sábado, 16 de junho de 2012

O bom filho a casa torna.



Ah! Que saudades que estávamos destes dias felizes. Aliás, hoje foi o dia de matarmos saudades em triplo na Sampa Azul. Primeiro, por comemorarmos a volta do nosso grandioso Cruzeiro a BH, sua verdadeira casa, depois de dois anos e quatorze dias. Segundo, pelo reencontro com o grande público que compareceu hoje na Sampa Azul, como nos velhos tempos. E – para coroar este dia tão especial – o reencontro também com três vitórias seguidas no Brasileirão.


Novos e velhos amigos se amontoaram no andar de baixo da Sampa Azul. A mudança do horário do jogo de 21h para 18h30 surpreendeu os novos donos do estabelecimento que haviam reservado a parte superior para um evento. Mas não houve problema, assim como no primeiro jogo de nossa história, lá estávamos, amontoados e comemorando mais uma vitória.


Dentro de campo, além do espetáculo da torcida (com direito a mosaico e tudo mais), Celso Roth surpreendentemente escalou o time com 3 atacantes. Isso mesmo... você não leu errado. O treinador que havia começado com somente 1 atacante e a fama de retranqueiro soltava o time para cima do Figueira.

A estratégia, entretanto, saiu pela culatra e foi o time de Santa Catarina que teve todas as melhores chances na primeira etapa. A única possível alegria para os cruzeirenses era ter escalado o Fábio no game Cartola, pois o goleiro fez simplesmente 3 milagres que garantiram o empate até o intervalo da partida.

Wallyson não conseguia jogar e o time claramente se ressentiu do talento de Tinga, poupado pelo departamento técnico do time. Foi desesperador ver o buraco no meio e os constantes ataques do time catarinense.

Goleada de 1x0.

No segundo tempo, saiu Amaral e entrou Leandro Guerreiro. O time continuou meio capenga, embora levemente mais organizado. Roth percebeu que nada havia mudado e colocou Souza no lugar do Wallyson. Aí as coisas melhoraram.

Souza soube cadenciar o jogo e acrescentou qualidade ao toque de bola do Cruzeiro. Com o meio mais forte, não demorou muito para que o Cruzeiro criasse suas primeiras jogadas de perigo, em especial pela direita com Diego Renam e Montillo.

De tanto insistir, o Cruzeiro marcou o seu gol em falha do zagueiro do Figueirense. A bola sobrou para Souza, que tocou para Wellingotn Paulista – com muita classe, diga-se de passagem, encobrir o goleiro e complementar para o gol.

Off comment: Depois deste lance, prometo não pegar no pé do atacante por uma semana... rs

O Cruzeiro continuou batalhando e se defendendo. No final do jogo foi aquele abafa catarinense e a luta pelos 3 pontos. O esquadrão estrelado poderia – ainda – ter matado o jogo aos 46 do segundo tempo, quando Leandro Guerreiro perdeu um gol incrível, depois de arrancada e passe do Montillo. Mas tudo bem...

Foi sofrido, batalhado e suado. Mas foi alegre, contagiante e muito bom vencer a 3ª seguida, e ainda mais ao lado de todos os amigos que LOTARAM a Sampa Azul. Parabéns galera... vocês foram simplesmente DEMAIS.

Agora é uma luta dificílima contra o Vasco. Difícil mas não impossível.

Vamos vamos Cruzeiro! Que saudade nós estávamos de você! Tanto na cidade, quanto das vitórias, da auto estima, da perspectiva positiva.


Que venham novos reforços... que venham novos desafios... que venham novas vitórias.

O bom filho a casa torna! E que, com ele, nossas conquistas também.

Zêeeeeeeerooooooooo!

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