quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Começou, mas...


Sim, amigos... Depois de um ano terrível em 2011, a bola começou a rolar em 2012. Ou melhor, deveria ter começado para o Cruzeiro, mas parece que o time não entrou em campo nesta primeira partida contra o modesto Guarani de Divinópolis (cidade que – aliás – tem mais cruzeirenses que bugrinos e galináceos unidos).

Mas falar do jogo assim, de cara, não me parece correto. Fico até me perguntando por onde começar para justificar minhas preocupações com o ano de 2012, uma vez que a derrota para o Guaraní, em casa, é apenas a ponta de um “Ice Berg”, imerso em um início de ano de confusões, falta de dinheiro, desmanche do nosso time, novela Montillo e o início de uma nova gestão, por parte do Dr. Gilvan, nosso presidente.

Uma nova era.

Quando o candidato da situação Dr. Gilvan, ou seja, indicado pelo ZZP venceu as eleições eu pensei: ‘Tudo vai continuar do mesmo jeito’. Vendas de jogadores, contratações medíocres e todo aquele padrão que destoa do próprio estilo de comando vencedor, estabelecido pelo próprio ZZP nos anos 90.

Por sorte nossa, o paladino Dr. Gilvan decidiu comprar a briga pelo bem do Cruzeiro e fez do Montillo a sua bandeira, o seu grito de independência, mesmo com insistentes orientações do antigo mandatário e de toda a imprensa do universo para que ele vendesse o argentino a preço de banana para o Corinthians.

Diga-se de passagem, Gilvan recusou uma proposta de 10 milhões de euros + 3 jogadores do São Paulo e, obviamente, recusou uma oferta de 8 milhões do Corinthians pelo jogador que, apesar de menor e menos vantajosa para o Cruzeiro, muitos incoerentes da imprensa paulista (além da banda podre da imprensa mineira) cravavam que nosso presidente teria a obrigação de vender o jogador, uma vez que este receberia muito mais no Parque São Jorge.

O nome disso é aliciamento. Mas o Dr. Gilvan se manteve forte até agora e, apesar de todos e de tudo que conspira contra, peitou a ‘gambazada’, a imprensa e o próprio jogador fazendo valer o contrato assinado e os interesses do Cruzeiro, mesmo sabendo que o clube está com o ‘penico na mão’, em um momento de dificuldade financeira.

Super Gilvan! Que se mantiver essa postura terá conseguido a confiança da torcida e – ao mesmo tempo – exorcizar a sobra de ZZP que ainda recai sobre o seu ombro.

Mas o problema do Dr. Gilvan e consequentemente do Cruzeiro é a herança maldita que nosso presidente recebeu, de um time mais fraco que o ano passado, sem jogadores de referencia, sem dinheiro e sem alternativas imediatas para recolocar o Cruzeiro no lugar que ele merece: o topo da tabela, brigando por títulos.

É neste cenário que nosso herói paladino terá que lutar e trabalhar.

O que ficou.

Infelizmente, o que ficou ao lado do Dr. Gilvan não ajuda muito no seu desafio. Acabamos 2011 com um elenco em frangalhos, um treinador que ainda tem muito a provar e um diretor de futebol odiado pela torcida e com contratações pouco eficientes.

Perdemos o Fabrício, o M. Paraná e outros tantos ao longo do ano passado que nosso time atual parece aquele arremedo que jogou contra o Figueirense no returno do brasileirão do ano passado: não se conhece quase ninguém.

É, rapaziada, não tá mole para ninguém, muito menos para o Cruzeiro, que assim como outros times, sem o dinheiro da TV e do clube dos 13, não tem grana para grandes contratações e chegou – inclusive – a atrasar salários.

E com isso, tirando Fábio e Montillo, a diferença entre o Cruzeiro e o Guaraní fica por conta da história, camisa e torcida. Porque em campo...

Sem entrosamento no meio campo, e com jogadores que ainda não provaram merecer vestir a camisa azul, o comandante celeste assistiu ao seu time, de 40 dias de pré temporada, apresentar o mais tenebroso jogo de futebol de todos os tempos.

Resultado, 0x1 para o brugre de Divinópolis e uma caminhão de peso para o time celeste que já começa o ano em clima de guerra.

O que podemos fazer?

Simples meus amigos. Precisamos fazer só 2 coisas para mudar esta situação.

A primeira é torcer e rezar. Pois se nós não apoiarmos o time e não incentivarmos quem veste a camisa celeste, quem vai fazê-lo?

A segunda, e mais importante, é se associar ao novo programa de sócio torcedor do clube quando este surgir. Somente assim teremos verba o suficiente para competir com os clubes do eixo do mal.

Ah. E ter paciência, é claro. Pois não há dinheiro neste momento e o que temos é isso aí mesmo.

Que o Dr. Gilvan consiga separar o joio do trigo neste começo de trabalho no Cruzeiro. E que consiga somar gente empenhada e preparada para ajudar o clube neste momento. Com a minha torcida e com o meu apoio ele já conta.

Agora é juntar os cacos, somar mais 2 ou 3 jogadores que ainda não estreiaram e torcer para que muito em breve tenhamos nosso Cruzeiro de volta.

Contra o Tupi, todo mundo para a Sampa Azul, como já aconteceu este domingo.

Vamos Cruzeiro!

Um comentário:

Ducamigo disse...

Bem escrito Edu...

A situação é feia, mas a Sampa Azul não desanima nunca...Próximo jogo é todo mundo la...

Rezando e torcendo!!!