao Paraguai.

Aos 35, o bom futebol do segundo tempo, a luta e a gana celeste foram recompensados. Everton Ribeiro cobrou falta alçando bola na área do Cerro. Dedé – o Mito – subiu mais que todo mundo e cabeceou a bola, que foi entrando vagarosamente, em slow motion, fazendo uma parabólica que encobriu o goleiro paraguaio e fez literalmente explodir a nação celeste em todo o Brasil.

A Sampa Azul foi a loucura e os torcedores que não morreram do coração passaram a assistir a partida de pé, em meio a cantos, unhas roídas, tensão e desabafo.

Borges saia para a entrada do zagueiro Leo e, ao final da partida, foram 4 minutos de acréscimo com concentração total do Cruzeiro, time e torcida. As bolas que sumiram durante quase todo o segundo tempo, apareceram em abundância. Mas o time celeste soube se segurar.

No minuto derradeiro da partida, em bobeira da defesa paraguaia, Dagoberto – que entrou muito bem na partida – carimbou a vaga celeste fazendo o segundo gol do jogo. O gol da classificação celeste.

Meu amigo... QUE JOGO!

Foi uma daquelas partidas que compõem a história de todo time campeão. Se vai ser, nós ainda não sabemos. Mas como não se empolgar depois de mais uma página heroica imortal como esta?

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar um duelo contra o San Lorenzo, em mais um duelo Brasil X Argentina. A novidade fica para o fato de que, desta vez, o jogo final será no Mineirão.

Parabéns aos heróis celestes. Foi uma vitória da superação e da persistência. O resultado foi uma festa que tomou a rua Tabapuã no início da madrugada desta quinta feira.


Jamais duvidem do nosso time! Continuamos #FechadosComOCruzeiro.

#CruzeiroNaBatalha.

Vamos Cruzeiro!



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